O SÃO PAULO recorda os 300 anos do encontro da imagem de Aparecida

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10 de outubro de 2019

Nesta quinta-feira, 10, a série “#TBT O SÃO PAULO” recorda mais uma edição histórica do semanário da Arquidiocese de São Paulo. A edição 3170, publicada em 11 de Outubro de 2017, destacou os 300 anos do encontro da imagem de Nossa Senhora Aparecida por pescadores no Rio Paraíba do Sul. Confira um trecho da reportagem de capa intitulada de “Aparecida: Sinal do Amor da Mãe Deus pelo Brasil”:

“Todos os anos, o Santuário Nacional de Aparecida, no interior paulista, recebe em média 12 milhões de peregrinos. De ônibus, de carro, a pé, a cavalo, de motocicleta ou bicicleta, homens e mulheres, de diferentes idades, vão à imensa Basílica atraídos por uma experiência de fé nascida em torno de uma pequena imagem da Virgem Maria de apenas 40 centímetros de altura, encontrada por pescadores nas águas do rio Paraíba do Sul, em 1717.”

A edição também mostrou a origem da devoção à Senhora Aparecida e como a Santa se tornou Rainha e Padroeira do Brasil. O restauro da imagem, que sofreu um atentado na em 16 de maio de 1978, quando um jovem a atirou no chão,  visivelmente transtornado, deixando-a despedaçada em mais de 200 partes também é recordado.

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Missa do penúltimo dia da Assembleia dos Bispos foi em ação de Graças pelo Regional Sul 4 da CNBB

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09 de mai de 2019

O altar central do Santuário Nacional de Aparecida (SP), recebeu nesta quinta-feira (09), os bispos do Regional Sul 4 (Santa Catarina) da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), para a penúltima celebração eucarística da 57ª Assembleia Geral dos Bispos.

A Santa Missa foi presidida pelo bispo de Tubarão (SC) e presidente do Regional Sul 4, dom João Francisco Salm, que iniciou sua homilia refletindo sobre o regional, que compreende todo o estado Santa Catarina e a província eclesiástica de Florianópolis.

Composto por uma Arquidiocese e dez dioceses, segundo o bispo, o regional que completará 50 anos em janeiro de 2020 já doou muitos filhos e filhas para a vida sacerdotal, religiosa consagrada e missionária, entre eles os santos que por lá viveram como Santa Paulina, a bem-aventurada Albertina, padre Aloísio e frei Bruno.

A região de cerca de 7 milhões de habitantes, que vai do Atlântico a fronteira da Argentina, possui belas cidades praianas rios e lagos, serras, planalto e campos com quatro estações bem definidas: “altas temperaturas e frio rigoroso com geada e neve”, descreveu o bispo.

Dom Francisco lembrou ainda dos desafios que a região enfrenta por causa dos efeitos das alterações climáticas, dos projetos de mineração de carvão, fosfato e xisto.

O chamado a Santidade feito pelo Senhor e tão recordado pelo papa Francisco também esteve presenta na homilia do bispo de Tubarão (SC) que refletiu ainda sobre o amor de Deus, a partilha do pão e da conivência fraterna.

“Todos sentam em torno do pão. O pão nos une, nos torna amigos e nos faz mais irmãos. Dá-nos a oportunidade de conversar, de sorrir, de falar e de ouvir. Maravilhas que nos alimentam tanto. O pão reúne e ensina a conviver. A falta de pão distancia, dispersa, cria rupturas e conflitos”, ressaltou.

Ao finalizar a homilia, Dom Francisco salientou ainda que por meio do amor do Pai, como filhos de Deus pela Eucaristia “somos levados viver aqui na terra os valores do reino de Deus. O grande valor é o da boa convivência, o amor recíproco que Jesus nos quis fazer entender e mandou que praticássemos quando lavou os pés dos discípulos, ícone da Eucaristia e do mandamento novo do amor”.

E completou: “ Eis então, o milagre da Eucaristia. Comer a carne e beber o sangue eucarístico nos faz solidários. Nos compromete, nos faz viver, nos predispõe amar, a dar a vida. Tornamo-nos novas criaturas capazes de pelo testemunho e pelo anúncio forjar uma nova sociedade”, finalizou Dom Francisco pedindo a intercessão de Santa Paulina, da bem-aventurada Albertina e da Virgem Maria.

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Cardeal Scherer: ‘A Assembleia é uma grande manifestação de comunhão e fraternidade para o bem da Igreja'

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07 de mai de 2019

O Cardeal Odilo Pedro Scherer, Arcebispo Metropolitano de São Paulo, falou nesta terça-feira, 7, sobre os trabalhos realizados no sexto dia da 57ª Assembleia Geral da Conferência Nacional do Bispos do Brasil (CNBB), em Aparecida (SP), aos ouvintes da rádio 9 de Julho, durante o programa “Encontro com o Pastor”, que vai ao ar de segunda-feira a sábado, às 12h.

COMUNHÃO E FRATERNIDADE

Dom Odilo recordou as eleições que elegeram o Arcebispo de Belo Horizonte (MG), Dom Walmor Oliveira de Azevedo, Presidente e os dois Vice-Presidentes: Dom Jaime Spengler, Arcebispo de Porto Alegre (RS) e Dom Mário Antonio Silva, Bispo de Roraima; além do Secretário-Geral, Dom Joel Portella Amado, Bispo Auxiliar do Rio de Janeiro. Até a próxima sexta-feira, também serão eleitos os 12 presidentes das Comissões Episcopais.

“Vamos continuar acompanhando os trabalhos com nossas orações para que o Espírito Santo ilumine. Existe a ansiedade para ver quem será escolhido, mas também existe uma grande tranquilidade. Os bispos manifestam a sua opinião, mas todos aceitam o que é definido, pois a Assembleia é uma grande manifestação de comunhão e fraternidade para o bem da Igreja”, disse Dom Odilo

TRADUÇÃO DO MISSAL

O Cardeal Scherer destacou as votações que estão sendo realizadas durante a Assembleia Geral, como a aprovação da tradução do Missal Romano, que foi realizada no últimos dez anos, e agora necessita da aprovação dos bispos, que estão fazendo isso por etapas, no decorrer de cada Assembleia Geral.  

