Mais de 80 mil homens são esperados na Romaria do Terço dos Homens

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14 de fevereiro de 2020

O Santuário Nacional de Aparecida (SP) recebe, de 14 a 16 de fevereiro, a Romaria Nacional o Terço dos Homens. Estão sendo esperados mais de 80 mil homens de todo o Brasil. O evento será acompanhado pelo Arcebispo de Juiz de Fora (MG), Dom Gil Antônio Moreira, nomeado pelo Arcebispo de Belo Horizonte (MG) e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Dom Walmor Oliveira de Azevedo, como Bispo referencial do movimento.

“Quero agradecer a Dom Walmor que me enviou a carta de confirmação como Bispo referencial do movimento Terço dos Homens em nome da CNBB. É com muita alegria que continuo esse trabalho de apoio e de incentivo à oração do terço em família rezado pelos os homens do Brasil”, relata o Bispo em entrevista à CNBB.

FONTE DE GRAÇAS

Com o tema ‘Terço dos Homens: Fonte de todas as graças!’ e o lema ‘Confiantes como Maria’, os grupos terão três dias de programação no Santuário Nacional. A temática quer enaltecer o papel de Maria como intercessora e medianeira junto de seu Filho Jesus.

Segundo o Bispo, o Terço dos Homens, um movimento de iniciativa do laicato, é um exemplo de fé e devoção. “A oração do terço é a contemplação de Cristo aos olhos e ao pulsar do coração de Maria. Por isso, esse movimento cresce a cada dia porque de um jeito popular e simples, mas certamente muito profundo, esse movimento tem mais de um milhão de homens rezando o terço em todo o território nacional”.

MOVIMENTO DE EVANGELIZAÇÃO

A cada ano, a Romaria tem crescido e se tornado referência no Brasil. “Esse é um grande movimento de evangelização porque é uma maneira de contemplar aquilo que a Sagrada Escritura nos diz a respeito do Salvador: Jesus verbo encarnado do Pai”, concluiu Dom Gil.

A missa de abertura da Romaria será nesta sexta-feira, 14, às 20h, 14 na Basílica Nacional, e em seguida uma procissão luminosa pela passarela até a Basílica velha onde ocorrerá uma adoração até a meia noite. Já no sábado, 15, a missa solene será às 7h30, transmitida por todo o sistema de comunicação de Aparecida.

CONFIRA A PROGRAMAÇÃO COMPLETA

 

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O SÃO PAULO recorda o retorno da imagem restaurada à Aparecida

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17 de outubro de 2019

Nesta quinta-feira, 17, a série “#TBT O SÃO PAULO” recorda mais uma edição histórica do semanário da Arquidiocese de São Paulo. A edição 1.171, publicada em 19 de Agosto de 1978, destacou o retorno da imagem de Nossa Senhora Aparecida para Básica Velha, após sofrer um atentado em maio daquele ano e ser restaurada no Museu de Arte de São Paulo. Confira um trecho daquela edição:

“A imagem de Nossa Senhora Aparecida chegou ao Museu de Arte de São Paulo (MASP) no dia 28 de junho, numa caixa formada de algodão e fragmentada em 175 pedaços. Pouco a pouco, num trabalho feito pacientemente e que tomou o tempo dos restauradores durante mais de um mês, inclusive aos sábados e domingos. A obra foi concluída no dia 31 de Julho passado. Apenas um pedaço da face direita da imagem e um outro, do manto direito, precisaram moldados por falta do fragmento original.”

UM NOVO PAPA

A manchete principal da capa trazia como título: “Dia 25 começa nascer um novo Papa”. A notícia se refere ao início de um Conclave, no Vaticano, que elegeria o Papa João Paulo I, após a morte de São Paulo VI. A matéria destaca que a escolha de um Papa precisa ser vista como olhos da fé, pois o acontecimento não pode ser colocado apenas com o olhar humano. Confira um trecho da manchete:

“No dia 25, quando se fecharem as portas da Capela Sixtina, no Vaticano, um novo Papa começaram a nascer, eleito pelos 111 cardeais que la estarão presentes. Veja na página 10 quem são os cardeais que escolherão o novo Papa.”

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‘Aqui estão vossos devotos, ó, Senhora Aparecida!’

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31 de outubro de 2019

De norte a sul do País, encontram-se, em muitas casas, imagens de Nossa Senhora Aparecida, em torno das quais famílias inteiras se unem para rezar o Terço e fiéis realizam suas orações pessoais. De geração em geração, essa devoção perdura há mais de 300 anos no Brasil.
Em 1717, em uma simples casa de pau a pique, foi construído o primeiro altar que abrigou a imagem de Nossa Senhora da Conceição, encontrada no Rio Paraíba do Sul pelos pescadores Domingos Garcia, Felipe Pedroso e João Alves. O altar era feito com um caixote de madeira e rodeado por velas. Logo a população local passou a se reunir diariamente para a oração do Terço e para pedir a intercessão da Senhora que apareceu nas águas, Nossa Senhora Aparecida. 

EM FAMÍLIA

Assim que a imagem foi encontrada, os pescadores decidiram que ela permaneceria na casa de Felipe Pedroso, por ser o mais velho. “Ele ficou com a imagem durante 15 anos. Quando Felipe a entregou a seu filho, Atanásio Pedroso, ele reunia sua família e vizinhos para rezar o Terço. Foi então que aconteceu o milagre das velas e teve início a devoção popular”, detalhou ao O SÃO PAULO Tereza Pasin, historiadora do Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida.
Em uma noite, durante a oração do Terço, a vela se apagou. A filha do pescador, chamada Silvana, que estava ajoelhada, levantou-se para acendê-la, mas esta se acendeu sozinha. Toda a família ficou surpresa. Ao saber do ocorrido, o Padre José Alves Vilela foi até o local e mandou construir a primeira capela. Logo a notícia se espalhou.
“Naquele momento, a devoção a Nossa Senhora Aparecida tornou-se popular. Não era mais em uma casa, não era mais em uma capelinha. Então, percebeu-se a necessidade da construção de uma igreja, pois, com o crescente número de fiéis, a capela foi se tornando cada vez menor diante da quantidade de devotos”, reforçou a historiadora.

