Conselho Episcopal Pastoral da CNBB realiza primeira reunião do Quadriênio 2019-2023

Por
28 de mai de 2019

O Conselho Episcopal Pastoral (Consep) está reunido em Brasília (DF), no primeiro encontro da nova gestão da Conferência Nacional dos Bispos do Brasília (CNBB). O Conselho é composto pela presidência da Conferência e pelos 12 presidentes das comissões episcopais.

A jornada teve início com a celebração das Laudes, os bispos realizaram uma sessão especial de trabalhos na qual foram apresentadas as primeiras impressões e as informações recebidas da presidência anterior. Dom Walmor Oliveira de Azevedo, novo presidente, fez uma ampla partilha dos contatos realizados na semana passada durante o período em que esteve em Brasília. Dom Jaime Spengler e dom Mário Antônio da Silva, os dois vice-presidentes também acrescentaram elementos no relato do presidente porque também eles participaram dos contatos da semana passada. Dom Joel Portela, novo secretário-geral da Conferência, também fez um depoimento destacando mais o contato que fez com todos os colaboradores e assessorias.

Comissões Pastorais

Com ausência devidamente justificada, só não está presente na reunião do Consep o presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude, dom Nelson Francelino Ferreira. Todos os outros onze presidentes se pronunciaram na sessão da manhã desta terça-feira, 28 de maio.

Dom Pedro Carlos Cipollini, presidente da Comissão para a Doutrina da Fé, saudou os novos componentes do Conselho e desejou uma convivência de melhor compreensão sobre o significado da Doutrina da Fé. Dom José Valdeci Santos lembrou os grandes desafios da Comissão para a Ação Transformadora e ressaltou a importância do trabalho em colaboração com os leigos. Dom João Justino, da Comissão para a Cultura e Educação, advertiu que nesse reinício de trabalhos seria conveniente uma melhor compreensão do trabalho dos bispos e dos assessores no Consep.

O presidente da Comissão da Ação Missionária, dom Odelir José Magri, lembrou a importância do trabalho da Comissão que coordena. Dom Joaquim Mol, presidente da Comissão para a Comunicação, lembrou da experiência vivida no Consep quando coordenou os trabalho na área da Cultura e Educação e disse que é preciso considerar a complexidade da Comunicação retirando-a da ideia de mera ferramenta para promovê-la como indispensável elemento estratégico institucional.

Dom Edmar Peron, presidente da Comissão para a Liturgia, falou do quanto é desafiador suceder dom Armando Bucciol por se tratar de um homem de enorme grandeza humana e intelectual, mas se apresentou disposto a enfrentar os desafios desta área da evangelização. O presidente da Comissão para o Laicato, dom Giovani Pereira de Melo, também reforçou a sensação de apreensão diante dos desafios, mas também a confiança de que com a colaboração de todos, o trabalho seguirá com sucesso.

O presidente da Comissão para animação Bíblico-Catequética, dom Antônio Peruzzo, reeleito e já mais acostumado com o trabalho do Consep fez homenagem à presidência anterior que enfrentou situações difíceis. Dom João Francisco Salm, presidente da Comissão para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada falou da sua alegria em servir a CNBB. Dom Manoel João Francisco, presidente da Comissão para o Ecumenismo e o Diálogo Inter-religioso, reforçou a importância da busca do diálogo e da unidade. E, por fim, falou dom Ricardo Hoepers, presidente da Comissão para a Vida e Família que além de dizer coisas importantes sobre o seu trabalho, afirmou que se sente feliz em representar uma periferia geográfica e social do Brasil, uma vez que vem lá do extremo do país, onde está a Diocese de Rio Grande.

Comente

Cardeal Scherer: ‘A Assembleia é uma grande manifestação de comunhão e fraternidade para o bem da Igreja'

Por
07 de mai de 2019

O Cardeal Odilo Pedro Scherer, Arcebispo Metropolitano de São Paulo, falou nesta terça-feira, 7, sobre os trabalhos realizados no sexto dia da 57ª Assembleia Geral da Conferência Nacional do Bispos do Brasil (CNBB), em Aparecida (SP), aos ouvintes da rádio 9 de Julho, durante o programa “Encontro com o Pastor”, que vai ao ar de segunda-feira a sábado, às 12h.

COMUNHÃO E FRATERNIDADE

Dom Odilo recordou as eleições que elegeram o Arcebispo de Belo Horizonte (MG), Dom Walmor Oliveira de Azevedo, Presidente e os dois Vice-Presidentes: Dom Jaime Spengler, Arcebispo de Porto Alegre (RS) e Dom Mário Antonio Silva, Bispo de Roraima; além do Secretário-Geral, Dom Joel Portella Amado, Bispo Auxiliar do Rio de Janeiro. Até a próxima sexta-feira, também serão eleitos os 12 presidentes das Comissões Episcopais.

