Bispos das Pastorais Sociais aprofundam os 50 anos dos compromissos da Conferência de Medellín

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02 de agosto de 2018

16 bispos da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) que acompanham as pastorais sociais nacionalmente e nos regionais se reuniram no Centro Cultural de Brasília (CCB) em Brasília (DF), de 30 a 31 de julho, para um momento de formação, partilha e espiritualidade. O objetivo do encontro, segundo o assessor da Comissão Episcopal Pastoral para a Ação Social Transformadora, frei Olavo Dotto foi  “proporcionar momentos de partilha entre os bispos sobre sua missão, enquanto animadores das Pastorais Sociais e Organismos vinculados à CNBB e, à luz do documento de Medellín, aprofundar a temática do compromisso social dos leigos e leigas”.

Os bispos estudaram o tema: “Compromisso social dos leigos a partir de Medellín”, segunda conferência geral do episcopado latino-americano, realizada em 1968, na Colômbia. O padre José Oscar Beozzo, historiador e membro do Centro Ecumênico de Serviços à Evangelização e Educação Popular (CESEEP) ajudou a retomar as contribuições desta conferência por meio de um panorama histórico. Segundo ele, esta conferência provocou na América Latina e, de modo muito particular no Brasil, a “criação de uma nova identidade da Igreja, levando a falar com propriedade de uma pastoral, teologia e de um rosto eclesial latino-americano e caribenho”.

O bispo de Lages (SC), dom Guilherme Werlang, presidente da Comissão para Ação Social Transformadora, defende que é muito importante para os novos bispos aprofundar as contribuições de Medellín sobretudo porque a Pastoral Social da CNBB nasceu a partir das opções feitas pelos bispos latino-americanos nesta conferência. “A nossa e a nova geração de bispos devemos apropriar tanto das colocações e opções do Vaticano II quando a aplicação dele na América Latina por meio da Conferência de Medellín”, ressaltou.

O bispo-auxiliar de Brasília e secretário-geral da CNBB, dom Leonardo Steiner, presente ao encontro, reafirmou a importância de Medellín para ajudar a encontrar caminhos pastorais que auxiliem diante dos desafios sociais do presente. Na ocasião Dom Leonardo comunicou que a CNBB publicará, pela primeira vez no Brasil, o documento completo de Medellín.

Encontros como este, defende o bispo auxiliar de São Paulo (SP), dom Eduardo Vieira dos Santos, referencial da Pastoral da Mulher Marginalizada, contribuem muito para refletir sobre as diversas realidades enfrentadas pelos bispos em suas dioceses e frentes de atuação. “Este encontro e as reflexões a partir dos 50 anos de Medellín nos animam a caminhar construindo uma sociedade que visa sempre o bem comum, a fraternidade e a comunhão”, disse.

Bispos presentes:
Dom Arnaldo Carvalheiro Neto, diocese de Itapeva (SP) e referencial da Caritas no Regional Sul 1.
Dom André de Witte, diocese de Rui Barbosa (BA), referencial do regional Norte 3, presidente da Comissão Pastoral da Terra (CPT).
Dom Canísio Klaus, diocese de Sinope (MT)
Dom Eduardo Vieira, bispo auxiliar da Arquidiocese de São Paulo (SP) e referencial para a Pastoral da Mulher Marginalizada e Campanha da Fraternidade, CEBs e Pastorais Sociais no Regional Sul 1.
Dom Edson Oliveira, diocese de Eunápolis (BA), referencial da Pastoral dos Nomades.
Dom Enemésio Lazzaris, diocese de Balsas (MA), presidente da Comissão Episcopal para o Enfrentamento ao Tráfico Humanio e referencial do regional Sul 5.
Dom Francisco Cota de Oliveira, bispo auxiliar da Arquidiocese de Curitiba (PR), referencial para a Pastoral Carcerária regional Sul 2.
Dom José Luiz Azcona, diocese de Marajó (PA), referencial do regional Norte 2 e da Comissão para Justiça e Paz.
Dom José Valdeci, diocese de Brejo (MA) referencial para o Conselho Pastoral dos Pescadores e membro da Comissão Episcopal Pastoral para a Ação Social Transformadora.
Dom Guilherme Werlang, diocese de Lages (SC), presidente da Comissão Episcopal Pastoral para Ação Social Transformadora.
Dom Luiz Gonzaga Fecchio, diocese de Amparo (SP), referencial da da Pastoral do Menor Nacional.
Dom Mario Marquez, diocese de Joaçaba (SC), referencial das Pastorais Sociais no regional Sul 4.
Dom Moacir Aparecido de Freitas, diocese de Votuporanga (SP).
Dom José Reginaldo Andrietta, diocese de Jales (SP), referencial da Pastoral Operária e Comissão Especial para o Ano do Laicato.
Dom Roberto Ferreria Paz, da diocese de Campos (RJ) e referencial da Pastoral da Súdade Nacional.
Dom Rodolfo Weber, arquidiocese de Passo Fundo (RS), membro da Comissão Episcopal Pastoral para a Ação Social Transformadora.

