INTERNACIONAL

Sudão do Sul

Bispos veem cessar-fogo com cautela e esperança

Por Filipe David
10 de julho de 2018

Cessar-fogo foi declarado após de quatro anos e meio em guerra civil.

Montagem/O SÃO PAULO

Há quatro anos e meio, o país mais jovem do mundo enfrenta uma guerra civil entre o governo e facções rebeldes. Agora, um cessar-fogo foi declarado, abrindo caminho para a paz. Dom Barani Hiiboro, Bispo de Tombura-Yambio e Presidente da Conferência dos Bispos do Sudão e do Sudão do Sul, explicou que “para que isso signifique alguma coisa para as pessoas que sofrem no Sudão do Sul, nossos líderes devem enfrentar a tarefa de reconstruir nossas peças quebradas – relações sociais e políticas, a economia frágil e a infraestrutura dos estados, devastada pelo conflito”. 

Segundo os termos do cessar-fogo, os dois lados devem retirar suas forças, libertar os prisioneiros e abrir caminho para a ajuda humanitária. Um governo de transição será formado por 36 meses, e o processo de paz será monitorado pela União Africana e pela Autoridade Intergovernamental de Desenvolvimento.

O Sudão do Sul tornou-se um país independente em 2011. Menos de dois anos depois, começou a guerra civil, quando o líder da oposição, Riek Machar, foi acusado de tentar um golpe de Estado. O conflito provocou a fome, levou centenas de milhares de pessoas à morte e milhões tiveram de deixar suas casas para buscar refúgio em outro lugar.

De acordo com Cathy Hynds, representante da organização humanitária CAFOD, “o conflito deixou milhões de pessoas por todo o País em necessidade urgente de comida, água pura, assistência médica, saneamento básico, abrigo e proteção”. 

Outros acordos falharam no passado e, por isso, os bispos esperam com cautela que as autoridades e os líderes da oposição respeitem os termos do cessar- -fogo e possam pôr fim a tantos anos de conflito e sofrimento.

Fonte: CNA
 
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