SÃO PAULO

Conversão de São Paulo

Cardeal Scherer: ‘Qual é a vontade de Deus para a nossa cidade?’

Por Fernando Geronazzo
29 de janeiro de 2020

Arcebispo de São Paulo presidiu missa da Festa da Conversão de São Paulo Apóstolo e pelos 466 anos de fundação da capital paulista

(Fotos: Luciney Martins)

“Edificar uma cidade de paz e fraternidade é a missão de todos nós que somos parte desta metrópole”, afirmou o Cardeal Odilo Pedro Scherer, Arcebispo Metropolitano de São Paulo, durante a missa da Festa da Conversão de São Paulo Apóstolo e comemoração do 466º aniversário de fundação da capital paulista, na manhã desta sábado, 25, na Catedral da Sé.

A celebração contou com a presença de autoridades eclesiásticas, civis, militares e representantes de diversas tradições religiosas da cidade. Entre os concelebrantes estavam o Cardeal Cláudio Hummes, Arcebispo Emérito de São Paulo, Dom Luís Fernando Lisboa, Bispo da Diocese de Pemba, em Moçambique, de passagem pelo Brasil; os bispos auxiliares da Arquidiocese e inúmeros padres.

O prefeito Bruno Covas, se passa por tratamento de saúde, foi representado pelo secretario do Governo Municipal, Mauro Ricardo Machado Costa. A primeira-dama do Estado de São Paulo, Bia Doria, representou o governador paulista, João Doria Junior.

CIDADE PARA TODOS

“Hoje desejamos o melhor para a nossa cidade e manifestamos nossa confiança de que é possível construir, também hoje, a cidade como um lugar para todos, um lugar de solidariedade, justiça e paz”, afirmou Dom Odilo, no início da homilia”.

O Cardeal manifestou o desejo de que a metrópole supere todas as formas de exclusão social e de violência contra a pessoa humana. “Edificar uma cidade de paz e fraternidade é a missão de todos nós que somos parte desta metrópole. Dela não apenas usufruímos, mas ela depende de nós e será aquilo que nós fizermos dela”, continuou. 

Ao falar da festa do patrono da Arquidiocese de São Paulo, que também da nome à cidade, o Arcebispo destacou o relato bíblico da “surpreendente e extraordinária” conversão daquele que de perseguidor dos cristãos, passou a ser um dos maiores anunciadores de Jesus Cristo.

'O QUE DEVO FAZER?'

“Ao ser fulminado por uma luz fortíssima e ao escutar as palavras vindas do céu, ele pergunta primeiro: ‘Quem és tu, Senhor?’ E a voz continua : ‘Eu sou Jesus, a quem tu persegues” .... Finalmente, ele pergunta: ‘Que devo fazer?’ (cf. At 22, 10)”, recordou Dom Odilo, afirmando que, assim como Apóstolo foi interpelado por Deus e “caiu na realidade”, todos aqueles que vivem na grande cidade são interpelados por tantas vozes e circunstancias.

“Deixemos a cidade, com seus dramas e sofrimentos, com suas belezas e mil possibilidades, interpele-nos e perguntemo-nos também: ‘O que podemos fazer? O que devemos fazer para realizar para construir uma cidade boa para todos? Qual é a vontade de Deus para a nossa cidade?’, ressaltou.

Ainda de acordo com o Cardeal Scherer, o Apóstolo dos gentios convida todos, como Igreja de Cristo, a compreender melhor a voz de Deus que se manifesta nas muitas situações da cidade. “Como batizados, fomos marcados pelo encontro com Cristo e com seu Evangelho, temos propósito de estar sempre mais presentes e ativo na vida da comunidade urbana, especialmente nos lugares onde há sofrimento e onde o anúncio e o testemunho do Evangelho precisam levar esperança, conforto e salvação”, completou.

Por fim, Dom Odilo enfatizou que São Paulo, com sua fé perseverante e inabalável, ensina a todos a não desanimarem. “Ele sabia que Deus é fiel e que não é em vão que alguém dedica sua vida ao Reino de Cristo. Temos aqui uma grande missão a desempenhar; cada um é convidado a assumir com fé, coragem e perseverança a sua parte”.

HOMENAGENS

Após a celebração, a Camerata da Sé e do Coro Luther King, sob a regência do maestro Martinho Lutero, apresentou um concerto da “Missa de Alcaçus”.

Antes da missa na Catedral, houve a tradicional homenagem aos fundadores da cidade de São Paulo, no Pateo do Collegio, local onde, em 25 de janeiro de 1554, os missionários Jesuítas Padre Manoel da Nóbrega e São José de Anchieta fundaram o Colégio São Paulo de Piratininga, que deu origem à vila que mais tarde se tornaria a maior cidade do Brasil.

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