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ESPORTE

3 mulheres levam o Brasil a inéditas medalhas no Pan de Lima

Por Daniel Gomes
01 de agosto de 2019

Esportistas conquistaram medalhas no ciclismo mountain bike, patinação artística e triatlo
 

 

 

 

 

 

 

 

Luísa Baptista fazia sua estreia em Jogos Pan-Americanos em Toronto 2015. Aos 21 anos, a triatleta tinha concluído sem maiores dificuldades a prova de natação e estava na segunda volta do percurso de 40km do ciclismo, quando foi obstruída por outra competidora, desequilibrou-se e caiu. Recompôs-se e, mesmo com dores, seguiu em frente, cumpriu ainda os 10km da corrida e se despediu daquele Pan na 17ª posição. 


Quatro anos depois, em Lima, no Peru, no sábado, 27, Luísa voltou a representar o Brasil no triatlo e desta vez se tornou a primeira brasileira medalhista de ouro nesse esporte na história dos Pans.


“Sabia que o resultado poderia vir, e tinha de acreditar no trabalho. Não só no trabalho de alguns meses atrás, mas no trabalho de oito anos, quando comecei no triatlo”, declarou Luísa, em entrevista ao site do Comitê Olímpico do Brasil (COB).


Na mesma prova, a brasileira Vittoria Lopes conquistou a prata. Na competição masculina, Manoel Messias terminou na 2ª posição. Luísa, Manoel, Vittoria e Kauê Willy também conquistaram na segunda-feira, 29, a medalha de ouro no revezamento misto.

 

Bruna, os patins e a família


Outra medalha inédita para o Brasil em Pans também foi conquistada no sábado por Bruna Wurts, 18, da patinação artística feminina, modalidade que não é olímpica. A brasileira desbancou a favorita Giselle Soller, da Argentina, que ficou com a prata. No masculino, o brasileiro Gustavo Casado conquistou a medalha de bronze.


Carioca, Bruna se encantou pela patinação já aos 3 anos de idade. “Desde pequena, sempre quis me dedicar à patinação e às competições. Foi tanto tempo de dedicação e tantas coisas que deixei de fazer para ir treinar, mas tudo valeu a pena”, afirmou.


Aos 11 anos, Bruna foi campeã sul-americana. Desde então, a família não poupou esforços para que pudesse seguir em alto nível. Entre 2011 e 2013, a jovem morou em Madri, na Espanha. Em 2015, voltou a viver naquele País, na cidade de Barcelona, dessa vez na companhia da mãe e da irmã. Eric, pai da campeã pan-americana, permaneceu no Rio de Janeiro. “Ele mora no Brasil sozinho, para que eu possa estar lá [Barcelona] e dar o meu melhor. Vou ser eternamente grata. Desde pequena, meus pais sempre me ajudaram”, declarou a atleta ao site Globoesporte.com. 

 

A versátil Jaqueline Mourão


Ao cruzar a linha de chegada em 3º lugar na disputa do ciclismo mountain bike, no domingo, 28, Jaqueline Mourão se emocionou. Motivos não faltavam. Aos 43 anos, ela se tornou a primeira brasileira medalhista pan-americana nesse esporte e conseguiu a medalha que viu escapar no Pan do Rio, em 2007, quando terminou em 4º lugar. 


“Foi um duelo muito forte. Quando vimos a Campuzano [mexicana, medalhista de ouro] tão perto, aceleramos o ritmo. Eu tentei atacar nas subidas, mas senti muita câimbra, batalhei até o fim para conseguir fechar o gap com a segunda colocada, mas sabia que para o sprint a Sofia [argentina que conquistou a prata] viria muito forte. Estou muito feliz com o meu resultado. Parabéns para toda a minha equipe”, declarou ao site do COB.


Além dos Pans de Lima 2019 e do Rio 2007, Jaqueline competiu no ciclismo em Santo Domingo 2003 e participou das olimpíadas de Atenas 2004 e Pequim 2008. Atualmente, é a brasileira mais bem colocada no ranking internacional do ciclismo mountain bike, o que lhe assegura a vaga para os Jogos de Tóquio 2020. 


Jaqueline vive no Canadá desde 2008, onde encontrou melhores condições para a prática do esqui cross-country, modalidade em que já representou o Brasil em quatro edições dos Jogos Olímpicos de Inverno, sendo a primeira esportista da história do País a ter participado de olimpíadas de inverno e de verão. 

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