Precisamos da força da Eucaristia e do discernimento

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28 de abril de 2017

Todos os dias, às 7h30, os bispos reunidos na Assembleia Geral da CNBB, em Aparecida (SP), celebram a missa com a liturgia do dia antes de dar continuidade à pauta diária. Nesta sexta-feira, 28, o presidente da celebração foi Dom Luiz Soares Vieira, bispo emérito da Arquidiocese de Manaus (AM).

Na homilia, Dom Luiz afirmou que a Celebração Eucarística é um momento importante para buscar forças na missão evangelizadora da Igreja. “Nunca podemos sair de uma Celebração Eucarística do mesmo tamanho que entramos, especialmente em relação a evangelização da sociedade. Esses são instantes complicados em que precisamos, especialmente os bispos, das forças da Eucaristia e do discernimento.”

Comentando a segunda leitura da liturgia, um trecho do livro dos Atos dos Apóstolos, Dom Luiz falou sobre o mestre Gamaliel. “É o exemplo de Gamaliel, um homem esclarecido que evitou medidas descabidas propostas por vários membros do Sinédrio. Cuidado para não vos pordes em lutas contra Deus, precisamos de muita luz divina e de muita sabedoria para tomar decisões.”

E o Bispo, que todos os domingos, após as missas que presidia na Catedral de Manaus, permanecia ali por mais de uma hora atendendo ao povo que formava uma fila para falar com ele individualmente, lembrou ainda da figura literária de Dom Quixote.

“A tentação é fazer como Dom Quixote, investir contra moinhos indefesos, como se fossem inimigos, guerreiros. Podemos mergulhar em assuntos mínimos e desleixar urgências maiores, podemos mergulhar em soluções imediatistas e esquecer o futuro que abre situações incrivelmente preocupantes para a vida cristã. Em momentos como o atual, a experiência de pessoas que viveram longos anos, ajuda a minimizar o banal, e a maximizar o importante e pode ajudar na condução da Igreja”, afirmou Dom Luiz.

E ele falou ainda sobre o papel importante que exercem os bispos eméritos na Igreja. “Somos mais de 170 bispos eméritos do Brasil, que entregamos os governos de nossas dioceses, após anos e anos de serviços dedicados. Vivemos agora uma fase da vida que nos traz serenidade e nos oferece ocasião para outros serviços na Igreja.”

Papa no Egito

Dom Luiz recordou a visita do Papa Francisco no Egito e pediu a todos que rezassem por ele. “Nesse momento, vamos rezar pelo nosso Papa Francisco, que está viajando para o Egito, onde os cristãos foram assassinados por serem cristãos. Ele vai levar a força da Igreja Católica a todos Coptas que são cristãos como nós, que comungam a nossa fé. ‘Mãezinha’, protegei o nosso Papa, fazei com que essa missão seja realmente um reforço na fé daqueles cristãos que vivem situações extremas.”

Acerca da visita do Papa no Egito, Dom Edgar Madi, bispo da comunidade maronita no Brasil, disse em entrevista à rádio Vaticano que “o povo cristão que vive na terra do Oriente Médio está sofrendo só por causa do selo do Batismo que recebeu. O Papa tem preocupação por este povo e a viagem não vai ter repercussão só no Egito, mas no Oriente Médio todo. O Papa hoje não pode ir ao Iraque, mas está lá; não pode ir à Jordânia, mas esta visita é como se ele estivesse lá; não tem possibilidade de ir à Síria, mas é como se estivesse na Síria... No Líbano também... onde há presença palestina... ele foi à Terra Santa... Esta visita abraça todos os cristãos do Oriente Médio”.

 

Colaborou Larissa Freitas

 

(Com informações dos sites A12.com e Rádio Vaticano.)

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Mensagem da CNBB aos trabalhadores (as) do Brasil

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28 de abril de 2017


Reproduzimos a seguir a íntegra da mensagem dos bipos reunidos em Aparecida (SP), direcionado ao povo brasileiro por ocasião do Dia Mundial do Trabalhador, a ser celebrado na segunda-feira, dia 1º de maio. A mensagem será repercutida na coletiva de imprensa das 15h, desta sexta-feira, dia 28.
 