PADROEIRA DO BRASIL

Tereza recordou que, em 1732, o local ficou conhecido como Sítio das Romarias, tamanho o número de pessoas que visitavam a imagem e atribuíam inúmeros milagres de Deus pela intercessão da Virgem Maria. “Posso afirmar que Nossa Senhora Aparecida nunca ficou um dia sem receber os seus filhos romeiros, pois as romarias sempre vieram”, reforçou.
“A cada ano, a devoção foi crescendo. Em 1904, Nossa Senhora Aparecida foi coroada Rainha do Brasil, devido ao número de devotos que já possuía de norte a sul, de leste a oeste do País. Em 1908, a igreja recebeu o título de Basílica Menor, a primeira do Brasil; e, em 1930, Nossa Senhora Aparecida recebeu o título de Padroeira do Brasil”, concluiu Tereza.
Anualmente, o Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida recebe, em média, 12 milhões de peregrinos. De ônibus, de carro, a pé, a cavalo, motocicleta ou bicicleta, homens e mulheres, de diferentes idades, vão ao maior santuário mariano do mundo, atraídos por uma experiência de fé nascida em torno daquela pequena imagem da Virgem Maria de apenas 40cm de altura.

CAMINHANDO COM FÉ

Quem trafega pela Via Dutra, uma das mais movimentadas rodovias do País, não raro se depara com romeiros a caminho do Santuário Nacional, em especial nos dias próximos à festa da Padroeira do Brasil.
Na última semana, um desses grupos em romaria era da cidade de Santo André, na Região Metropolitana de São Paulo. Entre os dias 7 e 11, cerca de 360 pessoas peregrinaram da Paróquia São Judas Tadeu, do bairro Campestre, até Aparecida, caminhando entre 35km e 40km por dia. 
Entre esses romeiros estava Angela Ferreira, que, pelo segundo ano, foi a pé de Santo André a Aparecida. “É sempre a realização de um sonho e uma gratidão por tantas graças e bênçãos que já tive em minha vida pela intercessão de Nossa Senhora Aparecida”, contou à reportagem, citando três destas graças alcançadas: os 30 anos de casada, a vida do esposo após sofrer um infarto há dois anos e a saúde do filho, que escapou de um acidente de carro, há sete anos, quando por pouco não perdeu completamente a visão. “Quando eu soube do acidente, coloquei meu filho nas mãos de Nossa Senhora, pedi que ela o abençoasse, o cobrisse com seu manto e o protegesse de todo o mal.”
Além de testemunhar outras histórias de gratidão à Mãe Aparecida, Angela contou que a peregrinação a Aparecida reavivou em si a esperança na humanidade, por causa da solidariedade que os romeiros recebem até a chegada aos pés da imagem da Padroeira. “Eu passei a crer mais no ser humano, porque vejo ao longo da romaria quantas pessoas boas ainda existem no mundo, pessoas que saem das suas casas e vêm para a rodovia ajudar a gente”, disse, relatando que os romeiros receberam doações de água, frutas e refeições prontas, além de espaços para descansar e cuidados clínicos de voluntários ao longo da estrada. 

MÃE DE TODOS

Em Aparecida, o coração maternal de Maria também abriga romeiros famosos. A mesma Via Dutra por onde passaram os peregrinos de Santo André na última semana, há 20 anos foi o caminho da peregrinação a pé do humorista Renato Aragão, que na ocasião comemorou os 50 anos de seu personagem mais famoso, Didi Mocó. “Nossa Senhora Aparecida, minha Mãe, me fez levitar na estrada e chegar até aqui”, disse em uma das missas de outubro de 1999, quando concluiu a peregrinação de 170km com uma réplica da imagem de Padroeira do Brasil que carregou em uma mochila nas costas. 
Muitos outros famosos já estiveram aos pés da imagem original de Nossa Senhora Aparecida: o jogador Ronaldo Nazário agradeceu a recuperação de uma bem-sucedida cirurgia no joelho às vésperas da Copa de 2002. Também o ator Murilo Rosa, que interpretou um personagem no filme “Aparecida: O Milagre”, já disse em entrevistas ter se emocionado ao gravar cenas do filme no Santuário Nacional; e o sambista Neguinho da Beija-Flor também contou sobre sua devoção à Mãe Aparecida, após o filho ser atingido por uma bala perdida. “Ele ficou muito tempo internado e eu, que não tinha devoção, procurei Nossa Senhora Aparecida pela cura dele e ela me atendeu. Desde então, ela ganhou toda a minha devoção”, relatou, recordando ainda ter voltado ao templo mariano para agradecer a cura de um câncer no intestino. 
Na Sala das Promessas do Santuário Nacional, fotografias, brinquedos, miniaturas de automóveis e de aviões, roupas, de anônimos e famosos, além de peças de cera alusivas a partes do corpo que foram curadas pela intercessão de Nossa Senhora Aparecida também são o sinal da devoção dos brasileiros à Mãe Aparecida.  

UMA PRECE EM FORMA DE ARTE

Sentado no chão de sua casa, apoiando-se em uma mesa pequena, Renato Teixeira compôs, em 1977, a música “Romaria”. As estrofes - a princípio registradas apenas na memória do compositor – tornaram-se o hino da devoção dos brasileiros a Nossa Senhora Aparecida.
O nome traduz seu sentido original de não ser, apenas, um louvor, mas um retrato e descrição dos fiéis que admiram e que caminham até o Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida para renovar sua fé.
“Romaria” é a melodia ecoada por milhares de peregrinos há mais de quatro décadas e se tornou a 23ª composição mais regravada da história da música popular brasileira, fato que evidencia sua popularidade e caráter devocional.
O sucesso, entretanto, só se concretizou após três anos de sua criação, com a interpretação da cantora Elis Regina. Antes, outros artistas rejeitaram a canção.

