Conselho Episcopal Pastoral inicia atividades com apresentação de propostas de temas para Campanha da Fraternidade 2019

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08 de agosto de 2017

O primeiro tema discutido pelos bispos durante a reunião do Conselho Episcopal Pastoral (Consep) da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), iniciada nesta terça-feira, 08, foi a escolha do tema da Campanha da Fraternidade 2019. Diretor editorial da Edições CNBB, padre Luís Fernando da Silva apresentou as propostas de temas recebidas pela Conferência. Tais sugestões, que alcançaram o número de 98 propostas, foram divididas em 11 eixos temáticos, como política, família, saúde, comunicação social, educação, trabalho e ação social transformadora.

 As indicações foram solicitadas aos regionais por meio de carta do bispo auxiliar de Brasília (DF) e secretário-geral da CNBB, dom Leonardo Steiner, em julho. A partir das avaliações da campanha deste ano, nove regionais e 49 dioceses propuseram, respectivamente, 23 e 73 indicações de temas. Ainda foram sugeridos dois temas por órgãos do Governo Federal: a Fundação Jorge Duprat Figueiredo de Segurança e Medicina do Trabalho (Fundacentro), ligada ao Ministério do Trabalho, pediu para que seja abordada a questão dos acidentes de trabalho; já a Polícia Rodoviária Federal, indicou o tema “trânsito”.

Após a apresentação, as sugestões foram debatidas pelos bispos com intervenções dos assessores e representantes de organismos vinculados à CNBB. De quase uma centena de propostas, surgiram sete temáticas para prosseguimento da votação.

O bispo de Barra do Piraí-Volta Redonda (RJ) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para o Ecumenismo e o Diálogo Inter-Religioso, dom Francisco Biasin, sugeriu o tema “Fraternidade e Políticas Públicas”, acolhendo a indicação do secretário executivo do Centro Nacional de Fé e Política (Cefep), padre José Ernanne Pinheiro, que recordou a ocorrência do Ano do Laicato em 2018 e a participação dos leigos nos processos políticos.

Já o bispo de Ipameri (GO) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Ação Social Transformadora, dom Guilherme Antônio Werlang, propôs uma aglutinação dos eixos comunicação, família e educação, com vistas à realidade atual da presença maciça dos brasileiros nas redes sociais e a sua relação com a realidade familiar.

O arcebispo coadjutor de Montes Claros (MG), dom João Justino de Medeiros Silva, que preside a Comissão Episcopal Pastoral para a Cultura e a Educação, falou da necessidade de agregar ao tema da educação a busca de construir uma sociedade fraterna.

Em sua fala, o arcebispo de Salvador (BA) e vice-presidente da CNBB, dom Murilo Krieger, destacou que não se recorda de uma campanha que tivesse abordado a questão do trânsito. Ele lembrou que muitas pessoas conhecem casos e vítimas de acidentes de trânsito, ressaltando a pertinência do tema.

Outros elementos foram destacados em relação às temáticas propostas: a relação da política com outros eixos da vida das pessoas, a necessidade de aproximar os cristãos da política, participação social e compromisso com o país.

Também foram propostos aprofundamentos das reflexões da Igreja durante a CF 2019 os temas dos Direitos Humanos e da Comunicação. O bispo auxiliar de São Luís (MA) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Ação Missionária e a Cooperação Intereclesial, dom Esmeraldo Barreto de Farias, sugeriu a abordagem do tema ligado aos direitos humanos, lembrando os direitos em risco e negados à população brasileira e justificando a oportunidade de reflexões a partir da Doutrina Social da Igreja.

Padre Geraldo Martins, ao propor o tema da comunicação, recordou que em 2019 completa 30 anos da CF sobre a temática, que é pertinente dentro do contexto de revolução tecnológica, o qual necessita de compreensão.

Os bispos ainda retornarão à reflexão para definição de qual temática será escolhida para a edição da CF de 2019.

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Comissão para os Bens Culturais da Igreja se reúne em Brasília

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08 de agosto de 2017

Os membros da Comissão Episcopal Especial para os Bens Culturais da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) se reuniram, na sede da entidade, em Brasília, para tratar da construção dos projetos da comissão criada, em maio, para fomentar o cuidado com o patrimônio material e imaterial da Igreja no Brasil. Este é o segundo encontro da comissão.

