Regional Sul 1 da CNBB realiza Assembleia eletiva

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26 de junho de 2019

Acontece até quinta-feira, 13, no Centro de Espiritualidade Inaciana (CEI), em Itaici, no município de Indaiatuba (SP), a 82ª Assembleia dos Bispos do Regional Sul 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). 


Este ano, o encontro do episcopado tem como tema central as Diretrizes da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil para 2019-2023, aprovadas pela Assembleia Geral da CNBB, e suas implicações para o Regional Sul 1, que compreende as dioceses do Estado de São Paulo.  


Na quarta-feira, 12, acontece a eleição da nova presidência do Regional. Participam da Assembleia bispos e convidados das seis arquidioceses, 35 dioceses e das seis regiões episcopais da Arquidiocese de São Paulo. 


Na celebração de abertura, Dom Pedro Luiz Stringhini, Bispo de mogi das Cruzes (SP) e Presidente do Regional Sul 1 da CNBB, cumprimentou os bispos, padres, religiosos e leigos presentes e afirmou que este momento é para a Igreja uma verdadeira manifestação da ação do Espírito Santo: “É quem conduz a Igreja e, por isso, Ele vai nos conduzindo por meio de seus dons. É gerador de comunhão, de unidade. Nós estamos sinalizando a sua presença”.

Fonte: Assessoria de Imprensa do Regional Sul 1 da CNBB

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Dom Luiz Carlos Dias é eleito Secretário do Regional Sul 1 da CNBB

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12 de junho de 2019

Na tarde desta quarta-feira, 12, em Itaici, Indaiatuba (SP), os bispos do Estado de São Paulo elegeram a nova Presidência para o quadriênio 2019-2023. Dom Pedro Luiz Stringhini, Bispo diocesano de Mogi das Cruzes (SP), foi reeleito Presidente do Regional Sul 1 e, como Vice-Presidente, o Bispo Diocesano de Guarulhos (SP), Dom Edmilson Amador Caetano. Para a função de Secretário, o episcopado paulista elegeu Dom Luiz Carlos Dias, Bispo Auxiliar de São Paulo, na Região Episcopal Belém.

BIOGRAFIA

Padre Luiz Carlos Dias tem 52 anos e é natural de Caconde (SP). Foi ordenado diácono em 1989 e sacerdote, em 5 de abril de 1991. Pertence ao clero da Diocese de São João da Boa Vista (SP) e atualmente integra o Secretariado Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Sua ordenação episcopal foi realizada em 7 de maio de 2016, na cidade Caconde.

Cursou Filosofia e Teologia no Centro de Estudos da arquidiocese de Ribeirão Preto (CEARP). É mestre em Filosofia pela Pontifícia Universidade Gregoriana, em Roma, com formação em Ética Social na Adveniat, Alemanha. 

Na trajetória sacerdotal, padre Luiz atuou como reitor do Propedêutico, Casa “São Paulo” (1992 a 2002); vigário paroquial na paróquia Imaculada Conceição, em Caconde (1991 a 2002); pároco da paróquia Nossa Senhora de Fátima, em São João da Boa Vista, em 2005; diretor do Instituto de Filosofia da Diocese de São João da Boa Vista; reitor do Seminário Diocesano de Teologia “São João Maria Vianney” (2005 a 2010); vigário da paróquia São Judas Tadeu em Mogi Guaçu (2005 e 2010).

Também exerceu a docência em Teologia Moral, no Instituto de Teologia de São João da Boa Vista (1992 a 2001); Antropologia Cultural e História da Filosofia, no Instituto de Filosofia da diocese de Guaxupé; História da Filosofia, Metafísica e Seminários, no Instituto de Filosofia de São João da Boa Vista; História da Ética, no Instituto de Filosofia da arquidiocese de Brasília.

Na Diocese de São João da Boa Vista, coordenou a Pastoral missionária diocesana e foi membro do Conselho de Presbíteros. No período de 2010 a 2015, exerceu o cargo de secretário executivo das Campanhas da Fraternidade e da Evangelização, na Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em Brasília.