INSPIRAÇÃO

De família católica, Renato Teixeira nasceu em Ubatuba (SP) e costumava frequentar a cidade de Aparecida, na Basílica Menor. 
Aos 14 anos, mudou-se para a cidade de Taubaté, também no Vale do Paraíba. A proximidade entre os municípios fez com que o músico fosse, por muitas vezes, testemunha da manifestação da fé e devoção a Nossa Senhora Aparecida, por meio das inúmeras romarias que viu a caminho do Santuário Nacional. 
“Duas coisas me impressionavam muito na adolescência: as velas penduradas nas portas das lojas e que formavam lindos desenhos e, principalmente, a expressão da crença dos peregrinos que iam até lá para cumprir promessas - ver homens carregando a cruz e olhar a fé no rosto das pessoas era o que me impressionava mais. O personagem da música é realmente o romeiro, principalmente o simples e humilde”, salientou o músico, em entrevista à reportagem.

OLHAR PARA O SIMPLES

Como fio condutor para contar essa história, ele observou a vida da pessoa simples do campo, expressando em algumas frases essas particularidades, ao citar, por exemplo a algibeira (bolsa lateral fechada com nó forte e colocada normalmente em animais) e o fruto jiló, para rememorar os momentos amargos e difíceis do cotidiano, que são também o principal motivo para as orações e preces feitas à Virgem Maria.
Os versos que narram a chegada de romeiros ao maior templo mariano do mundo enaltecem, com simplicidade, que a fé pode ser revelada pelos olhos de quem verdadeiramente crê, como em sua última estrofe, quando, por três vezes, é repetido a frase “meu olhar”.
“Esse é o grande momento da música, quando o romeiro chega e não é preciso saber rezar para estar perto de Nossa Senhora Aparecida. Quando você se aproxima, ela faz você se reencontrar consigo mesmo, esse é o seu grande milagre”, continuou. 

GRATIDÃO

Renato contou à reportagem que o Santuário é um de seus lugares favoritos e que sempre leva consigo uma imagem da Padroeira. Ele afirmou, ainda, que a música por si só é uma oração e que “Romaria” é uma manifestação do respeito a um dos símbolos mais importantes para os brasileiros. 
Segundo o compositor, foi a partir dessa tradição e devoção que o Brasil passou a se reconhecer como uma nação.

NOSSA SENHORA APARECIDA NAS ARTES

MÚSICAS
“Romaria” (Renato Teixeira)
“A Padroeira” (Joana)
“Nossa Senhora do Brasil” (Padre Marcelo Rossi e Bruno e Marrone)
“Viva a Mãe de Deus e Nossa” (Joana)
“À Senhora Aparecida” 
(Padre Zezinho)
“Nossa Senhora” (Roberto Carlos)

CINEMA
“O Milagre das Águas” (1987)
“A Travessia da Serra 
que Chora” (2008)
“Aparecida: O Milagre” (2010)

NOVELA
“A Padroeira” (2001)

TEATRO 
“Aparecida – O musical” (2019)

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O SÃO PAULO recorda os 300 anos do encontro da imagem de Aparecida

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10 de outubro de 2019

Nesta quinta-feira, 10, a série “#TBT O SÃO PAULO” recorda mais uma edição histórica do semanário da Arquidiocese de São Paulo. A edição 3170, publicada em 11 de Outubro de 2017, destacou os 300 anos do encontro da imagem de Nossa Senhora Aparecida por pescadores no Rio Paraíba do Sul. Confira um trecho da reportagem de capa intitulada de “Aparecida: Sinal do Amor da Mãe Deus pelo Brasil”:

“Todos os anos, o Santuário Nacional de Aparecida, no interior paulista, recebe em média 12 milhões de peregrinos. De ônibus, de carro, a pé, a cavalo, de motocicleta ou bicicleta, homens e mulheres, de diferentes idades, vão à imensa Basílica atraídos por uma experiência de fé nascida em torno de uma pequena imagem da Virgem Maria de apenas 40 centímetros de altura, encontrada por pescadores nas águas do rio Paraíba do Sul, em 1717.”

A edição também mostrou a origem da devoção à Senhora Aparecida e como a Santa se tornou Rainha e Padroeira do Brasil. O restauro da imagem, que sofreu um atentado na em 16 de maio de 1978, quando um jovem a atirou no chão,  visivelmente transtornado, deixando-a despedaçada em mais de 200 partes também é recordado.

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Missa do penúltimo dia da Assembleia dos Bispos foi em ação de Graças pelo Regional Sul 4 da CNBB

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09 de mai de 2019

O altar central do Santuário Nacional de Aparecida (SP), recebeu nesta quinta-feira (09), os bispos do Regional Sul 4 (Santa Catarina) da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), para a penúltima celebração eucarística da 57ª Assembleia Geral dos Bispos.

A Santa Missa foi presidida pelo bispo de Tubarão (SC) e presidente do Regional Sul 4, dom João Francisco Salm, que iniciou sua homilia refletindo sobre o regional, que compreende todo o estado Santa Catarina e a província eclesiástica de Florianópolis.

Composto por uma Arquidiocese e dez dioceses, segundo o bispo, o regional que completará 50 anos em janeiro de 2020 já doou muitos filhos e filhas para a vida sacerdotal, religiosa consagrada e missionária, entre eles os santos que por lá viveram como Santa Paulina, a bem-aventurada Albertina, padre Aloísio e frei Bruno.

A região de cerca de 7 milhões de habitantes, que vai do Atlântico a fronteira da Argentina, possui belas cidades praianas rios e lagos, serras, planalto e campos com quatro estações bem definidas: “altas temperaturas e frio rigoroso com geada e neve”, descreveu o bispo.

Dom Francisco lembrou ainda dos desafios que a região enfrenta por causa dos efeitos das alterações climáticas, dos projetos de mineração de carvão, fosfato e xisto.

O chamado a Santidade feito pelo Senhor e tão recordado pelo papa Francisco também esteve presenta na homilia do bispo de Tubarão (SC) que refletiu ainda sobre o amor de Deus, a partilha do pão e da conivência fraterna.

