CNBB envia mensagem aos catequistas pelo dia da vocação catequética

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24 de agosto de 2017

A Comissão para a Animação Bíblico- Catequética da CNBB divulgou uma mensagem para os catequistas brasileiros em virtude da celebração da vocação catequética, no domingo, 27.

A mensagem foi assinada por Dom José Antônio Peruzzo, Arcebispo de Curitiba (PR) e Presidente da Comissão.

No texto, Dom José recorda os aspectos fundamentais do processo de evangelização, sobretudo, a acolhida e o amor que todos os catequistas devem oferecer aos seus catequizandos: “É bem possível que a Catequese seja um dos poucos ambientes em que alguém lhe manifestou afeto”.

Além disso, lembrou dos caminhos trilhados pelos catequistas devido à sua vocação e reforçou que, por mais que existam momentos conturbados, Cristo mostra a melhor maneira de seguir em frente.

Fonte: CNBB

LEIA A MENSAGEM NA ÍNTEGRA

Querido Irmão, querida Irmã Catequista, 

Transcorrerá no dia 27 de agosto de 2017 o Dia do Catequista. Como o tempo parece muito veloz escrever-lhe outra vez pode até parecer apenas um hábito que se repete a cada ano. Mas se lançarmos um olhar às tantas experiências catequéticas de amor, de dor, de cruz e de vitórias, então as lembranças conferem sentido a estas linhas. Esta carta, além de uma palavra de gratidão em nome dos Bispos do Brasil, quer lhe encorajar à perseverança.

Lembra daquele catequizando(a) repleto de muitas carências, que esboçou um sorriso tímido ao receber seu gesto de ternura de catequista? É bem possível que a Catequese seja um dos poucos ambientes em que alguém lhe manifestou afeto. E Você Catequista estava lá para amar aquele(a) que Deus queria abraçar. Nem Deus nem o catequizando vão esquecer. Se por um lado houve caminhos espinhosos, por outro, quão belas devem ter sido aquelas experiências de amor gratuito!!

Enquanto escrevo recordo a página de um excelente catequista de outros tempos. Refiro-me ao evangelista Mateus. Em Mt 14,14 ele destacou que “Jesus, ao ver a grande multidão, sentiu compaixão...”. Instantes depois os discípulos, preocupados com suas próprias impossibilidades, ouviram do seu Senhor: “Dai-lhes vós mesmos de comer...”. Eles perceberam que lhes faltava quase tudo. “Só temos cinco pães e dois peixes”. Ainda outros instantes e eis aqueles que tinham “só cinco pães” a oferecer da imensa generosidade amorosa do Senhor. O evangelista com sensibilidade catequética completou: “Ele deu aos discípulos, e os discípulos às multidões” (14,19).

Façamos agora um pequeno exercício de imaginação. Vamos recordar quão grandes são as necessidades das nossas comunidades, dos nossos catequizandos, das suas famílias... Mais um passo e agora pensemos nas nossas pequenezas. Se o Senhor Jesus estiver por perto, falemos-lhe sobre “Só o que temos...”. O que ouviríamos? Ele aguarda nossa palavra. E eles, os catequizandos, como que a nos olhar, também estão a observar nossos gestos.

Não precisamos oferecer do que não temos. Mas do que o Senhor tem a nos dar, dos seus dons, destes podemos transbordar. Vale lembrar que “Ele deu aos discípulos, e os discípulos às multidões”. Quando as forças faltarem, se as motivações diminuírem, se as desilusões lhe cansarem... entre tantas vozes, escolha a voz do Senhor. Ouça-o. Ele não deixará os seus escolhidos sem respostas. Como no caso dos discípulos, não lhes tirou nada, e lhes deu tudo.

Em nome da CNBB, que representa os Bispos do Brasil, com muita afeição quero manifestar às centenas de milhares de Catequistas do Brasil as mais fortes palavras de gratidão. Que Deus lhes multiplique em bênçãos pela grande Bênção que são à nossa Igreja. 

Dom José Antonio Peruzzo

Presidente da Comissão Episcopal Pastoral Bíblico-Catequética da CNBB

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7 de setembro: Jornada de Oração pelo Brasil

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24 de agosto de 2017

A CNBB enviou no último dia 10 uma carta a todos os bispos convidando-os para a Jornada de Oração pelo Brasil. A iniciativa foi pensada durante a reunião do Conselho Episcopal Pastoral, realizada entre os dias 10 e 11.

A data sugerida para o Dia de Jejum e Oração pelo Brasil é 7 de setembro, quando se celebra a Independência do Brasil. O documento estimula a mobilização de paróquias, comunidades, dioceses e regionais para a Jornada de Oração pelo Brasil, entre os dias 1º e 7 de setembro.