O arcebispo coadjutor de Montes Claros (MG) e presidente da comissão dom João Justino de Medeiros, diz que a reunião foi para organizar os trabalhos para os próximos 2 anos e estudar a forma que será feita a incorporação e a articulação com os projetos e experiências exitosas no âmbito da preservação e o cuidado com o patrimônio cultural da Igreja no Brasil.

“A ideia é trabalhar a formação, criar uma nova cultura. De valorização do patrimônio de cuidado, da inventariação, da catalogação. Isso significa preparar material, pessoas, estratégias para que esse bens que estão a serviço da evangelização e é são patrimônio do povo de Deus e da Sociedade sejam devidamente utilizados”.

Ainda segundo o bispo, será estabelecido de modo mais efetivo um diálogo instituição da comissão e os órgãos governamentais que como a comissão tem preocupações e cuidam do patrimônio cultural do país.

Estiveram presentes na reunião, o presidente dom João Justino de Medeiros, arcebispo coadjutor de Montes Claros (MG), que também preside a Comissão Episcopal para Cultura e Educação, o arcebispo de Maceió (AL), dom Antônio Muniz e o bispo de Petrópolis (RJ), dom Gregório Paixão. Além do padre Helton Ferreira Rodrigues, da diocese de Divinópolis (MG), especialista em Bens Culturais da Igreja.

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Dom Alfredo Schaffler detalha o projeto Comunhão e Partilha

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04 de mai de 2017

O 5º Meeting Point (Ponto de Encontro) com jornalistas na quarta-feira, 3, recebeu Dom Alfredo Schaffler, bispo emérito da Diocese de Parnaíba (PI) e idealizador do projeto “Comunhão e Partilha”, para explicar como funcionará a iniciativa.

“Em 2012, quando estávamos celebrando 50 anos do Concilio Vaticano II - lembrando que, em um dos documentos, na Lumen Gentium, número 23, fala-se da solidariedade entre os Bispos; e no tempo Pascal sempre estamos recordando dos atos dos Apóstolos – do trecho em que se diz que não havia necessitados entres eles – começamos a elaborar este projeto”, comentou Dom Schaffler .

Ele explicou que o projeto consiste em levantar fundos para ajudar as dioceses que têm mais dificuldades econômicas, sobretudo para formação dos seminaristas. “Temos dioceses que vivem em situações econômicas muito precárias. Como nós temos diferenças enormes no Brasil, econômicas e sociais, isso também repercute nas dioceses. E quando nós fomos chamados para missão como bispos, nenhum de nós escolheu o lugar para onde ir, foi o Papa que nos enviou. Então, não é justo que nenhum de nós vá para dioceses onde não há o mínimo para manutenção; e, sobretudo, para formação dos futuros padres.”

Dom Schaffler  contou, durante o Meeting Point, algumas situações que viu. “Encontrei, por exemplo, uma diocese onde por sete anos o bispo não recebia mais nenhum seminarista porque não tinha dinheiro para custear os estudos. Encontrei dioceses cuja receita ordinária mensal não passava de R$ 5 mil para manter uma pequena infraestrutura, para manter os seminaristas. Então, como vou me sentar ao lado de um colega, aqui em uma Assembleia, que não tem o mínimo e fica perdendo até horas de sono para saber como no fim do mês vai cobrir a folha de pagamento e botar comida na mesa dos seminaristas?”, disse ele.

“A partir disso, começamos a conversar, a situação foi colocada em votação e aprovada com unanimidade: cada diocese, pequena ou grande, da sua receita ordinária vai tirar 1% mensalmente, e depositar em um fundo da CNBB, que abrimos para essa finalidade. Isso aconteceu na Assembleia em 2012. A partir do mês de julho o projeto teria início na prática. O Santuário de Aparecida, com a Campanha dos Devotos, foi o primeiro a depositar o valor estipulado. Começaram a partir do mês de maio. E, de fato, as dioceses todas aderiram e conseguimos criar o fundo. Em novembro de 2012, começamos a beneficiar os primeiros 110/112 seminaristas provenientes de 36 dioceses. A coisa se desenvolveu tanto, que terminamos o ano passado conseguindo, com esse fundo, beneficiar 50 dioceses num total de 403 seminaristas, com ajuda para custeio da formação. Muitos destes seminaristas já foram ordenados padres”, contou Dom Schaffler.

