NACIONAL

DEVOÇÃO

A santidade e a missão em São Paulo testemunhadas pelas consagradas

Por Nayá Fernandes e Jenniffer Silva
16 de agosto de 2019

São José de Anchieta, Santa Paulina, Santo Antônio de Sant’Anna Galvão, Beato Mariano de La Mata e Beata Assunta Marchetti muito contribuíram com a evangelização na metrópole e deixaram um grande legado

A história dos consagrados e consagradas em São Paulo é repleta de testemunhos de pessoas que viveram de acordo com o Evangelho e tiveram a santidade reconhecida pela Igreja. São José de Anchieta, Santa Paulina, Santo Antônio de Sant’Anna Galvão, Beato Mariano de La Mata e Beata Assunta Marchetti muito contribuíram com a evangelização na metrópole e deixaram um grande legado, seja espiritual, seja em obras que frutificaram e hoje continuam a atender milhares de crianças, jovens, adultos e idosos nas mais variadas áreas. 


“O chamado à santidade é o primeiro e mais essencial. A vida santa é a nossa vocação e meta comum a partir do Batismo. Chegar à eternidade e viver na glória de Deus, como Maria, requer vida santa”, disse o Cardeal Odilo Pedro Scherer, Arcebispo Metropolitano, por ocasião da celebração em que se recordou o dia dos religiosos e religiosas em 2018. “O estilo de vida dos cristãos é a santidade”, complementou. 

Santa Paulina
Amábile Lúcia Visintainer nasceu em 16 de dezembro de 1865, na cidade de Vigolo Vattaro, região de Trento, ao norte da Itália. Aos 9 anos, veio para o Brasil, para o Estado de Santa Catarina, com sua família, em virtude da migração italiana da época.


Crescia comprometida com a missão de visitar os doentes e com a caridade com os mais pobres. Com a ajuda do pai, construiu uma pequena casa de madeira, que mais tarde veio a se tornar um pequeno hospital.


Em 12 de julho de 1890, Santa Paulina e sua amiga, Virginia Rosa Nicolodi, atenderam Angela Viviani, com câncer em estado terminal. A data marca o início da Congregação das Irmãzinhas da Imaculada Conceição.


Em 1903, ela se mudou para o bairro do Ipiranga, em São Paulo, onde hoje fica a sede-geral da Congregação e um memorial em sua homenagem, para cuidar de idosos, crianças órfãs e filhos de escravos. 


Outras duas virtudes de Santa Paulina estão eternizadas pelo carisma da congregação que construiu: sensibilidade para entender, disponibilidade para acolher, como afirmou Irmã Graça Sampaio, religiosa da Congregação das Irmãzinhas da Imaculada Conceição.


Como fundadora, tinha o direito de permanecer como Superiora-Geral até o fim da vida. No entanto, em 1909, foi deposta do cargo: “Ela permaneceu como irmã, servindo inclusive às pessoas idosas aqui de São Paulo. Sua vida de oração ajudou-a a ter coragem e a não desistir do caminho”, frisou Irmã Graça, que rememorou um dos últimos ensinamentos de sua fundadora: “Ainda que venham ventos contrários, nunca, jamais desanimeis, confiai em Deus e em Maria Santíssima”.


Considerada a primeira santa brasileira, Santa Paulina do Coração Agonizante de Jesus foi canonizada em 19 de maio de 2002, por São João Paulo II, na presença de mais de 20 mil pessoas, no Vaticano. 

Madre Assunta Marchetti
Assunta Marchetti nasceu em Lombrici, Camaiore, na Itália, em 15 de agosto de 1871, e morreu em 1º de julho de 1948, no Orfanato Cristóvão Colombo (atualmente chamado Associação Educadora e Beneficente Casa Madre Assunta Marchetti), na Vila Prudente, zona Leste de São Paulo.


A religiosa chegou ao Brasil em 27 de outubro de 1895 e dedicou-se de modo preferencial aos migrantes, órfãos, doentes, sofredores e pobres que precisavam de ajuda. O objetivo do orfanato, onde ela trabalhou incansavelmente, era o de criar em torno da vida das crianças um clima de família. Todas as crianças eram recebidas, independentemente de sua cor ou nacionalidade.


Quando superiora, a cofundadora da Congregação das Irmãs Missionárias de São Carlos Borromeo – Scalabrinianas unia oração e adoração eucarística aos mais pesados serviços  com as irmãs, mostrando interesse pelo que faziam, levantando-lhes o ânimo. Sabia ouvir, partilhar, valorizar. Antes de resolver qualquer problema, costumava passar horas diante do sacrário, ponderando os prós e contras, até se decidir pelo melhor. Madre Assunta Marchetti foi beatificada no dia 25 de outubro de 2014 na Catedral Metropolitana de São Paulo.

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