“Meu Pai trabalha sempre, portanto também eu trabalho” (Jo 5,17)

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB, reunida, no Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida – SP, em sua 55ª Assembleia Geral Ordinária, se une aos trabalhadores e às trabalhadoras, da cidade e do campo, por ocasião do dia 1º de maio. Brota do nosso coração de pastores um grito de solidariedade em defesa de seus direitos, particularmente dos 13 milhões de desempregados.

O trabalho é fundamental para a dignidade da pessoa, constitui uma dimensão da existência humana sobre a terra. Pelo trabalho, a pessoa participa da obra da criação, contribui para a construção de uma sociedade justa, tornando-se, assim, semelhante a Deus que trabalha sempre. O trabalhador não é mercadoria, por isso, não pode ser coisificado. Ele é sujeito e tem direito à justa remuneração, que não se mede apenas pelo custo da força de trabalho, mas também pelo direito à qualidade de vida digna.

Ao longo da nossa história, as lutas dos trabalhadores e trabalhadoras pela conquista de direitos contribuíram para a construção de uma nação com ideais republicanos e democráticos. O dia do trabalhador e da trabalhadora é celebrado, neste ano de 2017, em meio a um ataque sistemático e ostensivo aos direitos conquistados, precarizando as condições de vida, enfraquecendo o Estado e absolutizando o Mercado. Diante disso, dizemos não ao “conceito economicista da sociedade, que procura o lucro egoísta, fora dos parâmetros da justiça social” (Papa Francisco, Audiência Geral, 1º. de maio de 2013).

Nessa lógica perversa do mercado, os Poderes Executivo e Legislativo reduzem o dever do Estado de mediar a relação entre capital e trabalho, e de garantir a proteção social. Exemplos disso são os Projetos de Lei 4302/98 (Lei das Terceirizações) e 6787/16 (Reforma Trabalhista), bem como a Proposta de Emenda à Constituição 287/16 (Reforma da Previdência). É inaceitável que decisões de tamanha incidência na vida das pessoas e que retiram direitos já conquistados, sejam aprovadas no Congresso Nacional, sem um amplo diálogo com a sociedade.

Irmãos e irmãs, trabalhadores e trabalhadoras, diante da precarização, flexibilização das leis do trabalho e demais perdas oriundas das “reformas”, nossa palavra é de esperança e de fé: nenhum trabalhador sem direitos! Juntamente com a Terra e o Teto, o Trabalho é um direito sagrado, pelo qual vale a pena lutar (Cf. Papa Francisco, Discurso aos Movimentos Populares, 9 de julho de 2015).

Encorajamos a organização democrática e mobilizações pacíficas, em defesa da dignidade e dos direitos de todos os trabalhadores e trabalhadoras, com especial atenção aos mais pobres.

Por intercessão de São José Operário, invocamos a benção de Deus para cada trabalhador e trabalhadora e suas famílias.

Aparecida, 27 de abril de 2017.

 

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Expectativas e percepções de Bispos, sobre a Assembleia Geral

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27 de abril de 2017

Arquivo/CNBB

Com o início da Assembleia Geral, 26, bispos passaram a manifestar-se sobre o evento, expondo suas expectativas e percepções a seus fiéis, de modo que todos estejam próximos e situados do que ocorrerá nesses 10 dias de trabalhos e reflexões.

Mons. Bruno Elizeu Versari, nomeado bispo coadjutor de Campo Mourão (PR), transmitiu aos meios da Arquidiocese de Maringá que vê “os bispos empenhados e dedicados a construir uma Igreja cada vez mais voltada à realidade do povo. Uma assembleia em que os bispos querem viver e estar em sintonia com a realidade das comunidades”.

"Esperamos que a Assembleia seja um momento forte de escuta do que Nosso Senhor tem a dizer a Igreja. Por isso, precisamos estar atentos àquilo que o Evangelho pede de todos nós. Os bispos reunidos em assembleia buscam juntos construir indicações para responder aos desafios da evangelização hoje”, declarou Dom Jaime Spengler, Arcebispo Metropolitano de Porto Alegre, por meio da comunicação de sua Arquidiocese.