Com colaboração de Jardel Lopes, coordenação da Pastoral Operária Nacional

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Morre, aos 86 anos, a mãe do Presidente da CNBB

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30 de mai de 2018

A Arquidiocese de São Paulo expressa solidariedade ao Cardeal Sérgio da Rocha, Arcebispo de Brasília (DF) e Presidente da CNBB, pelo falecimento de sua mãe, a senhora Aparecida Veronezi da Rocha, na noite da quarta-feira, 23, na cidade de Matão (SP).

O cardeal já estava em São Carlos (SP) acompanhando a família. Dona Aparecida tinha 86 anos e era mãe de três filhos e estava internada desde o último sábado, 19. A nota de falecimento publicada pela Arquidiocese de Brasilia traz uma oração e pede-se que seja acrescentada nas intenções das Missas de hoje celebradas:

Ó Pai de misericórdia, em Vossas mãos entregamos a vida de nossa irmã, Aparecida Veronezi da Rocha, na firme esperança que ela ressuscitará no último dia com todos os que no Cristo adormeceram. Abri para ela as portas do paraíso; e aos que ficam, consolai com a certeza de que um dia nos encontraremos todos em vossa casa. Amém

A diocese de São Carlos emitiu nota convidando a todos a elevarem preces de gratidão à Deus e em sufrágio por Aparecida. O corpo está sendo velado nesta quinta-feira, 24, na Igreja Matriz do Senhor Bom Jesus, em Matão (SP). A missa de corpo presente será às 14h e em seguida ocorrerá o sepultamento.

O Bispo auxiliar de Brasília (DF) e secretário-geral da CNBB, Dom Leonardo Steiner enviou nota de condolência ao cardeal em nome da conferência.

Nota de condolências da CNBB pelo falecimento da Sra. Aparecida Veronizi da Rocha

Brasília, 24 de maio de 2018

Senhor Presidente.

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) recebeu com muito pesar a notícia do falecimento de sua mãe, a Srª Aparecida Veronizi da Rocha, ocorrido na noite desta quarta-feira, 23 de maio.

Enviamos nosso abraço fraterno ao senhor, a seus familiares e amigos como também as nossas preces pela vida eterna da Sra. Aparecida e pela renovação, no coração de cada um, da firme esperança na ressurreição.

Recorremos às palavras de São João Paulo II, para manifestarmos nossa solidariedade fraterna e preces ao cardeal Sergio da Rocha e aos familiares. Na Encíclica Evangelium vitae, ele afirma: “Até a morte, aliás, não é de forma alguma aventura sem esperança: é a porta da existência que se abre de par em par à eternidade e, para aqueles que a vivem em Cristo, é experiência de participação no mistério da sua morte e ressurreição”.

