SÃO PAULO

Ordenação

Diáconos para servir o povo de Deus

Por Nayá Fernandes
10 de dezembro de 2018

A ordenação será celebrada no sábado, 15, na Catedral da Sé

Luciney Martins/O SÃO PAULO

“Respondendo e compondo, com nossas vidas, o maravilhoso e divino desenho que Deus traçou para cada um de nós em vista do bem de todos, temos a alegria de convidá-los para a Celebração Eucarística na qual seremos ordenados diáconos.” 

A mensagem acima faz parte do convite para a ordenação diaconal que acontecerá no sábado, 15, às 15h, na Catedral da Sé e será presidida pelo Cardeal Odilo Pedro Scherer. Serão ordenados oito diáconos permanentes e quatro seminaristas, que posteriormente também serão ordenados sacerdotes.

 

VOCAÇÕES

Antonio Monge, 54, é da Paróquia Assunção de Nossa Senhora, na Região Episcopal Sé. Casado há 25 anos com Flavia Bresciani e pai de Susanna e Giovanna Bresciani, Antonio, ainda jovem, rezou, pedindo a Nossa Senhora que sua vida não fosse uma folha em branco. Aos 16 anos, buscando descobrir sua vocação, escreveu uma carta à fundadora do Movimento dos Focolares, Chiara Lubich, na Itália. “Qual minha surpresa, ao receber uma resposta, na qual ela gentilmente me respondeu, clareando meu caminho.”, contou Antonio à reportagem do O SÃO PAULO

Aos 49 anos, Edson Francisco Breda é membro da Paróquia Nossa Senhora de Loreto, na Região Episcopal Santana. Casado há 25 anos com Kelly Cristina Breda e pai de Edson Francisco, Emerson Francisco e Stefani Breda, disse que, desde jovem, gostava de estudar Teologia e, após os 40 anos, decidiu ingressar na academia para fazer graduação na PUC-SP. “Este meu interesse pela Teologia quando jovem já era uma manifestação sobrenatural da ação do Espírito Santo, um chamamento para servir mais e melhor”, afirmou. 

Sérgio Vlainich, 63, é da Paróquia São Carlos Borromeu, na Região Episcopal Ipiranga. Casado com Angela Gomes Vlainich há 36 anos e pai do Felipe Vlainich, Sérgio começou seu caminho vocacional a partir da preparação para a primeira Eucaristia do filho. “Fomos convidados para participar da equipe do Batismo, na qual estamos há 16 anos.”

 

SERVIÇO

Para Edson Chagas Venceslau da Silva, 59, casado há 36 anos com Viviane Moser Chagas da Silva e pai da Talita, do Diogo e da Bárbara, para ser diácono “é preciso ter um coração dócil, para viver e testemunhar com a vida aquilo que se prega”. Ele participa da Comunidade Cristo Ressuscitado, pertencente a Paróquia Nossa Senhora Aparecida de Vila Souza, na Região Episcopal Brasilândia.

Para Geneval Candido da Silva, 71, da Paróquia Cristo Libertador, na Região Episcopal Brasilândia, o diaconato é o dom de Deus para o exercício da vida. “O diácono é apóstolo de Cristo humilde, manso e servidor”, disse o esposo de Durvalina Antônio e pai de Maicon Candido.

Marcelo dos Reis, 47, pertence à Paróquia Nossa Senhora da Candelária, na Região Episcopal Santana, é casado há 26 anos com Antonia Gomes da Silva Reis, participa do Encontro de Casais com Cristo e é Ministro Extraordinário da Sagrada Comunhão. “O diaconato para mim será sinônimo de servir o povo de Deus em tudo que for necessário. Que eu possa ser digno de exercer este ministério aonde Deus me enviar”, disse. 

Norberto Celestino Pereira é bacharel em Direito e participa da Paróquia São Roque, na Região Episcopal Santana. Ele sempre esteve entrosado em movimentos paroquiais, com objetivo missionário e foi apresentado à Escola Diaconal São José. “O exercício diaconal é estar disponível a serviço da Palavra, da liturgia e da caridade”, afirmou. 

Welton Tadeu Marcondes de Oliveira Santos, 42, é casado com Lílian Motta Santos e pai de quatro filhos: Luana, Lucas, Letícia e Larissa. Atualmente, participa da Paróquia Nossa Senhora de Fátima, na Região Episcopal Santana. “Nossos filhos são coroinhas e nós catequistas e Ministros Extraordinários da Sagrada Comunhão. Após um período de discernimento e incentivado pela minha esposa, procurei o pároco, que me encaminhou para a Escola Diaconal. Como diácono permanente, casado, pai de família e no meio em que vivo, sinto que devo ser sinal da presença do Cristo Servo, servindo os irmãos”, enfatizou.

 

SEMINARISTAS

Carlos André Romualdo tem 29 anos e sua Paróquia de origem, ou seja, onde participava quando se sentiu chamado por Deus para a vida sacerdotal, é a Paróquia Espírito Santo, na Região Episcopal Brasilândia. “Para mim, a tônica com a qual poderei me valer quando penso no exercício do ministério diaconal é a do serviço, sobretudo no que refere à ajuda para que outras pessoas possam conhecer a pessoa de Jesus Cristo.” 

Francisco Ferreira da Silva, por sua vez, tem 37 anos e sua Paróquia de origem é a São Januário, localizada no bairro da Mooca. Natural da cidade de Venha Ver (RN), filho de Rosa Ferreira da Silva e Cirilo Costa da Silva, ele veio de uma família numerosa de 13 irmãos. “Desde os 10 anos de idade já me senti chamado a seguir de uma forma mais concreta o chamado de Deus; a princípio, minha família achava impossível ter alguém que pudesse ser padre na família, por vários motivos, entre eles a pobreza. Em 1998, em viagem pra São Paulo, procurei a Pastoral Vocacional da Arquidiocese, fui acompanhado, aprovado e hoje estou terminando a Teologia. Ser diácono pra mim significa ser aquele que serve imitando Jesus, que se fez servidor de todos”, disse Francisco. 

Mineiro de Poços de Caldas (MG), Hernane Santos Módena tem 40 anos e ingressou no Seminário da Arquidiocese de São Paulo em 2014: “Acredito que a semente da vocação sempre esteve plantada no meu ser. Foram muitos os amigos, entre sacerdotes e leigos, que ajudaram a regá-la para que ela germinasse e crescesse. Tenho uma profunda gratidão à minha família, à Igreja, aos formadores, amigos, benfeitores, às comunidades paroquiais que me acolheram para o estágio pastoral, e a todo povo de Deus, que me ajudou a ser um cristão melhor, e a me preparar para o exercício do ministério do diaconato.” 

Luiz Carlos Ferreira Tose Filho nasceu no bairro Jardim Tremembé, na zona Norte de São Paulo. Aos 29 anos, o jovem disse à reortagem que o período do seminário é de grande importância. “É um tempo de preparação e de discernimento maior sobre a vocação. No decorrer desses anos, trabalhei em algumas paróquias e fiz missão em diversas realidades. E chegando no município de Venha Ver (RN) neste ano de 2018, fui aprovado para a ordenação diaconal. Quero colocar minha vocação à disposição para bem servir o Povo de Deus”, continuou.

 

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