9 de junho: Dia de São José de Anchieta

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09 de junho de 2017

Os sinos da Catedral da Sé tocaram ao meio dia, como todos os dias. Porém, a missa presidida pelo Cardeal Odilo Pedro Scherer, arcebispo metropolitano, além da liturgia diária, foi celebrada na memória litúrgica de São José de Anchieta, padre jesuíta que faz parte da história da fundação de São Paulo.

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A missa foi concelebrada pelo Padre Luiz Eduardo Baronto, cura da Catedral e pelo Padre Pedro Augusto de Almeida, secretario do Arcebispo e ao lado do altar, a imagem de São José de Anchieta inspirava fé e espírito missionário, características de Anchieta que foram especialmente ressaltadas por Dom Odilo durante a homilia.

“Que a exemplo de Anchieta sejamos tudo para todos e saibamos anunciar o Evangelho nesta grande metrópole”, afirmou Dom Odilo. O Cardeal disse também que, com certeza, não foi fácil para o Santo que aprendeu, inclusive, o idioma falado pelos indígenas para melhor se comunicar com eles.

“Ele soube inculturar o Evangelho e escreveu a Santo Inácio de Loyola, fundador da ordem jesuíta, sobre “a alegria de ver que os povos do Brasil acolhiam o Evangelho”, continuou o Cardeal.

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‘O trabalho deve gerar partilha’

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01 de mai de 2017

No segunda-feira, 1º de maio, fiéis da Arquidiocese de São Paulo se reuniram na Catedral da Sé para celebrar a Eucaristia e rezar por todos os trabalhadores e trabalhadoras do Brasil, inspirados pelo exemplo de São José, esposo de Maria, no dia a ele dedicado.

A missa foi presidida pelo Padre Tarcísio Marques Mesquita, pároco da Paróquia Nossa Senhora do Bom Parto e coordenador arquidiocesano de pastoral. Logo no início da celebração, pastorais e grupos de imigrantes, como o “Asaya afro-boliviana”, criado para divulgação da cultura boliviana, trouxeram cartazes e símbolos na procissão de entrada, para recordar como o trabalho é essencial para o ser humano, bem como para falar sobre situações de degradação, como o trabalho infantil, a intolerância e a exploração.

Na homilia, Padre Tarcísio recordou que Deus criou o ser humano para que tenha “vida em abundância”. Ele citou as palavras do Papa Francisco, quando o Pontífice afirma que o ser humano não é o dominador da criação, mas deve zelar por ela. “O trabalho deve gerar partilha, ele é uma maneira que o homem tem de participar da criação de Deus e dignificar sua própria vida.”

O Padre recordou também da Campanha da Fraternidade, que em 2017 falou sobre os biomas brasileiros, que merecem ser preservados por todos, bem como os direitos da pessoa. “Que os pequenos sejam sempre considerados e aqueles que governam defendam, em primeiro lugar, os mais fragilizados. É muito triste que existam ainda, em nosso país, pessoas sem casa, sem condições dignas de vida. É muito triste que indígenas e camponeses enfrentem opressão ou a indiferença da sociedade e tenham seus direitos negados”, continuou Padre Tarcísio.

O presidente da celebração falou ainda sobre a figura simples e paterna de São José e que as palavras das pessoas simples, trabalhadoras do Brasil  precisam ser consideradas. “Como deve ser difícil viver nos grandes centros urbanos ou na zona rural com tão pouco, com tanta dificuldade, é preciso ter muita sabedoria para isso e exatamente por isso, os mais simples devem ter seus direitos respeitados.”

 

Mensagem da CNBB para o dia do trabalho

No fim da celebração foi lida a Mensagem da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) para os trabalhadores do país. “O trabalho é fundamental para a dignidade da pessoa, constitui uma dimensão da existência humana sobre a terra. Pelo trabalho, a pessoa participa da obra da criação, contribui para a construção de uma sociedade justa, tornando-se, assim, semelhante a Deus que trabalha sempre. O trabalhador não é mercadoria, por isso, não pode ser coisificado. Ele é sujeito e tem direito à justa remuneração, que não se mede apenas pelo custo da força de trabalho, mas também pelo direito à qualidade de vida digna”, afirmam os bispos na mensagem.

A mensagem recordou ainda que “o dia do trabalhador e da trabalhadora é celebrado, neste ano de 2017, em meio a um ataque sistemático e ostensivo aos direitos conquistados, precarizando as condições de vida, enfraquecendo o Estado e absolutizando o Mercado”.

Após a Celebração Eucarística, os grupos saíram da Catedral carregando seus cartazes, bandeiras e símbolos e logo após houve um ato em frente à Catedral da Sé por ocasião do Dia do Trabalhador.

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