“Todos sentam em torno do pão. O pão nos une, nos torna amigos e nos faz mais irmãos. Dá-nos a oportunidade de conversar, de sorrir, de falar e de ouvir. Maravilhas que nos alimentam tanto. O pão reúne e ensina a conviver. A falta de pão distancia, dispersa, cria rupturas e conflitos”, ressaltou.

Ao finalizar a homilia, Dom Francisco salientou ainda que por meio do amor do Pai, como filhos de Deus pela Eucaristia “somos levados viver aqui na terra os valores do reino de Deus. O grande valor é o da boa convivência, o amor recíproco que Jesus nos quis fazer entender e mandou que praticássemos quando lavou os pés dos discípulos, ícone da Eucaristia e do mandamento novo do amor”.

E completou: “ Eis então, o milagre da Eucaristia. Comer a carne e beber o sangue eucarístico nos faz solidários. Nos compromete, nos faz viver, nos predispõe amar, a dar a vida. Tornamo-nos novas criaturas capazes de pelo testemunho e pelo anúncio forjar uma nova sociedade”, finalizou Dom Francisco pedindo a intercessão de Santa Paulina, da bem-aventurada Albertina e da Virgem Maria.

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Cardeal Scherer: ‘A Assembleia é uma grande manifestação de comunhão e fraternidade para o bem da Igreja'

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07 de mai de 2019

O Cardeal Odilo Pedro Scherer, Arcebispo Metropolitano de São Paulo, falou nesta terça-feira, 7, sobre os trabalhos realizados no sexto dia da 57ª Assembleia Geral da Conferência Nacional do Bispos do Brasil (CNBB), em Aparecida (SP), aos ouvintes da rádio 9 de Julho, durante o programa “Encontro com o Pastor”, que vai ao ar de segunda-feira a sábado, às 12h.

COMUNHÃO E FRATERNIDADE

Dom Odilo recordou as eleições que elegeram o Arcebispo de Belo Horizonte (MG), Dom Walmor Oliveira de Azevedo, Presidente e os dois Vice-Presidentes: Dom Jaime Spengler, Arcebispo de Porto Alegre (RS) e Dom Mário Antonio Silva, Bispo de Roraima; além do Secretário-Geral, Dom Joel Portella Amado, Bispo Auxiliar do Rio de Janeiro. Até a próxima sexta-feira, também serão eleitos os 12 presidentes das Comissões Episcopais.

“Vamos continuar acompanhando os trabalhos com nossas orações para que o Espírito Santo ilumine. Existe a ansiedade para ver quem será escolhido, mas também existe uma grande tranquilidade. Os bispos manifestam a sua opinião, mas todos aceitam o que é definido, pois a Assembleia é uma grande manifestação de comunhão e fraternidade para o bem da Igreja”, disse Dom Odilo

TRADUÇÃO DO MISSAL

O Cardeal Scherer destacou as votações que estão sendo realizadas durante a Assembleia Geral, como a aprovação da tradução do Missal Romano, que foi realizada no últimos dez anos, e agora necessita da aprovação dos bispos, que estão fazendo isso por etapas, no decorrer de cada Assembleia Geral.  

“A CNBB está cumprindo seu dever. Existe uma comissão de peritos que está fazendo esse trabalho para que os bispos aprovem. Não é um trabalho superficial. Os bispos são em suas dioceses mestres da Liturgia e juntos com a Conferência Episcopal também são responsáveis pela Liturgia no Brasil. Ninguém está mudando o Missal Romano indevidamente, estão apenas revendo a tradução para ver se está de acordo com a latina”, lembrou o Cardeal.

SÍNODO PARA A PAN-AMAZÔNIA

Dom Odilo também recordou o Sínodo para a Pan-Amazônia, que acontecerá no Vaticano, entre os dias 6 a 27 de outubro, com o tema “Amazônia: novos caminho para a Igreja e por uma ecologia integral”, tendo como relator geral, nomeado pelo Papa Francisco, o Cardeal Cláudio Hummes, Presidente da Rede Eclesial Pan-Amazônica (Repam) e Arcebispo Emérito de São Paulo.

Os bispos da região Pan-Amazônica vão refletir sobre a condição de vida na região, a preservação do meio ambiente para as futuras gerações e como está a missão da Igreja na Amazônia. “Embora muito presente, há uma grande carência de iniciativas da Igreja na Amazônia, então essas questões serão tratadas no Sínodo”, concluiu Dom Odilo.

TODOS OS DETALHES DA ASSEMBLEIA

Diariamente, acompanhe os detalhes sobre a 57ª Assembleia Geral da CNBB no site do jornal O SÃO PAULO e nos noticiários da rádio 9 de Julho.

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‘Com Maria, rezemos pelo sínodo arquidiocesano’

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10 de mai de 2019

No primeiro domingo do mês dedicado a Maria, uma tradição renovada há 118 anos testemunha um verdadeiro encontro com Deus por intermédio de Nossa Senhora: a Romaria da Arquidiocese de São Paulo ao Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida.

Aproximadamente 240 ônibus, além das vans e carros particulares, levaram mais de 12 mil peregrinos das diversas paróquias de São Paulo para viver, em comunhão com fiéis de todo o Brasil, esse momento de fé e devoção junto a Mãe Aparecida. A celebração, que teve início às 10h do dia 5, foi presidida pelo Arcebispo Metropolitano de São Paulo, Cardeal Odilo Pedro Scherer, e concelebrada pelos sete bispos auxiliares e inúmeros padres.

 

ROMEIROS DE NOSSA SENHORA

A Romaria tem um sentido muito especial para os devotos. É o momento de visitar a “Casa da Mãe” para rezar, agradecer alguma graça alcançada ou fazer um pedido especial. Maria Regina da Conceição, 63, da Paróquia Nossa Senhora dos Remédios, na Região Brasilândia, confia seus pedidos a Nossa Senhora e considera a ida ao Santuário Nacional um presente antecipado pelo Dia das Mães.

