SÃO PAULO

SOLENIDADE

Arquidiocese comemora os 64 anos de dedicação da Catedral da Sé

Por Flavio Rogério Lopes
05 de setembro de 2018

Cardeal Odilo Pedro Scherer presidiu missa na igreja-mãe de São Paulo no começo da tarde desta quarta-feira, 5

Luciney Martins/O SÃO PAULO

A Arquidiocese de São Paulo está em festa nesta quarta-feira, 5, por ocasião da solenidade litúrgica da dedicação da Catedral Metropolitana Nossa Senhora da Assunção e São Paulo (Catedral da Sé), que ocorreu em 5 de setembro de 1954, há exatos 64 anos.

O Cardeal Odilo Pedro Scherer, Arcebispo Metropolitano, presidiu missa solene ao 12h, e exortou todas as paróquias e comunidades a recordarem esta festa liturgia, destacando a importância da igreja-mãe da cidade.

Dom Odilo iniciou a homilia agradecendo o serviço dos padres que celebram missas e atendem confissões diariamente na Catedral, e salientou a dedicação integral do Padre Luiz Eduardo Pinheiro Baronto, Cura da Catedral, e do Padre Helmo Cesar Faccioli, Auxiliar do Cura.

O Cardeal destacou os templos citados na liturgia do dia, como o templo do rei Salomão, que em sua oração de inauguração realizou uma grande ação de graças a Deus dizendo: “Nós te dedicamos esta casa para que seja um sinal da tua presença no meio de nós.”

“Nossas igrejas são templos de Deus, casas de Deus no meio das nossas casas, e indicam que acolhemos a presença de Deus no meio de nós e o consagramos como uma casa, que simbolicamente é morada de Deus”, enfatizou o Arcebispo.

TEMPLOS VIVOS

Recordando São Paulo, patrono da Arquidiocese, Dom Odilo falou que o apóstolo ensina uma nova maneira de enxergar o templo. “Nós somos templos vivos, templos de carne e o osso, que aderem a Deus e louvam a Deus com as suas vidas. Não devemos esquecer que aonde nós estivermos, somos templos verdadeiros de Deus”, afirmou.

O Arcebispo de São Paulo finalizou sua reflexão fazendo memoria da passagem em que Jesus expulsa os comerciantes do templo. Dom Odilo alertou que as igrejas não podem se tornar casas de comércio, mas devem ser local de verdadeiros encontros com Deus.

“Templo de Deus no meio de nós é Jesus Cristo, e quem se encontra com ele, encontra-se efetivamente com Deus. Isso que procuramos fazer quando vamos à igreja, realizar um verdadeiro encontro com Deus”, concluiu.

Padre Baronto, em entrevista ao O SÃO PAULO, destacou que a festa da dedicação do templo possui uma dimensão litúrgica e teológica, não sendo a comemoração do aniversário da igreja. Ele enfatizou que o templo é dedicado para celebrar o culto de louvor a Deus, mas que cada pessoa é o verdadeiro templo, pedra que edifica a igreja.

 “A Igreja somos nós, os batizados e batizadas, que nos reunimos e constituímos a assembleia que é a igreja, o corpo místico, e para essa reunião precisa ter um espaço sagrado e reservado”, afirmou o Cura da Catedral.

HISTÓRIA DA CATEDRAL 

A Catedral da Sé foi inaugurada em 25 de janeiro de 1954, no dia da comemoração do IV centenário de fundação da cidade de São Paulo, e solenemente dedicada em 5 de setembro daquele ano, durante o I Congresso Nacional da Padroeira do Brasil, realizado na Capital Paulista e em Aparecida (SP). A dedicação foi feita pelo Cardeal Adeodato Givanni Piazza, enviado pontifício para o Congresso da Padroeira.

A construção do templo, porém, começou bem antes. Em 1912, a pedra fundamental da Catedral da Sé foi colocada por Dom Duarte Leopoldo e Silva, então Arcebispo Metropolitano. A inauguração deveria acontecer em 1922, mas a falta de verbas e as duas guerras mundiais dificultaram as importações dos materiais de construção.

A Catedral da Sé tem 111 metros de comprimento, 46 metros de largura e 65 metros de altura (com exceção das torres). O estilo neogótico do templo é considerado peculiar, devido ao ecletismo de seus estilos arquitetônicos.

Nas colunas alçadas a 70 metros de altura, encontram-se elementos típicos da fauna e da flora de brasileiras, como ramos de café, o tamanduá-bandeira, o tatu- bola e a coruja, que contrastam com grandes personagens do século XX, da história da Catedral da Sé e da história universal.

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