INTERNACIONAL

Estados Unidos

As consequências da liberação sexual

Por Filipe David
11 de junho de 2018

50 anos após a liberação sexual,  DSTs atingiram o maior pico da história no Estado da Califórnia.

Reprodução da Internet

Em 1968, o mundo ocidental celebrava uma grande revolução cultural e a liberação sexual que deveria libertar as mulheres e “empoderá-las”. Hoje, 50 anos depois, algumas das consequências dessa transformação social já podem ser cientificamente estudadas. Em uma conferência, oito pesquisadoras compartilharam suas descobertas sobre o uso de anticoncepcionais, infertilidade, a cultura do sexo sem compromisso, doenças sexualmente transmissíveis (DST), pornografia, maternidade de substituição ou “barriga de aluguel” e o tráfico sexual. A conferência foi patrocinada pelo Forum de Mulheres Católicas e pelo Centro de Ética e Cultura de Notre Dame.

Segundo a doutora Suzanne Hollman, 78% das mulheres entrevistadas em um estudo estavam arrependidas de sua última experiência de sexo casual. A doutora Monique Chireau lembrou que, quando estudava para se tornar médica ginecologista há vinte anos, casos do vírus do papiloma humano (HPV) eram raros; “hoje, é uma doença comum”, disse. As DSTs atingiram o maior pico da história no Estado da Califórnia, de acordo com os dados divulgados recentemente pelo Departamento de Saúde Pública daquele Estado: foram mais de 300 mil casos de clamídia, gonorreia e sífilis em 2017. 

“As mulheres passam seus vinte e poucos anos a evitar a gravidez e seus trinta e poucos a tentar engravidar”, disse a doutora Marguerite Duane, sobre o tema do uso de anticoncepcionais. “A explosão da atividade sexual, graças à pílula, foi acompanhada por níveis de divórcios, concubinagens e abortos nunca antes vistos na história”, afirmou a pesquisadora Mary Eberstadt. 

Segundo a psicóloga Mary Anne Layden, que tem como pacientes tanto vítimas de estupro quanto estupradores, existem dois indicadores principais que ajudam a prever a violência contra a mulher: “a opinião de que o sexo é um comportamento casual, recreativo e não íntimo” e o uso de pornografia pelos homens. Segundo a Psicóloga, diversos estudos mostram que o uso de pornografia, cujo conteúdo é frequentemente muito violento, leva à violência contra a mulher. Um dos estudos mostrou que, quanto mais cedo o homem é exposto à pornografia, tanto mais provável é que ele se envolva em sexo não consentido. “A ideia de que a pornografia é um crime sem vítimas acabou”, disse. 

Outros fatos abordados na conferência foram o aumento do tráfico sexual de crianças, a exploração de mulheres na indústria da prostituição e também na indústria da fertilidade. Esta última tornouse uma indústria bilionária, que deve atingir os 23 bilhões de dólares nos próximos cinco anos.

Fonte: CNA
 
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