O Secretário-Geral da CNBB, Dom Leonardo Steiner, ressaltou a relevância na realização da Jornada. Segundo ele, essa é uma oportunidade para que os cristãos reflitam sobre o atual momento político do País. As íntegras da carta e da oração enviadas aos bispos estão disponíveis no site da CNBB.

Fonte: CNBB

Veja a íntegra da oração

JORNADA DE ORAÇÃO PELO BRASIL

Semana da Pátria
1º a 07 de setembro de 2017
07 de setembro – dia da Pátria: Vida em primeiro lugar
“A paz é o nome de Deus” (Papa Francisco)

Diante do grave momento vivido por nosso país, dirijamos nossa oração a Deus, pedindo a bênção da paz para o Brasil.

Pai misericordioso, nós vos pedimos pelo Brasil!

Vivemos um momento triste, marcado por injustiças e violência. Para construirmos a justiça e a paz, em nosso país, necessitamos muito do vosso amor misericordioso, que nunca se cansa de perdoar.

Pai misericordioso, nós vos pedimos pelo Brasil!

Estamos indignados, diante de tanta corrupção e violência que espalham morte e insegurança. Pedimos perdão e conversão. Nós cremos no vosso amor misericordioso que nos ajuda a vencer as causas dos graves problemas do País: injustiça e desigualdade, ambição de poder e ganância, exploração e desprezo pela vida humana.

Pai misericordioso, nós vos pedimos pelo Brasil!

Ajudai-nos a construir um país justo e fraterno. Que todos estejamos atentos às necessidades das pessoas mais fragilizadas e indefesas! Que o diálogo e o respeito vençam o ódio e os conflitos! Que as barreiras sejam superadas por meio do encontro e da reconciliação! Que a política esteja, de fato, a serviço da pessoa e da sociedade e não dos interesses pessoais, partidários e de grupos.

Pai misericordioso, nós vos pedimos pelo Brasil!

Vosso Filho, Jesus, nos ensinou: “Pedi e recebereis”. Por isso, nós vos pedimos confiantes: fazei que nós, brasileiros e brasileiras, sejamos agentes da paz, iluminados pela Palavra e alimentados pela Eucaristia.

Pai misericordioso, nós vos pedimos pelo Brasil!

Vosso filho Jesus está no meio de nós, trazendo-nos esperança e força para caminhar. A comunhão eucarística seja fonte de comunhão fraterna e de paz, em nossas comunidades, nas famílias e nas ruas.

Pai misericordioso, nós vos pedimos pelo Brasil!

Neste ano em que celebramos os 300 anos do encontro da imagem de Nossa Senhora Aparecida, queremos seguir o exemplo de Maria, permanecendo unidos a Jesus Cristo, que convosco vive, na unidade do Espírito Santo.

Amém!
(Pai nosso! Ave, Maria! Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo!)

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'Novos bispos irão conhecer complexidade da Igreja no Brasil', diz dom Jaime Spengler

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14 de agosto de 2017

Vinte e quatro recém-nomeados bispos pelo papa Francisco estão reunidos na sede da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em Brasília (DF), a partir desta segunda-feira, 14 de agosto até o dia 18, para o “Encontro para Novos Bispos”. Os novos membros do episcopado da Igreja no Brasil foram nomeados desde agosto do ano passado. Esta é a 28º edição do evento promovido pela Comissão Episcopal Pastoral para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada da CNBB.

Segundo o presidente da Comissão, dom Jaime Spengler, esta é uma oportunidade dos novos bispos terem um contato mais intenso com a sede da CNBB. Para ele, o momento é também de integração do grupo recém-nomeado e, ao mesmo tempo, uma possibilidade de juntos abordarem alguns aspectos e temas que fazem parte do ministério do bispo. “Certamente irão conhecer a complexidade da Igreja presente no Brasil e isso ajuda é claro”, finaliza dom Jaime.

Padre Deusmar Jesus da Silva, assessor da Comissão, explica que durante a semana os novos bispos terão contato com temas pertinentes ao ministério episcopal como, por exemplo, a liturgia no mistério, a questão do Direito Canônico, a partilha que deve existir entre as dioceses e outros assuntos de cunho relevante.

O assessor reitera ainda que o grupo terá a oportunidade de conhecer o Centro Cultural Missionário (CCM), as Pontifícias Obras Missionárias (POM) e também o Congresso Nacional. “Além de tudo iremos fazer também uma visita à Nunciatura Apostólica, onde os bispos nomeados poderão desfrutar de um dia de encontro com o Núncio Apostólico no Brasil, dom Giovanni D’Aniello. Lá estudarão um tema junto ao Núncio no exercício do ministério”, completa.

