Campanha Natal Sem Fome arrecada 132 quilos de alimentos na sede da CNBB

Por
19 de dezembro de 2017

A CNBB contabilizou e registrou a doação de 11 cestas básicas, o equivalente a 132 kilos de alimento destinados à Campanha Natal Sem Fome organizada pela Ação da Cidadania em Brasília. A iniciativa instalou pontos de coleta em locais da capital federal para arrecadar alimentos não perecíveis.

O posto na CNBB foi instalado dia 03/11, com a presença do secretário-geral, dom Leonardo Steiner, bispo-auxiliar de Brasília-DF. Na ocasião, foi lembrando pelo José Ivan, um dos coordenadores da campanha no DF, que a doação de fome foi retomada após 10 anos, porque a fome volta a assombrar os lares brasileiros.

A representante da associação de Catadores Catamare, Antônia Cardoso, de 44 anos, compareceu à sede da CNBB em nome de sua organização para receber as doações. Esta iniciativa, segundo ela, vai fortalecer o trabalho da associação que organiza muitos catadores e recicladores em Brasília. Outros grupos, como o cultural Azulim, em Sobradinho 2, assentamento Maria da Penha Resiste, do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) e no assentamento Pequeno Willian, do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), ambos em Planaltina (GO) também serão contemplados com cestas básicas.

O coordenador do Departamento Social da CNBB, Franklin Queiroz, junto com a coordenadora da cozinha da CNBB, Yara Mendes, entregou as cestas básicas arrecadas para associação Catamare.  “Este gesto concreto representa a realidade que estamos vivendo em nosso país”, disse Franklin. Ele se refere ao risco de o Brasil voltar a ocupar o Mapa da Fome da FAO da ONU. “Quando a fome se faz presente, ações como essas são necessárias”, disse.

Franklin ressaltou também a generosidade dos colaboradores da CNBB que se solidarizaram com sua contribuição. “Agradeço a cada um/a cada que colaborou nesta iniciativa!. Betinho deve estar feliz”, disse. O representante do Departamento Social lembrou do Betinho, criador da campanha. “Ele deve estar feliz com nossa iniciativa”. O sociólogo cunhou a expressão: “quem tem fome, tem pressa”.

A próxima luta da Catamare, lembrou sua liderança, visa a conquista de um telhado para a associação. Nesta época do ano a chuva molha o lixo colhido e impossibilita o trabalho dos catadores.

Comente

Conselho Permanente da CNBB se manifesta sobre questões sociais atuais

Por
02 de novembro de 2017

A CNBB, por meio do seu Conselho Permanente, divulgou na quintafeira, 26 de outubro, durante coletiva de imprensa, em Brasília (DF), três notas nas quais se manifestou sobre a realidade político-social vivida no País; a Portaria 1.129, sobre o trabalho escravo; e a questão da intolerância religiosa.

Indignação com o momento político e social do País

Sobre o atual momento político, a Presidência da CNBB manifestou indignação com a gravidade da realidade político-social vivida no País, que afeta a população e as instituições brasileiras.
“Repudiamos a falta de ética, que há décadas se instalou e continua instalada em instituições públicas, empresas, grupos sociais e na atuação de inúmeros políticos que, traindo a missão para a qual foram eleitos, jogam a atividade política no descrédito. A barganha na liberação de emendas parlamentares pelo Governo é uma afronta aos brasileiros. A retirada de indispensáveis recursos da saúde, da educação, dos programas sociais consolidados, do Sistema Único de Assistência Social (Suas), do Programa de Cisternas no Nordeste, aprofunda o drama da pobreza de milhões de pessoas. O divórcio entre o mundo político e a sociedade brasileira é grave”, descreve a nota.
O texto afirma também que “a apatia, o desencanto e o desinteresse pela política, que vemos crescer dia a dia no meio da população brasileira, inclusive nos movimentos sociais, têm sua raiz mais profunda em práticas políticas que comprometem a busca do bem comum, privilegiando interesses particulares”. Os bispos concluem a nota afirmando que é preciso vencer a tentação do desânimo. “Incentivamos a população a ser protagonista das mudanças de que o Brasil precisa, manifestando-se, de forma pacífica, sempre que seus direitos e conquistas forem ameaçados.”

Portaria 1.129 do Ministério do Trabalho

Sobre a Portaria 1.129, que regulamenta a questão do trabalho análogo à escravidão no Brasil, o Conselho manifestou seu veemente repúdio e considerou que a “iniciativa elimina proteções legais contra o trabalho escravo arduamente conquistadas, restringindo-o apenas ao trabalho forçado com o cerceamento da liberdade de ir e vir”.
No texto, a CNBB afirma que a Portaria permite “além disso, a jornada exaustiva e condições degradantes, prejudicando, assim, a fiscalização, autuação, penalização e erradicação da escravidão por parte do Estado brasileiro”.
Os Bispos recordam ainda que o flagelo do trabalho escravo continua sendo uma realidade inserida no tecido social, e consideram desumana a Portaria: “É um retrocesso que, na prática, faz fechar os olhos dos órgãos competentes do Governo Federal que têm a função de coibir e fiscalizar esse crime contra a humanidade e insere-se na perversa lógica financista que tem determinado os rumos do nosso País. O trabalho escravo é, hoje, uma moeda corrente que coloca o capital acima da pessoa humana, buscando o lucro sem limite.”
A nota recorda, ainda, que, por séculos, vigorou a chaga da escravidão de modo legalizado. “Reconhecendo a importância da decisão liminar no Supremo Tribunal Federal que suspende essa Portaria da Escravidão e somando-nos a inúmeras reações nacionais e internacionais, conclamamos a sociedade a dizer mais uma vez um não ao trabalho escravo.”