Já, Dom Severino Clasen, Bispo de Caçador (SC), pediu que o povo rezasse pelos bispos reunidos, para que aproveitem bem as discussões. “Peço orações para que a partir de nossas reflexões sobre a Iniciação à Vida Cristã e sobre a Palavra de Deus possamos perceber como estamos preparando nossos fieis, animando e dinamizando os cultos em nossas comunidades. Nossa preocupação é que o povo seja bem assistido também nos momentos celebrativos da comunidade de fé”. Suas palavras foram transmitidas pela Pastoral da Comunicação da Diocese de Caçador

A 55ª Assembleia Geral da CNBB acontece até o dia 5 de maio, no Santuário de Aparecida.

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10 dias de intenso trabalho em Aparecida

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27 de abril de 2017

Dom Odilo Pedro Scherer, no “Encontro com o Pastor” transmitido pela Rádio 9 de Julho na quarta-feira, 26, ao meio-dia, falou sobre a Assembleia dos Bispos que acontece até o dia 5 de maio, em Aparecida (SP).

“São cerca de 400 bispos, entre bispos diocesanos, auxiliares e alguns construtores e também tem um bom número de bispos eméritos que estão aqui participando do início desta Assembleia Geral. É uma assembleia muito bonita, muita gente, muitos bispos. A cada ano, nesta ocasião, os bispos ficam muito felizes também de poder trocar ideias, se confrontar, conviver uns com os outros. É um momento de grande profundidade espiritual, porque nós rezamos, cantamos, fazemos um dia de retiro e refletimos sobre muitas questões da vida da Igreja e da vida da sociedade”, afirmou o Cardeal.

Nos bastidores

Em entrevista à Radio Vaticano, O Padre Rafael Vieira, responsável pela Assessoria de Imprensa da Assembleia, disse que é importante valorizar o processo feito antes da assembleia. “Uma Comissão Episcopal foi nomeada especialmente para estudar esse tema da Iniciação Cristã, que na verdade é um resgate de várias oportunidades, que a própria CNBB já se debruçou sobre esse tema, então na verdade é uma atualização das orientações da Igreja a respeito da iniciação à vida cristã”, explicou.

“Houve um processo e aqui a Assembleia vai concluir esse processo. Serão dez dias em que os bispos vão se debruçar sobre o texto que foi elaborado durante muito tempo por essa comissão, contando com muita contribuição das dioceses, de especialistas, de teólogos. Aqui, então, os bispos olham para esse trabalho e vão fazer as suas considerações, suas correções e suas complementações, de maneira que em dez dias a Igreja no Brasil terá um novo referencial sobre esse tema, é isso que nós vislumbramos, teremos dias de estudo, de trabalho e no final se Deus quiser um novo referencial teórico, teológico, espiritual, pastoral principalmente, a respeito da Iniciação Cristã para todo nós do Brasil”, continuou Padre Rafael.

Na entrevista, o assessor disse que os bispos têm muitos outros temas que serão também abordados, como por exemplo, a questão do projeto ‘Pensando o Brasil’, que fala sobre a educação no país. Ele disse ainda que outros temas secundários mais importantes serão tratados, como a preparação para o Sínodo dos Bispos sobre os jovens, em 2018, que será uma oportunidade para que se cultive o que aconteceu na JMJ.

Servidores do povo

Já o Padre João Batista, Reitor do Santuário Nacional de Aparecida, também em entrevista para a Rádio Vaticano afirmou que  receber os bispos para a Assembleia “é uma experiência muito interessante, porque nós nunca nos julgamos assim capacitados para isso, mas na verdade é porque nós colocamos a figura do bispo como um príncipe, alguém muito importante e no dia a dia nós convivemos com eles como servidores da Igreja. Creio que a grande maioria dos bispos se coloca como um servidor mesmo, aquele que está para pastorear o seu povo. Isso é importante, porque traz para nós uma esperança muito grande de que a Igreja no Brasil seja aquilo que Jesus fez quando lavou os pés dos discípulos”. lava pés.

Fonte: Rádio Vaticano e Rádio 9 de Julho

Por Nayá Fernandes e Larissa Freitas

 

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Pensando o Brasil: Educação

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26 de abril de 2017

O trabalho coordenado por Dom João Justino de Medeiros Silva, arcebispo coadjutor eleito de Montes Claros (MG) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Cultura e a Educação da CNBB (leia mais na página 11), aborda o cenário da educação no Brasil, caminhos e pistas de ação para superação dos principais desafios. O texto destaca que a educação é um processo único e integral, em que as instituições sociais, como família, escola e mídias, atuam juntas, mesmo que, muitas vezes, vivam conflitos entre si.