O “Encontro para Novos Bispos” ocorre anualmente na sede da CNBB. Este é o ano em que a Comissão promove o evento para o maior número de bispos nomeados. Isto porque no ano anterior, em 2016, participaram um total de 20 bispos. “Neste ano chegamos a 24 bispos. Esta é a grande novidade, um número grande de bispos, e percebemos que estamos sempre nos aprimorando para atender esta demanda”, salienta padre Deusmar.

Agenda de exposições

Durante a semana, além das visitas, o grupo contará com uma série de palestras. Para isso, vários bispos foram convidados para expor seus conhecimentos sobre determinados assuntos. Nesta segunda, 14, o arcebispo de Curitiba, dom José Antônio Peruzzo falará sobre “O Bispo e a sua Missão”.

Na terça, os recém-nomeados contarão com uma palestra sobre “A solidariedade e Partilha na Igreja do Brasil”, ministrada por dom César Teixeira. Na quinta, 17, dom Edmar Perón falará sobre “Liturgia”.

Novos Bispos

Saiba quem são os novos bispos participantes do encontro, e suas respectivas dioceses:

Dom Edmilson Tadeu Canavarros – Bispo Auxiliar de Manaus – AM

Dom José Roberto Silva Carvalho – Bispo de Caetité – BA

Dom Wellington de Queiroz Vieira – Bispo Prelado de Cristalândia – TO

Dom Joel Portella Amado – Bispo Auxiliar do Rio de Janeiro – RJ

Dom Paulo Alves Romão – Bispos Auxiliar do Rio de Janeiro – RJ

Dom Frei Rubival Cabral Brito – Bispo de Grajaú – MA

Dom Argemiro de Azevedo – Bispo de Assis – SP

Dom Otacílio Ferreira de Lacerda – Bispo Auxiliar de belo Horizonte – MG

Dom Geovane Luís da Silva – Bispo Auxiliar de Belo Horizonte – MG

Dom Edilson Soares Nobre – Bispo de Oeiras – PI

Dom Francisco Edimilson Neves Ferreira – Bispo de Tianguá – CE

Dom Vicente de Paula Ferreira – Bispo Auxiliar de belo Horizonte – MG

Dom Carlos Rômulo Gonçalves e Silva – Bispo Coadjutor de Montenegro – RS

Dom Edivalter Andrade – Bispo de Floriano – PI

Dom José Ionilton Lisboa de Oliveira – Bispo da Prelazia de Itacoatiara – AM

Dom Bruno Elizeu Versari – Bispo Coadjutor de Campo Mourão – PR

Dom André Vital Félix da Silva – Bispo de Limoeiro do Norte – CE

Dom Jacy Diniz Rocha – Bispo de São Luiz de Cáceres – MT

Dom Luiz Antonio Lopes Ricci – Bispo Auxiliar de Niterói – RJ

Dom Francisco Cota de Oliveira – Bispo Auxiliar de Curitiba – PR

Dom Amilton Manoel da Silva – Bispo Auxiliar de Curitiba – PR

Dom Juarez Delorto Secco – Bispo Auxiliar do Rio de Janeiro – RJ

Dom Francisco de Assis Gabriel dos Santos – Bispo de campo Maior – PI

Dom Antonio de Assis Ribeiro – Bispo Auxiliar de Belém do Pará – PA

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“Fraternidade e políticas públicas” é o tema da Campanha da Fraternidade 2019

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10 de agosto de 2017

Os bispos do Conselho Episcopal Pastoral (Consep) da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) escolheram, na manhã desta quarta-feira, 09, o tema da Campanha da Fraternidade 2019. Após empate com outra proposta, foi escolhido – por seis votos a quatro – o tema “Fraternidade e políticas públicas”.

A discussão a respeito da questão foi iniciada na manhã de ontem, logo no início da reunião do Conselho. A partir de 98 sugestões, enviadas por dioceses, regionais e órgãos governamentais, entre eles a Polícia Rodoviária Federal, os bispos chegaram a sete eixos temáticos postos em votação hoje: políticas públicas, trânsito, comunicação, família, educação, direitos humanos e fraternidade.

Após retomarem o debate e destacarem elementos importantes relacionados a cada temática, além da pertinência da reflexão no contexto social do Brasil, os bispos propuseram o título completo do tema para votação. Receberam votos as seguintes indicações: “Fraternidade e política públicas”, “Fraternidade: políticas públicas e direitos humanos” e “Trânsito: respeito à vida”.

A proposta vencedora ganhou peso com argumentos que destacavam que “políticas públicas” é um tema mais abrangente e envolve todas outras propostas apreciadas pelos membros do conselho, como direitos humanos e sociais, família, educação, trânsito e comunicação.