“A CNBB está cumprindo seu dever. Existe uma comissão de peritos que está fazendo esse trabalho para que os bispos aprovem. Não é um trabalho superficial. Os bispos são em suas dioceses mestres da Liturgia e juntos com a Conferência Episcopal também são responsáveis pela Liturgia no Brasil. Ninguém está mudando o Missal Romano indevidamente, estão apenas revendo a tradução para ver se está de acordo com a latina”, lembrou o Cardeal.

SÍNODO PARA A PAN-AMAZÔNIA

Dom Odilo também recordou o Sínodo para a Pan-Amazônia, que acontecerá no Vaticano, entre os dias 6 a 27 de outubro, com o tema “Amazônia: novos caminho para a Igreja e por uma ecologia integral”, tendo como relator geral, nomeado pelo Papa Francisco, o Cardeal Cláudio Hummes, Presidente da Rede Eclesial Pan-Amazônica (Repam) e Arcebispo Emérito de São Paulo.

Os bispos da região Pan-Amazônica vão refletir sobre a condição de vida na região, a preservação do meio ambiente para as futuras gerações e como está a missão da Igreja na Amazônia. “Embora muito presente, há uma grande carência de iniciativas da Igreja na Amazônia, então essas questões serão tratadas no Sínodo”, concluiu Dom Odilo.

TODOS OS DETALHES DA ASSEMBLEIA

Diariamente, acompanhe os detalhes sobre a 57ª Assembleia Geral da CNBB no site do jornal O SÃO PAULO e nos noticiários da rádio 9 de Julho.

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‘Com Maria, rezemos pelo sínodo arquidiocesano’

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10 de mai de 2019

No primeiro domingo do mês dedicado a Maria, uma tradição renovada há 118 anos testemunha um verdadeiro encontro com Deus por intermédio de Nossa Senhora: a Romaria da Arquidiocese de São Paulo ao Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida.

Aproximadamente 240 ônibus, além das vans e carros particulares, levaram mais de 12 mil peregrinos das diversas paróquias de São Paulo para viver, em comunhão com fiéis de todo o Brasil, esse momento de fé e devoção junto a Mãe Aparecida. A celebração, que teve início às 10h do dia 5, foi presidida pelo Arcebispo Metropolitano de São Paulo, Cardeal Odilo Pedro Scherer, e concelebrada pelos sete bispos auxiliares e inúmeros padres.

 

ROMEIROS DE NOSSA SENHORA

A Romaria tem um sentido muito especial para os devotos. É o momento de visitar a “Casa da Mãe” para rezar, agradecer alguma graça alcançada ou fazer um pedido especial. Maria Regina da Conceição, 63, da Paróquia Nossa Senhora dos Remédios, na Região Brasilândia, confia seus pedidos a Nossa Senhora e considera a ida ao Santuário Nacional um presente antecipado pelo Dia das Mães.

Um sentimento similar de gratidão é compartilhado por Ivone Mucci, 59, da Paróquia Santa Luzia, da Região Santana, uma, entre tantas fiéis, que aproveita o momento da bênção dos objetos para pedir proteção a Nossa Senhora Aparecida, levando Terços, documentos, chaves, fotografias, entre outros objetos.

Para Olivia de Souza, que acompanhou o grupo de 42 pessoas saído da Pastoral do Menor da Região Brasilândia, peregrinar a Aparecida é sempre uma ocasião oportuna para a evangelização, sobretudo dos atendidos pela Pastoral. E estes, em muitos casos, no ambiente familiar, não encontram os valores da fé e da acolhida materna, podendo recorrer ao coração da Mãe, Padroeira e Rainha do Brasil.

 

MARIA: INSPIRAÇÃO PARA EVANGELIZAÇÃO

Além das representações das seis regiões episcopais e de movimentos, associações e pastorais vinculados à Arquidiocese de São Paulo, o Vicariato Episcopal para a Pastoral do Povo da Rua participou dessa Romaria ainda mais motivado pelo início do sínodo no âmbito do Vicariato – um dos focos do sínodo em 2019 são os vicariatos ambientais, entre eles o do Povo da Rua. “É um momento que eles esperam muito. Eles se sentem parte integrante da cidade, da Igreja, e a devoção a Nossa Senhora é muito grande. Eles falam: ‘Eu não tenho mãe e a única mãe que eu tenho é Nossa Senhora’”, conta Frei Agostinho Teotokos, da Comunidade Voz dos Pobres.

Entre as comunidades com representação na Romaria deste ano, esteve a do Santuário Arquidiocesano de Nossa Senhora Aparecida, no bairro do Ipiranga. O Reitor do Santuário, Padre Zacarias José de Carvalho Paiva, considera a Romaria um grande sinal de fé que recorda o caráter missionário da Igreja. “Nossa Senhora é aquela que no Congresso Eucarístico de 1942 visitou toda a Arquidiocese de São Paulo, deu todo esse impulso eucarístico em todo o Brasil, especialmente em São Paulo, sinal da efervescência católica na década de 40 e que precisava de fato acontecer. Hoje, o sínodo é essa grande motivação. A vinda do Santuário, junto com a Arquidiocese, quer ser um grande sinal eucarístico para a Igreja em São Paulo.”

Segundo Padre Zacarias, o caminho sinodal é um momento favorável para que o Santuário Arquidiocesano se torne cada vez mais referência de devoção mariana e peregrinação na Capital Paulista. “O tempo do sínodo para nós no Santuário vai ser um tempo de refazer nossas práticas pastorais, caminhar junto com a Arquidiocese de São Paulo, buscar um maior impulso missionário dentro da nossa cidade, levando, sobretudo, a devoção a Nossa Senhora Aparecida”, destaca.

 

'ENCHER SÃO PAULO COM O TESTEMUNHO DE JESUS'

No início da homilia, Dom Odilo falou brevemente sobre os laços históricos que unem as Arquidioceses de Aparecida e de São Paulo, e fez votos para que esses laços se aprofundem cada vez mais. Neste ano, a Romaria da Arquidiocese de São Paulo teve como principal motivação a oração pelo sínodo arquidiocesano – “caminho de comunhão, conversão e renovação missionária” –, que, em 2019, segue em sua segunda etapa.