‘Vencer a intolerância e o fundamentalismo’

Com o título “Vencer a intolerância e o fundamentalismo”, o Conselho da CNBB também se manifestou sobre os fatos recentes que, “em nome da arte e da cultura, desrespeitaram a sexualidade humana e vilipendiaram símbolos e sinais religiosos, dentre eles o crucifixo e a Eucaristia, tão caros à fé dos católicos”.
Logo no início do texto, recorda-se que “em toda sua história, a Igreja sempre valorizou a cultura e a arte, por revelarem a grandeza da pessoa humana, criada à imagem e semelhança de Deus, fazendo emergir a beleza que conduz ao divino. Somos, por isso, agradecidos aos artistas pela infinidade de obras que enriquecem a cultura, animam o espírito e inspiram a fé. Merecem destaque a pintura, a música, a arquitetura, a escultura e tantas outras expressões artísticas que ressaltam a beleza da Criação, do ser humano, da sexualidade, e o espírito religioso do povo brasileiro. Arte e fé, portanto, devem caminhar unidas, numa harmonia que respeita os valores e a sensibilidade de cada uma e de toda pessoa humana na sua cultura e nos seus valores”.
Porém, os Bispos reconhecem que, “lamentavelmente, crescem em nosso meio o desrespeito e a intolerância que destroem esta harmonia, que deve marcar a relação da arte com a fé, da cultura com as religiões. O desrespeito e a intolerância, por parte de artistas para com esses valores, fecham as portas ao diálogo, constroem muros e impedem a cultura do encontro”.

Fonte: CNBB

Comente

Regional Sul 1 promove encontro da preparação para a CF 2018

Por
31 de outubro de 2017

Entre os dias 27 e 29 de Outubro, aconteceu em Itaici, no município de Indaiatuba (SP), o encontro de preparação para a Campanha da Fraternidade do ano que vem, promovido pela coordenação da campanha da fraternidade do Regional Sul 1 da (CNBB), que compreende as dioceses do Estado de São Paulo.

 “O encontro nos motivou as diferentes formas e modelos de agir, dentro de uma proposta bem dinâmica de atuação, para que a gente possa diante de uma temática tão difícil, fazer um olhar que nos motiva a assumir esse compromisso que é buscar a superação da violência.” afirmou Márcia Castro, da Pastoral Fé e Política da Arquidiocese de São Paulo em entrevista à Rádio 9 de Julho.

A Campanha de 2018 tem como tema “Fraternidade e superação da violência”, e como lema “Em Cristo somos todos irmãos” (Mt, 23, 8). Cerca de 200 participantes de 38 dioceses do Regional sul 1 da CNBB, entres estes padres, diáconos, religiosos, religiosas e leigos estiveram no evento.

 “Quando se fala em violência, temos os mais diversos tipos: violência no lar, no trabalho, no transito, nas ruas, e aquelas violência que, muitas vezes, nós não percebemos e nem nos damos conta, mas que a sociedade comete, que é o desamor aos irmãos, e de modo muito particular o desamor aos povos de ruas, as crianças abandonadas, aos trabalhadores, em especial aqueles que são analfabetos, que não tem formação.” afirmou Dom Eduardo Vieira dos Santos, Bispo Auxiliar da Arquidiocese na Região Sé e referencial para a Campanha da Fraternidade do Regional Sul 1.

“A Campanha da Fraternidade dessa ano, nos chama atenção para as mais diversas formas de violência e como nós deveríamos como Igreja e sociedade, trabalhar na superação da violência.”,  concluiu Dom Eduardo.

A Campanha da Fraternidade promovida (CNBB), que acontece todos os anos, desde 1961, é realizada no período da Quaresma e tem como intenção chamar a atenção da Igreja e da sociedade para uma determinada situação, propondo assim, a caminhada quaresmal de jejum, esmola e oração como um caminho de tomada de consciência, conversão e transformação pessoal e comunitária.

(Com informações de CNBB Regional Sul 1)

LEIA TAMBÉM

Retrocesso ou aprimoramento no combate ao trabalho escravo?

 NA RÁDIO 9 DE JULHO

Acompanhe os boletins jornalísticos diários, às 11h e às14h.

Ouça em AM 1.600 kHz – em toda a Grande São Paulo

Acesse em: www.radio9dejulho.com.br

CLIQUE AQUI, BAIXE O APLICATIVO E OUÇA EM SEU CELULAR

Comente

Mensagem sobre fundamentalismo e intolerância contra símbolos da fé

Por
26 de outubro de 2017

Motivados por acontecimentos recentes envolvendo a utilização de símbolos religiosos da fé católica em manifestações isoladas e exposições “artísticas”, os bispos que integram o Conselho Permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), elaboraram a mensagem ao povo brasileiro, divulgada em Coletiva de Imprensa, realizada na sede da entidade, dia 26/10.

No documento, os bispos reconhecem que “em toda sua história, a Igreja sempre valorizou a cultura e a arte, por revelarem a grandeza da pessoa humana, criada à imagem e semelhança de Deus, fazendo emergir a beleza que conduz ao divino”.