Em Cristo,

Dom Leonardo Ulrich Steiner

Bispo auxiliar de Brasília (DF)

Secretário-Geral da CNBB

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Regional Sul 1 da CNBB realiza Encontro Estadual para Assessores e Coordenadores Diocesanos

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02 de mai de 2018

No sábado, 28 de abril, os assessores e coordenadores diocesanos da PASCOM, do Regional Sul 1 da CNBB, se reuniram para o 3º Encontro Estadual no Centro Diocesano de Limeira, para refletir sobre a 52ª Mensagem do Papa Francisco para o Dia Mundial das Comunicações Sociais.

A Arquidiocese de São Paulo esteve representada pelo Padre Luiz Claudio Braga, Assessor Eclesiástico da Pastoral da Comunicação e pelos representantes das Regiões Episcopais Brasilândia, Lapa, Santana e Sé.

A abertura do encontro foi feira por Dom Vilson Dias de Oliveira, Bispo da Diocese de Limeira e referencial para a Pastoral da Comunicação no Regional Sul 1 da CNBB. A assessoria foi dada pelo Padre Adilson Ulprist, da Diocese de Campo Limpo, que falou sobre a mensagem do Papa para o Dia Mundial das Comunicações Sociais, tendo em vista o tema principal: “Fake News”.

Na segunda parte do encontro, houve formação de grupos, para troca de experiências da pastoral nas Dioceses do Regional. O encontro encerrou com o envio, conduzido por Dom Vilson.

(com informações do Centro de Pastoral da Região Sé)

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Cardeal Scherer destaca os assuntos na reta final dos trabalhos

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18 de abril de 2018

Os trabalhos do oitavo dia da 56ª Assembleia Geral da CNBB foram abertos nesta quarta-feira, 18, com a celebração eucarística no Santuário Nacional de Aparecida (SP), presidida por Dom Fernando Saburido, Arcebispo de Olinda e Recife (PE) e Presidente do Regional Nordeste 2, com a participação de arcebispos, bispos e sacerdotes dos 18 regionais da CNBB.

O Cardeal Odilo Pedro Scherer, Arcebispo Metropolitano de São Paulo, participou do Programa “Encontro com o Pastor”, que vai ao ar de segunda-feira à sábado, às 12h05, na rádio 9 de Julho e destacou os momentos finais da Assembleia, que termina na próxima sexta-feira, 20.

OUÇA O ENCONTRO COM O PASTOR

Dom Odilo disse que a comunhão da Igreja se faz em torno de Jesus Cristo e da Eucaristia. Nas dioceses, é papel do bispo manter essa união, pela luz da Eucaristia e da Palavra de Deus. Os bispos de todo Brasil reunidos em Aparecida estão promovendo uma grande partilha de realidades e construindo um caminho de comunhão.

O Cardeal destacou os sinais de comunhão presentes na Igreja, a começar pela conferência dos bispos, e falou ainda sobre as campanhas de evangelização e coletas que são feitas durante o ano para ajudar as dioceses mais necessitada de todo brasil.

Todo bispo não pensa só em sua diocese, mas na Igreja no Brasil como um todo. Também os fiéis são chamados a fazer sua parte e contribuir com a promoção da evangelização e da missão da Igreja.

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Dom Mário Antônio: ‘O migrante não é um invasor’

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17 de abril de 2018

A 56a Assembleia Geral da CNBB chega ao seu sétimo dia de trabalhos no Santuário Nacional de Aparecida (SP). Na manhã desta terça-feira, 17, Dom Mário Antônio, Bispo de Boa Vista (RR), participou do Meenting Point e falou sobre situação dos imigrantes venezuelanos que tem chegado ao estado de Roraima por conta da crise política, econômica e social no País vizinho.

O Bispo comentou a decisão da governadora de Roraima, Suely Campos, que na sexta-feira, 13, ingressou com uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) pedindo que a União seja obrigada a fechar, temporariamente, a fronteira com a Venezuela.

