Semana Nacional propõe a defesa da vida com alegria e esperança

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02 de outubro de 2019

De 1º a 8 de outubro, a Igreja no Brasil celebra a Semana Nacional da Vida e o Dia do Nascituro. A iniciativa, promovida pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), por meio da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família, propõe neste ano o tema “Em família defendemos a vida! Com alegria e esperança”, e tem como objetivo uma reflexão sobre a importância da dignidade humana.

Com o propósito de ajudar as comunidades e famílias a se organizarem, a Comissão preparou o subsídio “Hora da Vida”, que traz temas para refletir como agir a respeito dos direitos, deveres e atitudes em relação à vida.

Em entrevista à CNBB, Dom Ricardo Hoepers, Bispo de Rio Grande (RS) e Presidente da Comissão falou da importância desta semana.

“A Semana Nacional da Vida é um momento oportuno de sensibilizar a sociedade civil como um todo e a própria Igreja para a promoção e defesa da vida, desde a concepção até o fim natural. É um momento e mobilização que nós podemos mostrar ao mundo que a vida é um dom de Deus, que a vida vale a pena, que a vida tem sentido e que a vida deve ser celebrada, sentida com alegria”, disse o Bispo.

DEFENDER O CICLO DA VIDA

Dom Ricardo reforçou as duas iniciativas que foram preparadas: na terça-feira, dia 1º, todas as Igrejas foram convidadas a soar os sinos às 12h, às 15h e às 18h e fazerem a oração do nascituro.

Para o dia 8 de outubro, Dia do Nascituro, o convite é para a realização de uma vigília pela vida, “Acender o maior número de velas, simbolizando a luz de Cristo, que dá sentido à nossa vida”, sugeriu o Bispo.

As familias são convidadas a se reunir como “Sinal da Esperança”, na Igreja, nas praças e/ou outros lugares públicos, rezando novamente a “Oração pela Vida”. As comunidades também poderão realizar procissões, rezar o Terço ou encontrar outras formas que colaborem com as celebrações desta Semana Nacional da Vida.

DA CONCEPÇÃO AO FIM

O Presidente da Comissão para a Vida e a Família refletiu, ainda, que a Semana Nacional da Vida não se refere apenas à questão do nascituro, mas também chama atenção para todos os desafios enfrentados atualmente que atacam a vida.

“Nós estamos tentando abranger a defesa da vida, tanto que é a proposta desde a concepção até o fim natural. Então, temos a questão de suicídios, as questões dos idosos, do abandono da vida. A cultura da morte vem se apresentando com força. Nós como Igreja, como homens e mulheres de fé, temos que propor a cultura da vida, em todas as etapas da vida. Não só no início, mas em todas as etapas.”, concluiu.

ORAÇÃO PELA VIDA

Nós vos louvamos, Senhor Deus da Vida. Bendito sejais, porque nos criaste por amor. Vossas mãos nos moldaram desde o ventre materno. Nós vos agradecemos pelos nossos pais, e todas as pessoas que cuidam da vida desde o seu início, até o fim. Em Vós somos, vivemos e existimos. Abençoai todos que zelam pela vida humana e a promovem. Abençoai as gestantes e todos os profissionais da saúde. Dai às pessoas e às famílias o pão de cada dia, à luz da fé e do amor fraterno. Nossa Senhora Aparecida, intercedei por nossos nascituros, nossas crianças, nossos jovens, nossos adultos e nossos idosos, para que tenham vida plena em Jesus, que ofereceu sua vida em favor de todos.

Amém!

(Com informações de CNBB)

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Dom Luiz Carlos Dias recebe o Título de Cidadão Paulistano

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19 de setembro de 2019

“Expresso os meus sentimentos de alegria, honradez e gratidão pela recepção do título de cidadão paulistano. Trata-se de uma dessas belas surpresas que a vida nos reserva, sinceramente, nunca imaginei recebe-lo, e acho que nem o almejei”. Com essas palavras, Dom Luiz Carlos Dias, o Bispo Auxiliar de São Paulo e secretário do Regional Sul 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, recebeu o Título de Cidadão Paulistano da Câmara Municipal de São Paulo pelo reconhecimento e atuação social na cidade.

A solenidade de entrega do título aconteceu na noite desta segunda-feira, 16, no Salão da Câmara e foi de iniciativa da vereadora Edir Sales (PSD).