A exemplo dos apóstolos que, ao anunciar a Palavra, sofreram perseguições e até mesmo o martírio (At 5,27-32.40-41), mas encheram a cidade de Jerusalém com a pregação da Palavra, o Cardeal exortou os fiéis a encher São Paulo com essa pregação, como testemunhas de Jesus. “Esta é a nossa missão: encher São Paulo com o testemunho de Jesus, com o Evangelho, com o anúncio do Reino de Deus”, ressaltou Dom Odilo, ao recordar que este é um dos propósitos do sínodo arquidiocesano.

Ao refletir sobre o relato da última manifestação do Ressuscitado aos seus discípulos, com ênfase para a “pesca milagrosa” e o diálogo de Jesus com Pedro (cf. Jo 21,1-19), o Cardeal disse que todos são chamados a olhar a realidade da Arquidiocese como os discípulos, para que o trabalho pastoral dê fruto. “O trabalho da Igreja não é uma movimentação simplesmente por nossa conta, mas se for por Ele, pelo Espírito Santo, nosso trabalho evangelizador tem frutos. Por isso, nosso sínodo vai confiado à ação do Espírito Santo, para renovar nossa missão, a vida eclesial e o testemunho de Jesus na cidade.” 

 

ASSEMBLEIA DA CNBB

Também na homilia, Dom Odilo recordou que a Romaria Arquidiocesana aconteceu no contexto da 57ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), que teve como trabalho principal atualizar as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil. Lembrou, ainda, que, em muitos aspectos, o Documento, com foco na evangelização das cidades, dialoga com o caminho sinodal, pelo qual passa a Arquidiocese. Outro aspecto ressaltado do novo Documento é a valorização das comunidades, em suas muitas expressões, e da Igreja doméstica – as famílias – “como lugar que Deus habita e quer habitar”.

Ainda o Cardeal afirmou que o testemunho de milhares de romeiros da Arquidiocese reafirma a “convicção de que nossa Igreja está reunida em torno de Jesus, mas também em torno de Maria, a Mãe de Jesus, nossa Mãe e Mãe da Igreja”, finalizou.


 

VOCÊ SABIA?

O hino “Viva a Mãe de Deus e Nossa” também está diretamente ligado à peregrinação paulistana. A música foi composta em 1905 para a Romaria Arquidiocesana. A canção se popularizou e, desde 1951, passou a ser utilizada pelo Santuário Nacional nas celebrações marianas.

 

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Bispos eméritos realizam momento de partilha em Aparecida

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04 de mai de 2019

A Comissão Episcopal para os Bispos Eméritos da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) teve um momento de partilha na manhã da sexta-feira, 3, durante a 57ª Assembleia Geral da CNBB, que ocorre até o dia 10, em Aparecida (SP).

Atualmente, a Igreja no Brasil conta com 171 bispos eméritos, dos quais 43 participam da assembleia deste ano, correspondendo, assim, a 35% de todo o episcopado brasileiro.

De acordo com o Código de Direito Canônico (CDC), recebe o nome de “emérito” aquele bispo que “perder o ofício por limite de idade ou por renúncia aceite”. A Igreja estabelece a idade de 75 anos para a apresentação do pedido de renúncia ao papa.

Eméritos têm comissão episcopal

Atendendo ao que é estabelecido no CDC, de que a conferência episcopal “deve procurar que se proveja à conveniente e digna sustentação do Bispo que renuncia, tendo em consideração a obrigação primária a que está sujeita a própria diocese que serviu”, é que está estruturada a Comissão Episcopal para os Bispos Eméritos da CNBB, um grupo que tem um caráter especial, diferente das Comissões Episcopais Pastorais da entidade.

Assim, os bispos eméritos, mesmo afastados de suas funções de governo nas dioceses, continuam a participar de atividades pastorais e colaborando com a missão evangelizadora da Igreja.

Para o presidente da Comissão, Dom Luiz Soares Vieira, Arcebispo Emérito de Manaus (AM) e ex-vice-presidente da CNBB, este contexto sugere maior atenção no acompanhamento de como os bispos estão vivendo, tanto com apoio econômico, quanto espiritual.

Desde 2016 a Comissão tem fortalecido o acompanhamento dos bispos, realizado encontros e implantado ferramentas de comunicação entre os pastores que já deixaram o governo diocesano. O boletim Marcas do Caminho é um instrumento de comunicação e divulgação de testemunhos que é oferecido aos bispos eméritos.

Experiência em favor da Igreja

Na coletiva de imprensa da sexta-feira, Dom Geraldo Lyrio, Arcebispo Emérito de Mariana (MG), destacou como tem sido a atuação dos eméritos.

“Não estando à frente de uma Igreja Particular, não convém que um bispo emérito intervenha nas decisões que outros vão cumprir. Essa é a primeira assembleia que participo como emérito. Me sinto muito bem aqui. Terminou minha função como bispo de Mariana, mas continua minha missão como bispo. Não tenho direito ao voto, mas tenho direito à palavra. A palavra dos bispos eméritos é importante no processo da AG. É bonito ver a unidade da Igreja. Há um pluralismo saudável. Triste seria um pensamento único que caracteriza as ditaduras. Na diversidade construímos comunhão”, refletiu.

Jesus acalma a tempestade

Quando questionado sobre os constantes ataques que a Igreja vem sofrendo, Dom Geraldo Lyrio usou de sua experiência e espiritualidade, utilizando a passagem de São Mateus (8,23-27), quando Jesus acalma a tempestade.

“Primeiro, não há tempestade que dure para sempre. Tempestade passa. Depois, o que nos conduz é uma atitude de fé. Jesus, nesta passagem, disse uma palavra que foi uma chamada; por que ficaram com medo, homens de fé tão curta? Não sabiam que eu estava aqui?’. Se Ele está aqui, não tem perigo, o barco não afunda. A Igreja vive essa situação na sua história. Os ventos são contrários, fortes, as ondas são gigantes, muita água entra no barco, mas não precisa ter medo, porque nesse barquinho frágil da Igreja, Jesus está presente”, finalizou.