“É claro que o clamor da governadora é também chamar a atenção para que o Governo Federal esteja mais atento às necessidades no Estado na questão da saúde, na questão da segurança e da educação. Creio que é uma postura também de política, para exigir que o Governo Federal esteja mais atento a tudo isso. O próprio Presidente da República já se manifestou não favorável ao fechamento da fronteira mesmo que temporário”, disse Dom Mário em entrevista ao O SÃO PAULO.

Dados divulgados pelo Comitê Nacional para os Refugiados (Conare), no dia 11, revelam que os venezuelanos são maioria entre os estrangeiros que pedem refúgio ao Brasil. Dos mais de 86 mil pedidos de reconhecimento de refúgio em análise, cerca de 28 mil solicitações, ou seja, um terço, são de venezuelanos.

“Nós imaginamos que existem outros caminhos para viabilizar a saúde, educação e a segurança no Estado de Roraima, com o comprometimento dos nossos governantes e das instituições. Com ações coordenadas e integradas, ao mesmo tempo nos manifestamos como Igreja, e também como sociedade civil, e vemos a necessidade de um empenho e articulação governamental em todas as esferas para que os abrigos sejam feitos o mais rápido possível, tendo em vista a chegada da chuva e a necessidade básica dos venezuelanos de abrigamento, conforto, segurança e dignidade no dia a dia”.

Dom Mario concluiu, afirmando que “migrar é um direito. O migrante não é um invasor. O imigrante é um novo habitante em nossas cidades, em nossos estados, e em nossa nação. O migrante é aquele que vem buscar uma vida melhor, tendo em vista a realidade social, política e econômica da Venezuela. 

(Com informações de CNBB, Agência Brasil e do repórter Fernando Geronazzo/O SÃO PAULO)

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Dom Odilo fala sobre assuntos em destaque no terceiro dia de atividades

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13 de abril de 2018

Os trabalhos do terceiro dia da 56ª Assembleia Geral da CNBB, nesta sexta-feira, 13, foram abertos com uma celebração eucarística no Santuário Nacional de Aparecida (SP), presidida por Dom Luiz Soares Vieira, Arcebispo Emérito de Manaus (AM).

“Nós rezamos com os bispos eméritos e também nos solidarizemos agradecendo a Deus pelo trabalho que eles desenvolveram ao longo de muitos anos em suas dioceses, trabalhando pelo Reino de Deus e ajudando a Igreja, através da oração de muitas outras maneiras”, afirmou o Cardeal Odilo Pedro Scherer, Arcebispo Metropolitano de São Paulo, no programa “Encontro com o Pastor”, que vai ao ar na na rádio 9 de julho, de segunda-feira a sábado, às 12h05. 

Os bispos eméritos são os que já atingiram os 75 anos, ou por razões de saúde, até mesmo antes dos 75 anos deixaram a Diocese. Hoje no Brasil são 173 bispos eméritos e muitos deles participam da 56ª Assembleia Geral da CNBB.

Na manhã deste terceiro dia, os bispos trataram de várias questões, relativas a vida da Igreja no Brasil, além do foco principal da assembleia: a formação dos Presbíteros, antes e depois de sua ordenação sacerdotal. Um documento está sendo elaborado para adequar alguns aspectos do processo de formação dos sacerdotes.

Dom Odilo afirmou que a missão do católico não é apenas rezar, mas estar atendo a realidade ao seu redor, para inserir o fermento do Evangelho nas diversas situações, e os bispos, como pastores do povo, precisam estar atentos a tais realidades.

“Nós temos sim que estar presentes na sociedade, na cultura, no meio dos acontecimentos, para ali colocar o fermento, o sal, a luz do Evangelho. Se não, é igual o fermento que fica lá no depósito e não serve para nada, ou seja, o fermento, o sal e a luz têm que ser colocados no meio da realidade, e isso vale para os cristãos, os leigos e leigas e vale também para os bispos, para os padres, que não podem ignorar aquilo que se passa ao seu redor. Por isso, ninguém ache que fazer a caridade, lutar pela justiça, pela dignidade humana, pelos direitos humanos é comunismo. Isso é coisa do Evangelho”, afirmou.