“Vamos continuar acompanhando os trabalhos com nossas orações para que o Espírito Santo ilumine. Existe a ansiedade para ver quem será escolhido, mas também existe uma grande tranquilidade. Os bispos manifestam a sua opinião, mas todos aceitam o que é definido, pois a Assembleia é uma grande manifestação de comunhão e fraternidade para o bem da Igreja”, disse Dom Odilo

TRADUÇÃO DO MISSAL

O Cardeal Scherer destacou as votações que estão sendo realizadas durante a Assembleia Geral, como a aprovação da tradução do Missal Romano, que foi realizada no últimos dez anos, e agora necessita da aprovação dos bispos, que estão fazendo isso por etapas, no decorrer de cada Assembleia Geral.  

“A CNBB está cumprindo seu dever. Existe uma comissão de peritos que está fazendo esse trabalho para que os bispos aprovem. Não é um trabalho superficial. Os bispos são em suas dioceses mestres da Liturgia e juntos com a Conferência Episcopal também são responsáveis pela Liturgia no Brasil. Ninguém está mudando o Missal Romano indevidamente, estão apenas revendo a tradução para ver se está de acordo com a latina”, lembrou o Cardeal.

SÍNODO PARA A PAN-AMAZÔNIA

Dom Odilo também recordou o Sínodo para a Pan-Amazônia, que acontecerá no Vaticano, entre os dias 6 a 27 de outubro, com o tema “Amazônia: novos caminho para a Igreja e por uma ecologia integral”, tendo como relator geral, nomeado pelo Papa Francisco, o Cardeal Cláudio Hummes, Presidente da Rede Eclesial Pan-Amazônica (Repam) e Arcebispo Emérito de São Paulo.

Os bispos da região Pan-Amazônica vão refletir sobre a condição de vida na região, a preservação do meio ambiente para as futuras gerações e como está a missão da Igreja na Amazônia. “Embora muito presente, há uma grande carência de iniciativas da Igreja na Amazônia, então essas questões serão tratadas no Sínodo”, concluiu Dom Odilo.

TODOS OS DETALHES DA ASSEMBLEIA

Diariamente, acompanhe os detalhes sobre a 57ª Assembleia Geral da CNBB no site do jornal O SÃO PAULO e nos noticiários da rádio 9 de Julho.

LEIA TAMBÉM

6º dia de coletiva discute o Sínodo Pan-Amazônico e Mês Missionário Extraordinário

Comente

6a. Coletiva de Imprensa discute o Sínodo Pan-Amazônico e Mês Missionário Extraordinário

Por
07 de mai de 2019

Antes do anúncio da definição dos primeiros postos na eleição da coordenação da CNBBpara os próximos quatro anos, o 6º dia Assembleia Geral da CNBB discutiu o Sínodo para a Pan-Amazônia e o Mês missionário extraordinário. A coletiva desta segunda-feira (6) contou com a presença do Cardeal Dom Raymundo Damasceno Assis, Arcebispo Emérito de Aparecida (SP), Dom Odelir José Magri, Bispo de Chapecó (SC) e coordenador do grupo de trabalho do Mês Missionário, e do Cardeal Dom Cláudio Hummes, Arcebispo Emérito de São Paulo e relator geral do Sínodo Pan-Amazônico.

Dom Raymundo Damasceno iniciou a coletiva destacando a reunião que, diferente de outros anos, vai eleger o presidente, dois vice-presidentes, o secretário-geral e 12 coordenadores das comissões episcopais. "Essa primeira parte nos prepara o processo eleitoral. Fizemos um balanço dos quatro últimos anos, estudamos as próximas diretrizes e vamos seguir com o processo de votação. Não existem chapas. É uma missão que cada bispo se coloca no espírito de serviço para qualquer um dos cargos." enalteceu.

Mês missionário extraordinário

"Devemos celebrar a missão dentro da Igreja. É preciso despertar a consciência além das comunidades". Assim, Dom Odelir José Magri, resumiu sua função à frente dos trabalhos do Mês Missionário no Brasil, que ocorre em outubro de 2019. Com o tema ‘Batizados e enviados: a Igreja de Cristo em missão no mundo’, o religioso destacou a ação pioneira de Papa Francisco ao convocar um mês missionário mundial para a Igreja Católica. "Em diversas oportunidades foram discutidos e refletidos a importância e o valor das missões, mas pela primeira vez a Igreja do mundo todo está focada em testemunhar, incentivar e viver o tema".