TODOS OS DETALHES DA ASSEMBLEIA

Diariamente, acompanhe os detalhes sobre a 57ª Assembleia Geral da CNBB no site do jornal O SÃO PAULO e nos noticiários da rádio 9 de Julho.

(Com informações da CNBB)

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Cardeal Sergio da Rocha apresenta relatório sobre quadriênio da atual presidência

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02 de mai de 2019

O Cardeal Sergio da Rocha, Presidente da CNBB e Arcebispo de Brasília, em uma das primeiras atividades da 57ª Assembleia Geral da entidade, na quarta-feira, 1º de maio, em Aparecida (SP), apresentou um amplo relatório do trabalho realizado sob a atual presidência.

Incialmente, ele fez uma ressalva: “Não é possível fazer um relatório completo de todas as atividades realizadas no Quadriênio pela CNBB, através de sua Presidência. Por isso, destacamos as principais atividades da Presidência da CNBB, neste quadriênio, retomando diversos aspectos apresentados em relatórios precedentes, em quatro pontos: missão da CNBB; relacional eclesial; relacionamento com a Sociedade Civil; estruturas da CNBB”.

Missão da CNBB

O Presidente ressaltou: “Ao longo do quadriênio, procuramos valorizar e respeitar, ao máximo, as instâncias de comunhão e participação da CNBB, especialmente a Assembleia Geral, o Conselho Permanente e o CONSEP, através da partilha, da reflexão conjunta e das decisões tomadas. Os pronunciamentos, notas, declarações e mensagens são expressão da nossa participação e responsabilidade junto à sociedade, na fidelidade à missão profética da Igreja. Buscamos cooperar e animar os Regionais. Nesse sentido destacam-se os encontros reunindo bispos da Amazônia e o encontro dos bispos do Nordeste”.

“Procuramos dar atenção aos Regionais”, disse o Cardeal. E acrescentou que deu essa atenção “visando promover a colegialidade episcopal e responder ao apelo do Papa Francisco, no encontro com os Bispos do Brasil durante a JMJ – Rio, para descentralizar as ações da Conferência, a fim de dar maior atenção às diferentes realidades regionais. Nas reuniões do Conselho Permanente tem sido dado maior espaço para as comunicações dos Regionais. Nesta perspectiva de descentralização e valorização das diferentes realidades da Igreja no Brasil, além do Encontro dos Bispos da Amazônia, que contou com o apoio da Comissão Especial para a Amazônia e a REPAM, aconteceu o encontro dos bispos dos cinco Regionais do Nordeste em Fortaleza. A Conferência foi acrescida do Regional Norte 3  aprovado em Assembleia Geral”.

Os anos temáticos desse quadriênio que se encerra nessa 57ª Assembleia Geral também foram destacados pelo presidente: “Os anos temáticos no Brasil mereceram especial atenção da Presidência. Além de nomear uma Comissão para cada ano temático foram apresentadas publicações que ajudaram na dinamização dos mesmos. Celebramos o Ano Santo da Misericórdia, o Ano Mariano, com os 300 anos de Aparecida, e o Ano Nacional do Laicato, além do Jubileu do Concílio Vaticano II. Colaboramos na preparação e acolhida do Sínodo de 2015 sobre “A vocação e a missão da família na Igreja e no mundo contemporâneo”, do Sínodo de 2018 com o tema “Os jovens, a fé e o discernimento vocacional” e na preparação da Assembleia Especial do Sínodo dos Bispos para a Pan-Amazônia “Amazônia: novos caminhos para a Igreja e para uma ecologia integral”, a ser realizado em outubro próximo”.

Relações eclesiais

Primeiro, Dom Sergio lembrou a relação com a Santa Sé e o Santo Padre: “A comunhão com o Santo Padre foi cultivada pela pronta acolhida e divulgação dos seus escritos e pronunciamentos, de modo especial, a encíclica Laudato Si, a Misericordiae vultus, o motu próprio Mitis iudex Dominus Jesus, a Exortação Apostólica Pós-Sinodal Amoris Laetitia, a Exortação Apostólica Gaudete et Exsultate e a Exortação Apostólica Pós-Sinodal Christus Vivit. Além disso, o Ano Santo da Misericórdia e as Jornadas Mundiais da Juventude receberam especial atenção através do Conselho Permanente e do Consep”.

O Presidente da CNBB lembrou que teve oportunidade de participar das Jornadas Mundiais da Juventude de Cracóvia e do Panamá. Em seguida, dom Sergio falou do relacionamento com a Nunciatura Apostólica: “O relacionamento com a Nunciatura Apostólica tem sido respeitoso e fraterno. De especial importância, tem sido a presença do Sr. Núncio Apostólico, D. Giovanni D’Aniello, nas Assembleias Gerais e nas reuniões do Conselho Permanente, presidindo a Eucaristia, dirigindo a palavra em plenário e dispondo-se ao atendimento dos bispos presentes”.

Em terceiro lugar, o presidente tratou da relação da CNBB com o Conselho Episcopal Latino-americano (Celam): “Participamos das suas assembleias, em Santo Domingo e El Salvador, assim como de diversos encontros. Participamos também do CELAM através dos irmãos D. José Belisário da Silva, delegado da CNBB, eleito 2º Vice-Presidente; de Dom Anuar Batistti, eleito presidente do Departamento de Vocações e Ministérios; de Dom Darci Nicioli membro do Departamento de Comunicação; de Dom João Justino de Medeiros Silva, membro do Departamento de Cultura e Educação; e de Dom Walder Passini Dalbelo, membro do Departamento de Espiritualidade e Missão”.

Dom Sergio ainda lembrou que a Conferência contou com a visita do Secretário-Geral do CELAM, Mons. Juan Espinoza Jimenez, Bispo Auxiliar de Morelia, México, em duas Assembleias Gerais da nossa Conferência. O Cardeal ainda lembrou a participação dele nos encontros das Conferências Episcopais Lusófonas: no Brasil, em Aparecida, em 2016 e em Cabo Verde, África, no ano de 2018.