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Conselho Episcopal Pastoral inicia atividades com apresentação de propostas de temas para Campanha da Fraternidade 2019

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08 de agosto de 2017

O primeiro tema discutido pelos bispos durante a reunião do Conselho Episcopal Pastoral (Consep) da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), iniciada nesta terça-feira, 08, foi a escolha do tema da Campanha da Fraternidade 2019. Diretor editorial da Edições CNBB, padre Luís Fernando da Silva apresentou as propostas de temas recebidas pela Conferência. Tais sugestões, que alcançaram o número de 98 propostas, foram divididas em 11 eixos temáticos, como política, família, saúde, comunicação social, educação, trabalho e ação social transformadora.

 As indicações foram solicitadas aos regionais por meio de carta do bispo auxiliar de Brasília (DF) e secretário-geral da CNBB, dom Leonardo Steiner, em julho. A partir das avaliações da campanha deste ano, nove regionais e 49 dioceses propuseram, respectivamente, 23 e 73 indicações de temas. Ainda foram sugeridos dois temas por órgãos do Governo Federal: a Fundação Jorge Duprat Figueiredo de Segurança e Medicina do Trabalho (Fundacentro), ligada ao Ministério do Trabalho, pediu para que seja abordada a questão dos acidentes de trabalho; já a Polícia Rodoviária Federal, indicou o tema “trânsito”.

Após a apresentação, as sugestões foram debatidas pelos bispos com intervenções dos assessores e representantes de organismos vinculados à CNBB. De quase uma centena de propostas, surgiram sete temáticas para prosseguimento da votação.

O bispo de Barra do Piraí-Volta Redonda (RJ) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para o Ecumenismo e o Diálogo Inter-Religioso, dom Francisco Biasin, sugeriu o tema “Fraternidade e Políticas Públicas”, acolhendo a indicação do secretário executivo do Centro Nacional de Fé e Política (Cefep), padre José Ernanne Pinheiro, que recordou a ocorrência do Ano do Laicato em 2018 e a participação dos leigos nos processos políticos.

Já o bispo de Ipameri (GO) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Ação Social Transformadora, dom Guilherme Antônio Werlang, propôs uma aglutinação dos eixos comunicação, família e educação, com vistas à realidade atual da presença maciça dos brasileiros nas redes sociais e a sua relação com a realidade familiar.

O arcebispo coadjutor de Montes Claros (MG), dom João Justino de Medeiros Silva, que preside a Comissão Episcopal Pastoral para a Cultura e a Educação, falou da necessidade de agregar ao tema da educação a busca de construir uma sociedade fraterna.

Em sua fala, o arcebispo de Salvador (BA) e vice-presidente da CNBB, dom Murilo Krieger, destacou que não se recorda de uma campanha que tivesse abordado a questão do trânsito. Ele lembrou que muitas pessoas conhecem casos e vítimas de acidentes de trânsito, ressaltando a pertinência do tema.

Outros elementos foram destacados em relação às temáticas propostas: a relação da política com outros eixos da vida das pessoas, a necessidade de aproximar os cristãos da política, participação social e compromisso com o país.

Também foram propostos aprofundamentos das reflexões da Igreja durante a CF 2019 os temas dos Direitos Humanos e da Comunicação. O bispo auxiliar de São Luís (MA) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Ação Missionária e a Cooperação Intereclesial, dom Esmeraldo Barreto de Farias, sugeriu a abordagem do tema ligado aos direitos humanos, lembrando os direitos em risco e negados à população brasileira e justificando a oportunidade de reflexões a partir da Doutrina Social da Igreja.

Padre Geraldo Martins, ao propor o tema da comunicação, recordou que em 2019 completa 30 anos da CF sobre a temática, que é pertinente dentro do contexto de revolução tecnológica, o qual necessita de compreensão.

Os bispos ainda retornarão à reflexão para definição de qual temática será escolhida para a edição da CF de 2019.

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Comissão para os Bens Culturais da Igreja se reúne em Brasília

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08 de agosto de 2017

Os membros da Comissão Episcopal Especial para os Bens Culturais da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) se reuniram, na sede da entidade, em Brasília, para tratar da construção dos projetos da comissão criada, em maio, para fomentar o cuidado com o patrimônio material e imaterial da Igreja no Brasil. Este é o segundo encontro da comissão.

O arcebispo coadjutor de Montes Claros (MG) e presidente da comissão dom João Justino de Medeiros, diz que a reunião foi para organizar os trabalhos para os próximos 2 anos e estudar a forma que será feita a incorporação e a articulação com os projetos e experiências exitosas no âmbito da preservação e o cuidado com o patrimônio cultural da Igreja no Brasil.