Não havia necessitados entre eles

“Eu digo a vocês que me escutam, que olham agora para gente, que eu aprendi uma coisa: mãos abertas nunca são mãos vazias. Fomos capazes de ser sinal, como aconteceu no relato dos Atos dos Apóstolos – não havia necessitados entre eles – também é possível praticar nos dias de hoje. Se nós olharmos o irmão, não como um concorrente, mas como um irmão no qual aparece o rosto de Jesus Cristo, que nos fala: ‘tudo que fizerem ao menor dos irmãos é a mim que estão fazendo’, somos capazes de fazer grandes gestos por meio de pequenas ações. Somos capazes de suscitar a esperança, de dar testemunho da Palavra de Deus, de lançar um sinal de esperança para esse mundo que esta aí”, declarou o Bispo.

Desafio para a Amazônia

“Faço até um desafio, mas não sou mais eu que vou engatar. Nós temos neste Brasil mais de 10 mil paróquias. Se cada paróquia, da sua receita ordinária desse 1% para um fundo, para nos ajudar na missão no Amazonas, não seria fantástico? Nós não poderíamos ajudar esses nossos irmãos padres que não têm nem casa, que moram em uma barraca dentro de embarcação para visitar as comunidades ribeirinhas. E o gesto, será que não ia falar muito alto? Porque falamos da missão, mas missão passa pelo bolso e esse seria um gesto concreto. Porque nenhuma paróquia iria deixar de pagar água, luz, a conta do padre, os funcionários, o transporte seguro, etc. 1% não mata ninguém. Eu acho que nenhuma diocese deixou de cumprir as suas obrigações porque tirou 1% para essa comunhão e partilha”, disse Dom Schaffler.

O Bispo explicou que a maior despesa do bispo na sua diocese, geralmente, é com a formação de seminaristas. “São jovens de boa vontade, que vêm de famílias que, às vezes, não podem contribuir muito. O estudo hoje demora no mínimo, oito, nove anos; com Propedêutico, Filosofia e Teologia. É um investimento que a diocese tem que fazer. E nem sempre a diocese, com os recursos próprios, tem a possibilidade de fazer este investimento”, continuou ele.

Precisamos de mais padres

Por fim, o Bispo Emérito de Parnaíba falou sobre a grande contribuição dos padres para a Igreja e a sociedade. “O padre – para mim, como bispo –, é as mãos e os pés do bispo. O que o bispo faz sem os padres? A Igreja precisa de padres. Nós temos muitos leigos com uma enorme boa vontade, que colaboram, que dão um testemunho belíssimo, mas não podemos construir a Igreja sem aqueles homens que partem o pão da Eucaristia, que em nome de Deus estão perdoando os pecados, que ungem os nossos enfermos. Nós precisamos de muito mais padres. E eu pergunto a vocês: Não é triste, se um jovem quer ser padre e por falta de condições ele não consegue seguir a este chamado de Deus? Eu digo a vocês, nas minhas andanças no interior, no Nordeste do país, já encontrei diversas pessoas, às vezes já avançadas na idade, que diziam: ‘Padre Alfredo, sempre quis ser padre, mas meus pais não tinham condição de pagar os estudos’. Isso dói. Quando a gente vê, por exemplo, nossa Diocese de Parnaíba. Tenho padres lá que tem 80/90 comunidades e agora como bispo emérito estou numa paróquia, como vigário paroquial, o padre tem 45 comunidades. Comunidades com distâncias de mais de cem quilômetros. E estou em uma pequena comunidade na beira mar, uma cidade com 3 mil habitantes, e estou tomando conta de uma meia dúzia de comunidades lá; dando minha contribuição como padre que eu sempre quis ser. Bispo eu não pedi, a gente é chamado, mas estou colaborando nesse sentido. Nós precisamos de mais padres. Por isso, eu apostei e posso dizer: acho que foi dada uma pequena contribuição para que tivéssemos mais padres e que nenhuma diocese precise mandar um jovem, que se sente chamado para esse ministério sacerdotal, de volta.”

(Com informações do A12)

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Coletiva de imprensa: Viver o amor em família

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04 de mai de 2017


Logo no início da coletiva de imprensa da Assembleia Geral da CNBB, que aconteceu na quarta-feira, 3, Dom Darci Nicioli, arcebispo de Diamantina (MG) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Comunicação, comentou que durante o periodo da manhã os bispos reunidos trataram sobre a organização interna da Assembleia, como por exemplo a metodologia que vem sendo utilizada.

Ele disse que em diversos momentos eles falaram também sobre a Exortação Pós Sinodal Amoris Laetitia, que foi explicada aos jornalistas por Dom Pedro Carlos Cippolini, bispo de Santo André (SP).