Antes de encerrar as atividades das relações eclesiais, Dom Sergio registrou que, no âmbito missionário, a colaboração entre a CRB e a CNBB possibilitou a continuidade do convênio missionário com a Arquidiocese de Porto Príncipe, Haiti. Ele disse que continua a colaboração com os Seminários Maiores de Guiné Bissau e Timor Leste, através do envio de professores. Contou que a PUC do Paraná iniciou um curso de Pós-Graduação no Timor Leste para formação de mestres e doutores. Foi solicitada assessoria para viabilizar a criação de uma Universidade Católica no Timor Leste.

Ainda segundo o Cardeal, “a PUC do Rio de Janeiro assumirá a presença de formadores em Guiné Bissau. É importante ressaltar a colaboração de alguns Regionais com Dioceses de outros países da África, como expressão missionária da Igreja no Brasil. Foram recebidos em visita, com longo diálogo, na sede da CNBB, o Custódio da Terra Santa, Frei Francesco Patton, OFM, os Diretores da Adveniat e da Misereor.  Recordamos a celebração dos 40 anos das Pontifícias Obras Missionárias e a colaboração sempre mais próxima das POM com a CNBB”.

Relacionamento com a sociedade civil

Dom Sergio disse: “Estes quatro anos foram difíceis e muito exigentes para a Presidência da CNBB, considerando a complexidade da realidade política, econômica e social, do país, com momentos de grave crise e com frequentes pressões, de esquerda ou direita, por pronunciamentos e tomada de decisões de caráter partidário”. 

E constatou: “Graças a Deus e aos esforços do episcopado, atravessamos este período difícil cumprindo a missão da CNBB: preservando a unidade no episcopado e a comunhão na Igreja; tomando atitudes proféticas, com a necessária coragem e, ao mesmo tempo, com prudência e serenidade; preservando a autoridade moral da Conferência Episcopal e buscando exercer o diálogo amplo”.

O Presidente da CNBB destacou os pronunciamentos oficiais da Conferência durante o quadriênio lembrando que “no cumprimento de sua missão profética, a CNBB, emitiu 32 Notas, 15 Mensagens e duas cartas”.

Dom Sergio disse aos bispos reunidos em plenário que “a CNBB dispôs-se a dialogar com os governos e outras instâncias dos Poderes públicos, buscando cumprir a missão própria e respeitar a autonomia dos distintos campos, seguindo a Doutrina Social da Igreja. Insistimos sempre na necessidade de diálogo amplo, contemplando as várias instâncias da vida social; na defesa dos direitos dos mais pobres e fragilizados; e na afirmação dos valores e princípios cristãos”

“A Presidência da CNBB trata com as autoridades públicas as questões que interessam ao bem comum e à missão salvífica da Igreja”, como preconiza o Estatuto (art. 5º). Por isso, tem cultivado bom relacionamento com os três poderes da República e com as organizações da sociedade civil. A CNBB tem contribuído para o debate e a resolução de questões nacionais estabelecendo diálogo com as autoridades competentes, enviando cartas e participando de audiências públicas. Dentre essas iniciativas, merecem destaque: a constitucionalidade do Ensino Religioso confessional, junto ao STF; a Base Nacional Comum Curricular, especialmente o Ensino Religioso, junto ao Ministério da Educação e ao Conselho Federal de Educação; o acompanhamento dos processos no STF, com visita aos Ministros, sobre aborto (como ‘amicus curiae’), terras indígenas e comunidades quilombolas”.

Estruturas da CNBB

Sobre a reforma da sede nacional, em Brasília, o presidente disse: “A reforma iniciada no mês de outubro de 2017 foi concluída”, disse. “A Presidência agradece o apoio e acompanhamento do Conselho Permanente, do Conselho Econômico, da Comissão para a Reforma da sede”. Ele também agradeceu a várias entidades que ajudaram.

Agradecimentos finais

“Expressamos a imensa gratidão da Presidência da CNBB aos membros do Conselho Permanente, do CONSEP e do Conselho Econômico. Agradecemos muito aos colaboradores e colaboradoras da CNBB, aos assessores e assessoras, pela dedicação ao longo deste quadriênio. Ao mesmo tempo, manifestamos o nosso agradecimento aos Bispos, às Dioceses e às Congregações que os cederem para o bem da Conferência e da Igreja no Brasil. Agradecemos profundamente às Irmãs Filhas do Amor Divino, que deixaram a sede da CNBB, após um longo período de generoso serviço, e acolhemos fraternalmente as Irmãs Apóstolas do Sagrado Coração, agradecendo-as por aceitarem colaborar com a CNBB, na sua sede, a convite da Presidência”.

O Presidente da CNBB também manifestou “uma palavra de gratidão especial ao Padre Antônio Silva da Paixão pelos oito anos como Subsecretário-Geral, ajudando na difícil tarefa da reestruturação da sede da CNBB, coordenando a transferência para a sede provisória e o retorno à sede e encaminhando com o Secretário Geral das questões internas da sede. Em nome da CNBB, expresso a profunda gratidão de todos nós ao Secretário Geral da CNBB, Dom Leonardo, pela dedicação generosa e incansável, ao longo destes anos de valioso serviço à Conferência Episcopal e à Igreja no Brasil. Com sentimentos de ação de graças a Deus e de gratidão a todos os que têm contribuído para que a CNBB realize fielmente a sua missão, suplicamos as bênçãos de Deus para todos”, concluiu.

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Terço dos Homens leva 80 mil pessoas ao Santuário Nacional de Aparecida

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21 de fevereiro de 2019

A XI Romaria do Terço dos Homens ao Santuário Nacional de Aparecida (SP) aconteceu nos dias 15 e 16 e reuniu 80 mil homens de todo o Brasil.

A Romaria começou com missa presidida por Dom Gil Antônio Moreira, Arcebispo de Juiz de Fora (MG) e Bispo Referencial para o Terço dos Homens. Na homilia, o Bispo destacou o tema do encontro “Terço dos Homens: não basta rezar, é preciso agir” e o lema “Eis-me aqui”.

Dom Gil lembrou que esse movimento tem se organizado, fortalecido e crescido em todas as dioceses, já tendo mais de 1,5 milhão de homens participantes.