Dom Odelir enfatizou ainda que a mensagem pode ser dissipada de diversas formas. "Não devemos criar novas agendas dentro da nossa Igreja para trabalhar e, sim, integrar o tema nas reuniões. Discutir nas dioceses, acrescentar o conteúdo nas catequeses, na Semana da Família, no Dia da Juventude etc. Agregar às formações a temática das missões".

"Encontrar novos caminhos para Amazônia"

O Cardeal Dom Cláudio Hummes foi nomeado, pelo Papa Francisco como relator geral do Sínodo Pan-Amazônico e é responsável por encontrar novos caminhos para Amazônia. "O Papa Francisco insiste que busquemos alternativas. Não devemos traçar os mesmos caminhos do que não deu certo. O Sínodo deve enfrentar as surpresas da caminhada. A Igreja está a serviço da humanidade, por isso, a importância de debater esse tema.", destaca.

Dom Cláudio alertou sobre a grave crise ambiental vivida no mundo. "A Igreja tem tarefas novas e mais urgentes para tratar. Já iniciamos a fase das consultas nas bases, dentro das comunidades carentes, indígenas e dioceses. Contamos com grande ajuda das comunidades e da REPAM (Rede Eclesial Pan-Amazônica). E finaliza: "Nosso papel é defender a vida e, como diz o Santo Padre, o território da Amazônia e os povos nunca estiveram tão ameaçados. As ações nunca foram tão agressivas e o desmatamento tão grande".

Comente

Missa recorda bispos falecidos e reflete sobre o cuidado de Deus com os mais necessitados

Por
07 de mai de 2019

Em memória aos bispos falecidos desde a última assembleia em abril de 2018, o Arcebispo de Vitória (ES), dom Dario Campos presidiu a Santa Missa, nesta terça-feira (07), sétimo dia de Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

“Como seria bonito e se o tempo nos permitisse ouvir as histórias de cada um [dos bispos] no seu pastoreio”, apontou.

Dom Dario refletiu três pontos da liturgia desta terça. O primeiro está no Salmo 30 no qual o salmista se coloca inteiramente nas mãos amorosas de Deus. O segundo está no Evangelho quando Jesus diz “Eu sou o pão da vida” e o terceiro está no martírio de Santo Estevão relatado na primeira leitura.

“A confiança que depositamos no Senhor deve ser alimentada cotidianamente por meio da nossa intimidade com Ele. De maneira especial do mistério pascal, a Eucaristia”, disse.

O bispo falou ainda que os desafios para evangelização são imensos e por vezes parecem intransponíveis. “Muitos são os apelos de irmãos e irmãs nossos famintos de sentido, de rumo, e principalmente, de vida digna e plena marcado por situações que clamam aos céus”.

E continuou: “Somente fortalecidos e alimentados com o pão da vida, na experiência cotidiana é que vamos nos deixar de tocar pela intimidade do Senhor, é que seremos capazes de realizar a missão que Ele mesmo nos confiou como pastores chamados a conduzir as Igrejas particulares afim de que sejamos sinais de uma verdadeira de igreja em saída, sempre mais solidaria, compassiva, generosa, próxima e ao lado dos pequenos e empobrecidos. Sinal claro do cuidado de Deus”, ressaltou.

Ao finalizar dom Dario falou do martírio de Santo Estevão descrito pelo evangelista Lucas que insere no texto a figura do jovem Saulo que recebia aos seus pés as roupas daquele que morria. Segundo o bispo muitos autores dizem que Saulo foi profundamente questionado pela fé e testemunhos de muitos cristãos que ele mesmo levava acorrentados para as prisões.

“Aqui se encontra a força do testemunho do martírio semente de novos cristãos. Verdadeiros discípulos de Cristo. Podemos dizer que muitos de nós fomos tocados pelo testemunho de nossos irmãos que já partiram, pelas suas palavras, atitudes que nos marcaram e nos animaram no caminho do serviço ao Senhor”, destaca.

Ao final, ressaltou que todos “Assumiremos com alegria o desprendimento na nossa missão. Na confiança de que o Senhor jamais irá nos abandonar. Nossas vidas e o nosso testemunho serão como sementes lançadas no terreno da história como foram a vida de tantos irmãos que nos precederam e que hoje estamos fazendo memória nesta Eucaristia. Por tudo isso, descanse em paz os nossos irmãos. Amém”.

Desde a última assembleia, em abril de 2018, faleceram 11 bispos brasileiros.