LEIA TAMBÉM

CNBB 'Apesar de tudo, é preciso vencer a tentação do desânimo', afirma CNBB em Nota sobre momento nacional

CNBB Bispos repudiam Portaria do Governo Federal sobre trabalho escravo

Contudo, recentemente, a mensagem destaca que “crescem em nosso meio o desrespeito e a intolerância que destroem esta harmonia, que deve marcar a relação da arte com a fé, da cultura com as religiões. Se, por um lado, a arte deve ser livre e criativa, por outro, os artistas e responsáveis pela promoção artística não podem desconsiderar os sentimentos de um povo ou de grupos que vivem valores, muitas vezes, revestidos de uma sacralidade inviolável”.

Integram o Conselho Permanente da CNBB, a presidência da entidade, os bispos presidentes das Comissões Episcopais Pastorais (Consep) e os bispos presidentes dos 18 regionais da CNBB.

Confira, abaixo, a íntegra do documento.

 

MENSAGEM DA CNBB MENSAGEM DA CNBB

Vencer a intolerância e o fundamentalismo

“E Deus viu tudo quanto havia feito, e era muito bom”  (Gn 1,31)

Os bispos do Conselho Permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB, reunidos em Brasília de 24 a 26 de outubro de 2017, dirigem esta mensagem ao povo brasileiro, diante de recentes fatos que, em nome da arte e da cultura, desrespeitaram a sexualidade humana e vilipendiaram símbolos e sinais religiosos, dentre eles o crucifixo e a Eucaristia, tão caros à fé dos católicos.

Em toda sua história, a Igreja sempre valorizou a cultura e a arte, por revelarem a grandeza da pessoa humana, criada à imagem e semelhança de Deus, fazendo emergir a beleza que conduz ao divino. “A arte é como uma porta aberta para o infinito, para uma beleza e para uma verdade que vão mais além da vida quotidiana” (Bento XVI – 2011). O mundo no qual vivemos, ensina Paulo VI, precisa de beleza para não cair no desespero (Cf. Mensagem aos Artistas – 1965).

Reconhecemos que “para transmitir a mensagem que Cristo lhe confiou, a Igreja tem necessidade da arte” (São João Paulo II – Carta aos artistas 1999). Somos, por isso, agradecidos aos artistas pela infinidade de obras que enriquecem a cultura, animam o espírito e inspiram a fé. Merecem destaque a pintura, a música, a arquitetura, a escultura e tantas outras expressões artísticas que ressaltam a beleza da criação, do ser humano, da sexualidade, e o espírito religioso do povo brasileiro. Arte e fé, portanto, devem caminhar unidas, numa harmonia que respeita os valores e a sensibilidade de cada uma e de toda pessoa humana na sua cultura e nos seus valores.

Lamentavelmente, crescem em nosso meio o desrespeito e a intolerância que destroem esta harmonia, que deve marcar a relação da arte com a fé, da cultura com as religiões. Se, por um lado, a arte deve ser livre e criativa, por outro, os artistas e responsáveis pela promoção artística não podem desconsiderar os sentimentos de um povo ou de grupos que vivem valores, muitas vezes, revestidos de uma sacralidade inviolável. O desrespeito e a intolerância, por parte de artistas para com esses valores, fecham as portas ao diálogo, constroem muros e impedem a cultura do encontro. Preocupam, portanto, o nível e a abrangência destas intolerâncias que, demasiadamente alimentadas em redes sociais, têm levado pessoas e grupos a radicalismos que põem em risco o justo apreço pela arte, a autêntica liberdade, a sexualidade, os direitos humanos, a democracia do País.

Vivemos numa sociedade pluralista, por isto, precisamos saber conviver com os diferentes. Isso, contudo, não subtrai à Igreja o direito de anunciar o Evangelho e as verdades nele contidas, a respeito de Deus, do ser humano e da criação. Em desacordo com ideologias como a de gênero, é nosso dever ressaltar, sempre mais, a beleza do homem e da mulher, tais como Deus os criou, bem como os valores da fé, expressos também nos símbolos religiosos que, com sua arte e beleza, nos remetem a Deus. Desrespeitar estes símbolos é vilipendiar o coração de quem os considera instrumentos sagrados na sua relação com Deus, além de constituir crime previsto no Código Penal.

Animamos a sociedade brasileira a promover o diálogo e o encontro, por meio dos quais as pessoas, em suas diferenças, respeitam e exigem respeito, e permitem sentir a riqueza que cada um traz dentro de si.

Nossa Senhora Aparecida, Mãe e Padroeira dos brasileiros, nos ensine o caminho da beleza e do amor, da fraternidade e da paz.

Brasília, 26 de outubro de 2017.

Cardeal Sergio da Rocha
Arcebispo de Brasília
Presidente da CNBB

Dom Murilo S. R. Krieger
Arcebispo de São Salvador da Bahia
Vice-Presidente da CNBB

Dom Leonardo Ulrich Steiner
Bispo Auxiliar de Brasília
Secretário-Geral da CNBB

LEIA TAMBÉM

Bispos se manifestam contra a profanação de símbolos sagrados

Comente

Nova sede: que possa produzir unidade na Igreja e comunhão do episcopado

Por
24 de outubro de 2017

 A bênção do novo prédio da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), onde funciona temporariamente o secretariado geral, abriu a reunião do Conselho Permanente da entidade, nesta terça-feira, dia 24 de outubro. A cerimônia foi conduzida pelo arcebispo de Brasília (DF) e presidente da Conferência, cardeal Sergio da Rocha.

Durante a cerimônia de bênção do prédio, localizado na 905 Norte, em Brasília, foi lida a “parábola dos talentos” (Mateus 25, 14-30). Em sua fala, o cardeal Sergio da Rocha refletiu sobre o trecho do Evangelho ressaltando que a passagem “nós pensar na nossa responsabilidade em fazer frutificar os dons que Deus nos concede”. Apontando a nova casa da sede da Conferência como “dom e graça de Deus”, ressaltou os esforços para que “esse dom possa produzir muitos frutos e promover, acima de tudo, a unidade na vida da Igreja e a comunhão do episcopado”.