“A cada ano, o número de participantes aumenta. Isso revela a sede de Deus que vem crescendo no coração dos homens. A expectativa para este ano era de 50 mil homens, mas foi superada, chegando a 78 mil inscritos no site do Santuário Nacional, vindos de todas as partes do Brasil”, disse, ao O SÃO PAULO, o Padre Wellington Laurindo dos Santos, Pároco da Paróquia Santa Margarida Maria e responsável pela articulação do Terço dos Homens na Região Episcopal Sé.

Padre Wellington recordou, ainda, algumas palavras de Dom Gil: “Quando você reza com fé, você está, com seu exemplo, atraindo outros homens. Mas também é preciso ir atrás daqueles que estão desanimados, que foram por outros caminhos. É preciso chamá-los. Temos que agir. Quem começa a rezar, depois aprende a agir... é que Deus ensina a praticar o amor”.

No sábado, 16, a missa às 7h30 foi presidida por Dom Orlando Brandes, Arcebispo de Aparecida.

 

EM ORAÇÃO POR TODOS

Um dos momentos fortes da Romaria foi a recitação do Terço dentro do Santuário Nacional. “As vozes ecoavam pedindo a intercessão de Nossa Senhora por suas intenções pessoais, de familiares, amigos e de todos os brasileiros. O primeiro mistério foi rezado por um grupo do Terço dos Homens de Brumadinho (MG), com intenção especial por todas as vítimas e seus familiares. Terminamos a XI Romaria do Terço dos Homens com a Consagração a Nossa Senhora Aparecida”, afirmou o Padre Wellington.

Dom Gil anunciou que a experiência do Terço dos Homens está ultrapassando as fronteiras do País. Há grupos em Moçambique, no Haiti e no Panamá.

Muitos grupos da Arquidiocese de São Paulo participaram da Romaria, o que confirma, segundo o Padre Wellington, o crescimento do movimento na Capital Paulista, conforme constatado na pesquisa do sínodo arquidiocesano.

“O Terço dos Homens é uma realidade dentro da Igreja no Brasil que contribui com a evangelização no País. A Romaria é um acontecimento que fortalece o grupo, para que continuemos perseverando em nossa caminhada como cristãos”, afirmou Mario Sérgio, coordenador do grupo da Paróquia Nossa Senhora Aparecida dos Ferroviários, da Região Episcopal Sé, que também levou à Romaria seis acolhidos do Arsenal da Esperança que participam semanalmente dos encontros do Terço dos Homens.

(Com informações do portal A12) (Colaboraram: Padre Wellington Laurindo, Lívia Miranda, Robson Araujo Souza e Marcos Rubens)
 

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Congresso Catequistas Brasil acontece no Santuário Nacional de Aparecida

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18 de fevereiro de 2019

Aconteceu, entre os dias 8 e 10, a primeira edição do Congresso Catequistas Brasil, no Santuário Nacional de Aparecida. Participaram cerca de 2 mil catequistas de todas as regiões do Brasil.

As atividades foram compostas por 40 palestras e 27 oficinas, que tiveram a contribuição de Bispos, Padres e leigos no processo de formação dos participantes.

O evento é uma realização da revista Paróquias com auxílio da Promocat Marketing Integrado, da agência de Comunicação Católica, e seu objetivo é capacitar o catequista a assumir sua vocação de forma missionária e evangelizadora.

(Com informações: Catequistas Brasil)
 

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Santuário Nacional de Aparecida terá novo reitor

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10 de janeiro de 2019

O Padre Carlos Eduardo Catalfo, missionário Redentorista, foi nomeado no sábado, 5, como novo Reitor do Santuário Nacional de Aparecida.

Ele estará à frente do Santuário pelos próximos quatro anos, a partir de sua posse, no próximo dia 27, que será dada por Dom Orlando Brandes, Arcebispo de Aparecida (SP).

Padre Carlos Eduardo assumirá em lugar do Padre João Batista de Almeida, que esteve à frente do Santuário entre 2015 e 2018.

O futuro reitor é paulistano e tem 51 anos. Ordenado sacerdote em 1996, atuou até 2002 na editora Santuário. Depois, foi transferido para a Comunidade Redentorista do Jardim Paulistano, na Capital Paulista, atuando como Vigário Paroquial da Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, até 2005. Posteriormente, residiu em Roma para se especializar na Teologia Dogmática. Retornou ao Brasil em 2007, quando passou a residir na Comunidade do Alfonsianum, no Ipiranga, lecionando no Instituto Teológico de São Paulo (Itesp), entre 2009 e 2010, onde também foi Superior da Comunidade.

Em 2011, retornou a Roma para o doutorado em Teologia. Voltou ao Brasil em 2012, para atuar como Pároco da Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, da Arquidiocese de São Paulo, enquanto também prosseguiu seus estudos na tese de doutorado e lecionou no Instituto Teológico de São Paulo.

Fonte: A12
 
 

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Em Aparecida, presidenciáveis debatem propostas para melhorar o Brasil

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01 de outubro de 2018

O Debate de Aparecida, promovido pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), na quinta-feira, 20, foi o mais propositivo até agora entre os presidenciáveis.

Ao longo de mais de duas horas e meia, Álvaro Dias (Podemos), Ciro Gomes (PDT), Fernando Haddad (PT), Geraldo Alckmin (PSDB), Guilherme Boulos (PSOL), Henrique Meirelles (MDB) e Marina Silva (REDE) puderam dialogar sobre temas de interesse nacional e foram vistos em diferentes partes do País, já que o debate teve a transmissão de rádios e tevês de inspiração católica e de portais da internet. 

No início, a jornalista Joyce Ribeiro, que mediou o encontro, apresentou os sete candidatos e justificou as ausências de Jair Bolsonaro (PSL), que ainda está internado se recuperando de uma facada, e do Cabo Daciolo dos Santos (Patriota), que alegou motivo da agenda para não comparecer ao Santuário Nacional de Aparecida.

Na sequência, o Cardeal Sergio da Rocha, Arcebispo de Brasília e Presidente da CNBB, saudou a todos e ressaltou que a CNBB não adota posição política, mas incentiva a participação dos cristãos na política. 