Foi nomeado em 16 de março de 2016 como bispo titular de “Tunes” e Auxiliar da Arquidiocese de São Paulo. 

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Nota da CNBB sobre julgamento no STF a respeito da criminalização da homofobia

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12 de junho de 2019

A Presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) emitiu nesta quarta-feira, 12 de junho, nota sobre o julgamento em curso no Supremo Tribunal Federal a respeito da criminalização da homofobia. “Em diálogo com os setores da sociedade que buscam fortalecer a punição para os casos de homofobia, a Igreja pede clareza nos processos em curso no Judiciário e Legislativo”, afirma a CNBB.

E acrescenta: “a liberdade religiosa, que pressupõe o respeito aos códigos morais com raízes na fé, deve ser compatibilizada com as decisões judiciais relacionadas à criminalização da homofobia. A doutrina religiosa não semeia violência, mas, ao contrário, partilha um código de condutas que promove a defesa da vida. Informar e orientar os fiéis sobre o matrimônio, aconselhá-los em questões relacionadas à família e à conduta pessoal não pode ser considerado ofensa contra pessoa ou grupo”.

Leia a nota na íntegra:

Nota da CNBB

  1. A Igreja Católica, especialmente por sua Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, historicamente, é defensora incondicional da vida, desde a sua concepção até a morte natural. Nesse sentido, é contrária a qualquer ato de violência. Atentados contra a vida merecem a mais severa condenação por parte de toda a sociedade civil e, principalmente, das autoridades devidamente constituídas.
  2. Dedicamos a nossa atenção ao julgamento, em curso, no Supremo Tribunal Federal, da Ação Direta de Inconstitucionalidade por Omissão (ADO 26) e do trâmite no Senado Federal do Projeto de Lei 672/2019 para alterar a Lei 7.716/1989. Nosso posicionamento é alicerçado em princípios ético morais que defendem o respeito a todos, sem distinções.
  3. O Magistério da Igreja indica o acolhimento solidário e respeitoso, evitando-se todo sinal de discriminação. Isto não significa se omitir ou negar o que ensina a sua doutrina: o matrimônio é a união entre o homem e a mulher, com a possibilidade de gerar vida. Nesse sentido, em diálogo com os setores da sociedade que buscam fortalecer a punição para os casos de homofobia, a Igreja pede clareza nos processos em curso no Judiciário e Legislativo: a liberdade religiosa, que pressupõe o respeito aos códigos morais com raízes na fé, deve ser compatibilizada com as decisões judiciais relacionadas à criminalização da homofobia. A doutrina religiosa não semeia violência, mas, ao contrário, partilha um código de condutas que promove a defesa da vida. Informar e orientar os fiéis sobre o matrimônio, aconselhá-los em questões relacionadas à família e à conduta pessoal não pode ser considerado ofensa contra pessoa ou grupo.
  4. A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) confia e espera que as autoridades do Judiciário e do Legislativo, cônscios de suas responsabilidades, trabalhem, de modo adequado, dedicando-se, com profundidade, a essa questão que exige também ouvir diferentes perspectivas. Um tema tão delicado e complexo exige ser tratado pelo amplo diálogo e pela reflexão de toda a sociedade. Assim, é possível contribuir para promover a harmonia social em uma sociedade que precisa superar as polarizações. Assegurar cada vez mais a integridade do cidadão, a partir do respeito fraterno que todo ser humano deve cultivar em relação a seu semelhante. Esse compromisso requer irrestrito respeito a princípios morais e religiosos intocáveis.
  5. Em espírito de comunhão e serviço, a CNBB quer colaborar para que se encontre o caminho necessário para vencer injustiças e perseguições – a violência contra o ser humano, que inclui também o desrespeito à liberdade religiosa e aos valores do Evangelho de Jesus Cristo, “ caminho, verdade e vida”.

Brasília, 12 de junho de 2019.