Um sentimento similar de gratidão é compartilhado por Ivone Mucci, 59, da Paróquia Santa Luzia, da Região Santana, uma, entre tantas fiéis, que aproveita o momento da bênção dos objetos para pedir proteção a Nossa Senhora Aparecida, levando Terços, documentos, chaves, fotografias, entre outros objetos.

Para Olivia de Souza, que acompanhou o grupo de 42 pessoas saído da Pastoral do Menor da Região Brasilândia, peregrinar a Aparecida é sempre uma ocasião oportuna para a evangelização, sobretudo dos atendidos pela Pastoral. E estes, em muitos casos, no ambiente familiar, não encontram os valores da fé e da acolhida materna, podendo recorrer ao coração da Mãe, Padroeira e Rainha do Brasil.

 

MARIA: INSPIRAÇÃO PARA EVANGELIZAÇÃO

Além das representações das seis regiões episcopais e de movimentos, associações e pastorais vinculados à Arquidiocese de São Paulo, o Vicariato Episcopal para a Pastoral do Povo da Rua participou dessa Romaria ainda mais motivado pelo início do sínodo no âmbito do Vicariato – um dos focos do sínodo em 2019 são os vicariatos ambientais, entre eles o do Povo da Rua. “É um momento que eles esperam muito. Eles se sentem parte integrante da cidade, da Igreja, e a devoção a Nossa Senhora é muito grande. Eles falam: ‘Eu não tenho mãe e a única mãe que eu tenho é Nossa Senhora’”, conta Frei Agostinho Teotokos, da Comunidade Voz dos Pobres.

Entre as comunidades com representação na Romaria deste ano, esteve a do Santuário Arquidiocesano de Nossa Senhora Aparecida, no bairro do Ipiranga. O Reitor do Santuário, Padre Zacarias José de Carvalho Paiva, considera a Romaria um grande sinal de fé que recorda o caráter missionário da Igreja. “Nossa Senhora é aquela que no Congresso Eucarístico de 1942 visitou toda a Arquidiocese de São Paulo, deu todo esse impulso eucarístico em todo o Brasil, especialmente em São Paulo, sinal da efervescência católica na década de 40 e que precisava de fato acontecer. Hoje, o sínodo é essa grande motivação. A vinda do Santuário, junto com a Arquidiocese, quer ser um grande sinal eucarístico para a Igreja em São Paulo.”

Segundo Padre Zacarias, o caminho sinodal é um momento favorável para que o Santuário Arquidiocesano se torne cada vez mais referência de devoção mariana e peregrinação na Capital Paulista. “O tempo do sínodo para nós no Santuário vai ser um tempo de refazer nossas práticas pastorais, caminhar junto com a Arquidiocese de São Paulo, buscar um maior impulso missionário dentro da nossa cidade, levando, sobretudo, a devoção a Nossa Senhora Aparecida”, destaca.

 

'ENCHER SÃO PAULO COM O TESTEMUNHO DE JESUS'

No início da homilia, Dom Odilo falou brevemente sobre os laços históricos que unem as Arquidioceses de Aparecida e de São Paulo, e fez votos para que esses laços se aprofundem cada vez mais. Neste ano, a Romaria da Arquidiocese de São Paulo teve como principal motivação a oração pelo sínodo arquidiocesano – “caminho de comunhão, conversão e renovação missionária” –, que, em 2019, segue em sua segunda etapa.

A exemplo dos apóstolos que, ao anunciar a Palavra, sofreram perseguições e até mesmo o martírio (At 5,27-32.40-41), mas encheram a cidade de Jerusalém com a pregação da Palavra, o Cardeal exortou os fiéis a encher São Paulo com essa pregação, como testemunhas de Jesus. “Esta é a nossa missão: encher São Paulo com o testemunho de Jesus, com o Evangelho, com o anúncio do Reino de Deus”, ressaltou Dom Odilo, ao recordar que este é um dos propósitos do sínodo arquidiocesano.

Ao refletir sobre o relato da última manifestação do Ressuscitado aos seus discípulos, com ênfase para a “pesca milagrosa” e o diálogo de Jesus com Pedro (cf. Jo 21,1-19), o Cardeal disse que todos são chamados a olhar a realidade da Arquidiocese como os discípulos, para que o trabalho pastoral dê fruto. “O trabalho da Igreja não é uma movimentação simplesmente por nossa conta, mas se for por Ele, pelo Espírito Santo, nosso trabalho evangelizador tem frutos. Por isso, nosso sínodo vai confiado à ação do Espírito Santo, para renovar nossa missão, a vida eclesial e o testemunho de Jesus na cidade.” 

 

ASSEMBLEIA DA CNBB

Também na homilia, Dom Odilo recordou que a Romaria Arquidiocesana aconteceu no contexto da 57ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), que teve como trabalho principal atualizar as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil. Lembrou, ainda, que, em muitos aspectos, o Documento, com foco na evangelização das cidades, dialoga com o caminho sinodal, pelo qual passa a Arquidiocese. Outro aspecto ressaltado do novo Documento é a valorização das comunidades, em suas muitas expressões, e da Igreja doméstica – as famílias – “como lugar que Deus habita e quer habitar”.

Ainda o Cardeal afirmou que o testemunho de milhares de romeiros da Arquidiocese reafirma a “convicção de que nossa Igreja está reunida em torno de Jesus, mas também em torno de Maria, a Mãe de Jesus, nossa Mãe e Mãe da Igreja”, finalizou.


 

VOCÊ SABIA?

O hino “Viva a Mãe de Deus e Nossa” também está diretamente ligado à peregrinação paulistana. A música foi composta em 1905 para a Romaria Arquidiocesana. A canção se popularizou e, desde 1951, passou a ser utilizada pelo Santuário Nacional nas celebrações marianas.

 

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Bispos eméritos realizam momento de partilha em Aparecida

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04 de mai de 2019

A Comissão Episcopal para os Bispos Eméritos da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) teve um momento de partilha na manhã da sexta-feira, 3, durante a 57ª Assembleia Geral da CNBB, que ocorre até o dia 10, em Aparecida (SP).

