INTERNACIONAL

Estados Unidos/França

Centenas de milhares marcham pela vida

Por Filipe David
28 de janeiro de 2019

Famílias, sacerdotes e religiosos formam a maioria dos participantes da marcha em defesa da vida; pessoas sem religião também vão ao ato

Reprodução da Internet

Centenas de milhares de pessoas enfrentaram o frio do inverno de Washington (próximo de zero grau) na sextafeira, 18, para a marcha anual pela vida. Desde a decisão da Suprema Corte, em janeiro de 1973, que liberou a prática do aborto no País até os 9 meses de gravidez, todos os anos, manifestantes pró- -vida se reúnem na Capital Americana para protestar e pedir o respeito à vida dos bebês nascituros.

A marcha começou pouco depois da celebração de uma missa na Basílica da Imaculada Conceição, celebrada pelo Núncio Apostólico nos Estados Unidos, Dom Christophe Pierre, que explicou aos fiéis que eles contribuem para a “renovação da sociedade americana”. Já o Arcebispo de Kansas City, Dom Joseph Naumann, afirmou na abertura da vigília que antecedeu a marcha, na quinta- -feira à noite, 17: “A ética pró-vida nos desafia a nos importar com a sacralidade de cada ser humano em todo o espectro da vida. Somos chamados sempre e em todo lugar a promover a dignidade da pessoa humana”.

Participaram da marcha inúmeros sacerdotes e religiosos, famílias e professores. Embora a maioria dos participantes seja cristã, também havia grupos de pessoas sem religião, bem como democratas que defendem o direito à vida.

O vice-presidente, Mike Pence, esteve na marcha e o presidente Donald Trump enviou uma mensagem, na qual, referindo-se ao movimento pró-vida, afirma que “esse é um movimento fundado no amor e enraizado na nobreza e dignidade de cada vida humana”. O presidente também afirmou que continuará a fazer tudo ao seu alcance para proteger “o primeiro direito da declaração de independência, o direito à vida”, inclusive vetar qualquer projeto que prejudique ou reduza a “proteção à vida humana”. Já Mike Pence disse: “Estamos aqui porque acreditamos, como os nossos pais fundadores, que todos nós, nascidos e nascituros, recebemos de nosso Criador certos direitos inalienáveis, e o primeiro desses direitos é o direito à vida”.

Na manifestação, uma senhora, Claudia Turcott, carregava um cartaz que dizia: “25 anos atrás, eu pensei que o aborto era a única saída, mas finalmente saí daquela clínica com o meu bebê naquele dia”. Ao seu lado, sua filha, Taylor Turcott, tinha um cartaz que dizia: “1994: eu sobrevivi a hora marcada para o aborto pela minha mãe”.

Já o pai de família John Moore, que tem seis filhos, fez uma longa peregrinação para chegar a Washington. Foram 4,5 mil quilômetros percorridos a pé desde abril de 2018, quando iniciou sua caminhada, carregando uma cruz: “Em São Francisco, muitas pessoas gritavam vulgaridades para o meu pai e muito perto dele. Ele sabia que o mal ia chegar, por isso quando essas coisas aconteciam, ele se calava e continuava caminhando. Quando saímos da cidade, ele recebeu apoio”, contou Laura, filha de John, que o acompanhou com um carro para lhe prestar assistência, dando-lhe água e comida.

Na França, a marcha pela vida foi realizada em Paris, no domingo, 20. Segundo os organizadores, participaram aproximadamente 50 mil pessoas. O aborto é legal na França até o 3º mês de gravidez. O termo “aborto”, considerado muito chocante, é sistematicamente evitado pelos defensores da prática – e mesmo pela sociedade em geral – que preferem utilizar eufemisticamente a expressão “interrupção voluntária de gravidez”, ou IVG. Além do direito à vida, outras questões de bioética também estavam na pauta dos manifestantes, como a difusão da “PMA”, ou procriação medicamente assistida, com o uso de técnicas como a fertilização in vitro, que implica o congelamento e eventual descarte de inúmeros embriões humanos.

Fontes: ACI/ CNA/ Life Site News/ Valeurs Actuelles
 

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