O Cardeal concluiu convidando a todos os fiéis a lerem a nova exortação apostólica do Papa Francisco, Gaudete et Exsultate (Alegrai-vos e exultai), sobre o chamado à santidade no mundo contemporâneo, publicada na segunda-feira, 9.

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Frente o aumento da violência no Pará, bispo convoca cristãos a cultivar a cultura da paz

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13 de abril de 2018

Diante dos recentes casos de violência, como a morte de 21 presos em Belém (PA), dom Vital Corbelini, bispo de Marabá (PA) tem defendido que a Igreja não pode cruzar os braços. Segundo o religioso a violência tem aumentado no estado e isto acende uma luz de alerta. Além dos presos, o bispo denuncia que tem aumentado a violência contra pessoas simples, pobres, camponeses e de policiais militares no estado. O bispo atribui a desigualdade e a concentração de renda e da terra o avanço da violência na região.

“A violência está atingindo as nossas vidas, nossos ideais e projetos, sobretudo dos mais jovens que estão tendo suas vidas ceifadas”, disse. O prelado defende que a Igreja, neste contexto, tem o papel de cultivar uma cultura de paz e anunciar a civilização do amor como preconizou o papa Paulo VI. “A civilização do amor deve ser implantada entre nós. Jesus Cristo nos diz que devemos amar os inimigos e rezar por aqueles que nos perseguem”, disse.

O religioso tem defendido que é necessário que as autoridades façam seu trabalho no sentido de fazer cessar a violência com atitudes que favoreçam a paz na sociedade. Ele exorta que o povo não busque fazer justiça com as próprias mãos porque violência gera violência. A convocação, segundo o religioso, vem da própria Igreja no Brasil que em sua última campanha da fraternidade, realizada no período da quaresma deste ano, buscou apontar caminhos para a superação da violência.

O prelado falou também da necessidade de não estimular a violência pelas redes sociais e que a paz deve ser buscada dentro das famílias e também a partir das comunidades cristãs e católicas. “É necessário que busquemos a unidade em nossa própria família e em nossas comunidades, entre pastorais, movimentos e serviços. Que não haja divisões mas unidade entre o povo de Deus com seus padres e destes com seu povo e bispos. Tudo começa dentro de casa”, disse. Não podemos só lançar o problema aos outros, disse o bispo. “Também devemos assumir atitudes que possam favorecer o amor e a paz entre nós assim como fez Jesus Cristo”, disse.

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Dom Severino Clasen: “Os leigos não só pertencem à Igreja, mas são Igreja”

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13 de abril de 2018

A vivência do Ano do Laicato na Igreja do Brasil foi o tema do segundo Metting Point realizado durante a 56ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), na manhã desta sexta-feira, 13, no Centro de Eventos Padre Vitor Coelho de Almeida, em Aparecida (SP).

Para tratar do assunto com os jornalistas foram convidados dom Severino Clasen, bispo de Caçador (SC) e Presidente da Comissão Episcopal Pastoral para o Laicato e Marilza Schuina, presidente do Conselho Nacional do Laicato no Brasil (CNLB).

Dom Severino afirmou que é importante destacar a missão dos cristãos leigos como sujeitos na evangelização, na Igreja e na sociedade. “Vivemos um momento em que o protagonismo do laicato é convocado a testemunhar o Evangelho de jesus Cristo e até redescobrir quem é Jesus de Nazaré, este que nós queremos seguir e em quem depositamos nossa fé e esperança”, afirmou o Bispo.

Dom Severino chamou a atenção para três documentos da CNBB que ajudam a aprofundar a temática do Ano do Laicato: O Documento 100, “Comunidade de Comunidades – uma nova paróquia”; o Documento 105, “Cristãos leigos e leigas – sal da terra e luz do mundo na Igreja e na Sociedade”; e o Documento 107, “Iniciação à vida cristã – itinerário para formar discípulos missionários”.

