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Fonte: ACI Digital

Conferência episcopal se manifesta contra reconhecimento de casamento gay

Por Fonte: ACI Digital
26 de junho de 2019

A CEE reafirmou a Doutrina da Igreja de que o casamento é constituído pela união entre um homem e uma mulher

A Conferência Episcopal do Equador (CEE) manifestou-se contrariamente ao recente reconhecimento das uniões entre pessoas do mesmo sexo pela Corte Constitucional do País. A CEE reafirmou a Doutrina da Igreja de que o casamento é constituído pela união entre um homem e uma mulher.

No dia 12, a Corte Constitucional, com voto favorável de cinco juízes, reconheceu “o casamento de pessoas do mesmo sexo”. Baseados na interpretação do artigo 67 da Constituição do Equador, que vedaria qualquer discriminação, os juízes decidiram igualar as uniões entre pessoas do mesmo sexo e as uniões entre pessoas de sexo distinto.

Em comunicado de 13 de junho, a Conferência Episcopal defendeu que “a Corte Constitucional, sob nenhum argumento, tem o direito de reformar o conteúdo da Constituição da República, incluindo a figura do casamento, definida em seu artigo 67 como a união de um homem e uma mulher”.

A Conferência também levantou suspeitas sobre a idoneidade de dois juízes da Corte, pois, quando eram advogados, eles já haviam atuado profissionalmente em processos que buscavam o reconhecimento das uniões entre pessoas do mesmo sexo.

Os bispos recordaram que a maioria da população equatoriana é contrária à decisão: “A definição de casamento como a união de um homem e uma mulher foi aprovada pelo povo equatoriano, por meio de um referendo realizado em 2008, com 63% dos votos, precisamente para proteger e fortalecer a instituição do casamento, que é a única que garante a continuidade da espécie humana e seu livre desenvolvimento, de modo que cinco juízes não podem ir contra a vontade soberana dos equatorianos”.

Manifestando-se contrária a qualquer tipo de discriminação injusta devido à “idade, raça, religião, orientação sexual ou cultural”, a CEE ratificou o desejo de “promover o casamento entre homem e mulher, tal como o reconhece o Pacto de San José da Costa Rica, a Convenção Americana sobre Direitos Humanos e a Constituição do Equador, como fundamento da família e da sociedade, e uma instituição que deve ser reconhecida e garantida pelo governo equatoriano”.

Na conclusão do comunicado, os prelados comprometeram-se a “ensinar as crianças e jovens que o casamento, de acordo com a fé cristã, é a união indissolúvel entre um homem e uma mulher, e que, como fruto desse amor, nascem os filhos para a sociedade e para o Reino de Deus”.

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