Compuseram a mesa da solenidade, o Vigário Geral Adjunto para a Região Belém, Cônego José Miguel de Oliveira; o Coordenado de Pastoral da Região Belém, Padre Marcelo Maróstica Quadro; o Ecônomo, cônego Marcelo Álvares Matias Monge; o Coordenador Arquidiocesano de Pastoral, Padre Tarcísio Marques Mesquita, representando o Cardeal Odilo Pedro Scherer; a diretora e presidente do Centro Social Nossa Senhora do Bom Parto, irmã Judith Lupo, além do vereador Eduardo Suplicy (PT).

A solenidade foi acompanhada por amigos, representantes da sociedade civil e religiosa, grupo de diversas pastorais, entidades e demais fiéis das paróquias e comunidades da região Belém. Colaboradores do Centro de Pastoral São José do Belém e do Regional Sul 1 da CNBB também estiveram presentes na cerimônia.

Durante seu discurso, o Bispo fez memória ao legado de Dom Luciano Mendes de Almeida. “Na Região Episcopal Belém tenho aprendido muito com o imenso legado de Dom Luciano, força viva a nos contagiar e impulsionar na missão; com o seu presbitério e a vida religiosa, um grupo capacitado e comprometido, assim como com o numeroso laicato engajado nas paróquias e comunidades, pastorais, movimentos, novas comunidades etc”.

Ainda em seu discurso, Dom Luiz Carlos agradeceu o Cardeal Scherer, os Bispos Auxiliares de São Paulo e também a presidência do Regional Sul 1.

O Homenageado enfatizou que “o Bispo precisa colaborar para que os discípulos de Jesus, cumpram concretamente sua missão testemunhal e cidadã, no contexto da Paulicéia, na qual é acentuado o fenômeno da cultura urbana, com sua desterritorialidade e novas percepções do tempo e do espaço, realidades que impactam a vida das pessoas de modo a deixá-las sem critérios claros para o discernimento ético/moral. O Evangelho da vida e da verdade são ansiados nesse contexto. Também em nome de minha missão, deixo um apelo a esta casa do povo paulistano, para que a justiça norteie os propósitos, os objetivos, os planejamentos e as leis aqui pensados e daqui emanados. Nosso povo, um tanto quanto sem esperança em meio às crises de nosso tempo, carece do bom exercício da política, que São Paulo VI entendia como a caridade mais alta”.

“O meu coração se enche de orgulho na noite de hoje de poder prestar essa homenagem, em nome de todos os paulistanos, e também em nome dos fiéis da igreja católica. O presente Título é a mais alta honraria concedida pelo parlamento paulistano a personalidades que fazem muita diferença em nossa cidade. Como vereadora desta digníssima Casa, tenho também o dever de ser a voz e a vez do nosso Povo. Por isso, aqui estou oficialmente, fazendo parte desta solenidade, para expressar aquilo que os nossos irmãos acreditam ser justo e verdadeiro: acolher em nossa São Paulo, aquele que foi chamado por Deus para servir a todos, sem excluir ninguém, ao contrário, abraçando e sendo solidário com todas as pessoas, mormente, as mais vulneráveis e excluídas.Seja bem-vindo mais novo filho e cidadão paulistano. Tenho a honra de homenageá-lo por meio dessa que é importante, memorável e merecida comenda do nosso município de São Paulo, pelo brilhante e relevante trabalho que desenvolve a favor de todos nós. Que Deus abençoe sua vida, Dom Luiz Carlos Dias!”, declarou a vereadora.

Já o Padre Marcelo Maróstica Quadro destacou o reconhecimento da atuação social do Bispo Auxiliar. “O verdadeiro cidadão é aquele que se preocupa com a vida, as pequenas e grandes questões que envolvem a Cidade. E mesmo não sendo nascido aqui nesta cidade de São Paulo, Dom Luiz Carlos nestes 3 anos e 4 meses vem colaborando em suas ações, atitudes e posturas para que a cidade de São Paulo seja uma cidade mais humana e fraterna, onde podemos ter a certeza que Deus habita esta cidade”, disse.

“Hoje quero parabenizá-lo duplamente. Por mais um ano de vida e por ser alguém que está fazendo a diferença nesta cidade e na vida de muitas pessoas. Continue sendo sal da terra e luz do mundo e sempre mantendo esta atitude de humildade.”, concluiu o Padre Marcelo.

