NACIONAL

Coronavírus

Coronavírus leva Governo Federal a elaborar PL sobre quarentena sanitária

Por Daniel Gomes
05 de fevereiro de 2020

No Brasil, nenhum caso de coronavírus havia sido confirmado até a tarde da terça-feira, 4. No entanto, 14 pacientes estão sendo monitorados, em quatro estados


 

O Governo Federal encaminhou ao Congresso Nacional, na terça-feira, 4, um Projeto de Lei (PL) com regras para a adoção de quarentenas sanitárias no Brasil. 


A medida acontece dois dias após ser anunciada a repatriação de brasileiros que vivem em Wuhan, na China, cidade mais atingida pela epidemia de coronavírus, que já infectou, ao menos, 20 mil pessoas naquele país e resultou em mais de 400 mortes. Também há casos confirmados em outras 26 nações.


“A lei trará todos os detalhes técnicos da quarentena. Ela vai harmonizar e colocar [o Brasil] em um patamar de igualdade com a legislação de outros países que possuem mecanismos similares. Temos que aprender com o que está acontecendo e nos preparar, porque isso pode acontecer no nosso quintal”, disse o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, em entrevista coletiva na segunda-feira, 3. 


No Brasil, nenhum caso de coronavírus havia sido confirmado até a tarde da terça-feira, 4. No entanto, 14 pacientes estão sendo monitorados, em quatro estados. 


Ainda que o Projeto de Lei não seja aprovado pelo Congresso, o Governo Federal já definiu que os brasileiros que estão em Wuhan passarão por exames prévios para checagem das condições clínicas de viagem. Ao retornarem ao Brasil, irão permanecer em um período de quarentena. O prazo de isolamento e local onde ficarão ainda não está definido.


“Não podemos trazer quem esteja com febre e gripado dentro do avião, junto com aqueles que não apresentam sintomas de gripe. A pessoa tem que estar em boas condições clínicas de viajar, para segurança dela e dos outros passageiros”, informou Mandetta.


Na China, pesquisadores já descobriram que o novo tipo de coronavírus contagia seres humanos por meio de um receptor celular idêntico ao que causou a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS) no país, há 17 anos. Por isso, já avaliam que drogas e vacinas criadas para a SARS poderiam ser utilizadas para tratar pacientes com o novo coronavírus. 
 

Fontes: Ministério da Saúde, Agência Brasil e G1
 

Para pesquisar, digite abaixo e tecle enter.