Uma questão basilar

“Em primeiro lugar, gostaria de dizer uma palavra sobre Amoris Laetitia (Alegria do amor), a exortação apostólica do Santo Padre sobre a família, sobre o amor vivido em família. Nossa conferência tem se empenhado em estudar esse documento, nomeou as comissões já existentes de doutrina da fé e da família, para elaborarem um subsídio que facilitasse a divulgação, compreensão do conteúdo dessa Exortação Apostólica e esse subsídio foi elaborado, apresentado aos bispos que fizeram emendas, deram sugestões. Não se trata de um manual, mas é um pequeno roteiro para a prática concreta do que o Papa Francisco recomenda a toda a Igreja em Amoris Laetitia”, disse Dom Cippolini.

O Bispo explicou que os roteiros estão sendo finalizados. “Foram recolhidas as sugestões dos bispos e serão acrescentadas aquelas que as duas comissões julgarem necessárias. Esse documento está fazendo e ainda fará muito bem, o Pontífice recomenda nele que se dê atenção aos casais em dificuldade, acolhendo, discernindo cada caso, acompanhando os casos que aparecem, que contém, às vezes, tanto sofrimento.”

Dom Cippolini falou sobre a importância da família para a Igreja Católica, como uma questão basilar. “Basta pensarmos que, na Igreja primitiva no primeiro século, as comunidades cristãs se reuniam nas famílias, era nas famílias que se rezava a missa, nas casas de famílias. A própria Igreja é uma grande família, família reunida pela Palavra de Deus e pela Eucaristia.”

Comissão Episcopal Pastoral para a Doutrina da Fé

O Bispo de Santo André (SP) falou ainda sobre a Comissão Episcopal Pastoral para a Doutrina da Fé. Ele disse que, mesmo que possa parecer um pouco incompreensível, a comissão trata, especificamente, daquilo que é para Igreja o motivo da vivência da evangelização. “A fé – disse ele – é um elemento principal, pelo Batismo recebemos a fé. Toda nossa atividade tem como base e ponto de partida a fé, por isso, a Comissão Episcopal Pastoral Doutrina da Fé, ajuda a CNBB a refletir temas relacionados à fé, para esclarecer, ajudar o aprofundamento e ilustrar alguns pontos que precisam ser melhor desenvolvidos na evangelização. Os bispos sugerem, a comissão, que é composta por 5 bispos e 19 peritos estuda e elabora e redige os subsídios.

(Com informações do site A12.com)

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Dom Odilo no Encontro com o Pastor

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03 de mai de 2017

 

No programa Encontro com o Pastor, da Rádio 9 de Julho, o Cardeal Arcebispo de São Paulo, Dom Odilo Pedro Scherer fez uma síntese dos trabalhos desenvolvidos até o momento. Segundo Dom Odilo, os bispos reunidos em Aparecida para a Assembleia Geral da CNBB, trabalharam com intensidade, mesmo nos últimos dias, marcado por manifestações e feriado.

O Cardeal também destacou a missa celebrada pelos bispos falecidos no último ano: “Hoje nós tivemos, logo pela manhã, a missa pelos bispos falecidos da nossa conferência durante o último ano; desde a assembleia do ano passado até a assembleia deste ano foram 12 bispos falecidos”.

Tema central da assembleia desta ano, a Iniciação da Vida Cristã terá documento votado pelos bispos. “Só para vocês terem uma ideia, a votação se faz parágrafo por parágrafo. Cada bispo pode também apresentar emendas, modificações...que depois serão analisadas pela comissão que acompanha o tema central e, finalmente, serão votadas em plenário”, revelou Dom Odilo aos ouvintes.

A assembleia geral se encerrará no próximo dia 5, sexta feira. No entanto, logo no domingo, a cidade de Aparecida espera grande número de fieis para a 116ª Romaria Nacional. “Quero recordar que, no próximo domingo, toda a arquidiocese de São Paulo tem um compromisso marcado: a nossa peregrinação anual para Aparecida, ao Santuário Nacional. Domingo que vem, será a 116ª Romaria Nacional, e esta, no Ano Mariano Nacional, que recorda os 300 anos de Nossa Senhora Aparecida”, convidou o Cardeal Arcebispo de São Paulo.

Dom Odilo concluiu o programa fazendo novo convite, mais precisamente aos paulistanos: “No sábado, na Catedral da Sé, os bispos auxiliares, o secretariado pastoral, resolveram convidar o povo para uma missa comemorando os 10 anos da minha posse como arcebispo de São Paulo. Vamos celebrar no sábado, ao meio dia, na Catedral da Sé, agradecendo a Deus por estes 10 anos e pedindo luzes e graças para continuar o trabalho na Arquidiocese de São Paulo”.