Cerimônia

A bênção teve início logo cedo, antes da primeira sessão da reunião do Conselho Permanente da CNBB, com a presença dos presidentes da Comissões Episcopais Pastorais e dos regionais da Conferência, colaboradores, assessores, representantes de organismos eclesiais e do governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg.

Dom Leonardo Steiner iniciou a cerimônia agradecendo às pessoas que colaboraram e trabalharam no projeto e na construção da sede provisória, algumas delas que já não estão à serviço da CNBB. Também agradeceu à agência de desenvolvimento Adveniat e ao Banco Bradesco, pelo apoio financeiro, e à arquidiocese de Porto Alegre, na pessoa do arcebispo, dom Jaime Spengler, que doou as cruzes que serão colocadas nas paredes das salas e quartos do prédio. Ele esclareceu que não se tratava de uma inauguração, mas da bênção do espaço. “Vamos benzer o prédio para que Deus nos acompanhe”, afirmou.

Após a leitura do Evangelho, com a parábola dos talentos, dom Sergio afirmou que “Aquele que nos chamou é fiel”, lembrando do patrão que oferece os dons aos seus servos. Também desejou bendizer a Deus, “que tem construído esta casa, não o prédio em si, mas a Igreja”, fruto da bondade conduzido pelo Espírito de Deus.

Dom Sergio também agradeceu e ressaltou a colaboração das pessoas que estão à serviço da Igreja no Brasil e que contribuíram para a execução do projeto, em particular a dedicação e o empenho de dom Leonardo Steiner na construção da sede provisória, a quem agradeceu, na pessoa de seu auxiliar, aos que participaram da construção. Os agradecimentos também foram manifestados à empresa Qualy, responsável pela obra, e ao “tão bonito e generoso” empenho dos colaboradores na mudança para o novo local.

O governador do Distrito Federal manifestou alegria em participar da cerimônia e desejou sucesso à entidade no “lugar especial para tomada de decisões inspiradas por Deus para o ponto de vista espiritual, social e político exercido pela CNBB no contexto da vida nacional”. Rollemberg aproveitou para pedir orações por “chuvas generosas” na região de Brasília, que passa por uma profunda crise hídrica, com uma das principais fontes de abastecimento de água, o reservatório do Descoberto, com nível de abaixo dos 10% do volume.

65 anos

O presidente da CNBB também recordou os 65 anos da entidade, completados no último dia 14. Para ele, “é um dom, um presente de Deus poder celebrar 65 anos de amor fiel do Senhor que nos acompanha, mas também da dedicação generosa de tanta gente que tem construído essa história”. Também neste quesito, dom Sergio voltou a agradecer “a tantos irmãos e irmãs que tem construído a história da Igreja no Brasil, a história da CNBB e, particularmente, neste último período dedicado tanto para construir esta casa que nos acolhe.

Após a primeira sessão do Conselho, os colaboradores da CNBB prepararam um momento de confraternização e homenagem aos bispos. Na oportunidade, a equipe que coordenou as comemorações dos 65 anos da entidade convidou um grupo de colaboradores para entregar uma placa comemorativa aos membros da Presidência e aos presidentes dos 18 regionais da Conferência. Um quadro com um mosaico do símbolo da CNBB, pintado por colaboradores e assessores foi entregue ao secretário-geral, dom Leonardo Steiner, em sinal de agradecimento e satisfação dos colaboradores em contribuir por meio de seu trabalho com a ação evangelizadora da Igreja.

Comente

Dom Leonardo diz que CNBB poderá oferecer sugestões para o ensino confessional

Por
29 de setembro de 2017

Dom Leonardo Steiner, secretário-geral da CNBB, afirmou nesta quinta-feira, 28 de setembro, que “A CNBB poderá oferecer sugestões para organizar o ensino confessional nas escolas públicas” e está também à disposição para o diálogo com o Conselho Nacional de Educação”.

Seu posicionamento veio em seguida ao recente debate sobre o ensino religioso confessional nas escolas públicas no Supremo Tribunal Federal (STF) surgiu por causa de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 4439, movida pela Procuradoria-Geral da República (PGR) na qual questionava o modelo de ensino religioso nas escolas da rede pública de ensino do país. A maioria dos ministros do STF julgou improcedente a Ação durante a sessão do dia 27 de setembro.

Segundo informações fornecidas pelo próprio STF, na Ação, a PGR pedia que fosse dada uma resposta, à luz da Constituição, se tinha sentido o que diz o acordo firmado entre o Brasil e a Santa Sé. A PGR pedia ao Supremo que definisse que o ensino religioso nas escolas públicas não poderia ser vinculado a religião específica e que fosse proibida a admissão de professores na qualidade de representantes das confissões religiosas.

Defesa

Dr. Hugo Sarubbi Cysneros, um dos advogados constituídos nos autos e tendo feito, inclusive, sustentação oral no processo do STF recomendou em uma rede social que “antes de se levar pelas manchetes cada vez mais rasas e apressadas dos portais de notícias, procurem ir à fonte”. E esclarece que “a alegação de que o parágrafo 11 do decreto 7.107/2010 [Acordo Brasil Santa Sé] representa uma afronta à liberdade religiosa e contraria a Constituição Federal é, data vênia, sem sentido, como ininteligível também é o argumento que a formação religiosa desperta o ódio religioso (ora, é justo o contrário. Nenhuma doutrina religiosa autêntica prega a violência ou a intolerância) ”.