Dom Walmor Oliveira de Azevedo
Arcebispo de Belo Horizonte – MG
Presidente da CNBB

Dom Jaime Spengler, OFM
Arcebispo de Porto Alegre – RS
1º Vice-Presidente da CNBB

Dom Mário Antônio da Silva
Bispo de Roraima – RR
2º Vice-Presidente da CNBB

Dom Joel Portella Amado
Bispo Auxiliar de S. Sebastião do Rio de Janeiro – RJ
Secretário-Geral da CNBB

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Tem início a 82ª Assembleia dos Bispos do Regional Sul 1 da CNBB

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11 de junho de 2019

Começou nesta terça-feira, 11, a 82ª Assembleia dos Bispos do Regional Sul 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), que compreende as dioceses do Estado de São Paulo, e acontecerá entre os dias 11 a 13, em Itaici, no município de Indaiatuba (SP).

O Cardeal Odilo Pedro Scherer, Arcebispo Metropolitano de São Paulo, está participando da Assembleia e realizou na tarde desta terça-feira, uma transmissão ao vivo, em sua página oficial no Facebook, e falou sobre os principais assuntos que serão tratados durante a Assembleia.  

“Nós temos alguns assuntos centrais que serão tratados como as Diretrizes Gerais da CNBB, elaboradas na última assembleia geral e queremos de alguma forma trazer as orientações para as nossas dioceses do Estado de São Paulo. Por outro lado, é uma assembleia quadrienal de fim de mandato, portanto também teremos as eleições da nova presidência”, explicou o Cardeal. 

Periodicamente, o Cardeal Scherer tem feito transmissões ao vivo em sua página no Facebook para comentar assuntos sobre a Arquidiocese e a Igreja no Brasil e no mundo. Os internautas poderão interagir e enviar perguntas no espaço destinado para comentários.

 

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Conselho Episcopal Pastoral da CNBB realiza primeira reunião do Quadriênio 2019-2023

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28 de mai de 2019

O Conselho Episcopal Pastoral (Consep) está reunido em Brasília (DF), no primeiro encontro da nova gestão da Conferência Nacional dos Bispos do Brasília (CNBB). O Conselho é composto pela presidência da Conferência e pelos 12 presidentes das comissões episcopais.

A jornada teve início com a celebração das Laudes, os bispos realizaram uma sessão especial de trabalhos na qual foram apresentadas as primeiras impressões e as informações recebidas da presidência anterior. Dom Walmor Oliveira de Azevedo, novo presidente, fez uma ampla partilha dos contatos realizados na semana passada durante o período em que esteve em Brasília. Dom Jaime Spengler e dom Mário Antônio da Silva, os dois vice-presidentes também acrescentaram elementos no relato do presidente porque também eles participaram dos contatos da semana passada. Dom Joel Portela, novo secretário-geral da Conferência, também fez um depoimento destacando mais o contato que fez com todos os colaboradores e assessorias.

Comissões Pastorais

Com ausência devidamente justificada, só não está presente na reunião do Consep o presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude, dom Nelson Francelino Ferreira. Todos os outros onze presidentes se pronunciaram na sessão da manhã desta terça-feira, 28 de maio.

Dom Pedro Carlos Cipollini, presidente da Comissão para a Doutrina da Fé, saudou os novos componentes do Conselho e desejou uma convivência de melhor compreensão sobre o significado da Doutrina da Fé. Dom José Valdeci Santos lembrou os grandes desafios da Comissão para a Ação Transformadora e ressaltou a importância do trabalho em colaboração com os leigos. Dom João Justino, da Comissão para a Cultura e Educação, advertiu que nesse reinício de trabalhos seria conveniente uma melhor compreensão do trabalho dos bispos e dos assessores no Consep.

O presidente da Comissão da Ação Missionária, dom Odelir José Magri, lembrou a importância do trabalho da Comissão que coordena. Dom Joaquim Mol, presidente da Comissão para a Comunicação, lembrou da experiência vivida no Consep quando coordenou os trabalho na área da Cultura e Educação e disse que é preciso considerar a complexidade da Comunicação retirando-a da ideia de mera ferramenta para promovê-la como indispensável elemento estratégico institucional.

