SÃO PAULO

Sínodo Arquidiocesano

"Comunhão, conversão e renovação" - Sínodo Arquidiocesano

Por Fernando Geronazzo
03 de julho de 2017

Passos concretos para a realização do Sínodo da Arquidiocese de São Paulo

Luciney Martins/O SÃO PAULO

Uma vez convocado, o Sínodo Arquidiocesano começa a dar passos concretos. No dia 18, o Cardeal Odilo Pedro Scherer, arcebispo metropolitano, criou a Comissão de Coordenação Geral do  Sínodo.  Na mesma data, Dom Odilo instituiu a Secretaria Geral do Sínodo e nomeou como secretário o Padre Tarcísio Marques Mesquita, coordenador arquidiocesano de pastoral.

A Comissão de Coordenação Geral do Sínodo é constituída pelos bispos  auxiliares, vigários episcopais, o secretárioeral do  Sínodo,  os  coordenadores  regionais de  pastoral, um dos representantes da Procuradoria da Mitra  Arquidiocesana de  São Paulo, dos religiosos, diáconos permanentes e leigos de diferentes âmbitos de atuação pastoral.

Padre Tarcísio explicou ao O SÃO PAULO que  a  Secretaria  Geral tem a missão mais executiva de ajudar na preparação das reuniões e dos encontros e na formulação das questões que serão encaminhadas para serem trabalhadas nas paróquias na segunda etapa do Sínodo. “Toda a comunicação e divulgação das atividades do Sínodo serão de responsabilidade da Secretaria Geral, que  também  será responsável por realizar essa ponte entre as discussões, encaminhamentos, as estruturas e as reuniões ao longo do caminho sinodal”, disse.

Já a Comissão de Coordenação Geral terá a missão de planejar os passos futuros do caminho sinodal e dar corpo a todo o processo do próprio Sínodo. “Terá a preocupação para que as coisas sejam realmente eficazes e tenham uma ligação do começo até o fim”, acrescentou o secretário, que destacou, ainda, que nessa comissão o acompanhamento de Dom Odilo tem uma importância fundamental.

 

Etapas

Como explicado na convocação feita por Dom Odilo, o ano de 2017 será dedicado à motivação de toda a Arquidiocese, dos organismos eclesiais, o clero, o laicato, as comunidades, as pastorais como um todo, as congregações e  ordens  religiosas, as universidades e escolas católicas, bem como todo o âmbito da educação. “Todos serão motivados, informados e envolvidos para que o Sínodo esteja no coração de todas as pessoas que vivem o espírito de ser Igreja na Arquidiocese de São Paulo”, destacou Padre Tarcísio.

Já  no ano de 2018, predominará uma grande avaliação da realidade da Igreja a partir da base, especialmente nas paróquias e comunidades. “É importante que seja feita uma avaliação sincera da realidade e de como a Igreja está evangelizando em  sua base; quais são os sucessos desse trabalho, quais são as deficiências, o que tem sido  feito que  merece um  cuidado ainda  maior”, detalhou  o secretário do Sínodo.

Em 2019, a etapa acontecerá no âmbito das regiões episcopais e dos vicariatos episcopais – da Comunicação, do Povo da Rua e da Educação e Universidade –, onde serão compiladas as inFormações vindas da avaliação feita na base. Dessa fase, virão as contribuições que serão trabalhadas em 2020, quando está prevista a Assembleia do Sínodo Arquidiocesano que, como Dom Odilo explicou na convocação, será a etapa central do caminho sinodal.

“A partir das indicações do sínodo, espera-se chegar à definição de diretrizes pastorais para renovar e dinamizar a ação evangelizadora e pastoral nos anos seguintes na Arquidiocese; também poderão ser revistas e renovadas as várias diretrizes pastorais e, oportunamente, poderá ser efetuada uma reorganização pastoral da Arquidiocese”, afirmou o Arcebispo.

Também está prevista a elaboração de um regulamento do Sínodo que trará detalhes da realização de cada uma das suas etapas, além da elaboração de subsídios que auxiliarão as discussões e avaliações nas bases.

Padre Tarcísio ressaltou que o Sínodo tem como pilares as palavras “comunhão, conversão e renovação”, contidas no tema proposto pelo Arcebispo.  Já o lema – “Deus habita esta cidade: somos suas testemunhas” – traz novamente a motivação vivida durante  as celebrações do  centenário  da  Arquidiocese, em 2008.

O secretário recordou que o Sínodo acontece durante a vigência do 12º Plano Arquidiocesano de Pastoral, cujo tema é “Urgências da Ação Evangelizadora e Pastoral na Cidade”, que também irá iluminar as reflexões do caminho sinodal.

Para o Padre Tarcísio, os meios de comunicação da Arquidiocese – jornal O SÃO PAULO, rádio 9 de Julho, folheto Povo de Deus em São Paulo

 e portal ArquiSP – serão de fundamental importância para a divulgação e propagação de informações sobre o sínodo. A partir da próxima edição, o semanário arquidiocesano trará uma seção esclarecendo dúvidas sobre Sínodo. No portal ArquiSP, há uma página especial com informações e subsídios: www.arquisp.org.br/sinodo.

Para pesquisar, digite abaixo e tecle enter.