A primeira pergunta do debate, feita pelo Cardeal Odilo Pedro Scherer, Arcebispo São Paulo, em nome da CNBB, e respondida por todos os candidatos, foi: “é possível retomar o caminho da ética, restituir a credibilidade na política e fortalecer a democracia no Brasil?” 

Nos blocos seguintes, houve o debate direto entre os candidatos, com tema livre, em dois momentos. Além disso, em um dos blocos, eles responderam a perguntas feitas por jornalistas das emissoras filiadas à Signis Brasil , e na última parte do encontro, cada presidenciável respondeu a questões feitas por bispos indicados pela CNBB. 

Caminhos para combater a corrupção, melhorar a saúde, a educação e a segurança pública, bem com a necessidade de se realizar as reformas política e tributária, e de se revogar ou não a reforma trabalhista e a emenda constitucional do teto dos gastos públicos foram os principais assuntos debatidos. A seguir, O SÃO PAULO apresenta uma síntese do que cada candidato propôs ao longo do debate. 

Thiago Leon/A12

 

 

 

REFORMAS:  Realizar uma reforma política que acabe com a incidência dos interesses privados sobre o poder público, começando pelo fim de qualquer forma de financiamento privado de campanha; Impedir que a distribuição de cargos no Executivo seja feita com base na troca de apoio político no Congresso; Realizar um referendo para revogar a Reforma Trabalhista e a emenda constitucional do teto dos gastos públicos; Fazer uma Reforma Política com voto em lista, com quantidade paritária; Realizar a Reforma Agrária. 

PROGRAMAS SOCIAIS: Criação de uma política pública para garantir moradia digna.

PARTICIPAÇÃO POPULAR: Realizar plebiscitos, referendos e criar conselhos participativos para que a população participe das decisões centrais sobre as políticas públicas no País.

IGUALDADE DE DIREITOS: Criar políticas para punir as empresas que praticam desigualdade salarial entre homens e mulheres que atuam na mesma função. 

COMBATE AO TRABALHO INFANTIL: Criar a lista suja do trabalho infantil, para que as empresas que adotem tal prática tenham seu registro de funcionamento caçado; Desapropriar propriedades rurais onde seja constatado o trabalho infantil.

EDUCAÇÃO: Ampliar o tempo diário de permanência das crianças nas escolas.  

COMUNICAÇÕES: Acabar com o monopólio de empresas nas comunicações sociais; Valorizar as tevês e rádios públicas e comunitárias.

SEGURANÇA PÚBLICA: Construir mais escolas em vez de presídios; Desmilitarizar as polícias; Ampliar os mecanismos de inteligência e de investigação na segurança pública.

COMBATE ÀS DROGAS: Descriminalizar o uso das drogas, para tratar a dependência química como questão de saúde pública e não com punição penal. 
 

 

 

COMBATE À CORRUPÇÃO: Fortalecer as instituições de combate à corrupção, como o Judiciário e o Ministério Público, para que atuem de modo independente e sem preferência partidária; Individualizar a penalização dos crimes.

SAÚDE E EDUCAÇÃO: Ampliar o acesso dos mais pobres à escola e aos serviços de saúde, com distribuição de remédios e mais atendimento médico.

REFORMAS: Revogar a Reforma Trabalhista e a emenda constitucional do teto dos gastos; Realizar uma Reforma Tributária, durante a qual haja um período de transição para que estados e municípios não tenham queda de receita; Simplificar a carga tributária sobre o consumo; Cobrar mais imposto de quem tem mais renda, bem como maiores alíquotas de imposto sobre o patrimônio.

ECONOMIA: Combater a exclusão social, a partir de mais investimentos voltados aos serviços sociais; Gerar empregos para ativar a economia de consumo, com a consequente recuperação da confiança dos investidores no País; Investir nas melhorias das condições sociais, gerando oportunidades de emprego para os mais jovens.

MIGRAÇÃO: Estabelecer uma política de migração nos moldes da que foi feita em São Paulo durante sua gestão - lei municipal nº 16.478/2016.

PROGRAMAS SOCIAIS: Fortalecer o “Minha Casa, Minha Vida”, o “Bolsa Família” e o “Pró-Uni”.

SEGURANÇA PÚBLICA: Federalizar alguns sistemas de segurança; Fazer, por meio de lei federal, que prefeitos e governadores sejam obrigados a atuar em conjunto para organizar os territórios no combate à violência; Federalizar crimes de facções que operam em nível nacional; Fortalecer a ação da Polícia Federal nos estados e municípios para diminuir os índices de homicídio e roubo. 

 

 

 

COMBATE À CORRUPÇÃO: Fortalecer e valorizar a Polícia Federal, o Ministério Público e a Justiça como um todo; Acabar com o foro privilegiado para políticos que exercem cargos públicos; Tornar a operação Lava Jato uma política de Estado.  

REFORMAS: Realizar uma Reforma Política e do sistema de governança, pois o atual tem levado à corrupção e ao desvio de verbas públicas; Promover uma Reforma Tributária para que os impostos incidam mais sobre a renda do que sobre o consumo. 

IGUALDADE DE DIREITOS: Aplicar efetivamente as leis que já existem para a garantia da igualdade de condições para homens e mulheres. 

SEGURANÇA PÚBLICA: Ampliar o financiamento e capacitação das polícias e as políticas que levem à tolerância zero com o crime; Monitorar as fronteiras do País para combater o tráfico de drogas e de armamentos; Integrar as forças policiais e dar melhor remuneração aos profissionais da área de segurança pública; Responsabilizar criminalmente o presidente da República caso empregue indevidamente as verbas destinadas à segurança pública. 

ECONOMIA: Melhorar a gestão da dívida pública, começando por uma auditoria, para apontar os gargalos existentes.
 

 

 

SAÚDE: Melhorar a distribuição e oferta de medicamentos à população, bem como o acesso a médicos especialistas e a exames necessários; Centralizar a licitação de remédios e capilarizar sua distribuição; Fortalecer um novo projeto industrial para que o Brasil tenha autonomia na produção de insumos em saúde; Premiar as unidades de saúde que cumprirem metas estabelecidas de saúde preventiva, bem como aquelas que forem apontadas pelos usuários como as mais eficazes.

