SÃO PAULO

Caos em São Paulo

Depois da tempestade...

Por Flavio Rogério Lopes
11 de fevereiro de 2020

Prefeitura promete ressarcir moradores afetados. Pastoral do Povo da Rua pede ajuda em favor dos mais vulneráveis que perderam o pouco que tinham

Reprodução da internet

De acordo com a prefeitura de São Paulo, o temporal que atingiu a capital paulista nesta segunda-feira, 10, ganhou força ainda durante a madrugada. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o volume de água registrado no intervalo de 24 horas foi o maior para um mês de fevereiro em 37 anos.

São Paulo teve uma manhã caótica com os rios Tietê e Pinheiros transbordando e deixando trechos das marginais intransitáveis. A circulação dos transportes públicos (ônibus, metrô e trens) ficou comprometida, e a Prefeitura suspendeu o rodízio de veículos.

Até as 13h30, o Corpo de Bombeiros registrou 796 acionamentos por enchentes, 120 quedas de árvores e 140 desabamentos/desmoronamentos. O Governo do Estado e a Prefeitura de São Paulo atribuíram à chuva excessiva os inúmeros transtornos.

O Prefeito de São Paulo, Bruno Covas, declarou que os moradores da cidade que se sentirem prejudicados pelos alagamentos podem pedir ressarcimento de impostos nas Subprefeituras. Os valores, segundo o prefeito, serão ressarcidos no IPTU de 2021.

Segundo o Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE) da Prefeitura de São Paulo, a chuva forte deve continuar ao longo da tarde e da noite, e o tempo deve permanecer instável nesta terça-feira, 11.

Paróquia alaga na zona oeste

A Paróquia São José, localizada na Rua José Vicente Ramos, 83, no bairro de Monte Alegre, na Região Episcopal Lapa, foi invadida pelas águas da chuva e ficou com os bancos revirados e todo o templo repleto de lama.

Pelas redes sociais, os paroquianos pediram ajuda e relataram que não é a primeira vez que sofrem com tal situação.  

Solidariedade

O Padre Julio Lancelotti, Vigário Episcopal para a Pastoral do Povo da Rua, em entrevista à rádio 9 de julho, relatou que recebeu na Paróquia São Miguel Arcanjo, no bairro da Mooca, onde é Pároco, moradores em situação de rua que perderam tudo e necessitam de doações.

“Neste momento todos passam por dificuldades na cidade com as chuvas, mas aqueles que moram nas ruas, aqueles que ficam expostos às chuvas e aqueles que não tem lugar para ficar precisam da nossa ajuda”, afirmou.

As doações de roupas e sapatos podem ser entregues na Casa de Oração do Povo da Rua (Rua Djalma Dutra, 3, Luz), na Catedral Metropolitana de São Paulo (Praça da Sé) ou na Paróquia São Miguel Arcanjo (Rua Taquari, 1100 – Mooca).

(Com informações de G1, Prefeitura de SP e CGE)

Para pesquisar, digite abaixo e tecle enter.