O advogado prossegue: “o que prevaleceu na histórica decisão do STF foi a liberdade e não a proibição”. E conclui: “ensino religioso não é sinônimo de história das religiões, nem de sociologia das religiões e nem de antropologia das religiões, como queria dizer a peça inicial. Se o fosse, não seria disciplina facultativa. O Acórdão do Supremo protege o direito de quem crê e de quem não crê”.

Comente

Comissão Episcopal de Comunicação abre inscrições aos Prêmios de Comunicação da CNBB

Por
22 de setembro de 2017

A Comissão Episcopal Pastoral para a Comunicação da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) iniciou na sexta-feira, 15 de setembro, o período de inscrições para os Prêmios de Comunicação da entidade que se estende até o dia 31 de janeiro de 2018. Cinco prêmios contemplam obras e profissionais no campo do Rádio, do Cinema, da TV, da Imprensa e da Internet.

Segundo Padre Rafael Vieira, membro da assessoria da Comissão e coordenador da Assessoria de Imprensa da CNBB, nesta edição, a 51ª da história dos Prêmios, a grande novidade é que o candidato vai fazer todo o processo online, isto é, não terá mais a necessidade de enviar material por vias postais. Em qualquer dia, hora e lugar, o interessado poderá acessar o hotsite dos prêmios que terá um banner fixo no site oficial da CNBB (www.cnbb.org.br) e realizar sua inscrição preenchendo todos os requisitos do formulário proposto.

É importante que cada fase do processo seja respeitada para o êxito da Inscrição: leitura e a aceitação das normas apresentadas no Regulamento/Edital; apresentação do trabalho que irá concorrer aos prêmios com resumo da obra e informações sobre o autor; e, finalmente, o upload ou apresentação de link do trabalho. Para quem quiser se dirigir diretamente ao hotsite, o endereço é o seguinte: http://premioscomunicacao.cnbb.org.br.

Os Prêmios

Pe. Rafael lembra que se trata de Prêmios semelhantes a outros concedidos por instituições brasileiras, mas com uma distinção: “os Prêmios da CNBB foram nascendo de acordo com a percepção do episcopado sobre a importância em se destacar obras e pessoas em cada um dos campos da comunicação”. “Eles são frutos de decisões dos bispos diante do desenvolvimento da comunicação e das suas implicâncias na vida dos brasileiros”, afirma.

O primeiro prêmio criado pela Conferência, o “Margarida de Prata”, que contempla obras e realizadores do Cinema, segundo Pe. Rafael, nasceu num tempo e num ambiente de plena efervescência cultural e de transformação quando as grandes telas eram grandemente responsáveis por levar uma mensagem de conscientização social e política ao público. “A primeira cerimônia de premiação aconteceu no prédio da Mitra Arquidiocesana do Rio de Janeiro, onde funcionava a CNBB, em 1967, reunindo pessoas engajadas em movimentos que buscavam transformação”, sublinhou.

Apesar do Rádio ter sido grandemente celebrado nas três décadas anteriores, somente em 1989, o organismo que, naquela época, cuidava dos meios de comunicação católicos no Brasil, a UNDA, criou o “Microfone de Prata” e que foi, posteriormente, passado para a gestão da CNBB. Pe. Rafael lembra que “o Rádio tem uma história fantástica de serviços à missão da Igreja no país inteiro e um prêmio dedicado a esse veículo é uma grande homenagem prestada por parte do episcopado”. Atualmente, a entidade que dá suporte na fase de escolha das obras é a Rede católica de Rádio (RCR).

O terceiro prêmio criado pela CNBB, o prêmio de Imprensa “Dom Helder Câmara” se deu por força de uma festa jubilar, em 2002, quando a Conferência completava 50 anos de existência. “Tratou-se de uma iniciativa que reunia duas dimensões da festa daquele cinquentenário: era o reconhecimento da Imprensa como grande parceira de missão da Conferência dos Bispos e uma justa homenagem a um dos seus fundadores que também foi um grande personagem recente do País e que sempre valorizou o trabalho dos meios de comunicação”, disse Pe. Rafael. O prêmio de Imprensa, no ano passado, destacou a reportagem “Terra bruta”, do jornal “O Estado de São Paulo” que mostrava a dura realidade da luta pela terra no interior do Brasil.

O prêmio de TV, “Clara de Assis”, criado em 2005, surgiu num momento em que o mundo inteiro passou pela experiência de testemunhar uma façanha global da TV ao levar para os lares de todo o planeta, os funerais do Papa João Paulo II. A cobertura do “Jornal Nacional” da Rede Globo foi um dos seus primeiros ganhadores e o jornalista Willian Bonner foi aos estúdios da Rede Vida, em Brasília, para receber o Prêmio da CNBB. Pe. Rafael, que estava presente na ocasião quando recebeu o Prêmio de Rádio pela direção do Jornal “Brasil Hoje” da RCR, lembra aquele dia: “mostraram cenas da Globo e todos os presentes ainda viviam as emoções daquele verdadeiro evento planetário e o fato de uma das mais importantes redes de TV do mundo ter enviado representante para receber a estatueta foi um sinal de prestígio e um belo começo da premiação de TV”.

