SÃO PAULO

COMUNIDADE SAGRADA FAMÍLIA

Aos 25 anos, Comunidade Sagrada Família tem estatuto aprovado

Por Fernando Geronazzo
05 de julho de 2019

Cardeal Scherer presidiu missa pelo jubileu de ouro da comunidade fundada na Região Ipiranga

A Comunidade Católica Sagrada Família participou de missa em ação de graças pelos seus 25 anos de fundação, no sábado, 29 de junho. A celebração eucarística foi presidida pelo Cardeal Odilo Pedro Scherer, Arcebispo de São Paulo, na Capela Sagrada Família e Santa Paulina, no Ipiranga, zona Sul da Capital. 
Na ocasião, os membros da Comunidade foram surpreendidos com a notícia dada por Dom Odilo a respeito da aprovação do estatuto da associação de fiéis ad experimentum por um período de cinco anos. 

EVANGELIZAR E RESGATAR
Fundada em 24 de junho de 1994, na Arquidiocese de São Paulo, a Comunidade Sagrada Família tem como carisma evangelizar e resgatar as famílias, inspirada no versículo bíblico “Crê no Senhor Jesus e serás salvo, tu e tua família” (At 16,31). Ela é formada por adultos e jovens, casados, solteiros, celibatários e vocacionados ao sacerdócio. 
“Nossa comunidade nasceu no Ipiranga, no âmbito da espiritualidade da Renovação Carismática Católica. Começamos a nos reunir com alguns casais para rezar, partilhar, fazer uma escuta. Com o tempo, percebemos que Deus queria algo mais de nós. Dessa pequena célula de casais, nasceu uma nova comunidade”, explicou ao O SÃO PAULO o fundador da Comunidade, Italo Juliani Passanezi Fasanella. 
Casado há 35 anos com Rosana Millan Fasanella e pai de seis filhos, Italo destacou que a Sagrada Família é uma “comunidade de famílias para famílias”.

MISSÃO
Para realizar essa missão, a Sagrada Família promove grupos de oração para jovens, adultos e crianças, retiros, seminários de vida no Espírito, encontros querigmáticos, ministério de aconselhamento e orientação familiar, além de uma editora que publica livros voltados ao carisma da Comunidade.
 “Também temos um projeto chamado Igreja Doméstica, por meio do qual vamos até as casas das famílias para rezar o Terço, meditar o Evangelho e fazer uma consagração da família à Sagrada Família, com a intercessão dos Santos Luís e Zélia Martin, pais de Santa Teresinha do Menino Jesus”, acrescentou o Fundador. 
Além de São Paulo, a Comunidade Sagrada Família tem missões constituídas nas cidades paulistas de Campinas, Santos, Assis e São José do Rio Preto. Há, ainda, membros da comunidade que vivem em Vitória (ES) e Paudalho (PE). 

DESAFIOS
Ao falar dos desafios enfrentados pelas famílias na atualidade, Italo ressaltou o isolamento, sobretudo nas grandes cidades. “Hoje, as famílias estão muito isoladas e, sozinhas, não conseguem caminhar e viver fielmente o projeto de Deus para elas. Portanto, é fundamental compreender essa dimensão da Igreja como família de famílias”, disse. 
O Fundador também lembrou a definição dada por São João Paulo II: “A família é uma íntima comunidade de vida e de amor. É uma comunidade de pessoas que se amam”. 
Italo também mencionou, entre os desafios enfrentados pelas famílias hoje, a falta de consciência do significado da vocação matrimonial. “Certa vez, o Cardeal José Freire Falcão [Arcebispo Emérito de Brasília] nos disse que a maioria dos que se casam não sabem o que estão fazendo, não têm consciência do sacramento do Matrimônio, da responsabilidade, do sagrado que eles mesmos ministraram. Então, ele nos pediu: ‘Ajudem as famílias a compreender a grandeza, a santidade e a beleza do Matrimônio’”, relatou. 

TESTEMUNHO
Victor Foganholi Ribeiro, 25, e Maria Carolina Santana Ribeiro, 24, casados há dois anos, têm um filho de 7 meses chamado Davi e são membros da Comunidade. Victor não era católico e se aproximou da Igreja quando começou a namorar com Maria, que já participava da Comunidade havia dez anos. 
Para o casal, a Sagrada Família os ajuda a viver em profundidade a vocação matrimonial. “A Comunidade é uma via de santificação, ajuda-nos na vida espiritual, conjugal, na educação dos filhos”, enfatizou Maria. “É um sustento para a nossa vida”, acrescentou Victor. 
Os jovens também ressaltaram que o fato de terem outras famílias por perto, que vivem a mesma busca de santidade, os encoraja e motiva a enfrentar os desafios. “São muitos os obstáculos em uma sociedade que prega o oposto do projeto de Deus para a família”, disse Maria. “Uma família não pode viver para si, deve testemunhar a alegria do amor de Deus para outras famílias que necessitam tanto dessa experiência”, completou Victor.

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