Dom Ramón Lopez Carrozas, bispo emérito de Bom Jesus do Gurguéia (PI)

Dom Luciano José Cabral Duarte, arcebispo de Aracajú (SE)

Dom Miguel Fenelon Câmara Filho, arcebispo emérito de Teresina (PI)

Dom Conrado Walter, bispo Emérito de Jacarezinho (PR)

Dom Celso José Pinto da Silva, arcebispo emérito de Teresina (PI)

Dom Dirceu Vegini, bispo de Foz, do Iguaçu (PR)

Dom Antônio Possamai, bispo emérito de Ji-Paraná (RO)

Dom Frederico Heimler, bispo emérito de Cruz Alta (RS)

Dom Francisco de Paula, bispo auxiliar emérito de Brasília (DF)

Dom José Belvino do Nascimento, bispo emérito de Divinópolis (MG)

Dom Silvestre Luiz Scandian, arcebispo emérito de Vitória (ES)

Comente

Dom Walmor Oliveira de Azevedo é o novo presidente da CNBB

Por
06 de mai de 2019

O sexto dia da 57ª Assembleia Geral da CNBB foi marcada pela eleição do presidente que estará à frente do episcopado brasileiro pelos próximos quatro anos. O eleito foi Dom Walmor Oliveira de Azevedo, Arcebispo Metropolitano de Belo Horizonte (MG).

"Nosso olhar deve permanecer voltado para os mais pobres, fortalecendo nossas ações no exercício da caridade, do amor, na busca da justiça, imprescindível para a construção da paz” – com essas palavras, o Arcebispo Metropolitano de Belo Horizonte, recebeu o comunicado de sua eleição para a presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, nos próximos quatro anos, durante a realização da 57ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em Aparecida (SP).

BIOGRAFIA

Dom Walmor nasceu em 26 de abril de 1954, em Côcos (BA). É doutor em Teologia Bíblica pela Pontifícia Universidade Gregoriana e mestre em Ciências Bíblicas pelo Pontifício Instituto Bíblico, ambos em Roma. Estudou Filosofia no Seminário Arquidiocesano Santo Antônio entre 1972 e 1973, em Juiz de Fora (MG), e na Faculdade Dom Bosco de Filosofia, Ciências e Letras durante 1974 e 1975, em São João Del-Rei (MG). De 1974 e 1977, cursou Teologia no Seminário Arquidiocesano Santo Antônio, também em Juiz de Fora.

Após ser ordenado sacerdote em 1977, foi incardinado a Arquidiocese de Juiz de Fora. Durante sua missão como Padre, foi pároco da Paróquia Nossa Senhora da Conceição de Benfica entre 1986 e 1995 e da Paróquia do Bom Pastor de 1996 a 1998.

Foi, ainda, coordenador da Região Pastoral Nossa Senhora de Lourdes de 1988 a 1989, coordenador Arquidiocesano da Pastoral Vocacional entre 1978 e 1984 e reitor do Seminário Arquidiocesano Santo Antônio de 1989 a 1997.

ATUAÇÃO ACADÊMICA

O novo presidente da CNBB foi professor de Ciências Bíblicas e Teologia, também coordenou os cursos de Filosofia e Teologia e fez parte do corpo docente da PUC-Minas de 1986 a 1990. Também lecionou no mestrado em Teologia da PUC-Rio nos anos de 1992, 1994 e 1995.

Dom Walmor é membro da Academia Mineira de Letras, Cidadão Honorário de Minas Gerais, dos municípios de Caeté e Ribeirão das Neves, recebeu a Comenda Dom Luciano Mendes de Almeida, da Faculdade Arquidiocesana de Mariana, e o título de Doutor Honoris Causa, da Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia em 2012.

NOMEAÇÃO EPISCOPAL

Em 21 de janeiro de 1998, Dom Walmor foi nomeado Bispo Auxiliar para a Arquidiocese de Salvador (BA), por São João Paulo II. Sua ordenação episcopal ocorreu em 10 de maio de 1998, pelo Cardeal Dom Lucas Moreira Neves.

O Papa João Paulo II o nomeou Arcebispo Metropolitano de Belo Horizonte, em 2004, tomando posse dos seus ofícios no dia 26 de março do mesmo ano. Em outubro de 2008, foi escolhido para ser um dos quatro representantes do Brasil na XII Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos, realizada em Roma.

REFERENCIAL PARA O RITO ORIENTAL

O Arcebispo de Belo Horizonte foi nomeado em fevereiro de 2014, pelo Papa Francisco como membro da Congregação para as Igrejas Orientais. Desde 2010, era referencial para os fiéis católicos de Rito Oriental no Brasil e desprovidos de ordinário do próprio rito.

CARGOS NA CNBB

Desde 2009, Dom Walmor é membro da Congregação para a Doutrina da Fé. Na CNBB, foi presidente da Comissão para a Doutrina da Fé por oito anos entre 2003 e 2011. Presidiu, ainda, o Regional Leste II da CNBB, que abrange os estados de Minas Gerais e Espírito Santo.

