SÃO PAULO

REGIÃO LAPA

Dom José Benedito: ‘Trazemos em nossas mãos o perfume do Ressuscitado’

Por Redação
26 de abril de 2019

Em seu primeiro Tríduo Pascal como Bispo Auxiliar de São Paulo, o Bispo agradeceu a acolhida, especialmente, da Região Episcopal Lapa

Benigno Naveira

As celebrações do Tríduo Pascal na Comunidade São João Batista, da Paróquia Santo Alberto Magno, no Setor Pastoral Butantã, foram presididas por Dom José Benedito Cardoso, Bispo Auxiliar da Arquidiocese na Região Lapa.

Na homilia da Vigília Pascal, no Sábado Santo, 20, Dom José Benedito, fazendo uma analogia com a dinâmica da natureza, recordou todo o itinerário percorrido por Jesus desde a Quinta-feira Santa:

“No campo, percebemos que a melhor espiga, a flor mais bela e o maior e mais saboroso fruto são produzidos em terrenos com maior quantidade de matéria orgânica que vai se decompondo. Jesus lavou nossos pés, retirando toda a sujeira da humanidade. Depois, Ele foi colocado no sepulcro como escória da humanidade, e foi neste terreno fértil da nossa sujeira que Ele fez brotar a vida, e hoje podemos colher o melhor fruto, o mais saboroso e que tem o melhor perfume. Jesus nos resgatou da podridão e nos deu uma vida nova”, enfatizou.

Dom José Benedito recordou os últimos momentos de Jesus Cristo com os discípulos, enfatizando, que, por sua morte, Cristo assumiu as dores dos doentes, dos famintos, injustiçados, estrangeiros, pecadores e de tantas outras pessoas: “Na quinta-feira, se rebaixou para lavar os nossos pés e ele queria tirar toda a sujeira, toda a imundice, e nos ensinou a amar-nos uns aos outros, especialmente por meio do serviço. Na sexta-feira, foi julgado, condenado à morte violenta, morte de Cruz, do seu corpo ferido jorrou sangue e água”.

O Bispo destacou o papel das mulheres mencionadas no Evangelho e disse que “como aquelas mulheres corajosas na madrugada, que levantaram cedo para perfumar a vida, também nós, gente batizada, trazemos em nossas próprias mãos o perfume da vida nova do Ressuscitado”.

Dom José Benedito disse, ainda, que o Círio Pascal, que se consome ao longo do tempo, é como Cristo que dá a vida por todos. “Que cada um de nós, cristãos batizados, à semelhança desse Círio Pascal, possamos consumir nossas vidas para que, na comunidade e no mundo, brilhe a luz do Ressuscitado”, finalizou.

(Colaborou: Benigno Naveira)

 

 

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