Bom Pedro Luiz Stringhini, O Bispo de Mogi das Cruzes (SP) e Presidente do Regional Sul 1, também cumprimentou Dom Luiz Carlos por meio de mensagem. “Apresento sinceras e cordiais felicitações por ocasião do recebimento do Título de Cidadão Paulistano, conferido pela Câmara Municipal de São Paulo, no dia 16 de setembro de 2019, data essa coincidente com o aniversário natalício de Dom Luiz Carlos. Parabéns! Receba o abraço, amizade e orações de toda a equipe de trabalho do nosso Regional”.  Deus o abençoe e o fortaleça, felicitou Dom Pedro.

Nascido em Caconde, no interior do estado de São Paulo, Dom Luiz Carlos Dias ingressou no seminário em 1984, estudou Filosofia e Teologia no Centro de Estudos da Arquidiocese de Ribeirão Preto (CEARP) (1984-1990). É mestre em Filosofia pela Pontifícia Universidade Gregoriana, de Roma (2002-2004). Foi secretário executivo das Campanhas da Fraternidade e da Evangelização, na Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em Brasília (2010-2016).  Foi nomeado bispo titular de “Tunes” e Auxiliar da Arquidiocese de São Paulo, no dia 16 de março de 2016. A ordenação episcopal ocorreu em sua cidade natal, no dia 07 de maio de 2016, logo após ter celebrado seu jubileu presbiteral. Adotou como lema:  “Vim Para Servir” (Conf. Mc 10,45).

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Presidente do Regional Sul 1 participa de missa em homenagem aos 80 anos de Dom Nelson Westrupp

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17 de setembro de 2019

O Bispo de Mogi das Cruzes, dom Pedro Luiz Stringhini, Presidente do Regional Sul 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB),  concelebrou missa em ação de graças pelos 80 anos de vida de Dom Nelson Westrupp, Bispo Emérito de Santo André.

Leia o que ele disse sobre o aniversariante:

“Dom Nelson Westrupp, ao completar 80 anos, merece os mais efusivos cumprimentos e o reconhecimento por uma trajetória de serviço à Igreja, como membro da Congregação dos padres dehonianos, Bispo Diocesano de São José dos Campos e Santo André e por ter sido, durante dois mandatos, presidente do Regional Sul 1 da CNBB (2003 – 2011). Dom Nelson é um homem que se destaca por sua inteligência, capacidade administrativa, zelo apostólico e profunda espiritualidade. Homem de oração, simplicidade, capacidade de escuta e profundidade nas reflexões, tem ajudado a muitos na orientação de retiros espirituais. Deus abençoe sua vida com saúde e alegrias”, disse Dom Pedro Luiz Stringhini.

A Santa Missa foi presidida pelo próprio Dom Nelson, e concelebrada por Dom Murilo Sebastião Ramos Krieger; Dom Pedro Carlos Cipollini  (Bispo da Diocese de Santo André), Dom Pedro Luiz Stringhini (Bispo da Diocese de Mogi das Cruzes e Presidente do Regional Sul 1 da CNBB); Dom José Roberto Palau (Bispo Auxiliar da Arquidiocese na Região Ipiranga), representando o Arcebispo da Arquidiocese de São Paulo, Dom Odilo Scherer; Dom Luiz Carlos Dias (Bispo Auxiliar da Arquidiocese na Região Belém); Dom Moacir Silva (Arcebispo da Arquidiocese de Ribeirão Preto); Dom Carmo Rhoden (Bispo Emérito da Diocese de Taubaté); Dom Fernando Legal (Bispo Emérito da Diocese de São Miguel Paulista); Dom João Bosco (Bispo da Diocese de Osasco) e Dom Luiz Antônio Guedes (Bispo da Diocese de Campo Limpo).

Antes da bênção final, foi lançada a biografia de Dom Nelson, o livro foi escrita pela irmã Maurinea Santos, que trabalha com o Bispo há mais de 20 anos, e publicada pela Editora Vozes.

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CNBB e POM realizam eventos que marcam o mês e a campanha missionária 2019

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13 de setembro de 2019

No próximo dia 17, às 16h30, no contexto de realização da reunião do Conselho Episcopal Pastoral (Consep) da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), serão lançados o Mês Missionário Extraordinário, a ser celebrado pela Igreja em outubro, a Campanha Missionária 2019 e a exposição “Rostos da Missão”, organizados pelas Pontifícias Obras Missionárias (POM) e a CNBB. Na sequência, às 17h30, será realizada uma coletiva com jornalistas na Sala de Imprensa da CNBB para apresentar essas iniciativas.