Com informações: Arquidiocese de Belo Horizonte

Apuração: Jenniffer Silva

Comente

Bispos elegem a partir de hoje a nova presidência da CNBB

Por
06 de mai de 2019

Nesta segunda-feira, 6 de maio, tem início o processo eleitoral que escolherá os bispos que estarão à frente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) pelo próximo quadriênio (2019-2023). O episcopado brasileiro, através de voto secreto, elegerá presidente, vice-presidente, segundo vice-presidente, secretário-geral, presidentes das Comissões Episcopais Pastorais  e seus representantes junto ao Conselho Episcopal Latino-americano (Celam).

Foram instaladas 17 urnas eletrônicas no Centro de Eventos Padre Vitor Coelho de Almeida, local onde é realizada a 57ª Assembleia Geral da CNBB. Os equipamentos foram testados por todos os bispos no último sábado, 4. A urnas, com um sistema desenvolvido pelo Departamento de Tecnologia da Informação da CNBB, foram idealizadas para rodar em plataforma web, conectada a um servidor de banco de dados.

Durante as votações, que podem acontecer até a próxima quinta-feira, 9, cada urna terá como responsável um presidente e um secretário, para garantir o sigilo e a privacidade dos eleitores, durante o processo. Após cada escrutínio, o sistema de gerenciamento das urnas se encarregará da apuração dos votos. Será emitido um relatório com o nome dos candidatos votados, por ordem decrescente, indicando se o candidato mais votado atingiu o percentual de votos exigido para aquele escrutínio.

O processo de votação – Para votar, cada bispo deverá se dirigir até o secretário da seção eleitoral. Assinada a lista de votação, o eleitor deverá entregar ao presidente sua carteira de identificação episcopal para validação e liberação da urna de votação. A carteira será posicionada sobre um leitor de cartão por rádio frequência, para que seja feita a leitura digital da matrícula.

Após a liberação da urna, será disponibilizada na tela uma cédula de votação contendo o cargo para qual está votando, o número do escrutínio e a informação: ‘Digite o número de matrícula do seu candidato’. Com a digitação do número de matrícula, aparecerá automaticamente a foto, o nome e a vinculação correspondente ao candidato escolhido. No mesmo instante, o sistema solicitará a confirmação do voto, apertando a tecla ‘SIM’. Caso o bispo aperte a tecla ‘NÃO’, o sistema voltará ao ponto inicial da votação, aguardando a digitação do número correto. Os votos de abstenção e nulos também serão computados, a fim de se calcular o número de votantes.

Para facilitar o processo, cada bispo recebeu um manual de instrução para uso do sistema de votação, com o número de matrícula de todos os candidatos e eleitores. Todos os membros da CNBB podem ser votados, mas apenas os bispos presentes na Assembleia Geral têm direito ao voto. Os bispos eméritos presentes na Assembleia Geral podem ser consultados, mas não têm direito ao voto.

Apuração dos votos – Com o término de cada escrutínio, será emitido um relatório com o nome de todos os candidatos votados com indicação se o mais votado alcançou o percentual necessário. Também serão emitidos relatórios individuais por urna, indicando somente o nome do eleitor, para auxiliar na análise quantitativa dos votos.
Será eleita uma comissão que acompanhará o processo de votação e apuração dos escrutínios. Com a aprovação por parte da Comissão, o resultado de cada escrutínio será apresentado à Presidência da CNBB. Se o mais votado atingir o percentual necessário, ele deverá manifestar publicamente sua aceitação para a finalidade a qual acaba de ser eleito. Caso o mais votado não tenha alcançado o percentual necessário ou, tendo atingido, apresente motivos para não aceitar a função para a qual foi eleito, será solicitado um novo escrutínio.

Será votada uma função por vez, podendo apenas ser votado outro cargo após o anúncio do eleito no escrutínio anterior.

Posse da nova presidência – A atual presidência permanece em suas funções até o término da 57ª Assembleia Geral, onde serão empossados os bispos eleitos para a nova presidência da CNBB, assim como os presidentes das Comissões Episcopais. A cerimônia de posse acontece na manhã da próxima sexta-feira, 10 de maio.

Comente

Bispos eméritos realizam momento de partilha em Aparecida

Por
04 de mai de 2019

A Comissão Episcopal para os Bispos Eméritos da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) teve um momento de partilha na manhã da sexta-feira, 3, durante a 57ª Assembleia Geral da CNBB, que ocorre até o dia 10, em Aparecida (SP).

Atualmente, a Igreja no Brasil conta com 171 bispos eméritos, dos quais 43 participam da assembleia deste ano, correspondendo, assim, a 35% de todo o episcopado brasileiro.

