Sínodo Arquidiocesano

Sínodo, caminho de comunhão

O objetivo das assembleias paroquiais do sínodo, que logo serão realizadas, é o de contribuir, com discernimento evangélico, para a reflexão global da vida e missão da Igreja na Arquidiocese e apresentar propostas para o caminho pastoral a ser percorrido na ação evangelizadora, em vista da renovação missionária da paróquia, comunidade de comunidades, e de toda a Arquidiocese de São Paulo (cf. Regulamento das assembleias paroquiais do sínodo, 1 b e c). 

Daí a fundamental importância da assembleia paroquial, para que a Igreja de São Paulo renove o seu vigor como “sinal” visível e atuante da presença de Deus nesta cidade. Esta importância interpela cada comunidade paroquial a preparar, com dedicação e reflexão, a sua assembleia sinodal, pois esta não pode ser considerada apenas um evento eclesial corriqueiro, mas sim um ato eclesial de fé que se compromete, a partir da paróquia, em renovarse na sua ação missionária e pastoral evangelizadora, e em assumir o caminho contínuo de comunhão e conversão. 

O momento é oportuno e exige de cada comunidade paroquial a docilidade e escuta do Espírito Santo que a conduz ao “coração do Evangelho”, a fim de que ela viva cada vez mais o próprio Evangelho e o anuncie em testemunho a todos, sem exceção. 

Mas, por onde começar? A comunidade paroquial evangeliza, em primeiro lugar, mediante o testemunho global de sua vida, e por isso, ela deve começar a perguntar sobre si mesma: se ela vive a comunhão querida por Cristo e celebrada na Eucaristia; se ela é sinal e instrumento de comunhão transbordante no lugar em que está, enfim, se ela é comunidade à imagem da Trindade Santíssima da qual ela se deriva. 

No caminho sinodal arquidiocesano até aqui percorrido, já nos despertamos para o grande desafio e a grande urgência que é o de “viver o dom da comunhão” nas comunidades paroquiais e na inteira Arquidiocese de São Paulo. 

A comunhão é dom que está enraizado em Deus e é tarefa e missão da comunidade cristã. 

Na comunidade não há membros plenos e outros apenas figurantes, pois todos têm a mesma dignidade. Todos têm o que dar e o que receber. A comunidade que não cresce em comunhão está longe de ser discípula e missionária de Jesus, pois Ele insistentemente diz a ela “convertei-vos e crede no Evangelho” (Mc 1,15), “permanecei em meu amor” (Jo 15,9), “como eu vos amei, amai-vos também uns aos outros e nisso conhecerão todos que sois meus discípulos” (Jo 13, 34-35).

Nos próximos artigos aprofundaremos sobre este tema essencial, o da “comunhão eclesial”, para que a comunidade paroquial seja sinal e instrumento de comunhão na inteira Igreja da Arquidiocese de São Paulo e transborde em missão esta mesma comunhão de amor e de vida à Cidade de São Paulo. 

 
Padre José Arnaldo Juliano dos Santos é Teólogo-Perito do sínodo arquidiocesano 
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