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Ensino Religioso e a Reforma de Base Curricular Comum

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03 de mai de 2017

No Meeting Point (Ponto de Encontro) realizado durante a 55ª Assembleia Geral da CNBB na terça-feira, 2, Dom Julio Endi Akamine, arcebispo metropolitano de Sorocaba (SP) falou sobre o Ensino Religioso e a Reforma de Base Curricular Comum (BNCC).

“No Brasil temos 49 milhões de estudantes matriculados na educação básica, mais de 8 milhões no Ensino Superior e mais de 186 mil escolas. A Base Nacional Curricular Comum é um conjunto de orientações que deverá orientar a elaboração dos currículos das escolas, a base nacional não é um currículo mas ajuda e orienta a elaboração, a revisão destes currículos, além disso, ela serve também para a avaliação do aprendizado dos estudantes, serve também para a formação dos professores e também para a elaboração de políticas educacionais”, explicou Dom Julio.

Ele recordou também que “esse documento contém as competências gerais que os alunos devem desenvolver em todas as áreas do conhecimento, são 4 áreas de conhecimento: linguagem, ciências humanas, matemática e ciências da natureza. Ele baliza aquilo que os estudantes devem conhecer, aprender, em cada ano da escola em que eles estão matriculados, isso então dá um parâmetro também para poder revisar o aprendizado e acompanhar os estudantes”.

 

Qual é a finalidade?

Sobre a finalidade da BNCC, o Arcebispo salientou que ela deve dar indicações claras do que os alunos devem e tem direito de aprender, indicar com precisão as competências que os alunos devem desenvolver e os conteúdos essenciais para cada etapa da educação, além de promover uma maior colaboração entre os municípios, os estados e a federação na educação.

“A finalidade mais importante da Base Nacional Comum Curricular é de que ela é um instrumento importante para superação das desigualdades sociais. Infelizmente, a situação atual da educação é aquela de reproduzir ainda as desigualdades sociais, as bases nacionais curriculares são um instrumento importante para a gente caminhar para essa superação das desigualdades sociais”, disse.

 

Ensino Religioso

Durante a entrevista, Dom Julio falou também sobre o Ensino Religioso nas escolas. “É importante a gente ter clareza, se trata não de Catequese, mas de Ensino Religioso no ambiente escolar, na educação. Nós não colocamos em discussão se deve haver ou não Ensino Religioso nas escolas públicas, pois a própria constituição estabelece expressamente que ela existe, deve existir na escola, a grande discussão, dificuldade maior, o desafio, está em a gente poder definir se o Ensino Religioso nas escolas públicas brasileiras deve ser confessional ou não.”

O Arcebispo falou ainda que “a Base Nacional compreende todo o ensino, até o segundo grau e o ensino médio. É lógico que uma base comum é necessária, mesmo que os estudantes possam fazer algumas escolhas, isso não significa dizer que ele vai escolher como se ele estivesse no supermercado e quisesse escolher aquilo que ele bem entende e quer, não, tem que ter uma base, exatamente esses são os parâmetros para todo o Brasil, para esse país de dimensões continentais e de um número muito grande de estudantes, vai haver uma base comum e isso vai ser comum para todo o País.”

 

O Estado Laico

Sobre o Estado Laico, Dom Julio explicou que ele, de fato, “não é o estado ateu, mas um estado aberto a todas as expressões religiosas e que reconhece que, na formação da cultura brasileira, está presente o Cristianismo. É importante que tenhamos uma definição correta sobre o que é laicidade do Estado, para que não se crie mais problemas para a própria educação”.

 

Há professores preparados?

Ao ser perguntado sobre a formação dos professores para aplicar a disciplina de Ensino Religioso, Dom Julio disse que esse é o outro desafio. “Não dá para fazer Ensino Religioso sem professores preparados, eu vejo dois grandes desafios, primeiramente a questão do próprio Ensino Religioso, o que a gente entende por Ensino Religioso, muitos entendem o Ensino Religioso como mera informação religiosa. Eu acho que isso é bom, não é errado a gente dar informações sobre as diversas tradições religiosas, dar conhecimento daquilo que são as diferenças e as diversas tradições religiosas, é importante que os alunos tenham contato com outras tradições religiosas, suas crenças, seus ritos, sua organização, mas isto não é Ensino Religioso”.