Dom Edmar Peron, presidente da Comissão para a Liturgia, falou do quanto é desafiador suceder dom Armando Bucciol por se tratar de um homem de enorme grandeza humana e intelectual, mas se apresentou disposto a enfrentar os desafios desta área da evangelização. O presidente da Comissão para o Laicato, dom Giovani Pereira de Melo, também reforçou a sensação de apreensão diante dos desafios, mas também a confiança de que com a colaboração de todos, o trabalho seguirá com sucesso.

O presidente da Comissão para animação Bíblico-Catequética, dom Antônio Peruzzo, reeleito e já mais acostumado com o trabalho do Consep fez homenagem à presidência anterior que enfrentou situações difíceis. Dom João Francisco Salm, presidente da Comissão para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada falou da sua alegria em servir a CNBB. Dom Manoel João Francisco, presidente da Comissão para o Ecumenismo e o Diálogo Inter-religioso, reforçou a importância da busca do diálogo e da unidade. E, por fim, falou dom Ricardo Hoepers, presidente da Comissão para a Vida e Família que além de dizer coisas importantes sobre o seu trabalho, afirmou que se sente feliz em representar uma periferia geográfica e social do Brasil, uma vez que vem lá do extremo do país, onde está a Diocese de Rio Grande.

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Cardeal Scherer: ‘A Assembleia é uma grande manifestação de comunhão e fraternidade para o bem da Igreja'

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07 de mai de 2019

O Cardeal Odilo Pedro Scherer, Arcebispo Metropolitano de São Paulo, falou nesta terça-feira, 7, sobre os trabalhos realizados no sexto dia da 57ª Assembleia Geral da Conferência Nacional do Bispos do Brasil (CNBB), em Aparecida (SP), aos ouvintes da rádio 9 de Julho, durante o programa “Encontro com o Pastor”, que vai ao ar de segunda-feira a sábado, às 12h.

COMUNHÃO E FRATERNIDADE

Dom Odilo recordou as eleições que elegeram o Arcebispo de Belo Horizonte (MG), Dom Walmor Oliveira de Azevedo, Presidente e os dois Vice-Presidentes: Dom Jaime Spengler, Arcebispo de Porto Alegre (RS) e Dom Mário Antonio Silva, Bispo de Roraima; além do Secretário-Geral, Dom Joel Portella Amado, Bispo Auxiliar do Rio de Janeiro. Até a próxima sexta-feira, também serão eleitos os 12 presidentes das Comissões Episcopais.

“Vamos continuar acompanhando os trabalhos com nossas orações para que o Espírito Santo ilumine. Existe a ansiedade para ver quem será escolhido, mas também existe uma grande tranquilidade. Os bispos manifestam a sua opinião, mas todos aceitam o que é definido, pois a Assembleia é uma grande manifestação de comunhão e fraternidade para o bem da Igreja”, disse Dom Odilo

TRADUÇÃO DO MISSAL

O Cardeal Scherer destacou as votações que estão sendo realizadas durante a Assembleia Geral, como a aprovação da tradução do Missal Romano, que foi realizada no últimos dez anos, e agora necessita da aprovação dos bispos, que estão fazendo isso por etapas, no decorrer de cada Assembleia Geral.  

“A CNBB está cumprindo seu dever. Existe uma comissão de peritos que está fazendo esse trabalho para que os bispos aprovem. Não é um trabalho superficial. Os bispos são em suas dioceses mestres da Liturgia e juntos com a Conferência Episcopal também são responsáveis pela Liturgia no Brasil. Ninguém está mudando o Missal Romano indevidamente, estão apenas revendo a tradução para ver se está de acordo com a latina”, lembrou o Cardeal.

SÍNODO PARA A PAN-AMAZÔNIA

Dom Odilo também recordou o Sínodo para a Pan-Amazônia, que acontecerá no Vaticano, entre os dias 6 a 27 de outubro, com o tema “Amazônia: novos caminho para a Igreja e por uma ecologia integral”, tendo como relator geral, nomeado pelo Papa Francisco, o Cardeal Cláudio Hummes, Presidente da Rede Eclesial Pan-Amazônica (Repam) e Arcebispo Emérito de São Paulo.