“A ideia é trabalhar a formação, criar uma nova cultura. De valorização do patrimônio de cuidado, da inventariação, da catalogação. Isso significa preparar material, pessoas, estratégias para que esse bens que estão a serviço da evangelização e é são patrimônio do povo de Deus e da Sociedade sejam devidamente utilizados”.

Ainda segundo o bispo, será estabelecido de modo mais efetivo um diálogo instituição da comissão e os órgãos governamentais que como a comissão tem preocupações e cuidam do patrimônio cultural do país.

Estiveram presentes na reunião, o presidente dom João Justino de Medeiros, arcebispo coadjutor de Montes Claros (MG), que também preside a Comissão Episcopal para Cultura e Educação, o arcebispo de Maceió (AL), dom Antônio Muniz e o bispo de Petrópolis (RJ), dom Gregório Paixão. Além do padre Helton Ferreira Rodrigues, da diocese de Divinópolis (MG), especialista em Bens Culturais da Igreja.

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Dom Alfredo Schaffler detalha o projeto Comunhão e Partilha

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04 de mai de 2017

O 5º Meeting Point (Ponto de Encontro) com jornalistas na quarta-feira, 3, recebeu Dom Alfredo Schaffler, bispo emérito da Diocese de Parnaíba (PI) e idealizador do projeto “Comunhão e Partilha”, para explicar como funcionará a iniciativa.

“Em 2012, quando estávamos celebrando 50 anos do Concilio Vaticano II - lembrando que, em um dos documentos, na Lumen Gentium, número 23, fala-se da solidariedade entre os Bispos; e no tempo Pascal sempre estamos recordando dos atos dos Apóstolos – do trecho em que se diz que não havia necessitados entres eles – começamos a elaborar este projeto”, comentou Dom Schaffler .

Ele explicou que o projeto consiste em levantar fundos para ajudar as dioceses que têm mais dificuldades econômicas, sobretudo para formação dos seminaristas. “Temos dioceses que vivem em situações econômicas muito precárias. Como nós temos diferenças enormes no Brasil, econômicas e sociais, isso também repercute nas dioceses. E quando nós fomos chamados para missão como bispos, nenhum de nós escolheu o lugar para onde ir, foi o Papa que nos enviou. Então, não é justo que nenhum de nós vá para dioceses onde não há o mínimo para manutenção; e, sobretudo, para formação dos futuros padres.”

Dom Schaffler  contou, durante o Meeting Point, algumas situações que viu. “Encontrei, por exemplo, uma diocese onde por sete anos o bispo não recebia mais nenhum seminarista porque não tinha dinheiro para custear os estudos. Encontrei dioceses cuja receita ordinária mensal não passava de R$ 5 mil para manter uma pequena infraestrutura, para manter os seminaristas. Então, como vou me sentar ao lado de um colega, aqui em uma Assembleia, que não tem o mínimo e fica perdendo até horas de sono para saber como no fim do mês vai cobrir a folha de pagamento e botar comida na mesa dos seminaristas?”, disse ele.

“A partir disso, começamos a conversar, a situação foi colocada em votação e aprovada com unanimidade: cada diocese, pequena ou grande, da sua receita ordinária vai tirar 1% mensalmente, e depositar em um fundo da CNBB, que abrimos para essa finalidade. Isso aconteceu na Assembleia em 2012. A partir do mês de julho o projeto teria início na prática. O Santuário de Aparecida, com a Campanha dos Devotos, foi o primeiro a depositar o valor estipulado. Começaram a partir do mês de maio. E, de fato, as dioceses todas aderiram e conseguimos criar o fundo. Em novembro de 2012, começamos a beneficiar os primeiros 110/112 seminaristas provenientes de 36 dioceses. A coisa se desenvolveu tanto, que terminamos o ano passado conseguindo, com esse fundo, beneficiar 50 dioceses num total de 403 seminaristas, com ajuda para custeio da formação. Muitos destes seminaristas já foram ordenados padres”, contou Dom Schaffler.

Não havia necessitados entre eles

“Eu digo a vocês que me escutam, que olham agora para gente, que eu aprendi uma coisa: mãos abertas nunca são mãos vazias. Fomos capazes de ser sinal, como aconteceu no relato dos Atos dos Apóstolos – não havia necessitados entre eles – também é possível praticar nos dias de hoje. Se nós olharmos o irmão, não como um concorrente, mas como um irmão no qual aparece o rosto de Jesus Cristo, que nos fala: ‘tudo que fizerem ao menor dos irmãos é a mim que estão fazendo’, somos capazes de fazer grandes gestos por meio de pequenas ações. Somos capazes de suscitar a esperança, de dar testemunho da Palavra de Deus, de lançar um sinal de esperança para esse mundo que esta aí”, declarou o Bispo.