Documento 105 – Tratando especialmente do Documento 105, o Bispo explicou que o seu texto nasceu a partir das decisões e inspirações do Concílio Vaticano II, sobretudo na Constituição Dogmática Lumen Gentium. “Os leigos não só pertencem à Igreja, mas são Igreja”, ressaltou dom Severino, que salientou, ainda, que, a partir do Batismo, não existem categorias superior e inferior de Cristãos, mas todos são “Igreja povo de Deus”.

De acordo com dom Severino, o Ano do Laicato conseguiu reafirmar a consciência da missão e identidade dos leigos. “Ao percorrer o Brasil, percebemos que os cristãos leigos e leigas aderiram ao Ano Nacional do Laicato por meio de tantas ações a programações que acontecem em todo o País”, destacou o Bispo.

Ao citar o lema “sal da terra e luz do mundo”, Dom Severino convidou para a reflexão: “Que gosto nós estamos dando à vida, que gosto o mundo pode também extrair de nós, cristãos, para sermos pessoas boas? Também é preciso brilhar, iluminar, irradiar. Mas a luz não é nossa. Cristo é a luz. Quanto mais estivermos ligados a ele, mais teremos brilho que tem que ser espalhado pelo mundo”.

Marilza ressaltou que “o protagonismo dos cristãos leigos é contribuir para que a unidade e a comunhão seja vivenciada na sua plenitude em nossa Igreja, povo de Deus”.

“Que possamos aprofundar a identidade, vocação, espiritualidade e missão dos cristãos leigos e leigas. Que toda a Igreja realmente reconheça e confirme a vocação dos leigos como sujeito eclesial”, acrescentou a Presidente do CNLB.

Dentre as atividades programadas para a celebração do Ano do Laicato, estão sendo programados 16 seminários em diversos regionais da CNBB sobre temas relacionados à atuação dos leigos na vida eclesial e âmbitos da sociedade, como na política, educação, cultura, trabalho e família.

Outra atividade prevista é a Semana Missionária Igreja em Saída, de 22 a 29 de julho. “A Semana Missionária quer ser um grande retiro popular para que as comunidades se encontrem não só para círculos bíblicos, oração, mas onde também possamos atingir os diversos espaços onde o leigo e a leiga atuam e trabalham”, explicou Marilza, acrescentando que esses eventos não aconteçam apenas nas igrejas ou nas casas, mas nos ambientes de atuação dos leigos, como os locais de trabalho.

Na conclusão do Ano do Laicato, entre dos dias 22 e 25 de novembro, acontecerá a Assembleia Nacional dos Organismos do Povo de Deus, em Aparecida. Além da CNBB e do CNLB, entidades como a Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB), a Comissão Nacional dos Diáconos (CND), a Comissão Nacional de Presbíteros (CNP) e a Conferência Nacional dos Institutos Seculares estão na organização do evento que tratará a temática da sinodalidade e o protagonismo dos leigos na Igreja. No encerramento dessa Assembleia, acontecerá a Romaria do Laicato.

Por fim, Marilza reforçou que o Ano do Laicato deve ser um “impulsionador para que toda a Igreja no Brasil continue a pensar e refletir a vocação, identidade, espiritualidade e missão própria dos leigos”.

O próximo Meeting Point será na segunda-feira, 16, às 9h, com Dom Pedro José Conti, bispo de Macapá (AP), e Dom Ricardo Hoepers, bispo de Rio Grande (RS), sobre a experiência da Igreja local nos extremos do país. O encontro será transmitido pelo portal A12.com.

Por Fernando Geronazzo

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Dom Odilo: O padre deve desempenhar sua missão de acordo com a Igreja

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12 de abril de 2018

A 56ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), está no seu segundo dia. Até o próximo dia 20, mais de 350 bispos participam do encontro que ocorre no espaço principal do Centro de Eventos Padre Vítor Coelho de Almeida, no Santuário Nacional de Aparecida (SP).

