SÃO PAULO

Novos Padres

Arquidiocese de São Paulo terá ordenação de 11 padres no dia 25

Por Fernando Geronazzo
21 de novembro de 2017

Diáconos José Edson, Ernandes, Antônio, José Ferreira, Benedito, Luciano, Christopher, Rodrigo, Jefferson, Eduardo e Rodrigo Felipe receberão a ordenação presbiteral na Catedral da Sé, dia 25
 

Luciney Martins/O SÃO PAULO

No sábado, 25, na Catedral da Sé, às 15h, os diáconos Antônio de Pádua Santos, Benedito Raimundo de Siqueira, Christopher Costa Velasco, Eduardo Augusto de Andrade, Ernandes Alves da Silva Junior, Jefferson Aparecido dos Santos Barbosa, José Edson Santana Barreto, José Ferreira Filho, Luciano Carneiro Louzan, Rodrigo Felipe da Silva e Rodrigo Moraes Pereira serão ordenados sacerdotes pela imposição das mãos do Cardeal Odilo Pedro Scherer, Arcebispo Metropolitano. 

Os futuros padres conversaram com a rádio 9 de Julho e com O SÃO PAULO e destacaram o papel da comunidade paroquial e das famílias no despertar vocacional.

 

Seguir Jesus mais de perto 

A história do despertar da vocação do Diácono José Edson, 31, começou na Paróquia Santa Cecília, na Região Episcopal Sé, onde ajudava os padres nas celebrações. “Nessas ocasiões, eu comecei a sentir uma inquietação dentro de mim de poder me doar mais à Igreja e, a partir disso, me questionei se esse não era um chamado para ser sacerdote. Comecei um discernimento com o acompanhamento do padre da minha Paróquia. Aqui estou, decidido!”, afirmou.

Foi na Paróquia São João Maria Vianney, na Região Episcopal Lapa, que o Diácono Luciano, 32, sentiu o chamado ao sacerdócio. “Eu servia no altar como coroinha, depois fui catequista de crisma. A partir daí, começou a despertar em mim a vontade de seguir a Jesus Cristo mais de perto. Ingressei no Seminário Propedêutico em 2006, depois fiz o caminho da Filosofia e Teologia, e agora, com a graça de Deus, chegou a ordenação presbiteral”, destacou. 

 

Juventude

O Diácono Rodrigo Felipe, 29, é originário da Paróquia Santa Cruz de Itaberaba, na Região Episcopal Brasilândia, onde serviu como coroinha na infância e atuou em pastorais juvenis. Para ele, a vida paroquial ajudou no discernimento vocacional. Foi também junto aos jovens que o Diácono Christopher, 25, começou a caminhada vocacional, aos 15 anos, junto à Comunidade Anjos da Vida, na Região Episcopal Santana. Para ele, a ordenação será uma oportunidade de o povo de Deus rezar pelas vocações. “Você, jovem, não tenha medo de dizer sim ao plano de Deus para você”, convidou.

 

Junto às famílias 

Já para o Diácono Ernandes Alves da Silva Júnior, a história vocacional se confunde com o início da sua caminhada cristã. “Fui batizado aos 13 anos de idade, por iniciativa própria, ou melhor, porque Deus colocou esse desejo em meu coração”, relatou. Foi participando com a família das atividades na pequena Comunidade Sagrado Coração de Jesus, da Paróquia Nossa Senhora da Conceição, na Região Episcopal Brasilândia que ele sentiu o chamado com profundidade.  “Dois movimentos marcaram profundamente minha história: o movimento da Mãe Peregrina de Schoenstatt e a Sociedade de São Vicente de Paulo. Em poucas palavras, foi a experiência de rezar o Terço nas casas das pessoas e de poder acompanhar as famílias carentes próximas à comunidade que me despertou para a vocação sacerdotal”, enfatizou.

O Diácono Eduardo Augusto, que, aos 41 anos, receberá o presbiterato, afirmou que sua vocação nasceu num contexto familiar de muita fé e conheceu a Deus por meio da sua família, “a Igreja doméstica”. Natural de Jacareí (SP), ele era músico profissional e havia passado no vestibular para Engenharia Civil quando começou a fazer um caminho vocacional. “Decidi deixar tudo para seguir o sacerdócio. Abracei a vida religiosa na Ordem Carmelita Descalça, onde fiquei seis anos. Mais tarde, senti o apelo para a vida diocesana. Então, ingressei no seminário da Arquidiocese de São Paulo, em 2012. É uma alegria poder servir à Igreja em São Paulo”.

 

Aliança de Misericórdia

Dois dos futuros padres são membros da Comunidade Aliança de Misericórdia. Aos 41 anos, o Diácono Jefferson é natural de Guaíra (PR). Para ele, é uma alegria poder corresponder ao chamado de Deus pelo sacerdócio. “Não é mérito meu, mas vontade de Deus”, disse.

Natural de Piracicaba (SP), o Diácono Rodrigo Moraes, 33, está na Comunidade há 14 anos. “Na minha infância, recebi uma boa formação católica. Amante do samba, foi em uma roda de samba em Tietê (SP) que eu conheci os membros da Aliança que estavam em missão e me convidaram para tocar em um evento. Despertou em mim o desejo de viver a santidade. Encontrei-me na comunidade, deixei tudo para seguir o chamado de Deus e lá descobri a vocação para o sacerdócio”, recordou. 

 

Vocações maduras

 Três dos futuros padres testemunharam que nunca é tarde para dizer “sim” a Deus. Aos 50 anos, o Diácono Benedito Raimundo irá receberá a ordenação presbiteral. Natural de Taguatinga (TO), ele é membro da Comunidade Adoração e Missão, na Região Santana. “A vocação ao sacerdócio foi um presente de Deus para mim. Não foi fácil chegar até aqui, mas o desejo de servir a Deus e ao próximo como padre me deu forças para superar as dificuldades. É com grande alegria que espero o dia da nossa ordenação”.

Na década de 1980, o Diácono Antônio de Pádua, hoje com 60 anos, sentiu o chamado para o sacerdócio enquanto atuava como catequista, coordenador de grupo de oração, Ministro Extraordinário da Sagrada Comunhão e coordenador de equipe de liturgia, na Paróquia Nossa Senhora das Graças, na Região Episcopal Santana. Nessa mesma época, enquanto trabalhava como servidor público, cursou Filosofia e Teologia. Mas, somente em 2014, depois de aposentar-se, ingressou no Seminário Arquidiocesano e, depois de fazer mestrado em Teologia Prática, será ordenado padre. 

Também aos 50 anos, o Diácono José Ferreira Filho será ordenado sacerdote após uma caminhada que começou há 17 anos, na Paróquia Santo Antonio, no bairro do Limão, na Região Santana, onde nasceu. Quando decidiu ingressar no seminário, em 2000, ele namorava uma jovem com quem terminou o relacionamento para seguir o chamado. No final daquele mesmo ano, ele saiu do seminário porque ainda não tinha certeza sobre a vocação. “Fiquei dez anos fora do seminário e acabei retornando, porque realmente senti que era esse o meu caminho”, relatou o Diácono, que destacou, ainda, sua participação em duas jornadas mundiais da juventude - em 2005, na Alemanha, e em 2008, na Austrália - como determinantes para a decisão de ser padre, retornando à formação em 2012.
 

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