De acordo com o Código de Direito Canônico (CDC), recebe o nome de “emérito” aquele bispo que “perder o ofício por limite de idade ou por renúncia aceite”. A Igreja estabelece a idade de 75 anos para a apresentação do pedido de renúncia ao papa.

Eméritos têm comissão episcopal

Atendendo ao que é estabelecido no CDC, de que a conferência episcopal “deve procurar que se proveja à conveniente e digna sustentação do Bispo que renuncia, tendo em consideração a obrigação primária a que está sujeita a própria diocese que serviu”, é que está estruturada a Comissão Episcopal para os Bispos Eméritos da CNBB, um grupo que tem um caráter especial, diferente das Comissões Episcopais Pastorais da entidade.

Assim, os bispos eméritos, mesmo afastados de suas funções de governo nas dioceses, continuam a participar de atividades pastorais e colaborando com a missão evangelizadora da Igreja.

Para o presidente da Comissão, Dom Luiz Soares Vieira, Arcebispo Emérito de Manaus (AM) e ex-vice-presidente da CNBB, este contexto sugere maior atenção no acompanhamento de como os bispos estão vivendo, tanto com apoio econômico, quanto espiritual.

Desde 2016 a Comissão tem fortalecido o acompanhamento dos bispos, realizado encontros e implantado ferramentas de comunicação entre os pastores que já deixaram o governo diocesano. O boletim Marcas do Caminho é um instrumento de comunicação e divulgação de testemunhos que é oferecido aos bispos eméritos.

Experiência em favor da Igreja

Na coletiva de imprensa da sexta-feira, Dom Geraldo Lyrio, Arcebispo Emérito de Mariana (MG), destacou como tem sido a atuação dos eméritos.

“Não estando à frente de uma Igreja Particular, não convém que um bispo emérito intervenha nas decisões que outros vão cumprir. Essa é a primeira assembleia que participo como emérito. Me sinto muito bem aqui. Terminou minha função como bispo de Mariana, mas continua minha missão como bispo. Não tenho direito ao voto, mas tenho direito à palavra. A palavra dos bispos eméritos é importante no processo da AG. É bonito ver a unidade da Igreja. Há um pluralismo saudável. Triste seria um pensamento único que caracteriza as ditaduras. Na diversidade construímos comunhão”, refletiu.

Jesus acalma a tempestade

Quando questionado sobre os constantes ataques que a Igreja vem sofrendo, Dom Geraldo Lyrio usou de sua experiência e espiritualidade, utilizando a passagem de São Mateus (8,23-27), quando Jesus acalma a tempestade.

“Primeiro, não há tempestade que dure para sempre. Tempestade passa. Depois, o que nos conduz é uma atitude de fé. Jesus, nesta passagem, disse uma palavra que foi uma chamada; por que ficaram com medo, homens de fé tão curta? Não sabiam que eu estava aqui?’. Se Ele está aqui, não tem perigo, o barco não afunda. A Igreja vive essa situação na sua história. Os ventos são contrários, fortes, as ondas são gigantes, muita água entra no barco, mas não precisa ter medo, porque nesse barquinho frágil da Igreja, Jesus está presente”, finalizou.

TODOS OS DETALHES DA ASSEMBLEIA

Diariamente, acompanhe os detalhes sobre a 57ª Assembleia Geral da CNBB no site do jornal O SÃO PAULO e nos noticiários da rádio 9 de Julho.

(Com informações da CNBB)

Comente

CNBB divulga mensagem por ocasião do Dia do trabalhador e da trabalhadora do Brasil

Por
30 de abril de 2019

Por ocasião do 1º de maio – data em que se celebra o Dia do Trabalhador (a), a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulga mensagem aos trabalhadores e às trabalhadoras brasileiros e se une eles manifestando-lhes estima, solidariedade e gratidão.

A mensagem afirma a urgência de assegurar o direito ao trabalho e reafirma “a dignidade dos trabalhadores e trabalhadoras, de modo a garantir seu justo sustento e de suas famílias, combatendo o desemprego, o trabalho escravo, a precarização das relações de trabalho e a perda de direitos trabalhistas, dentre outros problemas que têm causado tanto sofrimento ao povo brasileiro”.

Ainda segundo o documento, a presidência da CNBB manifesta, de modo especial, a preocupação com o grave problema do desemprego. “A flexibilização de direitos dos trabalhadores, institucionalizada pela lei 13.467 de 2017, como solução para superar  a crise, mostrou-se ineficiente. Além de suscitar questionamentos éticos, o desemprego aumentou e já são mais de treze milhões de desempregados. O Estado não pode abrir mão do seu papel de mediador das relações trabalhistas, numa sociedade democrática”.