O Ensino Religioso não é simplesmente informação, a educação religiosa é muito mais do que isso. “Ela chega de fato àquilo que nós chamamos de fé e eu acho que isso não é ruim para a escola. Escola não é um lugar em que as diversas tradições possam se encontram e dialogar, não deve ser somente um lugar de embate, de disputa, de guerra, pode haver as vezes uma polemica ou outra, mas a atitude principal deve ser aquela do encontro e do diálogo, para isso também precisamos preparar professores que tenham identidade religiosa e ao mesmo tempo tenham grande abertura ao diálogo, o fato de termos convicções religiosas e não abdicar delas. Não significa dizer que nós vamos criar a guerra santa dentro das escolas, muito pelo contrário, é a partir da identidade que a gente consegue se abrir para o diferente e dialogar com o outro, sem exigir que o outro também abdique das suas convicções religiosas, esse é um grande desafio sim, a formação de professores do Ensino Religioso”, disse Dom Julio.

 

 (Com informações do site A12.com)

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Precisamos da força da Eucaristia e do discernimento

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28 de abril de 2017

Todos os dias, às 7h30, os bispos reunidos na Assembleia Geral da CNBB, em Aparecida (SP), celebram a missa com a liturgia do dia antes de dar continuidade à pauta diária. Nesta sexta-feira, 28, o presidente da celebração foi Dom Luiz Soares Vieira, bispo emérito da Arquidiocese de Manaus (AM).

Na homilia, Dom Luiz afirmou que a Celebração Eucarística é um momento importante para buscar forças na missão evangelizadora da Igreja. “Nunca podemos sair de uma Celebração Eucarística do mesmo tamanho que entramos, especialmente em relação a evangelização da sociedade. Esses são instantes complicados em que precisamos, especialmente os bispos, das forças da Eucaristia e do discernimento.”

Comentando a segunda leitura da liturgia, um trecho do livro dos Atos dos Apóstolos, Dom Luiz falou sobre o mestre Gamaliel. “É o exemplo de Gamaliel, um homem esclarecido que evitou medidas descabidas propostas por vários membros do Sinédrio. Cuidado para não vos pordes em lutas contra Deus, precisamos de muita luz divina e de muita sabedoria para tomar decisões.”

E o Bispo, que todos os domingos, após as missas que presidia na Catedral de Manaus, permanecia ali por mais de uma hora atendendo ao povo que formava uma fila para falar com ele individualmente, lembrou ainda da figura literária de Dom Quixote.

“A tentação é fazer como Dom Quixote, investir contra moinhos indefesos, como se fossem inimigos, guerreiros. Podemos mergulhar em assuntos mínimos e desleixar urgências maiores, podemos mergulhar em soluções imediatistas e esquecer o futuro que abre situações incrivelmente preocupantes para a vida cristã. Em momentos como o atual, a experiência de pessoas que viveram longos anos, ajuda a minimizar o banal, e a maximizar o importante e pode ajudar na condução da Igreja”, afirmou Dom Luiz.

E ele falou ainda sobre o papel importante que exercem os bispos eméritos na Igreja. “Somos mais de 170 bispos eméritos do Brasil, que entregamos os governos de nossas dioceses, após anos e anos de serviços dedicados. Vivemos agora uma fase da vida que nos traz serenidade e nos oferece ocasião para outros serviços na Igreja.”

Papa no Egito

Dom Luiz recordou a visita do Papa Francisco no Egito e pediu a todos que rezassem por ele. “Nesse momento, vamos rezar pelo nosso Papa Francisco, que está viajando para o Egito, onde os cristãos foram assassinados por serem cristãos. Ele vai levar a força da Igreja Católica a todos Coptas que são cristãos como nós, que comungam a nossa fé. ‘Mãezinha’, protegei o nosso Papa, fazei com que essa missão seja realmente um reforço na fé daqueles cristãos que vivem situações extremas.”

Acerca da visita do Papa no Egito, Dom Edgar Madi, bispo da comunidade maronita no Brasil, disse em entrevista à rádio Vaticano que “o povo cristão que vive na terra do Oriente Médio está sofrendo só por causa do selo do Batismo que recebeu. O Papa tem preocupação por este povo e a viagem não vai ter repercussão só no Egito, mas no Oriente Médio todo. O Papa hoje não pode ir ao Iraque, mas está lá; não pode ir à Jordânia, mas esta visita é como se ele estivesse lá; não tem possibilidade de ir à Síria, mas é como se estivesse na Síria... No Líbano também... onde há presença palestina... ele foi à Terra Santa... Esta visita abraça todos os cristãos do Oriente Médio”.