“Enquanto o mundo constrói muros, a Igreja no Brasil e no mundo se esforça para construir pontes que interligam realidades diferentes em ações solidárias”, reforça o bispo auxiliar do Rio de Janeiro e secretário-geral da CNBB, dom Joel Portella.

O Mês Missionário Extraordinário, convocado pelo papa Francisco, em outubro de 2017, tem o tema “Batizados e enviados: A Igreja de Cristo em missão no mundo”. O mês missionário quer despertar a consciência da missão ad gentes, além fronteiras.

Realizada no Brasil desde 1972, no mês de outubro, a Campanha Missionária ganhou este ano um maior impulso eclesial com a feliz coincidência do Mês Missionário Extraordinário e do Sínodo para a Amazônia.

A Exposição “Rostos da Missão: Batizados e enviados” deseja dar maior visibilidade aos projetos missionários ad gentes e ao projeto Igrejas Irmãs da Igreja no Brasil. A exposição será organizada em três espaços da CNBB, apresentando imagens de diferentes contextos da missão, audiovisuais com testemunhos e fotografias com rostos de missionários e missionárias brasileiros que atuam nos cinco continentes.

A exposição ficará aberta à visitação de 17 de setembro a 31 de outubro de 2019, das 9h às 16h, na sede da CNBB em Brasília (Setor de Embaixadas Sul 801 – Asa Sul – Brasília/DF). A visitação será feita por meio de agendamento pelo e-mail imprensa@pom.org.br.

História e contexto – Em 22 de outubro de 2017, Dia Mundial das Missões, o Papa Francisco durante o ângelus anunciava publicamente para toda Igreja sua intenção de proclamar um Mês Missionário Extraordinário (MME) em outubro de 2019, para celebrar o centenário da carta Apostólica Maximum Illud, de seu predecessor o Papa Bento XV. “Batizados e enviados: a Igreja de Cristo em missão no mundo” é o tema do MME. Despertar em medida maior a consciência da missão ad gentes e retomar com novo impulso a transformação missionária da vida e da pastoral é o objetivo deste mês.

A ação está em sintonia com a exortação apostólica Evangelii Gaudium: “A ação missionária é o paradigma de toda obra da Igreja” (EG, 15). Deste modo, a Campanha Missionária 2019 foi enriquecida com a convocação do Papa Francisco.

A Campanha Missionária no Brasil, realizada desde 1972, produz materiais de animação missionária para todas Igrejas Particulares do Brasil, tais como: novena missionária, cartazes, santinhos com oração missionária, envelopes e vídeos com testemunhos missionários.

Informações:
Lançamento do Mês Missionário Extraordinário, Campanha Missionária 2019 e exposição “Rostos da Missão: Batizados e enviados”
Abertura: 17 de setembro, às 16h30
Período de exposição: 17 de setembro à 31 de outubro de 2019
Horário: 9h às 16h
Local: Sede da CNBB em Brasília (Setor de Embaixadas Sul 801 – Asa Sul – Brasília/DF)
Visitação feita através de agendamento pelo e-mail imprensa@pom.org.br

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Catequistas do Regional Sul 1 da CNBB realizam assembleia em Jundiaí (SP)

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10 de setembro de 2019

Nos dias 7 e 8, o Centro de Convivência Mãe do Bom Conselho, em Jundiaí, no interior da capital paulista, recebeu a Assembleia de Catequistas do Regional Sul 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

Formado por 42 dioceses e seis regiões episcopais, o Regional Sul 1 da CNBB recordou nos dois dias de encontro, os 40 anos Catechesi Tradendae, uma Exortação Apostólica pós-sinodal, do Papa João Paulo II, de 16 de outubro de 1979, “sobre a catequese do nosso tempo”

O Padre Paulo Cesar Gil, que é Coordenador da Animação Bíblica Catequética do Regional Sul I e Coordenador da Pastoral Catequética da Arquidiocese de São Paulo, assessorou a assembleia que teve como tema: “A atividade catequética como tarefa primordial da missão da Igreja: celebrando os 40 anos da Catechesi Tradendae”.

A Região Episcopal Santana representou a Arquidiocese de São Paulo e enviou catequistas de diversos setores pastorais.

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Igrejas cristãs celebram os 20 anos da declaração conjunta sobre a Doutrina da Justificação

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06 de setembro de 2019

Antecipando-se aos 20 anos da declaração conjunta sobre a Doutrina da Justificação, que se comemora no próximo dia 31 de outubro, o Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (CONIC), do qual a CNBB faz parte, realizou uma celebração ecumênica na quarta-feira, 4, na sede da Comunidade Evangélica de Confissão Luterana em Brasília.