Leia a íntegra da Mensagem:

Mensagem por ocasião do 1º de maio: Dia do Trabalhador e da Trabalhadora

“Do trabalho de tuas mãos comerás, serás feliz, tudo irá bem” (Sl 128,2)

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB, através de sua Presidência, iluminada pela Palavra de Deus e a Doutrina Social da Igreja, se une aos trabalhadores e às trabalhadoras, da cidade e do campo, por ocasião do dia 1º de maio, manifestando-lhes estima, solidariedade e gratidão.

O trabalho digno, para além de cumprir a necessária tarefa de prover as necessidades materiais, “constitui uma dimensão fundamental da existência do ser humano sobre a terra” (Laborem Exercens, 4) e de sua participação na obra do Criador. Urge assegurar o direito ao trabalho e reafirmar a dignidade dos trabalhadores e trabalhadoras, de modo a garantir seu justo sustento e de suas famílias, combatendo o desemprego, o trabalho escravo, a precarização das relações de trabalho e a perda de direitos trabalhistas, dentre outros problemas que têm causado tanto sofrimento ao povo brasileiro. Para tanto, é indispensável a atuação dos Poderes Públicos, bem como a participação da sociedade civil: empresários, sindicatos, igrejas, trabalhadores e trabalhadoras. Neste esforço, como ensina o Papa Francisco, “é preciso reconhecer um grande mérito àqueles empresários que, apesar de tudo, não deixaram de se comprometer, de investir e arriscar para garantir o emprego” (Papa Francisco, 22 de setembro de 2013). Ao mesmo tempo, devemos reconhecer o valor dos sindicatos, expressão do perfil profético da sociedade (Papa Francisco, 28 de junho de 2017).

Reafirmamos o princípio orientador da Doutrina Social da Igreja sobre a primazia do trabalho e do bem comum sobre o lucro e o capital. Nos nossos dias, difunde-se o paradigma da utilidade econômica como princípio das relações sociais e, por isso, de trabalho, almejando a maior quantidade possível de lucro, imediatamente e a todo o custo, em detrimento da dignidade e dos direitos dos trabalhadores e das trabalhadoras.

Manifestamos, de modo especial, a nossa preocupação com o grave problema do desemprego. A flexibilização de direitos dos trabalhadores, institucionalizada pela lei 13.467 de 2017, como solução para superar  a crise, mostrou-se ineficiente. Além de suscitar questionamentos éticos, o desemprego aumentou e já são mais de treze milhões de desempregados. O Estado não pode abrir mão do seu papel de mediador das relações trabalhistas, numa sociedade democrática.

A participação dos trabalhadores e dos sindicatos, na discussão da Previdência social, é fundamental para a preservação da dignidade dos trabalhadores e de sua justa e digna aposentadoria, especialmente dos que se encontram mais fragilizados na sociedade. Reconhecer a necessidade de avaliar o sistema não permite desistir da lógica da solidariedade e da proteção social através da capitalização, como propõe a PEC 06/2019. Também não é ético desconstitucionalizar regras da Previdência, inseridas na Constituição de 1988.

Nosso olhar volta-se também para os jovens. Segundo o Papa Francisco, o desemprego juvenil é a “primeira e mais grave” forma de exclusão e de marginalização dos jovens (Christus Vivit, 270). A impossibilidade de trabalho gera a perda do sentido da vida e, consequentemente, leva à pobreza e à marginalização.

Incentivamos os trabalhadores e trabalhadoras e as suas organizações a colaborarem ativamente na construção de uma economia justa e de uma sociedade democrática.

Trabalhadores e trabalhadoras, sobre cada um de vocês e de suas famílias, suplicamos as bênçãos de Deus, pela intercessão de São José Operário e Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil.

 

Cardeal Sergio da Rocha
Arcebispo de Brasília
Presidente da CNBB

Dom Murilo S.R. Krieger, SCJ
Arcebispo de São Salvador
Vice-Presidente da CNBB

Dom Leonardo U. Steiner, OFM
Bispo Auxiliar de Brasília
Secretário-Geral da CNBB

Brasília-DF, 1º de maio de 2019

Comente

Meeting Points e coletivas aprofundam assuntos referentes à ação da Igreja no Brasil

Por
30 de abril de 2019

O credenciamento dos profissionais de imprensa que farão a cobertura da 57ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) terminou na sexta-feira, dia 19. Ao todo, 138 profissionais se inscreveram para acompanhar de perto o episcopado brasileiro.

Uma modalidade a mais de relação dos bispos com os jornalistas e mídias que cobrem a Assembleia Geral foi proposta pela assessoria de imprensa da entidade com o objetivo de aprofundar assuntos referentes à ação da Igreja no Brasil. É o famoso “Meeting Point”.

