SÃO PAULO

Encontro

Arquidiocese promove encontro dos padres novos com o arcebispo

Por Bruno Muta Vivas
12 de outubro de 2018

Dom Odilo Scherer esteve em encontro de formação permanente com padres novos

Arquivo Pessoal

Entre os dias 2 e 4 deste mês, 27 padres da Arquidiocese de São Paulo, contando entre 0 e 8 anos de ordenação, reuniram-se com o Arcebispo Metropolitano, Dom Odilo Pedro Scherer, em um encontro de formação permanente, em Campos do Jordão (SP). 

A Igreja, no Diretório para o Ministério e a Vida dos Presbíteros, incentiva que todos os sacerdotes se empenhem em formar-se permanentemente, por meio de encontros, cursos e retiros, para que estejam sempre atualizados e animados para atuar em nome de Cristo no meio do mundo. 

De forma especial, a hierarquia católica se interessa na formação dos padres recém-ordenados, visto que “os primeiros anos, que constituem uma avaliação necessária da formação inicial depois do primeiro impacto com a realidade, são os mais decisivos para o futuro”. São João Paulo II, na Exortação Apostólica Pós-Sinodal Pastores dabo vobis , afirmava a mesma necessidade de acompanhamento: “Para acompanhar os jovens sacerdotes nesta primeira e delicada fase da sua vida e do seu ministério, é hoje muito oportuno, senão mesmo necessário, criar propositadamente uma estrutura de apoio, com guias e mestres apropriados, na qual possam encontrar, de modo orgânico e continuado, as ajudas necessárias para bem iniciar o seu serviço sacerdotal.”

E assim a Igreja em São Paulo se dedica à formação desses padres, dirigindo-lhes a atenção. Como o Cardeal ressaltou na carta-convite para o encontro deste ano, este não se define como um curso ou retiro, mas sim como uma convivência fraterna entre os padres recém-ordenados com seu arcebispo

De fato, o encontro contou com diversos momentos de partilha entre os sacerdotes, em que relataram os desafios e alegrias que o ministério proporcionou em suas vidas. Diversos também foram os momentos em que os sacerdotes, que se encontram em diversas regiões da cidade, puderam se reencontrar e se descontrair, em clima familiar.

Além da convivência fraterna e dos momentos de oração, em que se baseiam a vida sacerdotal, foi reservado grande período de tempo para que os padres pudessem aprofundar temas relevantes de seu ministério: foi discutida a importância de uma vida litúrgica aprofundada e pessoal, que saia do mero formalismo da execução de ritos, e torne-se alimento para a vida espiritual; ainda, tratou-se do tema da afetividade, em meio às denúncias de conduta imoral do clero, que assolam a Igreja no mundo todo.

 

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