 

Colaborou Larissa Freitas

 

(Com informações dos sites A12.com e Rádio Vaticano.)

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Mensagem da CNBB aos trabalhadores (as) do Brasil

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28 de abril de 2017


Reproduzimos a seguir a íntegra da mensagem dos bipos reunidos em Aparecida (SP), direcionado ao povo brasileiro por ocasião do Dia Mundial do Trabalhador, a ser celebrado na segunda-feira, dia 1º de maio. A mensagem será repercutida na coletiva de imprensa das 15h, desta sexta-feira, dia 28.
 

“Meu Pai trabalha sempre, portanto também eu trabalho” (Jo 5,17)

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB, reunida, no Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida – SP, em sua 55ª Assembleia Geral Ordinária, se une aos trabalhadores e às trabalhadoras, da cidade e do campo, por ocasião do dia 1º de maio. Brota do nosso coração de pastores um grito de solidariedade em defesa de seus direitos, particularmente dos 13 milhões de desempregados.

O trabalho é fundamental para a dignidade da pessoa, constitui uma dimensão da existência humana sobre a terra. Pelo trabalho, a pessoa participa da obra da criação, contribui para a construção de uma sociedade justa, tornando-se, assim, semelhante a Deus que trabalha sempre. O trabalhador não é mercadoria, por isso, não pode ser coisificado. Ele é sujeito e tem direito à justa remuneração, que não se mede apenas pelo custo da força de trabalho, mas também pelo direito à qualidade de vida digna.

Ao longo da nossa história, as lutas dos trabalhadores e trabalhadoras pela conquista de direitos contribuíram para a construção de uma nação com ideais republicanos e democráticos. O dia do trabalhador e da trabalhadora é celebrado, neste ano de 2017, em meio a um ataque sistemático e ostensivo aos direitos conquistados, precarizando as condições de vida, enfraquecendo o Estado e absolutizando o Mercado. Diante disso, dizemos não ao “conceito economicista da sociedade, que procura o lucro egoísta, fora dos parâmetros da justiça social” (Papa Francisco, Audiência Geral, 1º. de maio de 2013).

Nessa lógica perversa do mercado, os Poderes Executivo e Legislativo reduzem o dever do Estado de mediar a relação entre capital e trabalho, e de garantir a proteção social. Exemplos disso são os Projetos de Lei 4302/98 (Lei das Terceirizações) e 6787/16 (Reforma Trabalhista), bem como a Proposta de Emenda à Constituição 287/16 (Reforma da Previdência). É inaceitável que decisões de tamanha incidência na vida das pessoas e que retiram direitos já conquistados, sejam aprovadas no Congresso Nacional, sem um amplo diálogo com a sociedade.

Irmãos e irmãs, trabalhadores e trabalhadoras, diante da precarização, flexibilização das leis do trabalho e demais perdas oriundas das “reformas”, nossa palavra é de esperança e de fé: nenhum trabalhador sem direitos! Juntamente com a Terra e o Teto, o Trabalho é um direito sagrado, pelo qual vale a pena lutar (Cf. Papa Francisco, Discurso aos Movimentos Populares, 9 de julho de 2015).

Encorajamos a organização democrática e mobilizações pacíficas, em defesa da dignidade e dos direitos de todos os trabalhadores e trabalhadoras, com especial atenção aos mais pobres.

Por intercessão de São José Operário, invocamos a benção de Deus para cada trabalhador e trabalhadora e suas famílias.

Aparecida, 27 de abril de 2017.

 

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Expectativas e percepções de Bispos, sobre a Assembleia Geral

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27 de abril de 2017

Arquivo/CNBB

Com o início da Assembleia Geral, 26, bispos passaram a manifestar-se sobre o evento, expondo suas expectativas e percepções a seus fiéis, de modo que todos estejam próximos e situados do que ocorrerá nesses 10 dias de trabalhos e reflexões.

Mons. Bruno Elizeu Versari, nomeado bispo coadjutor de Campo Mourão (PR), transmitiu aos meios da Arquidiocese de Maringá que vê “os bispos empenhados e dedicados a construir uma Igreja cada vez mais voltada à realidade do povo. Uma assembleia em que os bispos querem viver e estar em sintonia com a realidade das comunidades”.

