INTERNACIONAL

China

Desafios do catolicismo chinês

Por Filipe David
12 de setembro de 2017

Dom Michael Yeung Ming-cheung, bispo de Hong Kong, xplicou a situação do catolicismo no País

O novo bispo de Hong Kong, Dom Michael Yeung Ming-cheung, concedeu uma entrevista à CNA , na qual explicou a situação do catolicismo no País, principalmente no que se refere à liberdade religiosa e à interferência estatal na Igreja. 

Em 1957, o governo chinês fundou a Associação Patriótica Católica Chinesa, uma entidade criada para desempenhar o papel que deveria ser da conferência episcopal chinesa, estabelecida pelo Vaticano. O Partido Comunista Chinês, que governa o País com mão de ferro desde 1949, entende que tem o direito de escolher os bispos católicos, o que contraria as leis da Igreja. Por isso, uma parte da Igreja na China é ilegal e clandestina. O governo mantém um controle rigoroso e uma perseguição constante contra esses fiéis. 

Para Dom Michael, nas discussões com o governo chinês, é preciso um “realismo sadio para, de um lado, se evitar falsas esperanças e expectativas irrealistas e, de outro lado, não fechar as portas para a continuação do diálogo no futuro”. O Bispo explicou que o interesse do governo é controlar todas as possíveis fontes de instabilidade política. Dom Michael lembrou o discurso do presidente Xi Jinping, em abril, no qual o Presidente insistiu que “os grupos religiosos devem aderir à liderança do Partido, apoiar o sistema socialista e o socialismo com as características chinesas, reter o princípio de ‘independência religiosa’ e ‘autoadministração’ e que é preciso haver uma ‘chineização’ da religião”. 

Fonte: CNA
 

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