INTERNACIONAL

Liberdade religiosa

Celebram primeira Missa em Mossul 3 anos depois de ocupação do Estado Islâmico

Por ACI Digital
30 de agosto de 2017

A Missa foi celebrada 9 de agosto, um mês depois da expulsão do grupo Estado Islâmico

ACI Digital

Depois de três anos da ocupação do Estado Islâmico (ISIS), foi celebrada a primeira Missa na cidade de Mossul, no Iraque.

A Eucaristia foi presidida pelo Pe. Luis Montes, sacerdote missionário do Instituto do Verbo Encarnado (IVE), no mosteiro de São Jorge, localizado na região leste da cidade, que havia sido profanado pelos terroristas.

O sacerdote comentou ao Grupo ACI que viajou para Mossul junto com um grupo de espanhóis para filmar a segunda parte de um documentário intitulado ‘Guardianes de la Fe’ (Guardiões da Fé). O objetivo deste curta-metragem, produzido e dirigido por Jaume Vives, procura mostrar a realidade dos cristãos no Iraque e na Síria.

Através de um vídeo publicado na página do Facebook Amigos do Iraque, o sacerdote indicou que a Missa foi celebrada no dia 9 de agosto, um mês depois da expulsão do ISIS, no dia da festa de Santa Teresa Benedita da Cruz (Edith Stein), que morreu mártir em um campo de concentração nazista.

Pe. Montes afirmou que “este lugar certamente deu muitos mártires à Igreja. Quando os cristãos foram presos, torturados, poder celebrar a Missa de uma mártir foi um grande presente de Deus”.

A Eucaristia foi celebrada em uma das capelas do mosteiro, cujo altar foi despojado dos mármores que o enfeitavam e as suas paredes estavam danificadas.

O sacerdote manifestou que esta experiência foi muito intensa, porque neste local “atacado por ser um lugar cristão tinha muita força a contemplação do Mistério da Cruz que se renova na Santa Missa”.

Além disso, acrescentou que “alguns sacerdotes disseram depois aos jovens que me acompanham que eles acreditavam que esta era a primeira Missa celebrada em Mossul nos últimos três anos. É realmente um presente de Deus”.

O sacerdote destacou que ofereceu esta Missa pela Europa “que sofre por ter se afastado de Deus Nosso Senhor, para que o sangue desses mártires aqui no Oriente Médio a impulsione, a comova, e a desperte”.

Por outro lado, Pe. Montes descreveu que no mosteiro há “escombros em todos os lugares, paredes cortadas, todas as imagens religiosas destruídas. A gruta da Virgem Maria está destruída. A Virgem Maria decapitada. As cruzes embutidas nas paredes também foram cortadas com massas para que não haja vestígio de nada que seja cristão, de nada relacionado a Jesus Cristo”.

“O Estado Islâmico odeia Cristo, odeia a Redenção, odeia a Cruz. O Estado Islâmico é pura destruição”, expressou.

Pe. Montes assinalou que, na igreja do mosteiro, os terroristas fizeram um grande buraco na entrada e o sótão foi “usado como prisão em algum momento. E os cristãos deixaram os seus nomes escritos lá como testemunho”.

“Ver um lugar sagrado profanado é doloroso. Mas, por outro lado, tanta destruição, este ódio manifestado aos cristãos e a tudo o que é cristão, na realidade, é um ódio ao próprio Cristo”, lamentou.

“Portanto, embora haja dor por ver esses ataques tão injustos, por outro lado, há o belíssimo orgulho de saber que alguém está servindo a um povo perseguido”, concluiu.

 

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