A ideia é que eles aconteçam em seis dias da 57ª Assembleia Geral da CNBB, que este ano ocorrerá de 01º a 10 de maio, em Aparecida (SP). O primeiro deles já acontece na quinta-feira, dia 02 de maio, às 9h, com o tema Exortação Sinodal “Christus vivit” e desafios da recepção no Brasil do sínodo sobre a Juventude. O convidado é o bispo coadjutor de Nova Iguaçu, no Rio de Janeiro, que atenderá à imprensa na sala de coletiva da 57ª Assembleia Geral.

Além dos “meeting points”, todos os dias haverá entrevistas coletivas que acontecerão às 15h, na Sala de Imprensa do Centro de Even­tos, com a presença de três bispos designados pela Presidência da Assembleia. Os assuntos serão brevemente divulgados.

Confira, abaixo, a programação completa dos meeting points:

“MEETING POINTS”
Local: Sala de Coletiva da 57ª Assembleia Geral, às 09h.

Data: 02 de maio –  Transmissão ao vivo pelo portal A12

Tema: Exortação Sinodal “Christus vivit” e desafios da recepção no Brasil do sínodo sobre a Juventude

Bispo: Dom Gilson Andrade da Silva, bispo coadjutor de Nova Iguaçu (RJ)

Data: 03 de maio –  Live pela página da CNBB no Face

Tema: Novos ministérios na realidade Amazônica rumo ao Sínodo 2019

Bispo: Dom Wilmar Santin, bispo de Itaituba (PA)

Data: 06 de maio –  Live pela página da CNBB no Face

Tema: Mineração no Brasil – Os desafios da atuação da Igreja

Bispo: Dom Sebastião Lima Duarte, bispo de Caxias (MA), presidente do GT da Mineração da CNBB

Data: 07 de maio – Transmissão ao vivo pelo portal A12

Tema: Mês Missionário Extraordinário – como dinamiza-lo nas Igrejas locais?

Bispo: Dom Odelir José Magri, bispo de Chapecó (SC) e coordenador do GT do Mês Missionário Extraordinário da CNBB

Data: 08 de maio – Transmissão ao vivo pelo portal A12

Tema: Migrantes e refugiados: realidades, desafios e ações  da Igreja no Brasil

Bispo: Dom José Luiz Salles, bispo de Pesqueira (PE), bispo referencial do Setor de Combate ao Tráfico Humano da CNBB

Data: 09 de maio – Live pela página da CNBB no Face

Tema: Salvaguarda e restauração dos bens culturais da Igreja no Brasil

Bispo: Dom Antônio Muniz, arcebispo de Maceió (AL)

LEIA TAMBÉM 

Bispos irão eleger nova presidência da conferência episcopal

Comente

Regionais Sul 1 e Norte 1 da CNBB celebram ação de graças pelos 25 anos do Projeto Missionário

Por
25 de março de 2019

Na manhã de ontem (24/3), na Catedral Arquidiocesana de Manaus, o Arcebispo Metropolitano de Manaus, Dom Sergio Castriani celebrou a Missa Jubilar em Ação de Graças aos 25 anos do Projeto Missionário, entre os Regionais Sul 1 e Norte 1 da CNBB.

A celebração foi concelebrada por Dom Mario Antônio, Bispo de Roraima, Presidente do Regional Norte 1; Dom José Luiz Bertanha, Presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Ação Missionária e Cooperação Intereclesial do Regional Sul 1 da CNBB; padre João Carlos Deschamps, secretário executivo do Regional Sul juntamente com padres, inclusive os missionários que atual na Missão pelo Projeto. Diáconos, religiosos e leigos também estiveram presentes na celebração. Fiéis da arquidiocese de Manaus lotaram a catedral.

Ao final da sua homilia, Dom Mario Antônio faz um agradecimento em nome de todo o Regional Norte 1, pela presença da equipe nesta comemoração e gratidão aos missionários.

Em entrevista ao Regional Sul 1 o bispo salientou que este Projeto de comunhão e solidariedade na Missão do Regional Sul 1 com o Regional Norte 1 tem marcado muito a Missão e a caminhada das comunidades, tanto na Amazônia quanto em Roraima. “Estamos agradecidos aos 25 anos deste Projeto aqui nas nossas arquidioceses, dioceses e prelazias. É de fato um momento bonito de poder dizer que é uma página viva da Missão do Ide, Anunciai ! É de fato momento de agradecer a Deus e agradecer a todos os missionários que com sua dedicação e empenho tem nos ajudado e acompanhado na Formação e animação de nossas comunidades”, concluiu.

Comente

Páginas

Para pesquisar, digite abaixo e tecle enter.