O Bispo Auxiliar do Rio de Janeiro e Secretário-Geral da CNBB, Dom Joel Portella e o bispo de Cornélio Procópio (PR) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para o Ecumenismo, Dom Manoel João Francisco, entre outros representantes católicos, participaram da celebração.

O pastor da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB) e presidente do CONIC, Inácio Llemke, disse na acolhida que a celebração marca uma data importante que representa avanços para a proximidade entre Igrejas cristãs. Segundo o primeiro vice-presidente da IECLB, pastor Odair Airton Braun, convidado a fazer uma reflexão sobre a leitura do texto bíblico que inspirou a doutrina (Rm 3.21-31), a declaração conjunta é apenas um sinal de que quando se senta à mesa e dialoga é possível caminhar juntos e construir a unidade. A declaração conjunta, para ele, é um sinal de esperança. “Justificados em Cristo, é necessário que atuemos para defender a liberdade religiosa”, disse.

Em sua homilia, Dom Joel Portella, disse que o apóstolo Paulo fez oposição entre a lei e a graça. “Se a lei separa, divide e segrega, a graça, traduzida para os dias de hoje como gratuidade, fraterniza, nos junta e nos torna irmãos”, disse. Dom Joel reforçou que a declaração é um ponto de chegada mas também um ponto de partida a partir do qual é necessário avançar em torno de iniciativas comuns que promovem a unidade entre as igrejas.

No momento de ação de graças várias iniciativas como as Campanhas da Fraternidade ecumênicas, realizadas desde 2002, a Semana de Oração pela Unidade Cristã, o reconhecimento mútuo do Batismo, o Conselho Nacional de Igrejas Cristas, entre outras, foram lembradas.

O presidente do CONIC comunicou ao grupo, ao final da celebração, sobre a próxima campanha da fraternidade ecumênica a ser realizada em 2021 com tema ainda a ser definido. Os bispos brasileiros reunidos em sua 57ª Assenbleia Geral, em maio em Aparecida (SP) aprovaram a realização conjunta desta campanha.

Participaram da celebração líderes e representantes das igrejas Presbiteriana Unida, Episcopal Anglicana do Brasil, Catedral da Ressurreição, Evangélica de Confissão Luterana, Sírian Ortodoxa de Antioquia e Católica Apostólica Romana. Saiba mais sobre a Declaração Conjunta sobre a Doutrina da Justificação no artigo escrito pelo presidente da Comissão para o Ecumenismo da CNBB. Clique aqui.

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Desafios e alegrias marcam o compromisso de novos bispos com o novo ministério

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08 de agosto de 2019

Presentes ao 30º Encontro para Novos Bispos promovido pela Comissão Episcopal Pastoral para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), de 05 a 09 de agosto, na sede da entidade, em Brasília (DF) os novos bispos falam dos desafios e alegrias que experimentam ao assumir o ministério de bispo confiado pelo papa Francisco.

Dom José Benedito Cardoso – o primeiro na foto da esquerda para a direita – foi nomeado como bispo auxiliar da arquidiocese de São Paulo em 23 de janeiro deste ano. Sua ordenação se deu em 15 de março e a posse no dia 31 do mesmo mês. Assumir a nova missão confiada pela Igreja no caso dele significou grandes mudanças. Ele precisou mudar de Itapetininga, no interior, para a capital do Estado de São Paulo. “Eu não estava muito antenado com toda a realidade complexa que é a cidade grande”, disse.

Os primeiros meses como bispo ele está dedicando a conhecer a realidade, as pessoas, estabelecer contato com os padres e com os bispos auxiliares por meio de visitas pastorais. “Estou conhecendo e a partir disto já dá para a gente ter uma noção e começar a se introduzir neste trabalho que a Igreja confiou para mim lá na região episcopal da Lapa na Arquidiocese de São Paulo”, disse.

Com formação em Direito Canônico, além da formação em Filosofia e Teologia, ele acredita que esta especialidade pode ajudar a ter uma compreensão da realidade pastoral também. “O Direito também é essencialmente pastoral. Ele pode ajudar bastante, sobretudo nos organismos de uma diocese, nas dificuldades que surgem com algum problema com o presbitério que necessita de algum encaminhamento. Ajuda também na aplicação pastoral”, disse.