"Esperamos que a Assembleia seja um momento forte de escuta do que Nosso Senhor tem a dizer a Igreja. Por isso, precisamos estar atentos àquilo que o Evangelho pede de todos nós. Os bispos reunidos em assembleia buscam juntos construir indicações para responder aos desafios da evangelização hoje”, declarou Dom Jaime Spengler, Arcebispo Metropolitano de Porto Alegre, por meio da comunicação de sua Arquidiocese.

Já, Dom Severino Clasen, Bispo de Caçador (SC), pediu que o povo rezasse pelos bispos reunidos, para que aproveitem bem as discussões. “Peço orações para que a partir de nossas reflexões sobre a Iniciação à Vida Cristã e sobre a Palavra de Deus possamos perceber como estamos preparando nossos fieis, animando e dinamizando os cultos em nossas comunidades. Nossa preocupação é que o povo seja bem assistido também nos momentos celebrativos da comunidade de fé”. Suas palavras foram transmitidas pela Pastoral da Comunicação da Diocese de Caçador

A 55ª Assembleia Geral da CNBB acontece até o dia 5 de maio, no Santuário de Aparecida.

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10 dias de intenso trabalho em Aparecida

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27 de abril de 2017

Dom Odilo Pedro Scherer, no “Encontro com o Pastor” transmitido pela Rádio 9 de Julho na quarta-feira, 26, ao meio-dia, falou sobre a Assembleia dos Bispos que acontece até o dia 5 de maio, em Aparecida (SP).

“São cerca de 400 bispos, entre bispos diocesanos, auxiliares e alguns construtores e também tem um bom número de bispos eméritos que estão aqui participando do início desta Assembleia Geral. É uma assembleia muito bonita, muita gente, muitos bispos. A cada ano, nesta ocasião, os bispos ficam muito felizes também de poder trocar ideias, se confrontar, conviver uns com os outros. É um momento de grande profundidade espiritual, porque nós rezamos, cantamos, fazemos um dia de retiro e refletimos sobre muitas questões da vida da Igreja e da vida da sociedade”, afirmou o Cardeal.

Nos bastidores

Em entrevista à Radio Vaticano, O Padre Rafael Vieira, responsável pela Assessoria de Imprensa da Assembleia, disse que é importante valorizar o processo feito antes da assembleia. “Uma Comissão Episcopal foi nomeada especialmente para estudar esse tema da Iniciação Cristã, que na verdade é um resgate de várias oportunidades, que a própria CNBB já se debruçou sobre esse tema, então na verdade é uma atualização das orientações da Igreja a respeito da iniciação à vida cristã”, explicou.

“Houve um processo e aqui a Assembleia vai concluir esse processo. Serão dez dias em que os bispos vão se debruçar sobre o texto que foi elaborado durante muito tempo por essa comissão, contando com muita contribuição das dioceses, de especialistas, de teólogos. Aqui, então, os bispos olham para esse trabalho e vão fazer as suas considerações, suas correções e suas complementações, de maneira que em dez dias a Igreja no Brasil terá um novo referencial sobre esse tema, é isso que nós vislumbramos, teremos dias de estudo, de trabalho e no final se Deus quiser um novo referencial teórico, teológico, espiritual, pastoral principalmente, a respeito da Iniciação Cristã para todo nós do Brasil”, continuou Padre Rafael.

Na entrevista, o assessor disse que os bispos têm muitos outros temas que serão também abordados, como por exemplo, a questão do projeto ‘Pensando o Brasil’, que fala sobre a educação no país. Ele disse ainda que outros temas secundários mais importantes serão tratados, como a preparação para o Sínodo dos Bispos sobre os jovens, em 2018, que será uma oportunidade para que se cultive o que aconteceu na JMJ.

Servidores do povo

Já o Padre João Batista, Reitor do Santuário Nacional de Aparecida, também em entrevista para a Rádio Vaticano afirmou que  receber os bispos para a Assembleia “é uma experiência muito interessante, porque nós nunca nos julgamos assim capacitados para isso, mas na verdade é porque nós colocamos a figura do bispo como um príncipe, alguém muito importante e no dia a dia nós convivemos com eles como servidores da Igreja. Creio que a grande maioria dos bispos se coloca como um servidor mesmo, aquele que está para pastorear o seu povo. Isso é importante, porque traz para nós uma esperança muito grande de que a Igreja no Brasil seja aquilo que Jesus fez quando lavou os pés dos discípulos”. lava pés.

Fonte: Rádio Vaticano e Rádio 9 de Julho

Por Nayá Fernandes e Larissa Freitas

 

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