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Campanha de Quaresma da ACN é dedicada às religiosas de 85 países

Por ACN
11 de abril de 2019

Na Índia, irmã vicentina ajuda criança com necessidades especiais

Ismael Martinez Sánchez / ACN

Intitulada “Mulheres Extraordinárias”, a campanha de Quaresma da ACN, em 2019, é especialmente dedicada ao apoio às irmãs religiosas que estão em países afetados por conflitos, pela pobreza e onde os cristãos são minoria. Um grande número de conventos foi destruído ou seriamente danificado em zonas de guerra como Iraque, Síria e Sudão do Sul, e, também, após desastres naturais, como em Moçambique. Seria impossível para elas realizar o trabalho nessas áreas sem a ajuda da ACN. Todos os anos, a Fundação Pontifícia recebe mais de 800 pedidos de apoio para projetos de formação, ajuda existencial, projetos de construção ou transporte de freiras em 85 países.

De acordo com o Anuário Estatístico da Igreja, existem cerca de 660 mil irmãs que vivem em comunidades religiosas no mundo e dedicam suas vidas à oração e ao serviço aos mais necessitados. E se o número de vocações está diminuindo notavelmente na Europa e América, na África e na Ásia ocorre o contrário. É por isso que mais de 80% dos projetos apoiados pela ACN na área de formação de religiosas e noviças estão nesses dois continentes.

Geldern, enfatiza que “as freiras nos mostram um caminho para a santidade e servem de exemplo para uma vida feliz e significativa. Esse também pode ser o caminho para uma sociedade marcada pela discussão contínua sobre o papel das mulheres”.

Durante a Quaresma, a ACN reforça o apreço por todas as irmãs religiosas que cumprem a missão em situações perigosas ou que sacrificaram suas vidas por pessoas que lhes foram confiadas. Alguns exemplos são as quatro Irmãs Missionárias da Caridade, assassinadas no Iêmen, em 2014; ou as religiosas mortas durante os conflitos no Haiti e no Sudão do Sul, em 2016; e a missionária colombiana Cecilia Narváez, refém da Al Qaeda no Máli, há dois anos.

Acompanhe a campanha de Quaresma pelo site e conheça a vida de religiosas em diferentes partes do mundo.

 

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IRMàGRACIANA, PERU

As Irmãs da Congregação Jesus Verbo e Vítima atendem os que mais sofrem diariamente, percorrendo longas distâncias para visitar as famílias na Diocese de Ayacucho, no Peru. O apostolado acontece, sobretudo, em lugares onde não há sacerdotes.

“Às vezes, deparamo-nos com famílias muito tristes. Nossa visita lhes dá conforto, e eles dizem que se sentem abençoados porque doamos um pouco do nosso tempo para estar com eles. Às sextas-feiras, trazemos a Santa Comunhão para pessoas idosas. Muitos têm mobilidade reduzida e recordam quando conseguiam ir à Igreja sozinhos. Eu digo que agora eles não precisam mais, porque Jesus vem até eles”, conta a Irmã Graciana.

Além de visitar os idosos, ela também cuida de adolescentes. “Lembro quando uma jovem fez uma brincadeira de mau gosto. Disse que a amava muito, mas não iria tolerar isso. Ela me olhou e perguntou: ‘Irmã, você realmente me ama?’ Isso me tocou e percebi o quanto é importante demonstrar afeto, porque muitas vezes não recebem nem das próprias famílias”, disse.

Irmã Graciana foi alfabetizada numa escola administrada por religiosas e, quando teve certeza da vocação, sua mãe foi muito favorável. “Ela disse que não há vida mais bonita do que estar perto de Deus”, conclui Irmã Graciana.

 

IRMÃ SAMIA, SÍRIA

A Congregação das Irmãs do Sagrado Coração de Jesus e Maria foi fundada em 1874, mas sua origem vem desde 1850, quando os missionários jesuítas evangelizavam o Líbano. Anteriormente, a vida religiosa feminina no Oriente Médio estava associada a mosteiros de clausura. No entanto, as Irmãs do Sagrado Coração são ativas em suas comunidades locais. A Congregação já está presente na Síria, no Líbano, no Marrocos, na Argélia e no Chade. A vocação é estar no mundo prestando testemunho de Jesus Cristo para aqueles que creem em Deus e também para os que não creem.

“Eu escolhi juntar-me à Congregação porque ela serve às pessoas. Temos que servir a Cristo nos outros com humildade, até que não haja mais nada de nós e tudo o que resta seja Ele”, diz a Irmã Samia Jriej.

Ela nasceu e cresceu em Uzeir, um povoado árabe na parte norte de Israel. Sua família era cristã e, ao mesmo tempo, muito comprometida com a Igreja. “Lembro das palavras do meu pai logo que lhe contei sobre minha decisão de abraçar a vida religiosa. Ele disse: ‘Como sou abençoado por apresentar uma filha a Deus, pois sua vocação é uma dádiva de Deus.’ Suas palavras foram cheias de fé e ainda estão ressoando em meu coração”, relata a Irmã Samia.

 

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