Jornal o São Paulo

Sínodo Arquidiocesano

Vinde, Espírito Santo, derramai sobre nós o espírito da sinodalidade!

O sínodo arquidiocesano é “tempo de Graça”, pois, iluminados e guiados pelo Espírito Santo, abrimos o entendimento àquilo que Deus espera da Igreja e não àquilo que queremos que a Igreja seja.

O caminho da “sinodalidade” é o caminho que Deus espera da Igreja, que ela seja sempre “sinodal” em todo o seu “ser” e “agir” (cf. Papa Francisco, 17/10/2015). 

A “sinodalidade” é dimensão constitutiva da Igreja. O que o Senhor nos pede, em certo sentido, está tudo contido na palavra “sínodo”. 

O que já podemos compreender é que o sínodo não é apenas um acontecimento de dois ou três anos que realizaremos e celebraremos e, depois, continuaremos... mas, sim, é nossa resposta à vontade do Senhor para a Igreja em São Paulo, “ser sinodal”. Neste momento, o sínodo é, sim, um tempo de escuta, revisão, discernimento, oração, para que possamos evangelizar a cidade. E, é neste momento, com humildade e docilidade ao Espírito Santo, que pontuamos alguns aspectos necessários para que caminhemos em Comunhão, Conversão e Renovação pastoral-missionária. 

  1. O primeiro ponto, mesmo que ele cause inquietudes entre nós, é aquele que o Papa Francisco muito insiste em tudo o que nos ensina: A Igreja é de Cristo, o Povo é de Deus e Ele tem um plano de amor para com a Igreja que é o Povo de Deus. Assim, a Igreja é sempre discípula do Senhor: serve, em caridade; santifica, em doação; e faz novas todas as coisas como o Senhor o faz. Não pretendamos que o caminho sinodal realize a “Igreja que nós queremos”, mas sim a “Igreja que Cristo quer que sejamos”.
  2. Nesse sentido, urge que cresçamos na interpretação da Palavra revelada e na sua compreensão da verdade (cf. EG, 40). O Evangelho de Jesus Cristo, que é o próprio Cristo, é a “espinha dorsal” da Igreja. Dele advém todo o agir da Igreja. Sabemos que a “espinha” no corpo humano, uma vez quebrada, imobiliza todo o corpo. A conversão eclesial e pastoral só ocorrerá, de fato, se formos fiéis ao Evangelho da Verdade.
  3. O Evangelho é o próprio Cristo que se manifesta a nós e nos chama a vivermos “enxertados” nele. O caminho é o da “Alegria” do Magnificat (Lc 1, 46-56); o de evangelizar sob a ação do Espírito Santo (Lc 4, 18-19); o de testemunhar as “Bem-aventuranças” (Mt 5, 1-12; Lc 6, 20-23); o de agir, em obras de misericórdia (Mt 25, 31-46); o de viver eucaristicamente (Jo 13, 2-20; 14-17); e o da contínua missão (Mt 28, 18-20; Mc 16, 15-18).
  4. Quem nos ensina e nos atrai ao Evangelho de Cristo é o Espírito Santo (Jo 14,26), que age no Magistério da Igreja, para que este nos faça crescer na interpretação da Palavra revelada. Daí toda a Doutrina da Igreja: dogmática (elementos fundamentais da fé), moral (conduta cristã como testemunho de vida) e social (ação transformadora da Igreja no mundo).

Que o Espírito Santo nos ilumine neste caminho!

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