NACIONAL

57a ASSEMBLEIA DA CNBB

Bispos eméritos realizam momento de partilha em Aparecida

Por Redação/com CNBB
04 de mai de 2019

Atualmente, Igreja no Brasil conta com 171 prelados que não são mais titulares em dioceses

CNBB

A Comissão Episcopal para os Bispos Eméritos da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) teve um momento de partilha na manhã da sexta-feira, 3, durante a 57ª Assembleia Geral da CNBB, que ocorre até o dia 10, em Aparecida (SP).

Atualmente, a Igreja no Brasil conta com 171 bispos eméritos, dos quais 43 participam da assembleia deste ano, correspondendo, assim, a 35% de todo o episcopado brasileiro.

De acordo com o Código de Direito Canônico (CDC), recebe o nome de “emérito” aquele bispo que “perder o ofício por limite de idade ou por renúncia aceite”. A Igreja estabelece a idade de 75 anos para a apresentação do pedido de renúncia ao papa.

Eméritos têm comissão episcopal

Atendendo ao que é estabelecido no CDC, de que a conferência episcopal “deve procurar que se proveja à conveniente e digna sustentação do Bispo que renuncia, tendo em consideração a obrigação primária a que está sujeita a própria diocese que serviu”, é que está estruturada a Comissão Episcopal para os Bispos Eméritos da CNBB, um grupo que tem um caráter especial, diferente das Comissões Episcopais Pastorais da entidade.

Assim, os bispos eméritos, mesmo afastados de suas funções de governo nas dioceses, continuam a participar de atividades pastorais e colaborando com a missão evangelizadora da Igreja.

Para o presidente da Comissão, Dom Luiz Soares Vieira, Arcebispo Emérito de Manaus (AM) e ex-vice-presidente da CNBB, este contexto sugere maior atenção no acompanhamento de como os bispos estão vivendo, tanto com apoio econômico, quanto espiritual.

Desde 2016 a Comissão tem fortalecido o acompanhamento dos bispos, realizado encontros e implantado ferramentas de comunicação entre os pastores que já deixaram o governo diocesano. O boletim Marcas do Caminho é um instrumento de comunicação e divulgação de testemunhos que é oferecido aos bispos eméritos.

Experiência em favor da Igreja

Na coletiva de imprensa da sexta-feira, Dom Geraldo Lyrio, Arcebispo Emérito de Mariana (MG), destacou como tem sido a atuação dos eméritos.

“Não estando à frente de uma Igreja Particular, não convém que um bispo emérito intervenha nas decisões que outros vão cumprir. Essa é a primeira assembleia que participo como emérito. Me sinto muito bem aqui. Terminou minha função como bispo de Mariana, mas continua minha missão como bispo. Não tenho direito ao voto, mas tenho direito à palavra. A palavra dos bispos eméritos é importante no processo da AG. É bonito ver a unidade da Igreja. Há um pluralismo saudável. Triste seria um pensamento único que caracteriza as ditaduras. Na diversidade construímos comunhão”, refletiu.

Jesus acalma a tempestade

Quando questionado sobre os constantes ataques que a Igreja vem sofrendo, Dom Geraldo Lyrio usou de sua experiência e espiritualidade, utilizando a passagem de São Mateus (8,23-27), quando Jesus acalma a tempestade.

“Primeiro, não há tempestade que dure para sempre. Tempestade passa. Depois, o que nos conduz é uma atitude de fé. Jesus, nesta passagem, disse uma palavra que foi uma chamada; por que ficaram com medo, homens de fé tão curta? Não sabiam que eu estava aqui?’. Se Ele está aqui, não tem perigo, o barco não afunda. A Igreja vive essa situação na sua história. Os ventos são contrários, fortes, as ondas são gigantes, muita água entra no barco, mas não precisa ter medo, porque nesse barquinho frágil da Igreja, Jesus está presente”, finalizou.

TODOS OS DETALHES DA ASSEMBLEIA

Diariamente, acompanhe os detalhes sobre a 57ª Assembleia Geral da CNBB no site do jornal O SÃO PAULO e nos noticiários da rádio 9 de Julho.

(Com informações da CNBB)

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