SÃO PAULO

Paróquia São Luis Maria Grignion de Montfort

50 anos de evangelização no Jardim Rincão

Por Nayá Fernandes
12 de mai de 2019

Fachada da igreja localizada no Jardim Rincão, Paróquia São Luis Maria Grignion de Montfort, que dará lugar a um novo templo a ser construído

Fotos: Luciney Martins/O SÃO PAULO

Os padres da Congregação dos Missionários Monfortinos chegaram ao Jardim Rincão, na zona Noroeste de São Paulo, há 50 anos. Hoje, a Paróquia São Luis Maria Grignion de Montfort, fundada em 1997, agrega uma comunidade que está atenta às transformações do bairro e pretende construir um novo templo.

Padre Humberto Jongen, missionário monfortino holandês que faleceu aos 101 anos, foi o primeiro a chegar por ali, em 1969, e, com ajuda de doadores da Holanda e até da sua própria família, foi adquirindo terrenos para construção da primeira capelinha, que depois foi substituída pelo atual templo, localizado na rua Doutor Carmelo D’ Agostino, 149. Antes dele, outro padre, vindo do bairro do Jaraguá, dava assistência à comunidade.

 

HISTÓRIA 

Padre Humberto Jongen, missionário monfortino holandês que faleceu aos 101 anos, foi o primeiro a chegar por ali, em 1969, e, com ajuda de doadores da Holanda e até da sua própria família, foi adquirindo terrenos para construção da primeira capelinha, que depois foi substituída pelo atual templo, localizado na rua Doutor Carmelo D’ Agostino, 149. Antes dele, outro padre, vindo do bairro do Jaraguá, dava assistência à comunidade.

Os paroquianos recordam-se de Padre Humberto como alguém que, além de uma fé inabalável, ajudou a trazer muitas melhorias para o bairro. Ele foi responsável por obras que foram desde a canalização das bicas, as creches, a quadra e o parquinho até a piscina e a igreja.

Também são lembrados com carinho pelos paroquianos outros padres, como Valdiran Santos e Carlos Augusto da Costa, o Padre Neno, que morreu em 19 de maio de 2013, aos 60 anos, quando sofreu um infarto, após uma missa que presidiu na Comunidade Santo Antônio de Taipas, que pertence à Paróquia.

 

COMUNIDADE VIVA

Selma Regina Galvani, 53, e Fernando Ferreira de Portugal Araújo são pais de Vítor Galvani, 28, e de Igor Galvani, 30. Todos eles participam e colaboram com a comunidade. Selma nasceu no bairro e recorda-se ainda da época em que tudo era um grande sítio. “Brincávamos sem medo nas ruas e éramos uma grande comunidade”, disse Selma.

Sueli Mendes Silveira, 59, é a coordenadora das pastorais na Paróquia e trabalha na Liturgia e na Pastoral dos Noivos.Ela tem uma filha que estudou música e que, desde pequena, participa com ela da Paróquia. “É uma alegria ter a família na Igreja. Uma felicidade e uma recompensa”, disse Sueli à reportagem do O SÃO PAULO.

Além das pastorais da iniciação cristã, como Catequese, a Paróquia mantém outras atividades como aulas de dança e capoeira para os jovens. “Com o crescimento do bairro, vieram outros problemas como o tráfico de drogas e a violência”, disse Selma.

 

AMIGOS DE SÃO JOSÉ

Com as mãos sujas de tinta, Osmar Galvani Filho, conhecido por Mazinho, falou à reportagem sobre o diálogo que a Paróquia sempre buscou ter com o bairro. “É muito importante esse diálogo com a comunidade e nós sempre buscamos realizá-lo. Nossa comunidade é abrigo quando há enchentes ou quando pega fogo nos barracos, por exemplo”, explicou Mazinho, que estava pintando as salas onde trabalharão os diáconos recém-ordenados da Ordem dos Cônegos Regulares Lateranenses.

Os Amigos de São José são um grupo fundado por Mazinho para realizar pequenas obras na comunidade. “Trabalhamos com voluntários, e sempre há alguém que nos traz um lanche ou uma bebida”, contou.

 

PROJETOS

O Pároco, Padre Sérgio Antônio Bernardi, da Ordem dos Cônegos Regulares Lateranenses, explicou que a comunidade já vem se preparando para demolir o atual templo e construir um maior. “Há três anos, estamos juntando recursos para reconstruir a igreja, porque não vale a pena reformá-la”, disse.

“Com uma nova comunidade, maior e mais bonita, tenho certeza que muitas pessoas do bairro voltarão a participar conosco”, continuou o Padre.

A Paróquia tem apoio da escola que fica ao lado e dos donos de mercados e comércios que ficam próximos à igreja matriz. “Muitas pessoas têm contribuído conosco e vemos a força que a comunidade tem dentro do bairro”, disse Selma, que comentou, ainda, sobre um dado que foi levantado a partir da pesquisa do sínodo arquidiocesano. “Vimos que a Igreja Católica é muito respeitada por todos, até mesmo pelas pessoas que são de outras Igrejas. Isso porque veem o trabalho sério que todos os padres que passaram por aqui fizeram durante esses 50 anos de evangelização”, continuou.

 

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