Dos estudantes matriculados na educação básica, aproximadamente 8 milhões estão na educação infantil, 15,3 milhões nos anos iniciais do ensino fundamental, 12,2 milhões nos anos finais do ensino fundamental, 8,1 milhões no ensino médio, 106 mil no ensino profissionalizante e 930 mil na educação especial. Apesar desses números expressivos, o subsídio aponta que ainda 15% dos jovens em idade escolar não estão matriculados no sistema de educação brasileiro.

Participação

A análise também destaca as diferentes formas de participação na educação: professores, alunos e funcionários, planejando juntos as atividades que acontecem no âmbito escolar; pais e responsáveis, acompanhando o que acontece na escola, dialogando com os professores e ajudando concretamente na gestão e organização de atividades; organizações sociais que desenvolvem projetos educacionais, colaborando para melhorar a qualidade do ensino oferecido; da comunidade escolar (gestores, professores, alunos e pais), estabelecendo as prioridades e linhas de ação dos planos educacionais desenvolvidos nos Municípios, Estados e na União; toda a sociedade, participando por meio das instâncias especialmente construídas para esse fim (conselhos, comitês, etc.).

Destaca-se nesse aspecto, o papel da família na escola. Para que a família possa participar com autoridade nesse diálogo, ela tem que se fortalecer internamente, para ser capaz de enfrentar tanto algumas marcas da cultura pós-moderna, como seu relativismo e individualismo, quanto as dificuldades decorrentes do ritmo cada vez mais frenético e estressante da vida atual, em que jornadas de trabalho crescentes e outros fatores dificultam a interação entre pais e filhos.

Formação integral

A reflexão do subsídio também aponta para a necessidade de uma educação mirada em um humanismo integral, no qual todas as dimensões da personalidade do educando sejam contempladas e desenvolvidas em harmonia, como explica a Congregação para a Educação Católica:  “É importante que a educação escolar valorize não só as competências relativas aos âmbitos do saber e do saber fazer, mas também aquelas do viver junto com outros e crescer em humanidade. Existem competências como aquela de tipo reflexivo, em que se é autor responsável dos próprios atos; aquela intercultural, deliberativa, da cidadania, que aumentam de importância no mundo globalizado e se referem a nós diretamente, como também as competências em termos de consciência, de pensamento crítico, de ação criadora e transformadora”.


Leia também a entrevista com Dom Justino

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O que os bispos estão falando sobre a 55º Assembleia Geral da CNBB?

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25 de abril de 2017

Começa na próxima quarta-feira, 26, a 55º assembleia geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). São esperados cerca de 350 bispos de todas as dioceses do Brasil, que se reunirão em Aparecida até o dia 5 de maio. Neste ano com o tema central “iniciação à vida cristã”.

Além de debaterem sobre temas da vida e missão da Igreja e sobre as questões sociais da vida do povo, a assembleia também é um momento para a oração, retiro espiritual e comunhão fraterna entre o colegiado episcopal.

Em preparação para o evento, alguns bispos já se pronunciaram sobre a 55º Assembleia Geral da CNBB e suas expectativas.

O arcebispo de São Paulo, Cardeal Odilo Pedro Scherer, em sua coluna diária da Rádio 9 de Julho, Encontro com o Pastor, desta segunda-feira, 24, falou sobre o tema e pediu que os fiéis desde já rezassem pela assembleia geral, e para que ela tenha bons frutos.

Dom Odilo comentou que é um momento muito importante, bonito e forte, onde toda a Igreja do Brasil estará reunida e representada através dos seus bispos, para refletir sobre a realidade do país, do povo e da Igreja.

 “Refletiremos sobre as questões que precisam de uma palavra, de uma decisão, sobre as questões da vida interna da Igreja, a liturgia, catequese, a formação do clero, da vida religiosa; a religiosidade do nosso povo. Sobrem as questões que desafiam a evangelização e o trabalho da Igreja”.

Ao comentar sobre o tema central desta assembleia, o Cardeal Scherer enfatizou que a iniciação à vida cristã é formar bons cristãos por meio de uma boa catequese, é formar discípulos e missionários de Jesus Cristo. “Gente preparada para viver a fé com generosidade, com coragem e com decisão ao longo de toda a sua vida”, comentou.