Atualmente, a Igreja no Brasil conta com 171 bispos eméritos, dos quais 43 participam da assembleia deste ano, correspondendo, assim, a 35% de todo o episcopado brasileiro.

De acordo com o Código de Direito Canônico (CDC), recebe o nome de “emérito” aquele bispo que “perder o ofício por limite de idade ou por renúncia aceite”. A Igreja estabelece a idade de 75 anos para a apresentação do pedido de renúncia ao papa.

Eméritos têm comissão episcopal

Atendendo ao que é estabelecido no CDC, de que a conferência episcopal “deve procurar que se proveja à conveniente e digna sustentação do Bispo que renuncia, tendo em consideração a obrigação primária a que está sujeita a própria diocese que serviu”, é que está estruturada a Comissão Episcopal para os Bispos Eméritos da CNBB, um grupo que tem um caráter especial, diferente das Comissões Episcopais Pastorais da entidade.

Assim, os bispos eméritos, mesmo afastados de suas funções de governo nas dioceses, continuam a participar de atividades pastorais e colaborando com a missão evangelizadora da Igreja.

Para o presidente da Comissão, Dom Luiz Soares Vieira, Arcebispo Emérito de Manaus (AM) e ex-vice-presidente da CNBB, este contexto sugere maior atenção no acompanhamento de como os bispos estão vivendo, tanto com apoio econômico, quanto espiritual.

Desde 2016 a Comissão tem fortalecido o acompanhamento dos bispos, realizado encontros e implantado ferramentas de comunicação entre os pastores que já deixaram o governo diocesano. O boletim Marcas do Caminho é um instrumento de comunicação e divulgação de testemunhos que é oferecido aos bispos eméritos.

Experiência em favor da Igreja

Na coletiva de imprensa da sexta-feira, Dom Geraldo Lyrio, Arcebispo Emérito de Mariana (MG), destacou como tem sido a atuação dos eméritos.

“Não estando à frente de uma Igreja Particular, não convém que um bispo emérito intervenha nas decisões que outros vão cumprir. Essa é a primeira assembleia que participo como emérito. Me sinto muito bem aqui. Terminou minha função como bispo de Mariana, mas continua minha missão como bispo. Não tenho direito ao voto, mas tenho direito à palavra. A palavra dos bispos eméritos é importante no processo da AG. É bonito ver a unidade da Igreja. Há um pluralismo saudável. Triste seria um pensamento único que caracteriza as ditaduras. Na diversidade construímos comunhão”, refletiu.

Jesus acalma a tempestade

Quando questionado sobre os constantes ataques que a Igreja vem sofrendo, Dom Geraldo Lyrio usou de sua experiência e espiritualidade, utilizando a passagem de São Mateus (8,23-27), quando Jesus acalma a tempestade.

“Primeiro, não há tempestade que dure para sempre. Tempestade passa. Depois, o que nos conduz é uma atitude de fé. Jesus, nesta passagem, disse uma palavra que foi uma chamada; por que ficaram com medo, homens de fé tão curta? Não sabiam que eu estava aqui?’. Se Ele está aqui, não tem perigo, o barco não afunda. A Igreja vive essa situação na sua história. Os ventos são contrários, fortes, as ondas são gigantes, muita água entra no barco, mas não precisa ter medo, porque nesse barquinho frágil da Igreja, Jesus está presente”, finalizou.

TODOS OS DETALHES DA ASSEMBLEIA

Diariamente, acompanhe os detalhes sobre a 57ª Assembleia Geral da CNBB no site do jornal O SÃO PAULO e nos noticiários da rádio 9 de Julho.

(Com informações da CNBB)

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Cardeal Sergio da Rocha apresenta relatório sobre quadriênio da atual presidência

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02 de mai de 2019

O Cardeal Sergio da Rocha, Presidente da CNBB e Arcebispo de Brasília, em uma das primeiras atividades da 57ª Assembleia Geral da entidade, na quarta-feira, 1º de maio, em Aparecida (SP), apresentou um amplo relatório do trabalho realizado sob a atual presidência.

Incialmente, ele fez uma ressalva: “Não é possível fazer um relatório completo de todas as atividades realizadas no Quadriênio pela CNBB, através de sua Presidência. Por isso, destacamos as principais atividades da Presidência da CNBB, neste quadriênio, retomando diversos aspectos apresentados em relatórios precedentes, em quatro pontos: missão da CNBB; relacional eclesial; relacionamento com a Sociedade Civil; estruturas da CNBB”.

Missão da CNBB

O Presidente ressaltou: “Ao longo do quadriênio, procuramos valorizar e respeitar, ao máximo, as instâncias de comunhão e participação da CNBB, especialmente a Assembleia Geral, o Conselho Permanente e o CONSEP, através da partilha, da reflexão conjunta e das decisões tomadas. Os pronunciamentos, notas, declarações e mensagens são expressão da nossa participação e responsabilidade junto à sociedade, na fidelidade à missão profética da Igreja. Buscamos cooperar e animar os Regionais. Nesse sentido destacam-se os encontros reunindo bispos da Amazônia e o encontro dos bispos do Nordeste”.

“Procuramos dar atenção aos Regionais”, disse o Cardeal. E acrescentou que deu essa atenção “visando promover a colegialidade episcopal e responder ao apelo do Papa Francisco, no encontro com os Bispos do Brasil durante a JMJ – Rio, para descentralizar as ações da Conferência, a fim de dar maior atenção às diferentes realidades regionais. Nas reuniões do Conselho Permanente tem sido dado maior espaço para as comunicações dos Regionais. Nesta perspectiva de descentralização e valorização das diferentes realidades da Igreja no Brasil, além do Encontro dos Bispos da Amazônia, que contou com o apoio da Comissão Especial para a Amazônia e a REPAM, aconteceu o encontro dos bispos dos cinco Regionais do Nordeste em Fortaleza. A Conferência foi acrescida do Regional Norte 3  aprovado em Assembleia Geral”.