O último prêmio criado pela CNBB foi o ano passado e, conforme disse Pe. Rafael, foi uma resposta que os bispos queriam ter dado muitos anos antes ao fenômeno da rede mundial dos computadores. O prêmio “Dom Luciano Mendes de Almeida”, portanto, fecha o ciclo de grandes homenagens da CNBB às mídias antigas e novas de modo que o universo da comunicação esteja contemplado pelo olhar do episcopado.

A última edição

Por meio de uma parceria com a Associação Filhos do Pai Eterno (Afipe) de Trindade (GO), a cerimônia de entrega dos prêmios do ano passado foi gravada num antigo cinema da cidade. Os bispos compareceram por meio da Presidência, da Comissão de Comunicação e de boa parte dos membros do Regional Centro Oeste da CNBB. Além dos bispos, centenas de membros da paróquia local, agentes da pastoral da Comunicação e devotos do Divino Pai Eterno participaram da festa.

A edição cinquentenária dos Prêmios da Conferência ofereceu uma Menção Honrosa para simbolizar uma homenagem a todos os ganhadores – pessoas e obras de cinema – nas últimas cinco décadas: o crítico e professor de Cinema, Miguel Pereira, da PUC do Rio de Janeiro, o diretor Silvio Tendler, as atrizes Fernanda Montenegro e Dira Paes e o ator Rodrigo Santoro. Eles receberam o troféu “Ir. Dorothy Stang” das mãos do cardeal arcebispo do Rio de Janeiro, dom Orani João Tempesta.

Edição atual


Padre Rafael afirmou que ele e padre Antônio Xavier, também assssor, bem como toda a Comissão de Comunicação, presidida pelo arcebispo de Diamantina (MG), dom Darci José Nicioli, e que conta também com a presença de dom Devair Araújo e dom Roque Sousa, bispos auxiliares de São Paulo e do Rio de Janeiro respectivamente, estão empenhados na divulgação das inscrições para a edição do ano que vem: “Teremos, na prática, um pouco mais de quatro meses para mobilizar o Brasil inteiro. Sonhamos que nesta edição mais pessoas se interessem em apresentar seus bons trabalhos para serem apreciados pelos júris de especialistas e dos bispos. Os escolhidos, no final do processo, na verdade serão representantes de todos os que participarem mostrando que se pode fazer comunicação, com arte e competência, evidenciando valores humanos e cristãos”.

A modalidade online vai facilitar o processo e facilitar a inscrição de todos os interessados. Um aspecto que precisa ser esclarecido, segundo padre Rafael, é que os Prêmios de Comunicação da CNBB não foram criados para apenas indicar bons trabalhos feitos no interior das paróquias e dioceses, mas em todo o conjunto da sociedade brasileira. “os trabalhos feitos pelos católicos são alegremente acolhidos e julgados, mas há também muita alegria por parte dos organizadores dos Prêmios em acolher trabalhos feitos em ambientes não confessionais mostrando que valores legítimos e que engrandecem a vida humana cabem em todas as mentes e corações”, conclui.

Comente

Campanha Missionária de 2017 lançada em Recife

Por
11 de setembro de 2017

A programação do 4º Congresso Missionário Nacional (4º CMN) que se realiza em Recife (PE) abriu espaço, na tarde desta sexta-feira, 8, para o lançamento da Campanha Missionária 2017. A cerimônia inédita de lançamento nacional fora de Brasília (DF) foi feita aos meios de comunicação e aos 700 congressistas vindos de todos os estados do Brasil.

Promovida anualmente, no mês de outubro, a Campanha Missionária está em sintonia como os ensinamentos do papa Francisco que afirma: “

A alegria do Evangelho enche o coração e a vida inteira daqueles que se encontraram com Jesus” (EG 1). Essa alegria precisa ser anunciada pela Igreja.

Compuseram a mesa o cardeal Sergio da Rocha, arcebispo de Brasília (DF) e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB); dom Esmeraldo Barreto de Farias, bispo auxiliar de São Luís (MA) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Ação Missionária e Cooperação Intereclesial da CNBB; padre Maurício da Silva Jardim, diretor nacional das Pontifícias Obras Missionárias (POM) e irmã Irene Lopes, assessora da Comissão Episcopal para a Amazônia (CEA) e da Rede Eclesial Pan-Amazônica (Repam).

Dom Esmeraldo Barreto de Farias apresentou os materiais produzidos para animar o Mês Missionário, em outubro de 2017. O bispo destacou que o tema da Campanha: “Alegria do Evangelho para uma Igreja em saída” e o lema: “Juntos na missão permanente”, dão continuidade ao Congresso Missionário. Dom Esmeraldo enfatizou os títulos dos nove dias da Novena e apontou que esses são motivados pela esperança e o pelo profetismo com destaque para a Igreja em saída. “A porta de entrada é a mesma da saída que nos leva ao encontro das pessoas. Ir ao encontro faz parte do dinamismo missionário”, lembrou o bispo, que fez votos que o material seja acolhido em todas as dioceses. “Esses subsídios são como gotas de esperança, alegria e ânimo em nossas dioceses”.

Padre Maurício da Silva Jardim, recordou que este ano celebramos o 91º aniversário do Dia Mundial das Missões. A data foi instituída pelo papa Pio XI, em 1926 a ser celebrado todos os anos no penúltimo domingo de outubro, este ano dia 22. “Com este dia de oração e de evangelização dos povos deseja-se incentivar a cooperação missionária pelo mundo e agradecer o contributo dos missionários na construção de um mundo melhor”, disse o padre.