Entre os participantes está o Cardeal Odilo Pedro Scherer, Arcebispo Metropolitano de São Paulo, que nesta quinta-feira, 12, falou sobre os assuntos que estão sendo tratados na Assembleia durante o programa “Encontro com o Pastor”, que vai ao ar de segunda-feira a sábado, às 12h, na rádio 9 de Julho.

FORMAÇÃO DOS PRESBITEROS

O tema central da Assembleia - “Diretrizes para a Formação dos Presbíteros da Igreja no Brasil” - já começou a ser discutido pelos bispos. “A Santa Sé faz normas e diretrizes para toda Igreja, que precisam ser adequadas para as situações de casa País. Por isso, as conferências episcopais fazem as adequações necessárias das normas universais, para os seus respectivos países”, declarou o Cardeal.

Ele lembrou que a formação dos padres é muito semelhante em todo mundo, passando pelo período de seminário, estudo de Filosofia e Teologia, diaconato, estágio pastoral, até chegar a sua ordenação sacerdotal. Porém, a formação precisa ser continua, mesmo após o sacerdote iniciar a sua missão: “É uma exigência do povo de Deus e da boa missão da igreja, que o Padre continue a se formar em todos os sentidos, tanto religioso como humano, teológico, espiritual e pastoral”.

NOVAS DIRETRIZES

A Igreja no Brasil contará em breve com novas Diretrizes para Formação de Presbíteros. O objetivo principal do encontro é atualizar as que estão em vigor. A Ratio Fundamentalis Institutionis Sacerdotalis é um dos documentos considerados pelos bispos e peritos e que dá pistas para a formação de seminaristas e do clero da Igreja.

Publicado no dia 8 de dezembro de 2016, o documento atualiza as orientações de 1985 e explicita às Igrejas locais como realizar a formação dos futuros presbíteros e a necessidade de formação permanente.

As atuais Diretrizes para a Formação Presbiteral foram aprovadas na 48ª Assembleia Geral da CNBB, em 2010, e já visavam enriquecer a formação espiritual, humana, intelectual e pastoral dos futuros sacerdotes.

FORMAÇÃO DE PADRES

No caso da Igreja Católica, somente os bispos das dioceses e superiores religiosas das congregações e institutos religiosos devidamente reconhecidos pela Santa Sé tem a autorização para formação. E é muito importante para Igreja que haja bons padres, e que eles estejam bem formados.

“Ser padre não é simplesmente uma profissão que cada um exerce do jeito que quer. Ser padre é desempenhar a sua missão de acordo com a Igreja. Tem que estar em união e comunhão com a Igreja, e fazer o seu trabalho em nome da Igreja”, afirmou Dom Odilo.

REZAR PELAS VOCAÇÕES

O Cardeal concluiu falando da importância da Pastoral Vocacional nas paróquias, nas quais deve haver o despertar para as vocações e rezar por elas: “Os padres saem de nossas paróquias e comunidades, são filhos de nossas familias. Saem de nossos movimentos e das nossas pastorais. Portanto, são homens que participam e estão com o coração dentro da vida da igreja”.

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2º dia da Assembleia Geral da CNBB: entrevista com o Cardeal Scherer

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12 de abril de 2018

Teve início na manhã de ontem (11/04) a 56ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). O primeiro ato dos trabalhos foi a Santa Missa presidida pelo arcebispo de Brasília e presidente da CNBB, cardeal Sergio da Rocha, no Santuário Nacional de Aparecida.

Cerca de 400 bispos participaram da Celebração Eucarística de abertura, no Altar Central do Santuário.

O principal evento da Igreja Católica no país reune até o dia 20 de abril, cardeais, arcebispos, bispos administradores de dioceses, arquidioceses e prelazias para a discussão de importantes temas como a situação dos seminários, traçando diretrizes para a formação de novos presbíteros e a formação permanente dos sacerdotes.