Os anos temáticos desse quadriênio que se encerra nessa 57ª Assembleia Geral também foram destacados pelo presidente: “Os anos temáticos no Brasil mereceram especial atenção da Presidência. Além de nomear uma Comissão para cada ano temático foram apresentadas publicações que ajudaram na dinamização dos mesmos. Celebramos o Ano Santo da Misericórdia, o Ano Mariano, com os 300 anos de Aparecida, e o Ano Nacional do Laicato, além do Jubileu do Concílio Vaticano II. Colaboramos na preparação e acolhida do Sínodo de 2015 sobre “A vocação e a missão da família na Igreja e no mundo contemporâneo”, do Sínodo de 2018 com o tema “Os jovens, a fé e o discernimento vocacional” e na preparação da Assembleia Especial do Sínodo dos Bispos para a Pan-Amazônia “Amazônia: novos caminhos para a Igreja e para uma ecologia integral”, a ser realizado em outubro próximo”.

Relações eclesiais

Primeiro, Dom Sergio lembrou a relação com a Santa Sé e o Santo Padre: “A comunhão com o Santo Padre foi cultivada pela pronta acolhida e divulgação dos seus escritos e pronunciamentos, de modo especial, a encíclica Laudato Si, a Misericordiae vultus, o motu próprio Mitis iudex Dominus Jesus, a Exortação Apostólica Pós-Sinodal Amoris Laetitia, a Exortação Apostólica Gaudete et Exsultate e a Exortação Apostólica Pós-Sinodal Christus Vivit. Além disso, o Ano Santo da Misericórdia e as Jornadas Mundiais da Juventude receberam especial atenção através do Conselho Permanente e do Consep”.

O Presidente da CNBB lembrou que teve oportunidade de participar das Jornadas Mundiais da Juventude de Cracóvia e do Panamá. Em seguida, dom Sergio falou do relacionamento com a Nunciatura Apostólica: “O relacionamento com a Nunciatura Apostólica tem sido respeitoso e fraterno. De especial importância, tem sido a presença do Sr. Núncio Apostólico, D. Giovanni D’Aniello, nas Assembleias Gerais e nas reuniões do Conselho Permanente, presidindo a Eucaristia, dirigindo a palavra em plenário e dispondo-se ao atendimento dos bispos presentes”.

Em terceiro lugar, o presidente tratou da relação da CNBB com o Conselho Episcopal Latino-americano (Celam): “Participamos das suas assembleias, em Santo Domingo e El Salvador, assim como de diversos encontros. Participamos também do CELAM através dos irmãos D. José Belisário da Silva, delegado da CNBB, eleito 2º Vice-Presidente; de Dom Anuar Batistti, eleito presidente do Departamento de Vocações e Ministérios; de Dom Darci Nicioli membro do Departamento de Comunicação; de Dom João Justino de Medeiros Silva, membro do Departamento de Cultura e Educação; e de Dom Walder Passini Dalbelo, membro do Departamento de Espiritualidade e Missão”.

Dom Sergio ainda lembrou que a Conferência contou com a visita do Secretário-Geral do CELAM, Mons. Juan Espinoza Jimenez, Bispo Auxiliar de Morelia, México, em duas Assembleias Gerais da nossa Conferência. O Cardeal ainda lembrou a participação dele nos encontros das Conferências Episcopais Lusófonas: no Brasil, em Aparecida, em 2016 e em Cabo Verde, África, no ano de 2018.

Antes de encerrar as atividades das relações eclesiais, Dom Sergio registrou que, no âmbito missionário, a colaboração entre a CRB e a CNBB possibilitou a continuidade do convênio missionário com a Arquidiocese de Porto Príncipe, Haiti. Ele disse que continua a colaboração com os Seminários Maiores de Guiné Bissau e Timor Leste, através do envio de professores. Contou que a PUC do Paraná iniciou um curso de Pós-Graduação no Timor Leste para formação de mestres e doutores. Foi solicitada assessoria para viabilizar a criação de uma Universidade Católica no Timor Leste.

Ainda segundo o Cardeal, “a PUC do Rio de Janeiro assumirá a presença de formadores em Guiné Bissau. É importante ressaltar a colaboração de alguns Regionais com Dioceses de outros países da África, como expressão missionária da Igreja no Brasil. Foram recebidos em visita, com longo diálogo, na sede da CNBB, o Custódio da Terra Santa, Frei Francesco Patton, OFM, os Diretores da Adveniat e da Misereor.  Recordamos a celebração dos 40 anos das Pontifícias Obras Missionárias e a colaboração sempre mais próxima das POM com a CNBB”.

Relacionamento com a sociedade civil

Dom Sergio disse: “Estes quatro anos foram difíceis e muito exigentes para a Presidência da CNBB, considerando a complexidade da realidade política, econômica e social, do país, com momentos de grave crise e com frequentes pressões, de esquerda ou direita, por pronunciamentos e tomada de decisões de caráter partidário”. 

E constatou: “Graças a Deus e aos esforços do episcopado, atravessamos este período difícil cumprindo a missão da CNBB: preservando a unidade no episcopado e a comunhão na Igreja; tomando atitudes proféticas, com a necessária coragem e, ao mesmo tempo, com prudência e serenidade; preservando a autoridade moral da Conferência Episcopal e buscando exercer o diálogo amplo”.

O Presidente da CNBB destacou os pronunciamentos oficiais da Conferência durante o quadriênio lembrando que “no cumprimento de sua missão profética, a CNBB, emitiu 32 Notas, 15 Mensagens e duas cartas”.

Dom Sergio disse aos bispos reunidos em plenário que “a CNBB dispôs-se a dialogar com os governos e outras instâncias dos Poderes públicos, buscando cumprir a missão própria e respeitar a autonomia dos distintos campos, seguindo a Doutrina Social da Igreja. Insistimos sempre na necessidade de diálogo amplo, contemplando as várias instâncias da vida social; na defesa dos direitos dos mais pobres e fragilizados; e na afirmação dos valores e princípios cristãos”

“A Presidência da CNBB trata com as autoridades públicas as questões que interessam ao bem comum e à missão salvífica da Igreja”, como preconiza o Estatuto (art. 5º). Por isso, tem cultivado bom relacionamento com os três poderes da República e com as organizações da sociedade civil. A CNBB tem contribuído para o debate e a resolução de questões nacionais estabelecendo diálogo com as autoridades competentes, enviando cartas e participando de audiências públicas. Dentre essas iniciativas, merecem destaque: a constitucionalidade do Ensino Religioso confessional, junto ao STF; a Base Nacional Comum Curricular, especialmente o Ensino Religioso, junto ao Ministério da Educação e ao Conselho Federal de Educação; o acompanhamento dos processos no STF, com visita aos Ministros, sobre aborto (como ‘amicus curiae’), terras indígenas e comunidades quilombolas”.

