Jornal o São Paulo

Sínodo Arquidiocesano

E o Espírito diz às Igrejas: ‘ide ao encontro...’!

A interpelação do Espírito Santo à Igreja, desde a sua manifestação em Pentecostes, é a de que ela assuma a “postura do ir”, pois este é o mandato do Senhor aos seus discípulos – “ide”! 

A Igreja necessita ser cada vez mais uma “Igreja do ir”, ir ao encontro das pessoas, nas mais diversas situações, nas mais distantes periferias, ir ao encontro das culturas em sua diversidade e, sobretudo, ir ao encontro de si mesma, no sentido de purificar-se do que venham a ser as marcas históricas não condizentes com o que o Senhor Jesus quer para sua Igreja (cf. EG,19-49).

O “sentido” e o “objetivo” do sínodo arquidiocesano é o de revigorar a Igreja Particular de São Paulo para que ela seja cada vez mais uma “Igreja do ir” e seja verdadeiramente discípula e missionária de Jesus Cristo na cidade.

Com este propósito, inicia-se um momento de grande importância do sínodo arquidiocesano: o da pesquisa que será promovida em todas as paróquias da Arquidiocese com a finalidade de realizar o levantamento da realidade social, religiosa e pastoral de cada comunidade; e o levantamento sobre os indicadores objetivos dos serviços religiosos e pastorais oferecidos pelas paróquias. 

Precisamos desta pesquisa de campo para alargarmos a nossa consciência sobre a situação sociorreligiosa e pastoral na nossa Arquidiocese de São Paulo; para que conheçamos melhor o “rosto” de cada comunidade paroquial; para que tenhamos consciência dos desafios e urgências que devemos enfrentar na evangelização durante os próximos anos e, assim, possamos ter a coragem de “mudar” o que precisamos “mudar”. 

Mas há uma nota importante que devemos sublinhar: é certo que o Espírito interpela a Igreja a assumir cada vez mais a “postura do ir”, no entanto, a Igreja é a comunidade dos fiéis batizados reunidos pela Trindade Santíssima, por isso a mudança deve começar em cada fiel cristão. Não podemos exigir que as estruturas da Igreja tornem-se adequadas para melhor evangelizar no tempo atual se não nos abrimos pessoalmente à interpelação do Espírito para uma renovação pastoral missionária e não nos colocamos no caminho da conversão. Daí, devermos também fazer a nós as perguntas que faremos aos outros, por exemplo: como estou acolhendo a proposta do sínodo arquidiocesano? Há quanto tempo estou na mesma pastoral? Eu, como catequista, pergunto: a Catequese na minha paróquia tem o meu “rosto” ou o “rosto” que a Igreja pede que ela tenha? E tantas outras perguntas, cujas respostas poderão não nos agradar, mas que com a docilidade do próprio Espírito Santo buscaremos superá-las no caminho de comunhão, conversão e renovação pastoral. 

Somos todos corresponsáveis para que a luz do Evangelho chegue a todas as partes desta nossa cidade.

 

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