REFORMAS: Revogar a emenda constitucional do teto dos gastos públicos; Promover uma Reforma Urbana que acabe com o esvaziamento populacional no centro das grandes cidades, o que também permitirá que as pessoas morem mais perto dos locais de trabalho;  Reformar o sistema tributário, para que se torne progressivo; Priorizar a cobrança de impostos sobre lucros e dividendos.

COMUNICAÇÕES: Facilitar o acesso de entidades que trabalham mais próximas da população a um canal de mídia, a fim de reduzir monopólios; Distribuir melhor as verbas publicitárias do Governo Federal, para que também se destinem à mídia alternativa.

AGRICULTURA: Impulsionar a agricultura familiar; Fazer um programa de compras governamentais de operação conjunta na área de agricultura familiar. 

ECONOMIA: Criar uma política para “limpar o nome” de 63 milhões de pessoas que estão no cadastro de devedores do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC). 

PARTICIPAÇÃO POPULAR: Que as propostas políticas se tornem primeiro conhecidas pela população, e, em caso de impasse ao serem discutidas no Congresso, que a decisão se dê por meio de plebiscitos ou referendos.

Thiago Leon/A12

 

 

 

COMBATE À CORRUPÇÃO: Criar estruturas de combate à corrupção nos órgãos públicos; Fazer com que apenas pessoas sem antecedentes criminais e históricos de corrupção ocupem cargos públicos.

SEGURANÇA PÚBLICA: Investir em mecanismos de inteligência; Equipar melhor as polícias nos estados, com mais policiais e armamentos; Criar um sistema nacional de informações sobre a criminalidade, chefiado pela Polícia Federal; Criar um policiamento mais eficaz das fronteiras do País. 

EDUCAÇÃO E COMBATE À CRIMINALIDADE: Melhorar a qualidade das escolas; Criar escolas em tempo integral nos ensinos Fundamental e Médio; A partir do ensino, ampliar a oferta de emprego para os jovens, a fim de que se não sejam cooptados pela criminalidade.   

ECONOMIA: Criar 10 milhões de empregos em quatro anos; Realizar um amplo corte de despesas desnecessárias do governo; Implementar uma política econômica que faça o Brasil voltar a crescer, recuperando a credibilidade e a confiança do mercado investidor, para que, assim, se impulsione o setor industrial e o comércio, levando à geração de emprego. 

REFORMAS: Manterá as reformas feitas pelo governo Temer para reequilibrar as contas do País. 

ABORTO: É a favor da vida, mas, em “situações dramáticas”, as mulheres devem ter o direito de decidir ou não pela prática do aborto. 

 

 

 

COMBATE À CORRUPÇÃO: Garantir a autonomia do Ministério Público e da Polícia Federal para agirem contra a corrupção. 

SAÚDE: Quebrar as patentes de medicamentos, para que possam ser produzidos no País, a fim de que sua comercialização seja mais barata; Dividir o País em 400 regiões para gestão da saúde, com autoridades constituídas, por concurso público, para cuidar da saúde regional; Fortalecer ambulatórios e a Estratégia de Saúde da Família, com atendimento sempre mais humanizado; Estimular que haja mais médicos generalistas. 

IGUALDADE DE DIREITOS: Combater qualquer tipo de discriminação contra as mulheres, bem como o femícidio; Fazer com o que o Ministério do Trabalho intensifique a fiscalização para averiguar se mulheres e homens têm salários iguais no desempenho de mesmas funções; Criar redes de proteção às mulheres, para que tenham suas vidas protegidas após denunciarem os casos de agressão que sofram.

EDUCAÇÃO: Criar 2 milhões de vagas em creches em todo o País.

REFORMAS: Realizar uma Reforma Tributária que descentralize os recursos, fazendo com que proporcionalmente os mais pobres não paguem mais impostos que os ricos; Redistribuir recursos, para que a maioria das verbas não fique com a União, e que sejam revertidas em melhorias na qualidade dos serviços públicos.

SEGURANÇA PÚBLICA: Implementar um sistema único de segurança pública, em que a União auxilie os estados; Criar um sistema integrado de segurança; Remunerar melhor os policiais.

COMBATE ÀS DROGAS: Garantir que a Polícia Federal atue no combate ao tráfico de drogas e armas. 

DEMARCAÇÃO DE TERRAS: Fará a demarcação de terras indígenas e das comunidades tradicionais – isso seguirá sendo uma prerrogativa do presidente da República e não do Congresso Nacional, como tem se tentado mudar. 

 

 

 

REFORMAS: Já em 2019 fará: a Reforma Política, pois considera um exagero haver 35 partidos, quando não há 35 ideologias - nesse campo, defende ainda o voto distrital misto e que o voto seja facultativo; a Reforma Tributária, com a criação do Imposto de Valor Agregado (IVA), que substituirá cinco tributos federais – outra medida será a tributação de dividendos e a diminuição de impostos do setor produtivo; a Reforma da Previdência; e a Reforma do Estado, cortando gastos e estruturas desnecessárias, o que inclui reduzir ministérios, cargos comissionados, empresas estatais, despartidarizar as agências reguladoras; Manterá a Reforma Trabalhista e a emenda constitucional do teto dos gastos públicos. 

COMBATE À CORRUPÇÃO: Fortalecer a operação Lava Jato; Tornar o enriquecimento ilícito um crime previsto no Código Penal; Inversão do ônus da prova para funcionários públicos: eles precisam provar que não cometeram ilícitos no caso de denúncias.

COMBATE ÀS DROGAS: Realizar programas que auxiliem os jovens a sair da dependência química; Melhorar o monitoramento das fronteiras do País, com atuação permanente de uma Guarda Nacional com membros das Forças Armadas, a fim de combater o narcotráfico e o tráfico de armas. 

ECONOMIA: Permitir a entrada de mais bancos estrangeiros no País, para promover a competitividade entre os bancos; Criar mecanismos de fortalecimento das cooperativas de crédito; Desburocratizar a logística e a infraestrutura do País; Estabelecer uma política de juro zero para micro e pequeno empreendedor que precise de crédito. 

INFÂNCIA E TERCEIRA IDADE: Zerar a falta de vagas na pré-escola; Ampliar os centros de referência aos idosos pelo País. 

 

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