SÃO PAULO

Cardeal Müller

Com Pedro, a Igreja confessa que Jesus é o seu fundador

Por Fernando Geronazzo
05 de mai de 2019

Cardeal Müller preside missa solene na Catedral da Sé, no 2º Domingo da Páscoa, em 28 de abril

Luciney Martins/O SÃO PAULO

Na manhã do domingo, 28 de abril, a convite do Cardeal Odilo Pedro Scherer, o Cardeal Gerhard Müller presidiu a missa solene na Catedral da Sé.

Na homilia, proferida em Português, o Prefeito Emérito da Congregação para a Doutrina da Fé refletiu sobre a natureza e finalidade da Igreja. “Depois de ressuscitar dos mortos, ao mandar o Espírito Santo sobre os apóstolos e sobre toda a humanidade, Jesus concluiu a fundação da Igreja visível sobre a terra”, afirmou Dom Gerhard, referindo-se ao texto do Evangelho proclamado no 2º Domingo da Páscoa.

 

COMUNHÃO E MISSÃO

Recordando a Constituição Dogmática Lumen Gentium, do Concílio Vaticano II, o Cardeal Müller enfatizou que comunhão e missão são dois “conceitoschave” para a existência e a vida do povo de Deus.

Dom Gerhard continuou a reflexão destacando que, na comunidade das dioceses ao redor do mundo, a Igreja romana tem uma função especial, pois ela mesma foi fundada por meio do sangue dos príncipes dos apóstolos, Pedro e Paulo. “Com Pedro e com seus sucessores, os papas, a Igreja confessa em todos os tempos que é Jesus o seu divino fundador. Ele é a palavra que se fez carne”, acrescentou o Cardeal Müller.

 

POVO DE DEUS

O Cardeal Müller destacou, ainda, que a solidariedade universal, para com os pobres, enfermos, perseguidos e desprezados, e a luta por justiça social, pela vida dos não nascidos e pelo direito à vida de todos os idosos até a sua morte natural, são fundadas no fato de os cristãos serem “os anunciadores do Evangelho da graça e da dignidade humana”.

“Em sentido teológico – e não superficialmente ideológico –, a Igreja é uma Igreja dos pobres e para os pobres”, afirmou, indicando que não somente a hierarquia, mas toda a Igreja, com seus fiéis e pastores, é chamada ao serviço do povo de Deus.

Por fim, o Cardeal Müller disse que “a missão da Igreja, dentro e fora de si mesma, no passado e no futuro, era e é algo diferente de um mero empenho caritativo”, é um sinal de esperança para toda a humanidade, para que todos, por meio de Cristo, tenham “vida em abundância”.

 

LEIA TAMBÉM: Cardeal Hummes lança livro sobre Sínodo para a Amazônia

Para pesquisar, digite abaixo e tecle enter.