Os bispos da região Pan-Amazônica vão refletir sobre a condição de vida na região, a preservação do meio ambiente para as futuras gerações e como está a missão da Igreja na Amazônia. “Embora muito presente, há uma grande carência de iniciativas da Igreja na Amazônia, então essas questões serão tratadas no Sínodo”, concluiu Dom Odilo.

TODOS OS DETALHES DA ASSEMBLEIA

Diariamente, acompanhe os detalhes sobre a 57ª Assembleia Geral da CNBB no site do jornal O SÃO PAULO e nos noticiários da rádio 9 de Julho.

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6º dia de coletiva discute o Sínodo Pan-Amazônico e Mês Missionário Extraordinário

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6a. Coletiva de Imprensa discute o Sínodo Pan-Amazônico e Mês Missionário Extraordinário

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07 de mai de 2019

Antes do anúncio da definição dos primeiros postos na eleição da coordenação da CNBBpara os próximos quatro anos, o 6º dia Assembleia Geral da CNBB discutiu o Sínodo para a Pan-Amazônia e o Mês missionário extraordinário. A coletiva desta segunda-feira (6) contou com a presença do Cardeal Dom Raymundo Damasceno Assis, Arcebispo Emérito de Aparecida (SP), Dom Odelir José Magri, Bispo de Chapecó (SC) e coordenador do grupo de trabalho do Mês Missionário, e do Cardeal Dom Cláudio Hummes, Arcebispo Emérito de São Paulo e relator geral do Sínodo Pan-Amazônico.

Dom Raymundo Damasceno iniciou a coletiva destacando a reunião que, diferente de outros anos, vai eleger o presidente, dois vice-presidentes, o secretário-geral e 12 coordenadores das comissões episcopais. "Essa primeira parte nos prepara o processo eleitoral. Fizemos um balanço dos quatro últimos anos, estudamos as próximas diretrizes e vamos seguir com o processo de votação. Não existem chapas. É uma missão que cada bispo se coloca no espírito de serviço para qualquer um dos cargos." enalteceu.

Mês missionário extraordinário

"Devemos celebrar a missão dentro da Igreja. É preciso despertar a consciência além das comunidades". Assim, Dom Odelir José Magri, resumiu sua função à frente dos trabalhos do Mês Missionário no Brasil, que ocorre em outubro de 2019. Com o tema ‘Batizados e enviados: a Igreja de Cristo em missão no mundo’, o religioso destacou a ação pioneira de Papa Francisco ao convocar um mês missionário mundial para a Igreja Católica. "Em diversas oportunidades foram discutidos e refletidos a importância e o valor das missões, mas pela primeira vez a Igreja do mundo todo está focada em testemunhar, incentivar e viver o tema".

Dom Odelir enfatizou ainda que a mensagem pode ser dissipada de diversas formas. "Não devemos criar novas agendas dentro da nossa Igreja para trabalhar e, sim, integrar o tema nas reuniões. Discutir nas dioceses, acrescentar o conteúdo nas catequeses, na Semana da Família, no Dia da Juventude etc. Agregar às formações a temática das missões".

"Encontrar novos caminhos para Amazônia"

O Cardeal Dom Cláudio Hummes foi nomeado, pelo Papa Francisco como relator geral do Sínodo Pan-Amazônico e é responsável por encontrar novos caminhos para Amazônia. "O Papa Francisco insiste que busquemos alternativas. Não devemos traçar os mesmos caminhos do que não deu certo. O Sínodo deve enfrentar as surpresas da caminhada. A Igreja está a serviço da humanidade, por isso, a importância de debater esse tema.", destaca.

Dom Cláudio alertou sobre a grave crise ambiental vivida no mundo. "A Igreja tem tarefas novas e mais urgentes para tratar. Já iniciamos a fase das consultas nas bases, dentro das comunidades carentes, indígenas e dioceses. Contamos com grande ajuda das comunidades e da REPAM (Rede Eclesial Pan-Amazônica). E finaliza: "Nosso papel é defender a vida e, como diz o Santo Padre, o território da Amazônia e os povos nunca estiveram tão ameaçados. As ações nunca foram tão agressivas e o desmatamento tão grande".