Em sua reflexão, o arcebispo considera que todos nós aprendemos a ser cristão; a buscar a Deus; e a perseverar através da nossa fé. Por isso a importância e a preocupação da Igreja com deste tema.

Nas palavras de Dom Odilo, por algum tempo a Igreja não prestou muita atenção nesta urgência, e atualmente há muitas pessoas que não sabem o que é ser cristão e nem o que é ser católico, e possuem uma fé muito superficial. “Na prática, não passou da catequese de primeira comunhão, e talvez nunca mais tiveram a oportunidade de ir ao encontro de aprofundamento da fé”, afirmou.

E indagou, por exemplo, aquelas pessoas que não frequentam regularmente a Igreja, que não vão as missas todos os domingos, “De onde tiram esclarecimentos e também a força de viver e testemunhar a sua fé? ”. O Cardeal disse que cerca de 85% dos católicos nunca ou quase nunca vão à Igreja, estas pessoas acabam não sabendo o que é ser cristão, pois não alimentam a sua fé, e não possuem vivência com Deus, e por muitas vezes na primeira dificuldade da vida, abandonam tudo.

Por isso a necessidade de melhorar esta urgência, para que mais pessoas tenham o conhecimento da fé e aprofundem sua experiência de Deus através da religião e dos primeiros sacramentos. São estes e outros temas que os bispos debateram durante estes 9 dias de assembleia.

Dom Odilo concluiu sua mensagem informando que tudo que será debatido e trabalhado na Assembleia, poderá resultar em um documento final para toda a Igreja do Brasil. Que será útil para a catequese, para as famílias, comunidades e sobretudo no trabalho permanente de evangelização e formação do cristão.

Porque trabalhar a Iniciação à vida Cristã como tema central?

Em entrevista ao Portal A12, o Cardeal Sérgio da Rocha, arcebispo de Brasília, falou que a escolha do tema foi baseada nas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora para o Brasil (DGAE), que é o documento que traz as orientações pastorais do quadriênio 2015-2019. A iniciação à vida cristã é uma das cinco urgências desta ação.

“A iniciação cristã se aplica àqueles que estão sendo iniciados na fé, sejam crianças, adultos ou jovens. Nós estamos precisando dar mais atenção à iniciação cristã, isto é, à catequese primeiramente, mas também aos ritos de iniciação cristã, a começar do Batismo, que precisa ser mais valorizado, melhor preparado e vivenciado”, explicou Dom Sérgio.

Já Dom Leonardo Ulrich Steiner, secretário-geral da CNBB, explicou como será trabalhado o tema na 55ª AG: “O tema central da assembleia deste ano já vem sendo trabalhado em nossas comunidades há vários anos. Vamos retomar a reflexão sobre a ‘Iniciação à Vida Cristã’. Uma comissão especial, instituída pela Presidência da CNBB, tem trabalhado o assunto nos últimos meses. Durante a Assembleia, todos os bispos terão oportunidade de se manifestar diante do tema. Um texto de trabalho já está em ampla discussão, e teremos, seguramente, uma oportunidade frutuosa para aprofundar essa questão central na caminhada da Igreja”.

Iniciação à Vida Cristã: o foco da evangelização na Diocese

Em um artigo publicado no site da CNBB Sul 3, Dom Adelar Baruffi – Bispo da Diocese de Cruz Alta, escreveu sobre o tema da 55º Assembleia Geral dos bispos. A iniciação à vida cristã já está estava inserida nos compromissos assumidos pela diocese em seu 19º Plano da Ação Evangelizadora: “promover o processo da Iniciação à Vida Cristã como eixo integrador de toda a ação eclesial. ”

Dom Baruffi afirmou que já deram importantes passos, sobretudo na catequese a serviço da iniciação à vida cristã, integrada com a liturgia, a comunidade de fé, a leitura orante da Palavra e a vida. “Ainda não temos tudo claro, vamos construindo juntos, buscando iluminação com assessorias, estudos e experiências já realizadas. Vimos com muita esperança o fato que o tema central da 55º Assembleia Geral da CNBB, deste ano, será sobre “A iniciação cristã no processo formativo do discípulo missionário de Jesus Cristo. ”. E continou: “Contudo, todos nós, bispos, padres, religiosos e leigos envolvidos na ação evangelizadora temos certeza que não podemos mais supor que nossos batizados, pelo fato de terem realizado a catequese, já tenham consciência de sua condição de discípulos de Jesus Cristo, tendo livremente aderido a Ele, vinculados numa comunidade de fé e vivendo as consequências éticas desta fé professada”.