Desafio para a Amazônia

“Faço até um desafio, mas não sou mais eu que vou engatar. Nós temos neste Brasil mais de 10 mil paróquias. Se cada paróquia, da sua receita ordinária desse 1% para um fundo, para nos ajudar na missão no Amazonas, não seria fantástico? Nós não poderíamos ajudar esses nossos irmãos padres que não têm nem casa, que moram em uma barraca dentro de embarcação para visitar as comunidades ribeirinhas. E o gesto, será que não ia falar muito alto? Porque falamos da missão, mas missão passa pelo bolso e esse seria um gesto concreto. Porque nenhuma paróquia iria deixar de pagar água, luz, a conta do padre, os funcionários, o transporte seguro, etc. 1% não mata ninguém. Eu acho que nenhuma diocese deixou de cumprir as suas obrigações porque tirou 1% para essa comunhão e partilha”, disse Dom Schaffler.

O Bispo explicou que a maior despesa do bispo na sua diocese, geralmente, é com a formação de seminaristas. “São jovens de boa vontade, que vêm de famílias que, às vezes, não podem contribuir muito. O estudo hoje demora no mínimo, oito, nove anos; com Propedêutico, Filosofia e Teologia. É um investimento que a diocese tem que fazer. E nem sempre a diocese, com os recursos próprios, tem a possibilidade de fazer este investimento”, continuou ele.

Precisamos de mais padres

Por fim, o Bispo Emérito de Parnaíba falou sobre a grande contribuição dos padres para a Igreja e a sociedade. “O padre – para mim, como bispo –, é as mãos e os pés do bispo. O que o bispo faz sem os padres? A Igreja precisa de padres. Nós temos muitos leigos com uma enorme boa vontade, que colaboram, que dão um testemunho belíssimo, mas não podemos construir a Igreja sem aqueles homens que partem o pão da Eucaristia, que em nome de Deus estão perdoando os pecados, que ungem os nossos enfermos. Nós precisamos de muito mais padres. E eu pergunto a vocês: Não é triste, se um jovem quer ser padre e por falta de condições ele não consegue seguir a este chamado de Deus? Eu digo a vocês, nas minhas andanças no interior, no Nordeste do país, já encontrei diversas pessoas, às vezes já avançadas na idade, que diziam: ‘Padre Alfredo, sempre quis ser padre, mas meus pais não tinham condição de pagar os estudos’. Isso dói. Quando a gente vê, por exemplo, nossa Diocese de Parnaíba. Tenho padres lá que tem 80/90 comunidades e agora como bispo emérito estou numa paróquia, como vigário paroquial, o padre tem 45 comunidades. Comunidades com distâncias de mais de cem quilômetros. E estou em uma pequena comunidade na beira mar, uma cidade com 3 mil habitantes, e estou tomando conta de uma meia dúzia de comunidades lá; dando minha contribuição como padre que eu sempre quis ser. Bispo eu não pedi, a gente é chamado, mas estou colaborando nesse sentido. Nós precisamos de mais padres. Por isso, eu apostei e posso dizer: acho que foi dada uma pequena contribuição para que tivéssemos mais padres e que nenhuma diocese precise mandar um jovem, que se sente chamado para esse ministério sacerdotal, de volta.”

(Com informações do A12)

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Coletiva de imprensa: Viver o amor em família

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04 de mai de 2017


Logo no início da coletiva de imprensa da Assembleia Geral da CNBB, que aconteceu na quarta-feira, 3, Dom Darci Nicioli, arcebispo de Diamantina (MG) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Comunicação, comentou que durante o periodo da manhã os bispos reunidos trataram sobre a organização interna da Assembleia, como por exemplo a metodologia que vem sendo utilizada.

Ele disse que em diversos momentos eles falaram também sobre a Exortação Pós Sinodal Amoris Laetitia, que foi explicada aos jornalistas por Dom Pedro Carlos Cippolini, bispo de Santo André (SP).

Uma questão basilar

“Em primeiro lugar, gostaria de dizer uma palavra sobre Amoris Laetitia (Alegria do amor), a exortação apostólica do Santo Padre sobre a família, sobre o amor vivido em família. Nossa conferência tem se empenhado em estudar esse documento, nomeou as comissões já existentes de doutrina da fé e da família, para elaborarem um subsídio que facilitasse a divulgação, compreensão do conteúdo dessa Exortação Apostólica e esse subsídio foi elaborado, apresentado aos bispos que fizeram emendas, deram sugestões. Não se trata de um manual, mas é um pequeno roteiro para a prática concreta do que o Papa Francisco recomenda a toda a Igreja em Amoris Laetitia”, disse Dom Cippolini.

