INTERNACIONAL

Venezuela

Bispos condenam tortura em morte de capitão

Por Gustavo Catania Ramos
12 de julho de 2019

O pedido foi respondido, e o Alto Comissariado convidou o governo venezuelano a “adotar rapidamente medidas específicas para impedir a grave violação de direitos”
 

Em comunicado no dia 4, a Conferência Episcopal Venezuelana (CEV) e a Comissão de Justiça e Paz condenaram a morte do Capitão Rafael Acosta Arévalo e a violência contra o jovem Rufo Chacón Parada, e responsabilizaram o Estado Venezuelano. 


O Capitão Rafael Acosta foi detido em 21 de junho por homens armados, com suspeitas de participar de um suposto complô para derrubar o governo de Maduro. Segundo seu advogado, o Capitão foi morto depois de torturado em sua detenção, em 29 de junho. Já Rufo Chacón Parada foi atacado pela Polícia com tiros no rosto, o que resultou em cegueira total.


O Documento da CEV condena ambos os atos e responsabiliza abertamente o Estado Venezuelano por eles: “Não consentiremos na manipulação, na dissimulação e na mitigação desses eventos graves. É nosso compromisso como Igreja, que vê na face sofredora dos familiares e das vítimas a dor de Nosso Senhor Jesus Cristo. Essas duas vítimas representam hoje o grito de muitos outros cidadãos que foram submetidos aos mesmos esquemas e os acontecimentos que os envolveram foram tornados invisíveis”.


O Documento termina com um pedido ao Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos, para que este exija que o governo venezuelano cesse de praticar abusos e violações ao Direitos Humanos. O pedido foi respondido, e o Alto Comissariado convidou o governo venezuelano a “adotar rapidamente medidas específicas para impedir a grave violação de direitos”.
 

Fonte: Vatican News

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