Para o diretor das POM, lançar a Campanha no Congresso Missionário é dar continuidade à temática do mesmo. Ele ainda ressaltou que o Brasil é um dos países que mais contribui na Campanha para a missão universal da Igreja, em especial, na Ásia, África, Oceania e América Latina. “É um fundo universal onde circula a caridade”, enfatizou. Padre Maurício lembrou ainda que o papa Francisco, em junho deste ano, convocou um momento extraordinário de oração e reflexão sobre a missão além-fronteira para o mês de outubro de 2019.

Este ano, o cartaz e outros materiais da Campanha trazem o Zapcode. Para utilizá-lo basta baixar gratuitamente o Aplicativo Zappar no Smartphone (celular e tablet). Depois, ao direcionar o aparelho para o cartaz é possível assistir a um vídeo e acessar os conteúdos da Campanha Missionária.

Irmã Irene Lopes, ressaltou o espaço que as POM reservam nos materiais da Campanha Missionária à Igreja na Amazônia. “A Amazônia sempre ganha um espaço significativo em cada Campanha. Nós agradecemos. A Igreja da Amazônia agradece”. A religiosa enfatizou que hoje, mais do nunca, a Amazônia precisa de atenção e mobilização por parte da Igreja, em sua defesa. “Precisamos ouvir o DSC_0546grito da terra, o grito dos pobres. Haja vista os últimos acontecimentos: conflitos, assassinatos, violação dos direitos humanos, desrespeito aos territórios dos povos indígenas e comunidades tradicionais e a extinção de Reservas ambientais”, conclamou a irmã.

Em sua fala irmã Irene recordou um trecho da nota em que a Repam e Comissão Episcopal para a Amazônia publicaram em repúdio à suspensão da Reserva de Cobre e Associados (Renca), no Amapá e Macapá: “A extinção da Renca representa uma ameaça política para o Brasil inteiro, impondo mais pressão sobre as terras indígenas e Unidades de Conservação, e abrindo espaço para que outras pautas sejam flexibilizadas, como a autorização para exploração mineral em terras indígenas, proibida pelo atual Código Mineral”.

O cardeal dom Sergio Rocha ressaltou a importância de assumir a proposta da Campanha Missionária e convocou aos participantes a fazer uso dos subsídios para melhor vivência comunitária no Mês Missionário. “Juntos na missão permanente. Precisamos olhar para além dos muros, olhar e rezar além da realidade local é o que nos convida essa Campanha. Portanto, vamos fazer valer a campanha missionária”. Por fim, o cardeal agradeceu aos envolvidos na preparação dos subsídios da Campanha. “Nossa gratidão a todos que estão envolvidos e trago aqui o apoio da CNBB para juntos nos animarmos. Vamos fazer um grande mutirão missionário” convocou dom Sergio Rocha.
As 276 dioceses e prelazias do Brasil já receberam todos subsídios da Campanha para serem distribuídos entre as paróquias e comunidades. O material da Campanha: livreto da Novena Missionária; DVD com testemunhos missionários; mensagem do papa Francisco para o Dia Mundial das Missões; orações dos fiéis para os quatro domingos de outubro; envelopes para a coleta do Dia Mundial das Missões e duas versões de marcadores de página com a oração da Campanha Missionária, que tem o seu ponto alto no Dia Mundial das Missões, celebrado no penúltimo domingo do mês de outubro pode ser baixados e multiplicados livremente por meio do site www.pom.org.br

Comente

CNBB lança subsídios para o Mês da Bíblia, celebrado em setembro

Por
01 de setembro de 2017

A Comissão Episcopal Pastoral para a Animação Bíblico-Catequética da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) disponibilizou dois subsídios de apoio aos fiéis que desejam celebrar o Mês da Bíblia, agora em setembro. A data foi criada em 1971, com a finalidade de instruir os fiéis sobre a Palavra de Deus.

O texto-base segue o tema e o lema do Mês da Bíblia 2017, “Para que n’Ele nossos povos tenham vida” e “Anunciar o Evangelho e doar a própria vida”, respectivamente. De acordo com dom José Antônio Peruzzo, presidente da Comissão, a inspiração da temática provém do Documento de Aparecida de 2007, intitulado “Discípulos missionários de Jesus Cristo, para que n’Ele nossos povos tenham vida”.

Trata-se, segundo o bispo, do convite para conhecer Jesus e sua proposta de vida e partilhá-la com as demais pessoas. “O Documento de Aparecida estabelece essa conexão entre discipulado e missão com duas faces da mesma moeda. O discipulado leva necessariamente à missão e a missão se alimenta do discipulado”, afirma.

No contexto específico da realidade brasileira e da caminhada da Igreja no Brasil, o livro escolhido para refletir no mês de setembro está associado à memória de São Jerônimo, tradutor da bíblia para o latim e modelo de divulgador dos estudos bíblicos. “Naturalmente, o chamado Mês da Bíblia significa Ano da Bíblia, e até mesmo a caminhada contínua da Bíblia, no sentido que não se pode limitar a um tempo determinado”, afirma dom Peruzzo.

O texto-base oferece pistas para compreender a Primeira Carta de Paulo aos Tessalonicenses, que retrata uma comunidade dos inícios do Cristianismo, com dificuldades, resistências e superações. Tal comunidade está inserida na periferia de uma grande cidade do Império Romano, Tessalônica, onde busca-se transformar a sociedade vigente, com a força do anúncio do Evangelho. “Quem quer conhecer belos traços de Paulo, evangelizador entusiasmado, disporá de muitas indicações nessas páginas. Tanto Paulo quanto os tessalonicenses se deixam conhecer nestas linhas”, conclui o bispo.