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Missa recorda bispos falecidos e reflete sobre o cuidado de Deus com os mais necessitados

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07 de mai de 2019

Em memória aos bispos falecidos desde a última assembleia em abril de 2018, o Arcebispo de Vitória (ES), dom Dario Campos presidiu a Santa Missa, nesta terça-feira (07), sétimo dia de Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

“Como seria bonito e se o tempo nos permitisse ouvir as histórias de cada um [dos bispos] no seu pastoreio”, apontou.

Dom Dario refletiu três pontos da liturgia desta terça. O primeiro está no Salmo 30 no qual o salmista se coloca inteiramente nas mãos amorosas de Deus. O segundo está no Evangelho quando Jesus diz “Eu sou o pão da vida” e o terceiro está no martírio de Santo Estevão relatado na primeira leitura.

“A confiança que depositamos no Senhor deve ser alimentada cotidianamente por meio da nossa intimidade com Ele. De maneira especial do mistério pascal, a Eucaristia”, disse.

O bispo falou ainda que os desafios para evangelização são imensos e por vezes parecem intransponíveis. “Muitos são os apelos de irmãos e irmãs nossos famintos de sentido, de rumo, e principalmente, de vida digna e plena marcado por situações que clamam aos céus”.

E continuou: “Somente fortalecidos e alimentados com o pão da vida, na experiência cotidiana é que vamos nos deixar de tocar pela intimidade do Senhor, é que seremos capazes de realizar a missão que Ele mesmo nos confiou como pastores chamados a conduzir as Igrejas particulares afim de que sejamos sinais de uma verdadeira de igreja em saída, sempre mais solidaria, compassiva, generosa, próxima e ao lado dos pequenos e empobrecidos. Sinal claro do cuidado de Deus”, ressaltou.

Ao finalizar dom Dario falou do martírio de Santo Estevão descrito pelo evangelista Lucas que insere no texto a figura do jovem Saulo que recebia aos seus pés as roupas daquele que morria. Segundo o bispo muitos autores dizem que Saulo foi profundamente questionado pela fé e testemunhos de muitos cristãos que ele mesmo levava acorrentados para as prisões.

“Aqui se encontra a força do testemunho do martírio semente de novos cristãos. Verdadeiros discípulos de Cristo. Podemos dizer que muitos de nós fomos tocados pelo testemunho de nossos irmãos que já partiram, pelas suas palavras, atitudes que nos marcaram e nos animaram no caminho do serviço ao Senhor”, destaca.

Ao final, ressaltou que todos “Assumiremos com alegria o desprendimento na nossa missão. Na confiança de que o Senhor jamais irá nos abandonar. Nossas vidas e o nosso testemunho serão como sementes lançadas no terreno da história como foram a vida de tantos irmãos que nos precederam e que hoje estamos fazendo memória nesta Eucaristia. Por tudo isso, descanse em paz os nossos irmãos. Amém”.

Desde a última assembleia, em abril de 2018, faleceram 11 bispos brasileiros.

Dom Ramón Lopez Carrozas, bispo emérito de Bom Jesus do Gurguéia (PI)

Dom Luciano José Cabral Duarte, arcebispo de Aracajú (SE)

Dom Miguel Fenelon Câmara Filho, arcebispo emérito de Teresina (PI)

Dom Conrado Walter, bispo Emérito de Jacarezinho (PR)

Dom Celso José Pinto da Silva, arcebispo emérito de Teresina (PI)

Dom Dirceu Vegini, bispo de Foz, do Iguaçu (PR)

Dom Antônio Possamai, bispo emérito de Ji-Paraná (RO)

Dom Frederico Heimler, bispo emérito de Cruz Alta (RS)

Dom Francisco de Paula, bispo auxiliar emérito de Brasília (DF)

Dom José Belvino do Nascimento, bispo emérito de Divinópolis (MG)

Dom Silvestre Luiz Scandian, arcebispo emérito de Vitória (ES)

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Dom Walmor Oliveira de Azevedo é o novo presidente da CNBB

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06 de mai de 2019

O sexto dia da 57ª Assembleia Geral da CNBB foi marcada pela eleição do presidente que estará à frente do episcopado brasileiro pelos próximos quatro anos. O eleito foi Dom Walmor Oliveira de Azevedo, Arcebispo Metropolitano de Belo Horizonte (MG).