O Bispo explicou que os roteiros estão sendo finalizados. “Foram recolhidas as sugestões dos bispos e serão acrescentadas aquelas que as duas comissões julgarem necessárias. Esse documento está fazendo e ainda fará muito bem, o Pontífice recomenda nele que se dê atenção aos casais em dificuldade, acolhendo, discernindo cada caso, acompanhando os casos que aparecem, que contém, às vezes, tanto sofrimento.”

Dom Cippolini falou sobre a importância da família para a Igreja Católica, como uma questão basilar. “Basta pensarmos que, na Igreja primitiva no primeiro século, as comunidades cristãs se reuniam nas famílias, era nas famílias que se rezava a missa, nas casas de famílias. A própria Igreja é uma grande família, família reunida pela Palavra de Deus e pela Eucaristia.”

Comissão Episcopal Pastoral para a Doutrina da Fé

O Bispo de Santo André (SP) falou ainda sobre a Comissão Episcopal Pastoral para a Doutrina da Fé. Ele disse que, mesmo que possa parecer um pouco incompreensível, a comissão trata, especificamente, daquilo que é para Igreja o motivo da vivência da evangelização. “A fé – disse ele – é um elemento principal, pelo Batismo recebemos a fé. Toda nossa atividade tem como base e ponto de partida a fé, por isso, a Comissão Episcopal Pastoral Doutrina da Fé, ajuda a CNBB a refletir temas relacionados à fé, para esclarecer, ajudar o aprofundamento e ilustrar alguns pontos que precisam ser melhor desenvolvidos na evangelização. Os bispos sugerem, a comissão, que é composta por 5 bispos e 19 peritos estuda e elabora e redige os subsídios.

(Com informações do site A12.com)

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Dom Odilo no Encontro com o Pastor

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03 de mai de 2017

 

No programa Encontro com o Pastor, da Rádio 9 de Julho, o Cardeal Arcebispo de São Paulo, Dom Odilo Pedro Scherer fez uma síntese dos trabalhos desenvolvidos até o momento. Segundo Dom Odilo, os bispos reunidos em Aparecida para a Assembleia Geral da CNBB, trabalharam com intensidade, mesmo nos últimos dias, marcado por manifestações e feriado.

O Cardeal também destacou a missa celebrada pelos bispos falecidos no último ano: “Hoje nós tivemos, logo pela manhã, a missa pelos bispos falecidos da nossa conferência durante o último ano; desde a assembleia do ano passado até a assembleia deste ano foram 12 bispos falecidos”.

Tema central da assembleia desta ano, a Iniciação da Vida Cristã terá documento votado pelos bispos. “Só para vocês terem uma ideia, a votação se faz parágrafo por parágrafo. Cada bispo pode também apresentar emendas, modificações...que depois serão analisadas pela comissão que acompanha o tema central e, finalmente, serão votadas em plenário”, revelou Dom Odilo aos ouvintes.

A assembleia geral se encerrará no próximo dia 5, sexta feira. No entanto, logo no domingo, a cidade de Aparecida espera grande número de fieis para a 116ª Romaria Nacional. “Quero recordar que, no próximo domingo, toda a arquidiocese de São Paulo tem um compromisso marcado: a nossa peregrinação anual para Aparecida, ao Santuário Nacional. Domingo que vem, será a 116ª Romaria Nacional, e esta, no Ano Mariano Nacional, que recorda os 300 anos de Nossa Senhora Aparecida”, convidou o Cardeal Arcebispo de São Paulo.

Dom Odilo concluiu o programa fazendo novo convite, mais precisamente aos paulistanos: “No sábado, na Catedral da Sé, os bispos auxiliares, o secretariado pastoral, resolveram convidar o povo para uma missa comemorando os 10 anos da minha posse como arcebispo de São Paulo. Vamos celebrar no sábado, ao meio dia, na Catedral da Sé, agradecendo a Deus por estes 10 anos e pedindo luzes e graças para continuar o trabalho na Arquidiocese de São Paulo”.

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Ensino Religioso e a Reforma de Base Curricular Comum

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03 de mai de 2017

No Meeting Point (Ponto de Encontro) realizado durante a 55ª Assembleia Geral da CNBB na terça-feira, 2, Dom Julio Endi Akamine, arcebispo metropolitano de Sorocaba (SP) falou sobre o Ensino Religioso e a Reforma de Base Curricular Comum (BNCC).