O subsídio traz uma explicação do tema e lema do mês da Bíblia, apresenta o contexto atual do mês, com alguns eventos que marcam a conjuntura do ano de 2017, em âmbito eclesial e político. Além disso, como forma de apresentação ao tema e ao lema também traz uma apresentação do apóstolo Paulo e seu método missionário. A publicação está à venda no site da Editora da CNBB.

Encontros Bíblicos

O outro subsídio de apoio, também ofertado pela Comissão, é um roteiro de encontros bíblicos, com cinco encontros, que tem a finalidade de ajudar as comunidades, grupos de famílias, grupos de reflexão, círculos bíblicos, que buscam orientar-se na luz da Palavra de Deus.

De acordo com o assessor da Comissão, padre Antonio Marcos Depizzoli, os encontros ajudarão a meditar o testemunho dos cristãos de Tessalônica, os sofrimentos de vida e a presença fraterna dos irmãos em comunidade. “Acolhamos a graça desse tempo e deixemos que a Palavra soe em nosso coração e ressoe a partir do coração!”, exorta.

O subsídio também encontra-se disponível para venda no site da Edições CNBB.

Comente

Regional elabora carta em favor dos indígenas e comunidades tradicionais

Por
31 de agosto de 2017

Bispos do Regional Norte 2 (Pará e Amapá) da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) elaboraram uma carta de solidariedade em favor dos povos indígenas e comunidades tradicionais durante reunião, em Belém, de 28 a 31 de agosto.

Na ocasião, os bispos discutiram mais uma vez a realidade preocupante em que os povos indígenas, quilombolas e outros grupos tradicionais se encontram diante do favorecimento do agronegócio, das empresas mineradoras e de criadores de gado, grupos representados pela bancada ruralista no Congresso Nacional que propõem a anulação ou diminuição de áreas tradicionalmente habitadas por povos indígenas e quilombolas e a abertura de Áreas de Conservação a empresas mineradoras.

Leia a carta na íntegra: 

“Senhor, salvai o vosso povo e libertai-o”
(Salmo 27,9)

Reunidos em Belém, de 28 a 31 de agosto de 2017, nós, bispos do Regional Norte II da CNBB (Pará e Amapá) nos deparamos mais uma vez com a realidade preocupante em que os povos indígenas, quilombolas e outros grupos tradicionais se encontram. Apesar de inscritos na Constituição Federal de 1988 (Art. 231 e 232) os direitos indígenas estão seriamente ameaçados pela Proposta de Emenda à Constituição (PEC)215/2000 que pretende passar a decisão final da demarcação de terras indígenas do Executivo para o Legislativo e a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) nº 3239, que prevê a Lei do Marco Temporal para definir um limite de tempo para a ocupação e o reconhecimento de terras indígenas e questiona a existência dos territórios quilombolas.

Para favorecer o agronegócio, as empresas mineradores e os criadores de gado, grupos representados pela bancada ruralista no Congresso propõem a anulação ou diminuição de áreas tradicionalmente habitadas por povos indígenas e quilombolas e a abertura de Áreas de Conservação a empresas mineradoras. Projetos de mineração e agronegócio do jeito como vêm sendo implementados na Amazônia trazem conseqüências desastrosas e irreversíveis para o meio-ambiente e os povos que habitam essa região. O recente decreto presidencial sobre a extinção da Reserva Nacional do Cobre e Associados (Renca) emanado sem nenhuma consulta prévia dos povos diretamente atingidos como prevê a Constituição Federal é mais um golpe contra a Amazônia.

Como pastores da Amazônia não podemos nos calar diante dos desmandos governamentais e conclamamos a todos os homens e mulheres de boa vontade a se opor às contínuas investidas contra a Amazônia e seus povos “utilizando inclusive legítimos mecanismos de pressão, para que o governo cumpra o dever próprio e não-delegável de preservar o meio ambiente e os recursos naturais (…) do seu país, sem se vender a espúrios interesses locais ou internacionais” (LS 38).

Pedimos ao Senhor da Vida que salve os seus povos da extinção física e cultural e liberte a Amazônia da destruição e ruína.

Belém, 30 de agosto de 2017
Os bispos do Pará e Amapá.

Dom Alberto Taveira Corrêa
Arcebispo Metropolitano da Arquidiocese de Belém (PA)

Dom Irineu Roman
Bispo Auxiliar da Arquidiocese de Belém (PA)

Dom José Maria Chaves dos Reis
Bispo da Diocese de Abaetetuba (PA)

Dom Jesus Maria Cizaurre Berdonces
Bispo da Diocese de Bragança (PA)

Dom Carlos Verzeletti
Bispo da Diocese de Castanhal (PA)

Dom Pedro José Conti
Bispo da Diocese de Macapá (AP)

Pe. João Thimóteo de Oliveira
Administrator Diocesano da Diocese de Cametá (PA)

Dom Erwin Kräutler
Bispo Emérito da Prelazia do Xingu (PA)

Dom Bernardo Johannes Bahlmann
Bispo da Diocese de Óbidos (PA)

Dom Teodoro Mendes Tavares
Bispo da Diocese de Ponta de Pedras (PA)

Dom Flávio Giovenale
Bispo da Diocese de Santarém (PA)

Dom Evaristo Spengler
Bispo da Prelazia do Marajó (PA)

Dom João Muniz Alves
Bispo da Prelazia do Xingu (PA)

Dom José Luís Azcona Hermoso
Bispo Emérito da Prelazia do Marajó

Dom Vital Corbellini
Bispo da Diocese de Marabá (PA)

Comente

Páginas

Para pesquisar, digite abaixo e tecle enter.