A abertura da Assembleia será na próxima quarta-feira, 26, os trabalhos dos bispos começam com a missa diária no Santuário Nacional com laudes, sessões pela manhã e à tarde; no final de semana acontece o retiro dos bispos e os encontros da Assembleia se concluem no dia 04 de maio.

 (Com informações da CNBB Nacional e CNBB Sul 3)

 

 

 

 

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Iniciação à vida cristã é o tema da Assembleia Geral da CNBB

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26 de abril de 2017

Entre 26 de abril e 5 de maio, os bispos do Brasil se reunirão em Aparecida (SP) para a 55a Assembleia Geral da CNBB. O encontro anual do episcopado brasileiro terá como tema: “Iniciação à vida cristã: um processo formativo do discípulo missionário de Jesus Cristo”. São aguardados mais de 300 bispos (entre ativos e eméritos), que participarão das discussões da Assembleia.

Em entrevista ao Portal A12, o Cardeal Sérgio da Rocha, arcebispo de Brasília, contou que a escolha do tema foi baseada nas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora para o Brasil (DGAE), que é o documento que traz as orientações pastorais do quadriênio 2015-2019. A iniciação à vida cristã é uma das cinco urgências desta ação.

“A iniciação cristã se aplica àqueles que estão sendo iniciados na fé, sejam crianças, adultos ou jovens. Nós estamos precisando dar mais atenção à iniciação cristã, isto é, à catequese primeiramente, mas também aos ritos de iniciação cristã, a começar do Batismo, que precisa ser mais valorizado, melhor preparado e vivenciado”, explicou Dom Sérgio.

A elaboração do texto que será trabalhado durante a Assembleia foi feita por uma comissão de assessores ligados às comissões que estão envolvidas com o tema da iniciação a vida cristã, como Liturgia, Animação Bíblico Catequética e os setores Universidades e Cultura da CNBB.

Dom José Peruzzo, arcebispo de Curitiba e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Animação Bíblico Catequética da CNBB, também presidente desta comissão do tema central, informou em entrevista a CNBB nacional, que o texto foi preparado para que sirva de estimulo às lideranças comunitárias e eclesiais, “na implementação de caminhos evangelizadores que contemplem experiências consistentes e vivenciais de encontro com o Senhor”.

Segundo Dom Peruzzo, assim como indicado nas DGAE, trata-se da aplicação da Iniciação à vida cristã como inspiração catecumenal. “Em importantes documentos sobre Evangelização e Catequese a temática se reapresentou. Passou quase desapercebida nas assembleias do episcopado latino-americano. Mas, graças a Deus, surgiu com grande força em Aparecida”, destacou.

Dom Peruzzo, concedeu uma entrevista a Rádio 9 de Julho, tratando do texto

 

Outros temas também serão abordados

Além do tema central, a Assembleia também trará outros assuntos para o debate, como o Ano Mariano Nacional e o tricentenário do encontro da Imagem de Nossa Senhora Aparecida, as novas formas de consagração e as novas comunidades, além dos dez anos da Conferência de Aparecida e o Sínodo dos Jovens.

A Conjuntura Político-Social do Brasil também será tratada, sob o aspecto do cenário da educação no Brasil: os caminhos para a superação dos principais desafios e políticas públicas específicas neste âmbito.

A programação conta ainda com uma celebração Ecumênica no dia 2 de maio, recordando os 500 anos da Reforma Protestante. Na quinta-feira, dia 4 de maio, será realizada uma Sessão Mariana, em comemoração pelos 300 anos do Encontro da Imagem de Nossa Senhora Aparecida e 100 anos das Aparições de Fátima.

O começo da 55a Assembleia Geral na quarta-feira, 26, será com a celebração da missa com laudes, às 7h30, no Santuário Nacional de Aparecida. Na sequência, as demais atividades serão no Centro de Eventos Padre Vítor Coelho de Almeida.

(Com informações da CNBB Nacional e A12)

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