Estruturas da CNBB

Sobre a reforma da sede nacional, em Brasília, o presidente disse: “A reforma iniciada no mês de outubro de 2017 foi concluída”, disse. “A Presidência agradece o apoio e acompanhamento do Conselho Permanente, do Conselho Econômico, da Comissão para a Reforma da sede”. Ele também agradeceu a várias entidades que ajudaram.

Agradecimentos finais

“Expressamos a imensa gratidão da Presidência da CNBB aos membros do Conselho Permanente, do CONSEP e do Conselho Econômico. Agradecemos muito aos colaboradores e colaboradoras da CNBB, aos assessores e assessoras, pela dedicação ao longo deste quadriênio. Ao mesmo tempo, manifestamos o nosso agradecimento aos Bispos, às Dioceses e às Congregações que os cederem para o bem da Conferência e da Igreja no Brasil. Agradecemos profundamente às Irmãs Filhas do Amor Divino, que deixaram a sede da CNBB, após um longo período de generoso serviço, e acolhemos fraternalmente as Irmãs Apóstolas do Sagrado Coração, agradecendo-as por aceitarem colaborar com a CNBB, na sua sede, a convite da Presidência”.

O Presidente da CNBB também manifestou “uma palavra de gratidão especial ao Padre Antônio Silva da Paixão pelos oito anos como Subsecretário-Geral, ajudando na difícil tarefa da reestruturação da sede da CNBB, coordenando a transferência para a sede provisória e o retorno à sede e encaminhando com o Secretário Geral das questões internas da sede. Em nome da CNBB, expresso a profunda gratidão de todos nós ao Secretário Geral da CNBB, Dom Leonardo, pela dedicação generosa e incansável, ao longo destes anos de valioso serviço à Conferência Episcopal e à Igreja no Brasil. Com sentimentos de ação de graças a Deus e de gratidão a todos os que têm contribuído para que a CNBB realize fielmente a sua missão, suplicamos as bênçãos de Deus para todos”, concluiu.

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Terço dos Homens leva 80 mil pessoas ao Santuário Nacional de Aparecida

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21 de fevereiro de 2019

A XI Romaria do Terço dos Homens ao Santuário Nacional de Aparecida (SP) aconteceu nos dias 15 e 16 e reuniu 80 mil homens de todo o Brasil.

A Romaria começou com missa presidida por Dom Gil Antônio Moreira, Arcebispo de Juiz de Fora (MG) e Bispo Referencial para o Terço dos Homens. Na homilia, o Bispo destacou o tema do encontro “Terço dos Homens: não basta rezar, é preciso agir” e o lema “Eis-me aqui”.

Dom Gil lembrou que esse movimento tem se organizado, fortalecido e crescido em todas as dioceses, já tendo mais de 1,5 milhão de homens participantes.

“A cada ano, o número de participantes aumenta. Isso revela a sede de Deus que vem crescendo no coração dos homens. A expectativa para este ano era de 50 mil homens, mas foi superada, chegando a 78 mil inscritos no site do Santuário Nacional, vindos de todas as partes do Brasil”, disse, ao O SÃO PAULO, o Padre Wellington Laurindo dos Santos, Pároco da Paróquia Santa Margarida Maria e responsável pela articulação do Terço dos Homens na Região Episcopal Sé.

Padre Wellington recordou, ainda, algumas palavras de Dom Gil: “Quando você reza com fé, você está, com seu exemplo, atraindo outros homens. Mas também é preciso ir atrás daqueles que estão desanimados, que foram por outros caminhos. É preciso chamá-los. Temos que agir. Quem começa a rezar, depois aprende a agir... é que Deus ensina a praticar o amor”.

No sábado, 16, a missa às 7h30 foi presidida por Dom Orlando Brandes, Arcebispo de Aparecida.

 

EM ORAÇÃO POR TODOS

Um dos momentos fortes da Romaria foi a recitação do Terço dentro do Santuário Nacional. “As vozes ecoavam pedindo a intercessão de Nossa Senhora por suas intenções pessoais, de familiares, amigos e de todos os brasileiros. O primeiro mistério foi rezado por um grupo do Terço dos Homens de Brumadinho (MG), com intenção especial por todas as vítimas e seus familiares. Terminamos a XI Romaria do Terço dos Homens com a Consagração a Nossa Senhora Aparecida”, afirmou o Padre Wellington.

Dom Gil anunciou que a experiência do Terço dos Homens está ultrapassando as fronteiras do País. Há grupos em Moçambique, no Haiti e no Panamá.

Muitos grupos da Arquidiocese de São Paulo participaram da Romaria, o que confirma, segundo o Padre Wellington, o crescimento do movimento na Capital Paulista, conforme constatado na pesquisa do sínodo arquidiocesano.

“O Terço dos Homens é uma realidade dentro da Igreja no Brasil que contribui com a evangelização no País. A Romaria é um acontecimento que fortalece o grupo, para que continuemos perseverando em nossa caminhada como cristãos”, afirmou Mario Sérgio, coordenador do grupo da Paróquia Nossa Senhora Aparecida dos Ferroviários, da Região Episcopal Sé, que também levou à Romaria seis acolhidos do Arsenal da Esperança que participam semanalmente dos encontros do Terço dos Homens.

(Com informações do portal A12) (Colaboraram: Padre Wellington Laurindo, Lívia Miranda, Robson Araujo Souza e Marcos Rubens)
 

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