Do encontro dos novos bispos, ele destaca o conhecimento de como funciona a infraestrutura na CNBB, algo até então desconhecido em sua avaliação. Ele reforça que a comunhão episcopal é fundamental para superar as dificuldades dos bispos. “Agora ao termos dificuldades, sabemos com quem contar”, disse.

O trecho do Salmo 23, “O Senhor é meu pastor e nada me faltará”, escolhido como seu lema episcopal traduz bem a sua noção de que é ser um bispo. “Compreendo que ser bispo é ser pastor, procurar ouvir as pessoas, dar um direcionamento correto e ter uma presença muito positiva junto ao clero”, afirmou. Duas questões essenciais para ele, neste momento, traduzem a missão de ser bispo: procurar conduzir bem os presbíteros e o ordenamento pastoral da região episcopal.

Do circo à Igreja e ao trabalho pastoral com nômades

Quem também assumirá como bispo auxiliar na arquidiocese de São Paulo mas com atuação focada na região episcopal Santana a partir da ordenação marcada para dia 29 de setembro, às 9h, é dom Jorge Pierosan, o mais recente bispo nomeado pelo papa Francisco para o Brasil no dia 24 de julho.

Ele destaca que não possui muitos títulos acadêmicos, mas que tem muita vontade de trabalhar. “A expectativas é que Deus me dê sabedoria para continuar exercendo o meu trabalho em favor do povo de Deus. É a única coisa que consigo imaginar para mim: suar a camisa em favor dos fieis cristãos e das pessoas não católicas. Oferecerei a garantia de não ter preguiça de trabalhar para ajudar as pessoas a chegarem até Deus”, enfatizou.

Um capítulo bonito de sua história é a sua relação com o circo. Ele exerceu, no circo Panamericano, antes de entrar para o seminário, a função de “barreira”, hoje conhecida como “partner”, a pessoa que escova a juba do leão, que trata o elefante, ajuda a montar a jaula dos tigres – quando ainda era permitido animais no circo. Ajudou a montar e a desmontar o picadeiro e a auxiliar os malabaristas em suas performances. Certa vez, por saber de cor o número, ele assumiu o lugar de um palhaço que ficou doente. “Eu entrei substituindo o palhaço numa determinada circunstância e acabei ficando no lugar dele”, disse.

Sendo de origem católica, quando viveu no circo, sentia falta de ir à missa porque coincidiam os horários. “Me lembro muito bem de ouvir o sino tocando e saber que era hora da missa e ficar triste por não poder ir lá”, disse. A falta da presença da Igreja no ambiente circense despertou nele o desejo de entrar para a vida religiosa e voltar ao circo mais tarde como padre num trabalho pastoral. Hoje, dom Jorge é vice-presidente da Pastoral dos Nômades no Brasil que atende os circos, ciganos e os parques de diversões. “Sempre e na medida do possível eu vou pro circo e para o meio dos ciganos”, afirma.

Como novo bispo, a partir do encontro promovido pela CNBB, o sentimento é que não será jogado na “cova dos leões” sem uma base e uma estrutura por trás, sem parcerias e colegas bispos que comungam dos mesmos ideais. “A gente deve fortalecer essa amizade, uma família de 13 bispos novos”. “O que me anima é estar bebendo numa fonte boa de gente que tem uma bagagem e que nos anima no novo ministério”.

Realidade de fronteira

Tendo sido ordenado em 1º de dezembro de 2018 e tomado posse no dia 16 do mesmo mês como bispo da diocese de Bagé (RS), dom Cleonir Paulo Dalbosco enfrenta dois grandes desafios: atuar numa diocese de maior extensão territorial do regional Sul 3 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e que faz fronteira com o Uruguai. “Este trabalho na região de fronteira tem as suas próprias exigências de entender as diversas culturas presentes na região”, disse.

A falta de trabalho para a juventude, o despertar de vocações numa diocese que não conta com nenhum seminarista no momento, o número grande de separações e divórcios e a formação continuada de lideranças são desafios nesta nova realidade apontadas pelo bispo. Mas em sua avaliação, a experiência de coordenação missionária de província dos Frei Capuchinhos no estados de RS, MT, RO e no Haiti favoreceu seu início de missão como bispo na diocese, bem como a experiência da vida religiosa e de seus 19 anos de sacerdote.

Segundo ele, o bispo tem como missão criar a comunhão com todo o clero na diocese e estar próximo das lideranças que fazem acontecer o trabalho e a ação missionária. “O que é mais importante que eu sinto hoje como bispo é estar presente nas diversas realidades e situações, nos lugares onde ninguém gostaria de estar, lugares de fronteiras e de misérias”, disse. Em sua visão, o bispo representa o sinal de esperança e confiança para a população.