"Nosso olhar deve permanecer voltado para os mais pobres, fortalecendo nossas ações no exercício da caridade, do amor, na busca da justiça, imprescindível para a construção da paz” – com essas palavras, o Arcebispo Metropolitano de Belo Horizonte, recebeu o comunicado de sua eleição para a presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, nos próximos quatro anos, durante a realização da 57ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em Aparecida (SP).

BIOGRAFIA

Dom Walmor nasceu em 26 de abril de 1954, em Côcos (BA). É doutor em Teologia Bíblica pela Pontifícia Universidade Gregoriana e mestre em Ciências Bíblicas pelo Pontifício Instituto Bíblico, ambos em Roma. Estudou Filosofia no Seminário Arquidiocesano Santo Antônio entre 1972 e 1973, em Juiz de Fora (MG), e na Faculdade Dom Bosco de Filosofia, Ciências e Letras durante 1974 e 1975, em São João Del-Rei (MG). De 1974 e 1977, cursou Teologia no Seminário Arquidiocesano Santo Antônio, também em Juiz de Fora.

Após ser ordenado sacerdote em 1977, foi incardinado a Arquidiocese de Juiz de Fora. Durante sua missão como Padre, foi pároco da Paróquia Nossa Senhora da Conceição de Benfica entre 1986 e 1995 e da Paróquia do Bom Pastor de 1996 a 1998.

Foi, ainda, coordenador da Região Pastoral Nossa Senhora de Lourdes de 1988 a 1989, coordenador Arquidiocesano da Pastoral Vocacional entre 1978 e 1984 e reitor do Seminário Arquidiocesano Santo Antônio de 1989 a 1997.

ATUAÇÃO ACADÊMICA

O novo presidente da CNBB foi professor de Ciências Bíblicas e Teologia, também coordenou os cursos de Filosofia e Teologia e fez parte do corpo docente da PUC-Minas de 1986 a 1990. Também lecionou no mestrado em Teologia da PUC-Rio nos anos de 1992, 1994 e 1995.

Dom Walmor é membro da Academia Mineira de Letras, Cidadão Honorário de Minas Gerais, dos municípios de Caeté e Ribeirão das Neves, recebeu a Comenda Dom Luciano Mendes de Almeida, da Faculdade Arquidiocesana de Mariana, e o título de Doutor Honoris Causa, da Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia em 2012.

NOMEAÇÃO EPISCOPAL

Em 21 de janeiro de 1998, Dom Walmor foi nomeado Bispo Auxiliar para a Arquidiocese de Salvador (BA), por São João Paulo II. Sua ordenação episcopal ocorreu em 10 de maio de 1998, pelo Cardeal Dom Lucas Moreira Neves.

O Papa João Paulo II o nomeou Arcebispo Metropolitano de Belo Horizonte, em 2004, tomando posse dos seus ofícios no dia 26 de março do mesmo ano. Em outubro de 2008, foi escolhido para ser um dos quatro representantes do Brasil na XII Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos, realizada em Roma.

REFERENCIAL PARA O RITO ORIENTAL

O Arcebispo de Belo Horizonte foi nomeado em fevereiro de 2014, pelo Papa Francisco como membro da Congregação para as Igrejas Orientais. Desde 2010, era referencial para os fiéis católicos de Rito Oriental no Brasil e desprovidos de ordinário do próprio rito.

CARGOS NA CNBB

Desde 2009, Dom Walmor é membro da Congregação para a Doutrina da Fé. Na CNBB, foi presidente da Comissão para a Doutrina da Fé por oito anos entre 2003 e 2011. Presidiu, ainda, o Regional Leste II da CNBB, que abrange os estados de Minas Gerais e Espírito Santo.