Encontro na "Casa da Mãe"

Durante a Missa de abertura da Assembleia, Dom Sérgio da Rocha enfatizou a importância de iniciar o encontro dos Bispos na Casa da Mãe Aparecida com uma Eucaristia, que é sustento da vida de todo o cristão. “Essa Celebração Eucarística é o primeiro ato da Assembleia Geral e assinala a recordação que a Eucaristia é o sustento da nossa vida e a fonte da comunhão desses dias da Assembleia e de toda a nossa vida, afim de que nossas ações sejam realizadas em Deus”.

O presidente da CNBB também lembrou que é por meio da oração que os desafios para a realização da missão da Igreja nos dias de hoje serão superados, enfatizando que “Não podemos desanimar... as dificuldades não devem impedir o anúncio da Palavra de Deus”.

Com a conclusão das discussões da 56ª Assembleia Geral a expectativa é que as percepções integrem um texto base que será apresentado à Congregação para o Clero do Vaticano, onde deve ser referendado, e se tornará um documento da CNBB que orientará a formação dos novos presbíteros no Brasil.

Sínodo dos Bispos

Ainda durante a Assembleia haverá a eleição dos delegados e suplentes para a XV Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos, marcada para outubro deste ano, no Vaticano.

Após a Santa Missa os bispos se reuniram para a sessão de abertura, no Centro de Eventos Padre Vitor Coelho de Almeida, local onde os trabalhos se realizarão ao redor do tema central da formação dos presbíteros na Igreja do Brasil.

Durante a sessão de abertura, Dom Sérgio da Rocha destacou que a Assembleia é sempre uma experiência privilegiada de oração, partilha fraterna, estudo e reflexão para fortalecer a comunhão entre os bispos, para melhor servir as Igrejas particulares, ou seja, um tempo especial de participação em vista da missão da Igreja no Brasil.

Ele também ressaltou que o Papa, em audiência pessoal, disse para “continuarmos firmes na missão, confiando a esperança e permanecendo unidos”. “Agradecemos o Papa pelo apreço à Conferência brasileira e pela última Exortação Apostólica ‘Gaudete et Exsultate’. Convivamos na santidade”.

Valorizar a missão da Igreja

Dom Sérgio não deixou de lembrar que a 56ª AG, realiza-se no Ano do laicato, buscando valorizar sempre mais a missão dos leigos na Igreja, como sal da terra e luz do mundo.” Buscamos apoiar cada vez mais a vocação e a missão dos leigos, pois precisamos de um laicato atuante na Igreja e na sociedade”.

O Cardeal também recordou outros temas que serão debatidos, como, por exemplo a realidade social, as eleições no país e a eleição dos delegados para o sínodo dos bispos em Roma, que tratará de jovens, fé e discernimento vocacional.

O presidente da CNBB, fez questão de pedir orações pela restauração da saúde do secretário-geral da CNBB, Dom Leonardo Steiner, e informou a nomeação do bispo auxiliar de São Luis do Maranhão, Dom Esmeraldo Barreto de Farias, como coordenador dos trabalhos, auxiliado pelo arcebispo-coadjutor de Montes Claros, Dom João Justino de Medeiros Silva.

Presente também na abertura dos trabalhos, Dom Giovane Danielli, Núncio Apostólico no Brasil.

Nesta quinta-feira  teremos a análise da Conjuntura social e eclesial e a apresentação do tema central.

Temas da Assembleia

O tema central: “Diretrizes para a Formação dos Presbíteros da Igreja no Brasil”. Além desse assunto, os bispos vão tratar de vários outros temas. Entre eles, estão: Texto sobre novas comunidades, Estatutos da CNBB, Pensando o Brasil: Estado laico, Ano do Laicato, Sínodo da Pan-Amazônia e indicações para as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (DGAE) que serão renovadas em 2019.

Sobre os trabalhos e a situação atual no Brasil nós conversamos com o arcebispo de São Paulo, Cardeal Odilo Scherer.

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