A sua formação específica em administração e gestão de pessoas o ajuda a vislumbrar a sustentabilidade da missão. “Administrar bem e com cuidado as coisas de Deus também é uma exigência da Igreja”, disse. Ser especialista em gestão de pessoas, o ajuda como bispo na mediação dos conflitos entre os grupos humanos. “ A gestão de pessoas me capacita também para essa presença junto à comunidade e os diversos organismos que convivemos juntos nessa região”, disse.

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Sínodo para a Amazônia é discutido em seminário interdiocesano no Maranhão

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06 de agosto de 2019

Dioceses do Sul do Maranhão (Regional Nordeste 5: Carolina, Imperatriz, Viana, Grajaú e Balsas) e a Diocese de Tocantinópolis, do Norte do Tocantins, se reuniram para discutir o documento de trabalho do Sínodo para a Amazônia. Acolhidos pelo bispo de Carolina, Dom Francisco Lima Soares, o seminário de estudos, realizado em Estreito/MA nos dias 03 e 04, contou com a presença de leigos, bispos, padres, religiosos, membros de movimentos e conselhos sociais e representantes do governo.

Na ocasião, foram discutidas ações para antes, durante e depois da Assembleia Sinodal, a ser realizada em Roma no mês de outubro. Padre Dário Bossi, assessor da Rede Eclesial Pan-Amazônica/REPAM-Brasil, destaca o sentimento de esperança pela defesa da vida transmitida pelos participantes.

“Saímos desse encontro com muito ânimo, com a certeza de que o que foi decidido aqui vai ser multiplicado pelas mãos, corações e pensamentos das pessoas que participaram”, comemorou o assessor.  “Nós mesmos somos o Sínodo que caminha com nossas pernas, e isso, a partir de outubro, poderemos mostrá-lo em nossas comunidades cristãs”, completou.

Unidade

A Diocese de Tocantinópolis é membro do Regional Norte 3, mas  faz divisa com o Sul do Maranhão. O bispo diocesano Dom Giovane Pereira de Melo, explica que devido à proximidade, muitas problemáticas são comuns, e por isso é importante somar forças. “Dentro da metodologia da Repam a gente tem sempre buscado trabalhar como ‘bacia’, então nós estamos situados aqui na bacia do Rio Tocantins”, explicou.

Para o bispo, o seminário foi um momento propício para avançar na propagação do processo sinodal. “Queremos ser essas antenas, aqueles que vão divulgar o sínodo, sensibilizar os atores, os grupos, os movimentos sociais, as nossas pastorais, as nossas dioceses, no sentido de abraçar a problemática que o sínodo está discutindo”. Dom Giovane destaca ainda que a problemática do Sínodo não é só dos bispos da Amazônia, “é uma problemática que interessa a toda a Igreja, que interessa o mundo inteiro”.

Vozes ouvidas

Além de discutir o documento de trabalho do Sínodo, o seminário ouviu as vozes dos povos amazônicos que participaram ativamente do encontro. Heraldo Guajaja, é indígena da aldeia Sabonete do Leão, no município de Grajaú/MA. Ele conta que foi a primeira vez que participou de uma atividade promovida pela Igreja Católica e ficou admirado com a abertura dada a ele e aos demais indígenas presentes.

“Foi muito bom a gente ter tido a oportunidade de expressar o que a gente sente, o que a gente passa nas nossas aldeias. A gente teve essa oportunidade de expressar nossas ideias, nossa visão, nossa gente, nossa forma de ser, e a Igreja respeitou isso. A Igreja quer que gente venha a opinar, venha a expor as nossas ideias com a nossa própria visão, com a nossa própria forma de ser”, declarou.

Carta Aberta

Ao final do seminário foi elaborada uma carta aberta para ser lida nas paróquias e comunidades, a fim de anunciar o compromisso com o Sínodo para a Amazônia. Confira a carta na íntegra:

Nós, Membros do Comitê Interdiocesano da Rede Eclesial Pan-Amazônica (REPAM), no Sul do Maranhão, Regional NE 5, das Dioceses de Balsas, Carolina, Grajaú, Imperatriz, Viana, e a Diocese convidada de Tocantinópolis (TO), participantes do SEMINÁRIO DE ESTUDOS DA REPAM, celebrado nos dias 3 e 4 de agosto, no município de Estreito, da Diocese de Carolina, juntamente com a Secretaria de Direitos Humanos e Participação Popular – SEDIHPOP do Maranhão, do Movimento Indígena e demais entidades sociais, temos a alegria de anunciar nosso compromisso com o SÍNODO PARA A PAN- AMAZÔNIA, convocado pelo Papa Francisco.