“No Brasil temos 49 milhões de estudantes matriculados na educação básica, mais de 8 milhões no Ensino Superior e mais de 186 mil escolas. A Base Nacional Curricular Comum é um conjunto de orientações que deverá orientar a elaboração dos currículos das escolas, a base nacional não é um currículo mas ajuda e orienta a elaboração, a revisão destes currículos, além disso, ela serve também para a avaliação do aprendizado dos estudantes, serve também para a formação dos professores e também para a elaboração de políticas educacionais”, explicou Dom Julio.

Ele recordou também que “esse documento contém as competências gerais que os alunos devem desenvolver em todas as áreas do conhecimento, são 4 áreas de conhecimento: linguagem, ciências humanas, matemática e ciências da natureza. Ele baliza aquilo que os estudantes devem conhecer, aprender, em cada ano da escola em que eles estão matriculados, isso então dá um parâmetro também para poder revisar o aprendizado e acompanhar os estudantes”.

 

Qual é a finalidade?

Sobre a finalidade da BNCC, o Arcebispo salientou que ela deve dar indicações claras do que os alunos devem e tem direito de aprender, indicar com precisão as competências que os alunos devem desenvolver e os conteúdos essenciais para cada etapa da educação, além de promover uma maior colaboração entre os municípios, os estados e a federação na educação.

“A finalidade mais importante da Base Nacional Comum Curricular é de que ela é um instrumento importante para superação das desigualdades sociais. Infelizmente, a situação atual da educação é aquela de reproduzir ainda as desigualdades sociais, as bases nacionais curriculares são um instrumento importante para a gente caminhar para essa superação das desigualdades sociais”, disse.

 

Ensino Religioso

Durante a entrevista, Dom Julio falou também sobre o Ensino Religioso nas escolas. “É importante a gente ter clareza, se trata não de Catequese, mas de Ensino Religioso no ambiente escolar, na educação. Nós não colocamos em discussão se deve haver ou não Ensino Religioso nas escolas públicas, pois a própria constituição estabelece expressamente que ela existe, deve existir na escola, a grande discussão, dificuldade maior, o desafio, está em a gente poder definir se o Ensino Religioso nas escolas públicas brasileiras deve ser confessional ou não.”

O Arcebispo falou ainda que “a Base Nacional compreende todo o ensino, até o segundo grau e o ensino médio. É lógico que uma base comum é necessária, mesmo que os estudantes possam fazer algumas escolhas, isso não significa dizer que ele vai escolher como se ele estivesse no supermercado e quisesse escolher aquilo que ele bem entende e quer, não, tem que ter uma base, exatamente esses são os parâmetros para todo o Brasil, para esse país de dimensões continentais e de um número muito grande de estudantes, vai haver uma base comum e isso vai ser comum para todo o País.”

 

O Estado Laico

Sobre o Estado Laico, Dom Julio explicou que ele, de fato, “não é o estado ateu, mas um estado aberto a todas as expressões religiosas e que reconhece que, na formação da cultura brasileira, está presente o Cristianismo. É importante que tenhamos uma definição correta sobre o que é laicidade do Estado, para que não se crie mais problemas para a própria educação”.

 

Há professores preparados?

Ao ser perguntado sobre a formação dos professores para aplicar a disciplina de Ensino Religioso, Dom Julio disse que esse é o outro desafio. “Não dá para fazer Ensino Religioso sem professores preparados, eu vejo dois grandes desafios, primeiramente a questão do próprio Ensino Religioso, o que a gente entende por Ensino Religioso, muitos entendem o Ensino Religioso como mera informação religiosa. Eu acho que isso é bom, não é errado a gente dar informações sobre as diversas tradições religiosas, dar conhecimento daquilo que são as diferenças e as diversas tradições religiosas, é importante que os alunos tenham contato com outras tradições religiosas, suas crenças, seus ritos, sua organização, mas isto não é Ensino Religioso”.

O Ensino Religioso não é simplesmente informação, a educação religiosa é muito mais do que isso. “Ela chega de fato àquilo que nós chamamos de fé e eu acho que isso não é ruim para a escola. Escola não é um lugar em que as diversas tradições possam se encontram e dialogar, não deve ser somente um lugar de embate, de disputa, de guerra, pode haver as vezes uma polemica ou outra, mas a atitude principal deve ser aquela do encontro e do diálogo, para isso também precisamos preparar professores que tenham identidade religiosa e ao mesmo tempo tenham grande abertura ao diálogo, o fato de termos convicções religiosas e não abdicar delas. Não significa dizer que nós vamos criar a guerra santa dentro das escolas, muito pelo contrário, é a partir da identidade que a gente consegue se abrir para o diferente e dialogar com o outro, sem exigir que o outro também abdique das suas convicções religiosas, esse é um grande desafio sim, a formação de professores do Ensino Religioso”, disse Dom Julio.

 

 (Com informações do site A12.com)

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