Com informações: Arquidiocese de Belo Horizonte

Apuração: Jenniffer Silva

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Bispos elegem a partir de hoje a nova presidência da CNBB

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06 de mai de 2019

Nesta segunda-feira, 6 de maio, tem início o processo eleitoral que escolherá os bispos que estarão à frente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) pelo próximo quadriênio (2019-2023). O episcopado brasileiro, através de voto secreto, elegerá presidente, vice-presidente, segundo vice-presidente, secretário-geral, presidentes das Comissões Episcopais Pastorais  e seus representantes junto ao Conselho Episcopal Latino-americano (Celam).

Foram instaladas 17 urnas eletrônicas no Centro de Eventos Padre Vitor Coelho de Almeida, local onde é realizada a 57ª Assembleia Geral da CNBB. Os equipamentos foram testados por todos os bispos no último sábado, 4. A urnas, com um sistema desenvolvido pelo Departamento de Tecnologia da Informação da CNBB, foram idealizadas para rodar em plataforma web, conectada a um servidor de banco de dados.

Durante as votações, que podem acontecer até a próxima quinta-feira, 9, cada urna terá como responsável um presidente e um secretário, para garantir o sigilo e a privacidade dos eleitores, durante o processo. Após cada escrutínio, o sistema de gerenciamento das urnas se encarregará da apuração dos votos. Será emitido um relatório com o nome dos candidatos votados, por ordem decrescente, indicando se o candidato mais votado atingiu o percentual de votos exigido para aquele escrutínio.

O processo de votação – Para votar, cada bispo deverá se dirigir até o secretário da seção eleitoral. Assinada a lista de votação, o eleitor deverá entregar ao presidente sua carteira de identificação episcopal para validação e liberação da urna de votação. A carteira será posicionada sobre um leitor de cartão por rádio frequência, para que seja feita a leitura digital da matrícula.

Após a liberação da urna, será disponibilizada na tela uma cédula de votação contendo o cargo para qual está votando, o número do escrutínio e a informação: ‘Digite o número de matrícula do seu candidato’. Com a digitação do número de matrícula, aparecerá automaticamente a foto, o nome e a vinculação correspondente ao candidato escolhido. No mesmo instante, o sistema solicitará a confirmação do voto, apertando a tecla ‘SIM’. Caso o bispo aperte a tecla ‘NÃO’, o sistema voltará ao ponto inicial da votação, aguardando a digitação do número correto. Os votos de abstenção e nulos também serão computados, a fim de se calcular o número de votantes.

Para facilitar o processo, cada bispo recebeu um manual de instrução para uso do sistema de votação, com o número de matrícula de todos os candidatos e eleitores. Todos os membros da CNBB podem ser votados, mas apenas os bispos presentes na Assembleia Geral têm direito ao voto. Os bispos eméritos presentes na Assembleia Geral podem ser consultados, mas não têm direito ao voto.

Apuração dos votos – Com o término de cada escrutínio, será emitido um relatório com o nome de todos os candidatos votados com indicação se o mais votado alcançou o percentual necessário. Também serão emitidos relatórios individuais por urna, indicando somente o nome do eleitor, para auxiliar na análise quantitativa dos votos.
Será eleita uma comissão que acompanhará o processo de votação e apuração dos escrutínios. Com a aprovação por parte da Comissão, o resultado de cada escrutínio será apresentado à Presidência da CNBB. Se o mais votado atingir o percentual necessário, ele deverá manifestar publicamente sua aceitação para a finalidade a qual acaba de ser eleito. Caso o mais votado não tenha alcançado o percentual necessário ou, tendo atingido, apresente motivos para não aceitar a função para a qual foi eleito, será solicitado um novo escrutínio.

Será votada uma função por vez, podendo apenas ser votado outro cargo após o anúncio do eleito no escrutínio anterior.

Posse da nova presidência – A atual presidência permanece em suas funções até o término da 57ª Assembleia Geral, onde serão empossados os bispos eleitos para a nova presidência da CNBB, assim como os presidentes das Comissões Episcopais. A cerimônia de posse acontece na manhã da próxima sexta-feira, 10 de maio.

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