O Sínodo é um convite a CAMINHAR JUNTOS e ouvir o clamor dos Povos da Amazônia – nossas vozes – no cuidado da Casa Comum, no compromisso profético para o BEM VIVER.

Com renovada esperança, CONVIDAMOS VOCÊ a conhecer e fazer parte deste processo na defesa e promoção da vida e dignidade do Povo de Deus, especialmente os Povos Indígenas, Quilombolas, Extrativistas, Pescadores, Ribeirinhos, Camponeses e demais povos do campo e da cidade, frequentemente esquecidos, agredidos e sem perspectiva de um futuro seguro.

Será uma grande bênção chegarmos a uma CONVERSÃO ECOLÓGICA, de uma Igreja servidora e missionária, dispondo-nos a uma evangelização inclusiva, de respeito e valorização das diversas culturas e formas de vida.

Tudo está interligado como se fôssemos um, tudo está interligado nesta Casa Comum.

Estreito/MA, 4 de agosto de 2019.

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Encontro reúne Editores de Folhetos e Subsídios Litúrgicos em São Paulo (SP)

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01 de agosto de 2019

Termina nesta quinta-feira (01/8), o encontro dos Editores de Folhetos e Subsídios Litúrgicos que está acontecendo em São Paulo desde o dia 30 de julho. O evento é uma iniciativa da Comissão Episcopal Pastoral para a Liturgia da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e recebe editores de todo o Brasil.

“É um encontro para continuar os trabalhos e tem em vista gerar maior comunhão entre os produtores de subsídios litúrgicos, destaca o bispo de Paranaguá e presidente da comissão para a Liturgia, dom Edmar Peron.

A proposta central do encontro gira em torno do Documento 108 da CNBB, intitulado “Ministério e Celebração da Palavra”, à luz das novas Diretrizes para Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil, aprovadas durante a última Assembleia Geral da entidade.

O documento traz informações básicas, diretrizes gerais para a elaboração de um plano de formação e acompanhamento dos ministros da Palavra de Deus. Além de roteiros exclusivos para as celebrações sejam com ou sem Eucaristia.

“Nós vimos também algumas orientações a partir da instrução geral do Missal Romano e do Lecionário alguns números que eu indiquei para leitura, meditação, especialmente, quanto ao silêncio, texto litúrgicos e comentários”, disse. 

De acordo com o assessor da comissão, padre Leonardo Pinheiro, atualmente, cerca de 70% das comunidades no Brasil não têm acesso à celebração Eucarística aos domingos presidida por sacerdote. Muitas dessas comunidades estão em regiões distantes que não permitem aos fiéis irem a uma igreja para participar da Santa Missa.

A música litúrgica nas celebrações também foi objeto de reflexão pelos participantes. O irmão Fernando Vieira, assessor do setor, dialogou com o grupo sobre possíveis novas execuções do ato penitencial e hino de louvor.

Além disso, o grupo também estudou dois dos pilares da DGAE, o da palavra e a do pão, disse Dom Edmar.

“Com esses elementos a gente acredita que deu algumas pistas para que eles possam refletir e assim apoiar a implantação da DGAE nas dioceses por meio dos subsídios litúrgicos, seja nos comentários, nas preces ou em alguma coluna”.

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CNBB emite nota sobre situação dos povos indígenas Wajãpi, no Amapá

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01 de agosto de 2019

A Presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou uma nota na segunda-feira, 29, manifestando preocupação com a situação dos povos indígenas na Amazônia e pedindo a elucidação com a morte do líder da etnia Wajãpi, Emyra Wajãpi,  62, ocorrida no dia 24, no Estado do Amapá. 


“Há de se encontrar caminhos para superar os processos que ameaçam a vida, pela destruição e exploração que depredam a Casa Comum e violam direitos humanos elementares da população. É preciso, assim, enfrentar a exploração desenfreada e construir um novo tempo, tempo de Deus, humanizado, na Amazônia”, consta em um dos trechos da nota.


Segundo informou a Polícia Militar, o corpo de Emyra estava com marcas de perfurações e cortes na região pélvica.


Fontes: CNBB e Agência Brasil

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